Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Roma receberá informe positivo sobre Medjugorje


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Roma receberá informe positivo sobre Medjugorje

Juan García Inza - 18 setembro 2012 - religionenlibertad.com


O cardeal Camillo Ruini encabeça a comissão de Medjugorje

Qualquer informe negativo da Comissão Vaticana sobre Medjugorje está completamente fora de discussão, disse uma fonte bem informada ao 'Medjugorje Today'. O informe, que está terminando, refletirá sobre o que os especialistas estiveram trabalhando em um material totalmente positivo.

Medjugorje receberá a aprovação de especialistas da Comissão Vaticana que investigaram os acontecimentos na aldeia no oeste da Herzegovina em  março de 2010, explica uma fonte próxima ao 'Medjugorje Today'.

A Comissão encabeçada pelo cardeal Camillo Ruini não encontrou nada negativo. Mas ao contrário, os expecialistas só  encontraram coisas boas para investigar, de acordo com a informação do 'Medjugorje Today'.

Mesmo o cardeal Ruini estando a cargo da investigação dos acontecimentos em Medjugorje, não terá ele a última palavra, tendo que apresentar o informe à Comissão de Bento XVI.

'Medjugorje Today' também sabe que a Comissão está agora na última fase de preparação de seu informe para a Congregação para a Doutrina da Fé que por sua vez informará ao Papa Bento XVI, “se o informe não foi enviado ainda”.

Esta parte informativa de 'Medjugorje Today' vai contra um informe que aparecia numas notícias bósnias do princípio de mês, que expunham que a investigação seguramente não acabaria ainda este año, mas que seguiria em 2013.

Mesmo o informe da Comisão sendo completamente positivo, como indica naturalmente 'Medjugorje Today', muito poucos esperam que o Vaticano reconheça a autenticidade das aparições num tempo em que os videntes afirmam que seguem com as aparições.

À parte de examinar e entrevistar os videntes sobre suas experiências, a Comissão Vaticana examinou uma grande quantidade de outras matérias como a vida geral de fé em Medjugorje. E mesmo as aparições não sendo oficialmente reconhecidas, e a questão da autenticidade siga pendente, o Papa tem outros meios da Comissão com os quais pode mostrar-se favorável.

A criação de uma diocese separada para Medjugorje foi recentemente mencionada, e outorgar a condição de santuário à Mejugorje também foi mencionada como uma opção.

Juan Garcia Inza


Juan Garcia Inza quer «colaborar na formação doutrinal e espiritual do leitor que, do  humanismo cristão, quer contribuir à entrada de uma alma para nosso mundo». E assim se intitula seu blog «Uma alma para o mundo». Foi ordenado sacerdote em 1965 e publicou uma quinzena de títulos. É doutor em Direito canônico e  exerceu como capelão do Movimento de Cursilhos da Cristiandade e da Renovação Carismática. É assessor espiritual da Associação Maria Rainha da Paz de Medjugorje.

Juan Garcia Inza, é autor, editor e responsável pelo Blog 'Uma alma para o mundo', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com

Fonte: www.medjugorjetoday.tv

 


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

De mais de 70 nacionalidades, mais de 80.000 jovens convertem Medjugorje em uma mini JMJ dedicada à oração.


ReligionenLibertad.com


De mais de 70 nacionalidades, mais de 80.000 jovens convertem Medjugorje em uma mini JMJ dedicada à oração.


E mais de 500 sacerdotes concelebrando, outros 300 confessando boa parte do dia... e muitas conversões. É Medjugorje, uma paróquia muito viva.

Jesus Garcia/ReL - 18 agosto 2012 - religionenlibertad.com  

Façamos uma experiência social de crônica, como se de um reality show se tratasse. Imaginemos que nos sentamos em nosso sofá, diante do televisor, e nos dedicamos a contemplar uma experiência que consiste em acolher a umas 80.000 pessoas e enviá-las a uma viajem muito, muito longa, na qual a maioria delas terá que percorrer milhares de quilômetros para uma insignificante aldeia da Bósnia e Herzegovina. 

Uns Exercícios Espirituais...
Ponhamos câmaras em seus ônibus, em seus aviões, em seus carros, e observemos seus rostos e gestos, suas horas de sonho, de cansaço, de paradas em postos de gasolinas. Vamos trazê-los todos eles por terra, mar e ar, atravessando fronteiras e alfândegas, portos, caminhos e estradas, e dar-lhes não uma casa tipo Grande Irmão, nem uma praia, nem um complexo de férias com SPA, campo de golf ou boliche. Não. Metamos a todos  numa igreja. Em uma paróquia de povoado e damos cinco dias de oração intensa. A saber: Seis horas de oração comunitária cada um desses dias, entre os quais encontramos a reza do rosário, a celebração da Eucaristia, uma hora de adoração cada noite. 

