Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Proibido amar. Rezemos para que os tiranos não sigam perseguindo a Igreja .


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Proibido amar

Pe. Santiago Martin - 9 abril 2013 - religionenlibertad.com

As ditaduras, quando se decidiram a atacar a Igreja, o fizeram cortando a liberdade de culto, a liberdade de associação e a ação social e educativa da mesma.

Já Juliano o apóstata, aquele imperador que sonhou em dar marcha-ré ao relógio da história, compreendeu que as obras de caridade da Igreja eram sua melhor carta de apresentação e por isso, ao lado da perseguição, estimulou os templos pagãos para que fizessem o que a Igreja fazia.

Foi em vão e o imperador morreu dizendo a única frase com que passou à história: Venceste, galileu!. Referindo-se a Jesus, naturalmente.

Os nazistas e os comunistas seguiram o mesmo itinerário. E, como Juliano ou como Nero, também fracassaram. Mas seu objetivo estava aí: que a Igreja não possa educar as crianças e que não possa ajudar aos pobres. Para estes aliados do demônio, acabar com ambas ações era inclusive mais importante que proibir a liberdade de culto, mesmo que esta também fosse muito restringida.

Agora nos inteiramos de que na muito democrática América do Norte  e na agradável e ensolarada Miami, o prefeito  proibiu as  monjas de   Madre Teresa que ajudem os pobres.

Estas santas mulheres, com seu humilde sari branco e azul e seu eterno sorriso, servem os últimos dos últimos e reúnem todos os dias mais de trezentos indigentes para dar-lhes de comer. Isso enfeia a zona -onde está uma prestigiada universidade, entre outras coisas- e incomoda os ricos que se sentem incomodados diante do espetáculo e o cheiro que deixam os mendigos.

Como não se atrevem a matar-lhes -que talvez tudo se resolvesse-, o melhor é dispersar-lhes, dissolver-lhes, diluir-lhes. Porque o que os "olhos  não veem, o coração  não sente", pois não tenha dúvida de que resulta incômodo atravessar um  tribunal de mendigos vestido com um traje de dois mil dólares e com uns sapatos de mil.

Até é possível que a universidade esteja já perdendo alunos, pois como vai ser um centro de qualidade se tem semelhantes vizinhos. Os pobres, que os eliminem, e se não se pode acabar com eles ao menos que os escondam. Isso é o que pensam os ilustres vizinhos dessa zona de Miami e, depois, seu prefeito.

Em definitivo, que as monjas da Madre Teresa estão a ponto de se converter  em delinquentes. De fato, já as tem acusado de ter um "negócio ilegal". Porque talvez, para os riquíssimos intolerantes, é inconcebível dar de comer ao faminto de forma gratuita e quem sabe quais especulações estarão montando sobre os possíveis e ocultos benefícios que as monjas devem estar conseguindo por causa de alimentar os mendigos.

O caso é que as seguidoras da beata Teresa de Calcutá possivelmente irão para o cárcere. E irão  porque de nenhum modo vão  deixar de ajudar os últimos dos últimos, por muito que o proíbam. Esse dia será triste e glorioso por sua vez. Triste, porque a ditadura em que se está convertendo a democracia mostrará seus cruéis caninos sem nenhuma maquilagem, e glorioso porque voltaremos a dar testemunho de quem somos: os verdadeiros e únicos defensores da liberdade e do amor.

Eu não quero que as monjas vão para o cárcere e menos por alimentar aos pobres. Não quero que acabem -como fazem- os que pacificamente se manifestam diante das clínicas abortivas. Mas se tem que acontecer, que seja por isso: por serem fiéis a Cristo e à sua mensagem. Rezemos para que os tiranos não sigam perseguindo a Igreja e, para que se o fizerem, saibamos estar   à altura dos que nos  precederam, os mártires.

http://www.magnificat.tv/es/node/3331/2


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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Becky era pró-aborto, agnóstica, e dizia que Cristo é um mito... hoje é católica e pró-vida.