Sigamos observando e vendo que nossos concursantes vem de qualquer lugar da Terra. Salpiquemos agora seu dia a dia com canções e bailes para desengraxar aos mais jovens e para animar os mais velhos. 

Muitas realidades da Igreja
Vejamos agora que entre todas estas pessoas, se fazem presentes inumeráveis movimentos e realidades da Igreja: Religiosos, monjas, neo-catecumenais, carismáticos, focolares, Opus Dei, Movimento de Schoesnnttat, Leigos do Cordeiro, Comunhão e Libertação, Milícia de Santa Maria… e vejamos também que em nosso experimento temos pessoas de qualquer estado de vida: consagrados, celibatários, casados, noivos, solteiros... Também simples fiéis de uma paróquia colocamos da Ucrânia e de outra de Chamberi, mesclados com os coreanos que se passam o dia de joelhos e com os mexicanos, que o fazem cantando louvores a Deus como se não existisse o amanhã. 

Testemunhos de conversão
Ponhamos agora diante deles, durante todo o dia, numerosos testemunhos de conversão, fé ou vocação, tão diferentes em suas origens como comuns em seu fim: Cristo na Igreja Católica.

Depois de reunir a todos, pintemos neles um sorriso no rosto que dê a volta na cabeça, um brilho nos olhos que reflete a luz interior de algo surpreendente que estão vivendo e compartilhando, e um entusiasmo que lhes capacita para sobrepor-se aos 40 graus que faz ao sol durante boa parte do dia. Demos a eles força e uma lanterna para, nas noites, subir ao monte para orar sob a luz das estrelas, e coloquemos o despertador prontinho, para que a igreja volta a viver uma jornada interminável de testemunho cristão, oração e celebração. Agora nós saltamos a parte das denominações. Aqui não se exclui ninguém, só se acolhe com as portas abertas.

Festival de Jovens de Medjugorje
Uma vez feita a mistura, apaguemos o televisor virtual e comecemos a ler este artigo como uma crônica autêntica do Festival de Jovens de Medjugorje, possivelmente a melhor amostra de que dispõe hoje a Igreja para contar ao mundo como é e como se vive nela. Tal experimento não é uma ficção, mas uma realidade da Igreja, que se repete a cada ano durante os primeiros cinco dias de agosto, tão citados entre os mais jovens na hora de planejar umas férias.

Como tem conseguido  Medjugorje que a cada primeira semana de agosto sua paróquia fique pequena diante da avalanche de peregrinos que a tomam a golpe de rosário e oração? Quando alguém passa estes dias por Medjugorje, se dá conta da simplicidade das pessoas na hora de viver as coisas de Deus. 

O segredo? Oração e sacramentos
A chave é que dão a primazia de sua vida diária à oração e aos sacramentos. Aqui se apalpa a autenticidade de uma paróquia formada por fiéis que se sabem abençoados e que, agradecidos,  devolvem a Deus o dom recebido transformando em amor cada celebração, cada rito, cada oração, cada detalhe, cada gesto com os peregrinos, numa mistura incomparável de respeito pela liturgia com a alegria transbordada por celebrar, diante de milhares de jovens de todo o mundo que chega ao seu povoado, a Boa Notícia do Evangelho. 

Uma Igreja alegre cuja fá não é de museu
Eles nos ensinam que não é porque  é velha que tem que ser triste, como parece em tantas paróquias e dioceses da moribunda Europa. Neste festival, o Evangelho se mostra absolutamente novo, sendo uma demonstração da Nova Evangelização mediante o que os peregrinos contam ao mundo que a sua fé não é uma fé de museu, que Cristo não é uma múmia, que verdadeiramente ressuscitou e que não está morto. Que a fé católica é uma fé de vida moderna, de vida nas ruas, para ser gasta na rua, no meio do mundo. 

Tudo ocorre em uma paróquia da Bósnia
Tudo isto que ocorre nesta paróquia de Medjugorje não é fruto da casualidade. Esta paróquia e seus congregados foram preparados durante décadas para acolher em seu seio a milhares de peregrinos de toda a Terra e contar: “Olha, esta é minha Igreja, aqui vive Cristo, que  te quer dar através da alegre Eucaristia, que te oferece no perdão, que não te condena, só te espera, te perdoa e te consola”.

O anfitrião cardeal Schönborn.
Aos peregrinos reunidos nesta ocasião os saudou o Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, mediante um comunicado lido na cerimônia de abertura do Festival: “Para os inumeráveis jovens que vieram hoje à Medjugorje vos envio minha cordial saudação e bênçãos. Enche-me de alegria e admiração pois se deram ao trabalho de vir a este lugar tão quente e isolado, onde não se espera uma praia ou uma piscina, mas onde uma Mãe está esperando: a Virgem Maria, a quem cada um de vós conhece e ama. Eu gostaria que experimentásseis a proximidade amorosa da Virgem e a alegria da reconciliação no Sacramento da Penitência. É um tempo maravilhoso de comunhão na Igreja, que está viva e nos dá um lar”.

Passaram 23 anos desde a primeira edição
Se a primeira edição do Festival se celebrou em 1989, com a assistência de uma trezena de jovens da paróquia e um punhado de frades, este ano de 2012, em sua edição de número 23,  participaram mais de 80.000 peregrinos de setenta países. 

Os testemunhos e orações foram traduzidos, via FM, em 23 línguas diferentes -entre elas o russo, árabe e chinês-, através do serviço de tradução simultânea da paróquia. 

Alguma das celebrações eucarísticas foram concelebradas por 593 sacerdotes, e o número de presbíteros celebrando o Sacramento do Perdão simultaneamente nos arredores da paróquia, superaram  300 durante várias horas de cada dia de celebração, dando a Medjugorje o nome que em tantos lugares se conhece: O Confessionário do Mundo. 

Uma mini JMJ anual e em um povoado
Para os amantes das cifras e das estatísticas, todos estes dados convertem o Festival de Medjugorje em um acontecimento anual sem precedentes na vida da Igreja. Alguns peregrinos o definem como “uma mini JMJ” de caráter anual e em um povoado.

No entanto, o mais importante deste acontecimento não são os recordes, nem os números, nem as cifras, mas cada uma das almas reunidas em torno do altar de uma paróquia, que  viveu com assombro a alegria de uma Eucaristia Viva, de uma Comunidade Viva, de uma Palavra que se faz vida para ser levada por eles, testemunhos do que  viveram, aos seus lugares de origem, às suas comunidades, suas casas, suas paróquias, difundidas e repartidas por toda a face da terra, reconstruindo -como nos tempos de São Francisco-, uma Igreja que em tantos lugares definha  por momentos e que pede as vozes dessa Nova Evangelização para a qual Medjugorje parece ser o plano pastoral desenhado por Deus.

Encontro com Cristo e a Virgem
Este ano foi o que mais peregrinos espanhóis assistiram ao Festival, mais de mil. Entre eles Álvaro, um professor madrilenho de 27 anos, que explica que alguns dos peregrinos vão “ver milagres, mas a maioria vem para fazê-los acontecer”. Diante do surpreendente de sua afirmação, parece ter muito claro como conseguir: “Simplesmente há que fazer caso da Virgem Maria. Orar, orar e orar”. Para Álvaro já é a terceira vez que participa do Festival, e explica que o que vive aqui é “a presença de uma mão que não me solta, que me empurra para aprofundar e crescer em minha fé; e a riqueza da Igreja, através dos sacramentos e do testemunho dos santos”.

Álvaro chegou a Medjugorje de Madri acompanhado de outros duzentos peregrinos que fizeram a viajem de ônibus. Quatro dias de estrada e dormindo em barracas de campanha que fizeram de sua viajem uma autêntica peregrinação. Entre seus acompanhantes vinha Cristina, também de Madri, que confessa ter feito uma peregrinação tão complicada por uma razão muito simples: “Porque a Virgem Maria me quer fazer feliz”. 

Para ela, “Medjugorje é uma viajem ao amor de Deus onde ‘aprendes’ a amar a Eucaristia, a Adoração e a Oração. Mas também é uma viajem à escuridão da alma, na qual a Virgem Maria busca pela profundidade de teu coração para levar-te à verdadeira felicidade, que é Jesus Cristo. Em Medjugorje recebes o dom de perdoar-te a ti mesmo, de deixar-te perdoar pelo Senhor e de perdoar os demais. Quando regressas dali te dás conta de que amas e és amado”.