ReligionenLibertad.com



Ficou zangada com Deus, mas depois curou sua relação

Becky era pró-aborto, agnóstica, e dizia que Cristo é um mito... hoje é católica e pró-vida.

Propõe um feminismo novo, que defenda a homens, mulheres e crianças. A Teologia do Corpo e a regulação natural da fertilidade são as ferramentas que mudarão a cultura.

Pablo J. Ginés / ReL- 21 março 2013-religionenlibertad.com

Becky Bowers-Greene é na atualidade uma importante ativista pró-vida, católica convencida, promotora da regulação natural da fertilidade, da Teologia do Corpo de João Paulo II e de um feminismo que proteja a vida, a família e a complementaridade do homem e a mulher. Seu blog www.reclaimingthewomb.com desenvolve todos esses temas.

Mas nem sempre foi assim. Batizou-se em 2001 em Phoenix, Estados Unidos. Antes era feminista, pró-aborto, dava a anticoncepção por solução e o matrimônio do mesmo sexo lhe parecia perfeitamente correto. Sua viajem espiritual e vivencial foi intensa.

Sem educação cristã
"Não me educaram em nenhuma religião, e mesmo que nunca  me animasse a ser anti-religiosa dei por fato que ao não praticar nenhuma fé devia ser hostil à religião em geral", explica Becky a ReL sobre sua infância e juventude.

"Pensava que a religião era só uma muleta que os hipócritas usavam para desculpar suas ações julgando e assinalando com o dedo os demais. Eu não era ateia, mas sim uma agnóstica orgulhosa. Sempre senti que devia existir um Deus, mas  caçoava da ideia de que Deus se interessasse por nossa vida. Parecia-me ridículo que as pessoas rezassem antes de um jogo, quando na África  passava-se fome ou tinha crianças morrendo de leucemia. Creio que naquela época já tinha algum tipo de diálogo com esse deus", recorda Becky.

Sem nenhuma formação cristã, Becky pensava que Cristo nunca existiu, que tudo o que tinha na Bíblia e ao seu redor eram mitos.

Feminista, abortista... e um noivo católico
Aos 20 anos era feminista, "pró-escolha" (defensora do aborto) e também "não pensava dedicar nem um segundo para considerar que a anti-concepção tivesse nada de mal".

Mas aconteceu algo que não é frequente nos países com diversidade religiosa: arrumou um noivo crente, um garoto católico que   tomava muito a sério a fé. Tão  sério, que na primeira vez que saíram juntos, ele lhe disse que ia entrar no seminário, para discernir uma possível vocação sacerdotal. Mas queria estar com ela, conhecê-la, enquanto chegava o momento. Becky ficou muito intrigada, quis  conhecê-lo melhor, entendê-lo, e para isso tinha que entender essa fé que tanto o emocionava.

Lendo "Mero Cristianismo"
Becky se matriculou no curso de iniciação cristã para adultos comum nas paróquias dos Estados Unidos. Enquanto ele entrava no  seminário, ela estudava a fé. Leu muito C.S. Lewis e especialmente seu livro "Mero Cristianismo" lhe abriu os olhos. Percebeu  que tinha 24 anos e não sabia quase nada de ética, de moral, e menos de Deus e sua vontade.

Além disso, "comecei a conhecer mais e mais gente inteligente, amável, amorosa e realmente crente". Ela de menina só  tinha conhecido maus cristãos, maus exemplos: as pessoas que conhecia agora lhe impactavam.

A Escritura, a tradição, a lei moral natural... tudo parecia encaixar bem na Igreja Católica. E se preparou para batizar-se na Vigília Pascal de 2001. Mas não pôde ser.

Uma tragédia e uma forte raiva
Na Quinta-feira Santa, dois dias antes do grande momento, seu pai morreu de um ataque do coração quando se preparava para ir ao batismo de sua filha. "No dia marcado que eu devia entrar na   Igreja, me encontrava escolhendo ataúde para meu pai. Odiei  Deus. Odiei a Igreja. Meu pai, meu primeiro amor,  a morte o tinha levado, e  meu noivo  Deus levou ao seminário. Estava zangada e  disse que nunca perdoaria a Deus por isto".

Mas passaram os dias e entendi uma coisa: "a morte de meu pai teria sido em vão, porque ele morreu indo ver me batizado, e eu   tinha deixado. Mesmo zangada, decidi receber os sacramentos uns meses depois".

Então  seu noivo saiu do seminário, e retomaram sua relação. Os dois tinham mudado, tinham que aprender a se conhecer  de novo. E se focaram nisso.

Regulação natural e visão católica
Na preparação para o matrimônio, fizeram um curso de regulação natural da fertilidade. E isso lhes ajudou a fortalecer sua relação e sua fé. Para Becky, além disso, foi um passo para aprofundar e redescobrir a visão católica da vida para ela mesma, não só por ele. Seguia zangada com Deus, durante 9 meses não foi  comungar. Não se fiava em Deus e de suas intenções.

Mas o ensinamento da Igreja, da fé, de sua moral formosa e exigente, lhe fascinava. E sua defesa da vida, da mulher e dos mais fracos. Suas feridas se foram curando, e se reconciliou com o Senhor.

"Hoje sei o que é o verdadeiro feminismo: assumir a feminilidade e o desígnio com que Deus me criou. É estar casada com alguém que O honra e respeita, educar filhos para que entendam a dignidade da pessoa".

Becky e seu marido hoje tem três meninos, outro a caminho, e um bebê no Céu. "Falamos aos noivos e matrimônios sobre a Teologia do Corpo, o ensinamento da Igreja sobre a vida, a família, a vida e a fertilidade; escrevo e dou palestras no movimento pró-vida. E é para mim uma honra apresentar esta verdade a tanta gente que nunca a escutou".

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Pais de gays. O pai, dá o sentido da vida… A identidade, o sentido de pertença, é quem dá a mensagem aos filhos de uma vida com propósito.


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Pais de gays
Alberto Perez - 21 de março - religionenlibertad.com

21 de Março, hoje faz dois dias que celebramos ao menos aqui na Espanha, o “Dia dos Pais”. Em todo o mundo não estamos de acordo sobre a origem da festividade nem na data de celebração.

No entanto, aqui e em Pequim, temos claro que nesse dia especial, celebramos a figura do pai na família. Celebramos e honramos o sentido de  paternidade, destacamos e recordamos a importância da influência do homem em seus filhos.

O pai tem um papel muito importante e insubstituível dentro da família. Será sempre o símbolo da providência, do sustento, da proteção, a figura forte, aquele que põe ordem…

Ambos os pais são chaves no desenvolvimento dos filhos. Mas garanto que estamos de acordo em que,  concretamente, o pai, sobretudo dos filhos homens é vital, eles são os que despertam o sentido de hombridade, são os encarregados de transmitir a masculinidade, é a eles  a los que   toca fazer o convite ao “mundo dos homens” aos seus filhos homens.

Com as garotas, não é de menor importância, a figura do pai terá um papel determinante na hora de afirmar o valor como mulheres.

A mãe, dá a vida… Haverá algo maior que isso? Haverá algo maior que o amor de uma mãe?

O pai, dá o sentido da vida… A identidade, o sentido de pertença, é quem dá a mensagem aos filhos de uma vida com propósito.

A questão é que vivemos em uma geração “mal marcada”. O Mal   fez estragos com os homens. Eles são  a cabeça da família, e a família é a base da sociedade. Então, nós vamos!

Todos temos visto as típicas  cenas de filmes ou temos escutado histórias em  que se mostra algo assim como… “Não importa que todo o mundo me aplauda, não importa que recebamos o reconhecimento de todo o mundo… o que realmente enche o coração, é a aprovação de um pai”.

Vivemos em um mundo faminto de pai. Vivemos em um mundo com poucos homens no sentido completo da palavra.