Raquel é consultora de informática e esta é sua quarta peregrinação ao Festival de Jovens de Medjugorje. Conta-nos que veio a primeira vez “em 2009, para viver uma aventura, para surpreender-me, sem saber realmente o que era isto, e realmente me surpreendi. Aqui senti a autêntica Paz e o Amor, como em nenhum outro lugar encontrei. Em Medjugorje descobri a existência e a presença da Virgem Maria em nossas vidas, e em 2010 recebi uma graça para mudar minha vida e, desde então, graças à Maria, tenho mais Paz e Amor que em toda minha vida. Sou muito feliz”.

Antônio embarcou no Festival com sua mulher e três de suas filhas. Ele já o conhece e repete que “respondendo a uma chamada". Faz muitos anos que a Virgem nos chamou para visitar este lugar e esta é a terceira vez que viemos. Aqui vivi a Igreja como Mãe que me ama e me cuida. Como mãe que me convida à oração e à conversão e que da mão de Maria, cada dia me leva até seu Filho”.

Desliguemos agora o televisor virtual e sigamos com nossa vida como se não tivesse acontecido nada ou damos  a volta, como se tudo estivesse por acontecer.




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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sê misericordioso e acolhe o pecador.


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Sê misericordioso e acolhe o pecador

 

Pe. Santiago Martin - 30 setembro 2012 - religionenlibertad.com



"Disse João a Jesus: Mestre, vimos alguém que tirava demônios em teu nome, e quisemos impedir, porque não é dos nossos. Jesus respondeu: Não o impeçais, porque alguém que faz milagres em meu nome não pode depois falar mal de mim. Quem não está contra nós está à nosso  favor”. (Mc 9, 38-40)

A “palavra de vida” desta semana nos convida a praticar essa virtude tão na moda que é a “tolerância”, mas entendida de uma maneira cristã. Todos cabem na Igreja –disse Jesus aos seus discípulos- porque todos cabem no coração amoroso do Pai. Todos, incluindo os pecadores mais notórios. Isto nos tem que levar à uma atitude de acolhida e não de rejeição; de compreensão com o próximo e inclusive com suas debilidades e pecados. 

No entanto, esta compreensão –e aí é onde nos diferenciamos da maneira secularizada de viver a tolerância- não significa que tenhamos que dar razão a quem não a tem, que tenhamos que dizer que o mal não existe ou que, levados de nossa compreensão para com o pecador, devamos dizer-lhe que o que faz não tem importância e que pode seguir pecando. 

Cristo, que é sempre nosso modelo, comia com os pecadores públicos de sua época –os publicanos e as prostitutas- e não duvidava em enfrentar   uma sociedade hipocritamente puritana para defender uma adúltera que ia ser lapidada. No entanto, aos publicanos lhes dizia que deixassem  de roubar, às prostitutas que ganhassem honestamente a vida e à adúltera lhe disse que não pecasse mais. 

Sejamos intransigentes com o pecado e acolhedores e misericordiosos com o pecador. Basta que se arrependa, que queira mudar, para que receba já o abraço do Pai. Não o esqueçamos, todos cabem na Igreja, contanto de que queiram ser santos, ainda que não o sejam. Graças a isso, cabemos também nós.

http://www.magnificat.tv/es/node/1988/4

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domingo, 7 de outubro de 2012

Ennio Morricone explica como sua fé se faz música: «Há uma espiritualidade em minha composição» É o compositor de "A Missão", "Os intocáveis"...


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Ennio Morricone explica como sua fé se faz música: «Há uma espiritualidade em minha composição» É o compositor de "A Missão", "Os intocáveis"...


O célebre compositor italiano prepara um grande espectáculo musical sobre a figura de Karol Wojtyla e estréia estes dias um inédito sobre 'A Bíblia'.


M.V. / ReL -  1 octubre 2012  - religionenlibertad.com


A notícia saiu no mês de agosto: o maestro compositor italiano Ennio Morricone -conhecido pelas memoráveis trilhas sonoras dos “spaghetti western” dos anos sessenta, como “O bom, o feio e o mau”, “Por um punhado de dólares”,ou “Até que chegou sua hora”, mas sobretudo pelos filmes inesquecíveis como “A Missão”, “Os intocáveis”, “Cinema Paradiso”, ou “O clan dos sicilianos”- prepara a partitura de um grande musical internacional sobre a figura de João Paulo II que se estreará em 2013 e que conta com o apoio entusiasta do cardeal e arcebispo de Cracóvia, Stanislao Dziwisz. 