Para os filhos homens, o pai é fonte vital de segurança e auto-estima. Todo menino para chegar a ser homem, tem que ser convidado por outros, essa é a  tarefa do pai.

Muitos homens, andam sedentos do amor e da aprovação de um pai. Um reflexo claro disso é  quando meninos gritam “Papai, olha o que estou fazendo!”.

Também acontece com muitas mulheres. Eu conheci    muitas garotas que me  confessaram entre lágrimas que, para a pouca sorte de muitos garotos, realmente não eram tão ardentes nem fogosas como dava a impressão. Por trás de cada encontro sexual, do regalar-se… iam buscando simplesmente, o abraço do pai.

É bem sabido que a figura do pai está estreitamente relacionada com a problemática da homossexualidade, mas também, com outro tipo de problemáticas.

Hoje em dia, como orientador, como instrutor em reorientação sexual, graças à minha experiência pessoal posso ajudar a outros a sair da homossexualidade, solucionando entre outras coisas, situações de bloqueios entre pais e filhos.

A verdade é que a maior parte dos pais não são maus. O que acontece é que não podem dar o que não receberam. Muitos homens são vítimas de sua própria história. Não sabem como relacionar-se com seus filhos… porque tampouco foi feito com eles.

E… Tu o que diz? Como foi a relação com teu pai?

Homem, te animo para que abraces  teus filhos, para que não tenham a necessidade de que o faça outro homem.

Segue tendo esperança e a mudança segue sendo possível.

Confio também em que muitos, possam encontrar-se com o Pai perfeito, aquele que nunca falha. O que nos ama aloucadamente. O que pode fazer mais e melhores coisas por nós, por  cima do que possamos imaginar e pedir. Em definitivo, o pai que sempre temos sonhado.
Alberto Perez

Este blog de Alberto Perez quer dar a conhecer as vivências pessoais de um jovem espanhol que batalhou com uma forte adição à pornografia e com atrações homossexuais não desejadas.

Frente ao seu testemunho de mudança, podemos opinar ou pensar o que queiramos. No entanto, cabe pouco que discutir. Quem pode negar a realidade que ele viveu?

Também encontraremos um espaço que oferece uma visão diferente dos fatos que enfrenta nossa sociedade. Uma visão politicamente incorreta, realista, revolucionária, crítica e que com certeza provocará todo tipo de reações. Quanto menos será polêmico e divertido!

Um espaço com uma visão centrada na denúncia de tudo  relacionado com a ideologia de gênero, cultura de morte, destruição antropológica e a imposição de um pensamento único, todo isso com o RESPEITO, a VERDADE e a LIBERDADE.

Alberto Perez deseja sinceramente que, o blog possa servir também como uma ferramenta da verdade na denúncia de qualquer tipo de rejeição ou discriminação para os grupos de gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais.

Por outro lado, Alberto pretende que este blog, seja para muitos um espaço de esperança.

Daqui, defenderemos o direito à livre auto-determinação sobre dar ou não os passos necessários a exploração da possibilidade de  mudança para aquelas pessoas insatisfeitas com seus sentimentos homossexuais.

A mudança é possível!

Alberto Perez, diretor e orientador em www.verdadylibertad.es

Alberto Perez, siesposibledejarlavidagay@live.com, é autor, editor e responsável pelo Blog "É possível deixar a vida gay?, alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com


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segunda-feira, 1 de abril de 2013

As sete palavras de Cristo Crucificado hoje.


infocatolica.com


As sete palavras de Cristo Crucificado hoje

São Paulo disse na carta aos romanos: «nós, sendo muitos, não formamos mais que um só corpo em Cristo, sendo cada um por sua parte   uns membros dos outros» (Rom 12, 5). E este corpo está, hoje também, crucificado… e nos fala suas sete palavras.

Juan Antonio Ruiz Sacerdote, LC -27/03/13- infocatolica.com

 «Quando for elevado, atrairei todos  a mim» (Jo 12, 32). Hoje nos encontramos aos pés de Cristo na cruz, aos pés de um moribundo. E estamos aqui para acompanhar-lhe, para demostrar-lhe nosso amor profundo. Mas também para escutar-lhe.