“Minha fé contribui em minha música"
Morricone sempre reconheceu públicamente sua fé: “Quando tenho que escrever uma peça religiosa, certamente minha fé contribui para isso. Há uma espiritualidade que sempre permanece em minha composição», explica o compositor, diplomado no Conservatório romano de Santa Cecília com o professor Goffredo Petrassi: “A espiritualidade presente em suas partituras me marcou sempre, mesmo eu nunca me considerando somente um compositor místico-sacro”, sustenta. 

Repassando sua trajetória musical, Morricone crê “ter tocado ao máximo o sagrado quando relatou a alma do homem nas séries de televisão sobre João XXIII e João Paulo II, mas também nas películas de Sergio Leone, onde além de violência, há sempre esperança. Uma esperança que sempre incluí implicitamente em todas minhas partituras”, reconhece. Um balanço artístico que parte de uma certeza, explica Morricone: “a de ter recebido a graça do talento e ter tido a sorte de estudar música”.

“Um intercâmbio de emoções”
Depois de ter escrito a partitura de quase 500 filmes e trabalhado com os principais diretores, (Leone, Bertolucci, Brian De Palma, Tornatore, Polanski, Tarantino…), nos seus 84 anos, Ennio Morricone segue em plena ebulição profissional e embarcou em um giro que celebra seus dez anos de concertos ao vivo por todo o mundo: “Sempre tinha dirigido minhas músicas, mas só no estúdio de gravação. Faz dez anos me pediram que as dirigisse em um concerto”, explica em uma entrevista ao diário italiano Avvenire. Desde então, o maestro levou suas trilhas sonoras ao Teatro de Scala, ao Royal Albert Hall, à Assembléia Geral da ONU em Nova York ou à  Praça de Tiananmen em Pequim. 

“Cada vez que me subi ao estrado não pude deixar de levar  a suite da música para o filme de Sergio Leone, “A Missão”, explica Morricone, que com a memória volta ao 28 de setembro de 2002, quando, na Arena de Verona começou sua aventura de concertos ao vivo: “Dirigir no teatro minhas músicas me produziu um estranho efeito: acostumado a escutar as notas pelos fones, ao vivo me encontrei rápido ouvindo-as junto ao público que respirava atrás de mim, em um intercâmbio de emoções continua”, relata. 

Um inédito sobre o Antigo Testamento
Como motivo deste giro decidiu recuperar uma partitura que leva numa caixa há 48 anos. Se intitula “A Bíblia”: “São quinze minutos de música inédita. Faz muitos anos me pediram um modelo para um filme sobre o Antigo Testamento: a música gostei muito, mas, por escolha do produtor, o filme nunca chegou a rodar”. 

O compositor a recuperou e a converteu em um afresco em dois quadros: “A criação e a Torre de Babel para orquestra e côro: se na primeira parte, o relato é confiado aos instrumentos, na segunda as vozes cantam um texto em hebreu”, explica o galardoado compositor, que, entre outros, conta com o Prêmio Honorífico da Academia, cinco nomeações ao Oscar, cinco Baftas e um Grammy.

Na terra de João Paulo II
Satisfações profissionais teve muitas, começando pelo Oscar, mas, “nunca teve tempo de desfrutá-las porque sempre trabalhou olhando para diante. Teve também momentos de profunda crise superados graças à confiança nas capacidades e no talento que me foram  dados”. 

E também hoje, no umbral dos 84 anos, -os cumprirá no próximo 10 de novembro com um concerto em Milão- , seu rítmo de vida não mudou: “Levanto-me muito cedo, pelas quatro e meia da madrugada. Faço ginástica, leio os jornais, e  pelas oito e meia já estou trabalhando”. 

Sobre a mesa tem a trilha sonora para o próximo filme de Giuseppe Tornatore, 'A melhor oferta'. Mas me espera uma viajem à Polônia onde me darão um prêmio: na terra do beato João Paulo II levarei 'Depois do Céu e a Terra', uma página dedicada ao papa polonês». 

A figura de Karol Wojtyla foi levada aos cenários com musicais anteriores, como o intitulado 'Não tenhais medo', visto por mais de 21.000 pessoas na Espanha e representado em 5 de agosto pp. na Polônia, e o roqueiro Wojtyla Generation, centrado em histórias de jovens que viveeram debaixo de seu pontificado e o seguiram durante as Jornadas Mundiais da Juventude, dirigido por Raffaele Avallone, estreado na Polônia no ano de 2009 e representado na passada 'JMJ Madri 2011'.

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