Geralmente dizem que as últimas palavras de uma pessoa são sagradas, pois nos marcam com fogo a última recordação da pessoa amada. Mas o agonizante que acompanhamos não é um a mais: é o Filho de Deus. E sua morte não é uma a mais: através dela está redimindo a Humanidade. Estamos assistindo, sem lugar à dúvidas, a morte mais impressionante que o Universo poderá jamais presenciar.

E ainda assim alguém levanta uma objeção: «na realidade estamos diante de um simples quadro. Cristo está desenhado aí e, sim, sentimos tristeza e amargura… mas de um fato passado, algo que eu não vivi na primeira pessoa. Por isso não me impressiona tanto».

São Paulo disse na carta aos romanos: «nós, sendo muitos, não formamos mais que um só corpo em Cristo, sendo cada um por sua parte   uns membros dos outros» (Rom 12, 5). E este corpo está, hoje também, crucificado… e nos fala suas sete palavras. Escutemo-las!
***
Primeira Palavra:

«Faz nove meses que uma parte de mim morreu. Esta é a história de como abortei, e agora, cada dia, me arrependo. Eu sempre beijava por onde pisava meu noivo. Já sabeis, a ilusão, o carinho, nos metemos a comprar nosso piso…, e então ocorreu. Fui ao médico, e qual foi minha surpresa quando me disse que estava grávida! Quase me dá um infarto quando vi a ultra-sonografia. Estava de mais de um mês.

«O caso é que nem meu noivo nem eu nos sentíamos preparados. Então marcamos hora numa clínica privada onde se praticam abortos. E demoraram duas semanas para receber-nos. Nesse tempo, eu cada dia queria um pouco mais a criança que levava dentro. Não sabia explicar a sensação. Percebia seu coração em meu ventre e me sentia cada vez mais feliz, deixava de pensar no dinheiro, em como íamos pagar tudo. Meu pequeno me fazia sentir-me feliz. Mas meu noivo afastava a mão de meu ventre. Sempre se referia a ele como a um estorvo.

«No dia em que fomos à clínica eu me sentia muito mal, queria chorar. Mas ele me dizia que, quanto antes nos livrássemos do problema, tudo voltaria à normalidade. Na clínica demoraram mais de um mês em marcar a data. Disseram-me que tomasse três pastilhas seguidas e que não aconteceria nada. Mas como podia eu seguir só adiante com minha gravidez? O que ia   fazer? Reconheço, me assustei.

No final, acabei suplicando-lhe. Implorei como jamais o fiz com ninguém. Chorei de joelhos,  disse que queria tê-lo. Que se não o tivesse, eu morreria.
«Querem saber o que aconteceu, no final, com meu bebê?   Tomei só  duas pastilhas, já que começaram as contrações antes de tomar  a terceira. Ninguém queria nos atender  no hospital, porque justamente naquela hora era mudança de    guarda. E estive quase três horas sentada em uma cadeira de rodas, pois não podia nem andar. Então, um médico jovem saiu da ginecologia e me viu. Perguntou-me se tinha urinado em cima. Deus, era sangue! Fiquei quase hora e meia sangrando.

O sangue havia manchado meus jeans e tinha jorrado até minhas calcinhas. Pararam a hemorragia. E me drogaram pela  dor. Com cólicas, tão drogada como estava, fui ao banheiro, e sem poder evitar  me pus  contra a parede e com os joelhos tocando-me o peito e comecei a empurrar sem saber como. E saiu.

«Eu  queria ficar com ele. Era meu. E o abracei e me pus a dormir com ele sobre o chão do banheiro do hospital. Queria morrer  com ele. Era um bebê, mas bem pequeno, como um  desses gatinhos de um mês e meio que te cabem na palma da mão. Com seus olhinhos. Suas perfeitas mãozinhas. Seus vinte dedinhos. Seus pezinhos… Ainda não posso falar disso sem por-me  a chorar. Ele chegou e o atirou na privada. Só  podia pensar em meu bebê. Onde estava? Por que  não o tinha mais comigo? Eu sentia como se tivesse  dado a luz, e me tivessem roubado  meu nenê. Deus bendito! Tinha jogado  mi filho na privada! Odiei meu noivo por tudo o que tinha passado. Agora já não busco culpados. Só  sei que ele não me quer. E que é um covarde. Mas  não me provoca mais asco ou ódio. Só  tristeza. Beijos, e espero que os outros vos anime. Uma mãe» (Testemunho aparecido em Alfa e Omega, junho de 2005).

São palavras que suplicam perdão, que desejam o perdão. Elas nos dizem: Dá-te conta, cristão! Necessito o perdão, necessito o consolo. Não me negues tu… aproxima-me de Deus. Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Segunda Palavra:

Sandro Pertini, presidente da República da Itália, era socialista e ateu. Mas depois do primeiro encontro com o Papa João Paulo II, algo tocou os cimentos de sua alma. Após essa data, iniciou uma profunda amizade com o Santo Padre,   que chamava continuamente por telefone. Não duvidava em considerar o Papa «seu amigo».

Anos depois, em seu leito de morte, Pertini chamou o Vaticano: queria falar com João Paulo II. O Papa não duvidou nem um momento: cancelou todas suas audiências e se dirigiu ao hospital. Mas ao chegar à porta do quarto,  encontrou com um problema insuspeito: a esposa de Pertini o impe­diu de entrar; nem sequer lhe dirigiu o olhar.

O Papa, ao ver a firmeza da mulher, tranquilamente   disse: «Posso trazer uma cadeira? Assim, pelo menos, posso ficar perto mesmo que seja aqui fora». Quando se sentou, pegou de seu bolso a coroa do rosário. De novo, se dirigiu, com serenidade, à senhora: «Olhe, não há nenhuma necessidade que entre no quarto. Meu amigo me  chamou e eu   vim, nada mais». Dito isto, começou a rezar no corredor. Passados uns momentos,  depois de terminar seu breviário, o Santo Padre afirmou: «Agora ele está em paz». E se foi.

Esta é talvez uma das palavras mais importantes: «Hoje estarás comigo no  paraíso». O paraíso! A eternidade com Deus. O que há de mais importante que isso? Para uma pessoa, nada. Se joga toda a eternidade no momento de sua morte. Cristo, faz 2000 anos, o soube e por isso   brindou ao ladrão a possibilidade… estando Ele crucificado. Como católicos somos chamados a dizer também à muitas almas, a este mundo que vive crucificado. Ânimo, hoje estarás na eternidade com Deus, no paraíso!

Terceira Palavra:

«Eu amo muito a dor e a Cruz. Não   me dou bem fazendo grandes penitências, mas se acolho com alegria as dores e sofrimentos com os que meu Senhor me abençoa. Quanto bem se pode fazer abraçando nossa cruz com amor! A dor é um meio para conhecer e consolar o doce Coração de nosso Jesus, é também um meio poderosíssimo para resgatar almas, para aproximá-las de nosso amado Senhor.

Como não acolhê-la com alegria, amor e agradecimento!
«Há tempos, nosso Senhor se serviu de mim para ajudar a um irmão teu  de sacerdócio cuja alma estava em gravíssimo perigo de se perder. Independentemente de orar muito por ele nesse momento concreto de sua vida em que devia escolher que caminho seguir (permanecer em seu sacerdócio ou caminhar para sua perdição), creio que o que mais força teve foi o grande sofrimento que experimentei. Foi nesse momento tão intenso, em que pude perceber em minha alma esse combate mortal do Maligno por um alma, que aprendi a amar a dor. Que sede de padecer! Daria minha vida para resgatar esta alma, eu   pedia a nosso Senhor mais sofrimento, porque de algum modo entendia que essa dor intensa era o meio mais eficaz para trazer de volta esta alma. Por fim, terminou o combate e a alma escolheu o caminho de sua salvação que agora percorre, com sofrimento ainda, mas ternamente abraçado ao seu sacerdócio» (Mensagem que recebi em 2010).

Quem é minha mãe e meus irmãos? Aqueles que cumprem a vontade de meu Pai são minha mãe, minha irmã e meu irmão (cf. Lc. 8, 21). E nós vemos com imensa gratidão esta parte do Corpo Crucificado que se mantém fiel, que luta cada dia. Que, como Maria, está ao pé da Cruz e nos consola e estimula. E podemos dizer: Eis aí teu Filho! Eis aí tua Mãe! Os fiéis, os que acompanham o Cristo sofredor.

Quarta Palavra:

«Para Boddah:
«Falando como o estúpido com grande experiência que preferiria ser um charlatão infantil castrado. Esta nota deveria  ser muito fácil de entender. Tudo o que me ensinaram nos cursos de punk-rock que eu segui  ao longo destes anos, desde meu primeiro contato com a, digamos, ética da independência e o vínculo com meu entorno  resultou certo.

Já faz demasiado tempo que não me emociono nem escutando nem criando música, nem tampouco escrevendo-a, nem sequer fazendo Rock'n'Roll. Sinto-me incrivelmente culpado. Por exemplo, quando se apagam as luzes antes do concerto e se ouvem os gritos do público, a mim não me afetam tal como afetavam  Freddy Mercury, a quem parecia encantar  que o público o amasse e adorasse. O qual admiro e invejo muitíssimo.

De fato não vos posso enganar, a nenhum de vós. Simplesmente não seria justo nem para vós nem para mim. Simular que estou passando  100% bem seria o pior crime  que eu pudesse imaginar. Às vezes tenho a sensação de que teria que assinar antes de subir ao palco. Tentei tudo para que isso não ocorresse. (E sigo tentando, creia-me Senhor, mas não é suficiente). Sou consciente de que eu, nós, temos feito  muita gente gostar de nós. Devo ser um daqueles narcisistas que só  apreciam as coisas quando já  ocorreram. Sou demasiado sensível. Necessito estar um pouco anestesiado para recuperar o entusiasmo que tinha quando era um menino.

Nestas três últimas tournês  apreciei muito mais toda as pessoas que conheci  pessoalmente que são fans nossos, mas  apesar disso não posso superar a frustração, a culpa e a hiper-sensibilidade com as pessoas. Só  existe bem em mim, e penso que simplesmente amo demasiado as pessoas. Tanto, que isso me faz sentir desagradavelmente triste. O típico peixe triste, sensível, insatisfeito, Deus meu! Por que não posso desfrutar? Não o sei! Tenho uma mulher divina, cheia de ambição e compreensão, e uma filha que me recorda muito como eu era. Cheia de amor E alegria, confia em todo o mundo porque para ela todo o mundo é bom e crê que não lhe farão mal. Isso me assusta tanto que quase me imobiliza.

Não posso suportar a ideia de que Frances se converta em uma rockeira sinistra, miserável e auto-destrutiva como no que me converti  eu. Eu tenho tudo, tudo. E   aprecio, mas desde os sete anos odeio as pessoas no geral... Só porque para as pessoas  fácil se relacionar  e serem compreensivas. Compreensiva! Só  porque amo e me compadeço demasiado das pessoas.

«Obrigado a todos desde o mais profundo de meu estômago nauseabundo por vossas cartas e vosso interesse durante os últimos anos. Sou uma criatura volúvel e lunática. Acabou a minha paixão. E recordem que é melhor queimar-se que apagar-se lentamente.

«Paz, amor e compreensão. Kurt Cobain

«Frances e Courtney, estarei em vosso altar. Por favor Courtney, siga adiante, por Frances, por sua vida que será muito mais feliz sem mim. Eu vos quero. Eu vos quero!» (Carta do vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, antes de suicidar-se).
Tenho sede: tenho sede de carinho, tenho sede de felicidade… tenho sede de um sentido em minha vida. Sede… sede.

Quinta Palavra:

«Agora Pai -desde os anos de 49 ou 50 tenho este terrível sentido de perda- esta escuridão indizível -esta solidão- este contínuo desejo de Deus -que me proporciona essa dor no  fundo de meu coração-. A escuridão é tal que realmente não vejo -nem com minha mente nem com minha razão-. O lugar de Deus em minha alma está vazio. Não há Deus em mim. Quando a dor do desejo é tão grande -eu só  penso uma ou outra vez em Deus- e então é que sinto -que Ele não me quer- que Ele não está ali... Deus não me quer. Às vezes -só  escuto   meu coração gritar-

«Meu Deus» e não vem nada mais. Não posso explicar a tortura e a dor» (Madre Teresa de Calcutá, no livro «Vem, seja minha luz»).
Meu Deus, meu Deus!, por que me  abandonaste? Duvido de ti, não vejo por onde, estou já cansado de lutar. Não és um Pai bom? Não velas por minha felicidade? Por que me  abandonaste?

Sexta Palavra:

As estatísticas falam de mais 10.000 os mortos no Japão pelo tsunami do mês de março do ano 2011, o redor de 316.000 no terremoto de Haiti de 2010, 10.000 mortos e 55.000 feridos na guerra de Líbia, por volta de 40.000 pessoas as mortas no México pela insegurança na guerra contra o narcotráfico, 1.033.000  na guerra de Iraque, um milhão de mortos no mês que durou o masacre em Ruanda em 1994.

Em nossa sociedade, fora dos âmbitos das guerras e catástrofes, 1,2 milhões de pessoas morrem por acidentes de tráfico por ano, 3.421 pessoas se suicidaram  durante 2008 na Espanha, 41.000 mulheres morrem por câncer de pulmão por ano nos Estados Unidos… 10.000, por outros cânceres. 2.863.649 abortos na Europa em 2008, 1,21 milhões só  nos Estados Unidos.

Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito! Morte, abandono desta terra. Tantos homens que se vão do nosso lado e viajam à  eternidade. Como fazem? Qual será o juízo misericordioso de Deus sobre eles?

Sétima Palavra:

«Todo está consumado». Cristo na cruz cumpriu sua missão e abriu as portas do paraíso à humanidade. Por isso, esta palavra é uma palavra de esperança: ânimo! Eu cumpri. Poderás passar deste lar temporal à Casa do Pai.

Mas algo acontece com esta palavra. Porque os homens querem HOJE escutar esta palavra e a quem olham? À  cruz? Sim, mas sobretudo, olham o Cristo Crucificado que é cada um de seus filhos católicos (especialmente de seus sacerdotes, de seus homens consagrados). E nos interrogam: Cristo cumpre em ti sua missão? De teus lábios me vem palavras de perdão para meus pecados, de salvação para minha alma, de ânimo em minha fidelidade, de carinho e compreensão em minha sede, de sentido em minha dúvida, de companhia em minha morte? És Cristo para mim?

Esta palavra é a que mais deve chegar-nos: é uma palavra que toca o mais fundo de nossa vida. Todo está consumado! Isto se realiza de modo particular na vida do sacerdote, pois deve configurar-se com Cristo Crucificado. Vão nos crucificar, não o duvidemos. Mas desta cruz, de nossos sofrimentos e dores, muitas almas receberão estas sete palavras de eternidade.

Peçamos hoje a este Moribundo, que nos permita ser fiel reflexo de seu amor à humanidade. Que também a nós uma lança nos atravesse o costado, mas que não só  nos traspasse o coração, mas que nos mude para que nossas pulsações sejam as de Cristo, que nosso pensar seja o d'Ele, que nosso amor ame com Ele. Que nossa vida seja um viver com Cristo, inclusive indo até a morte e uma morte de Cruz mas sabendo que, ao terceiro dia, ressuscitaremos com Ele.

P. Juan Antonio Ruiz, LC
http://infocatolica.com/?t=opinion&cod=16887