Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

De mais de 70 nacionalidades, mais de 80.000 jovens convertem Medjugorje em uma mini JMJ dedicada à oração.


ReligionenLibertad.com


De mais de 70 nacionalidades, mais de 80.000 jovens convertem Medjugorje em uma mini JMJ dedicada à oração.


E mais de 500 sacerdotes concelebrando, outros 300 confessando boa parte do dia... e muitas conversões. É Medjugorje, uma paróquia muito viva.

Jesus Garcia/ReL - 18 agosto 2012 - religionenlibertad.com  

Façamos uma experiência social de crônica, como se de um reality show se tratasse. Imaginemos que nos sentamos em nosso sofá, diante do televisor, e nos dedicamos a contemplar uma experiência que consiste em acolher a umas 80.000 pessoas e enviá-las a uma viajem muito, muito longa, na qual a maioria delas terá que percorrer milhares de quilômetros para uma insignificante aldeia da Bósnia e Herzegovina. 

Uns Exercícios Espirituais...
Ponhamos câmaras em seus ônibus, em seus aviões, em seus carros, e observemos seus rostos e gestos, suas horas de sonho, de cansaço, de paradas em postos de gasolinas. Vamos trazê-los todos eles por terra, mar e ar, atravessando fronteiras e alfândegas, portos, caminhos e estradas, e dar-lhes não uma casa tipo Grande Irmão, nem uma praia, nem um complexo de férias com SPA, campo de golf ou boliche. Não. Metamos a todos  numa igreja. Em uma paróquia de povoado e damos cinco dias de oração intensa. A saber: Seis horas de oração comunitária cada um desses dias, entre os quais encontramos a reza do rosário, a celebração da Eucaristia, uma hora de adoração cada noite. 

Sigamos observando e vendo que nossos concursantes vem de qualquer lugar da Terra. Salpiquemos agora seu dia a dia com canções e bailes para desengraxar aos mais jovens e para animar os mais velhos. 

Muitas realidades da Igreja
Vejamos agora que entre todas estas pessoas, se fazem presentes inumeráveis movimentos e realidades da Igreja: Religiosos, monjas, neo-catecumenais, carismáticos, focolares, Opus Dei, Movimento de Schoesnnttat, Leigos do Cordeiro, Comunhão e Libertação, Milícia de Santa Maria… e vejamos também que em nosso experimento temos pessoas de qualquer estado de vida: consagrados, celibatários, casados, noivos, solteiros... Também simples fiéis de uma paróquia colocamos da Ucrânia e de outra de Chamberi, mesclados com os coreanos que se passam o dia de joelhos e com os mexicanos, que o fazem cantando louvores a Deus como se não existisse o amanhã. 

Testemunhos de conversão
Ponhamos agora diante deles, durante todo o dia, numerosos testemunhos de conversão, fé ou vocação, tão diferentes em suas origens como comuns em seu fim: Cristo na Igreja Católica.

Depois de reunir a todos, pintemos neles um sorriso no rosto que dê a volta na cabeça, um brilho nos olhos que reflete a luz interior de algo surpreendente que estão vivendo e compartilhando, e um entusiasmo que lhes capacita para sobrepor-se aos 40 graus que faz ao sol durante boa parte do dia. Demos a eles força e uma lanterna para, nas noites, subir ao monte para orar sob a luz das estrelas, e coloquemos o despertador prontinho, para que a igreja volta a viver uma jornada interminável de testemunho cristão, oração e celebração. Agora nós saltamos a parte das denominações. Aqui não se exclui ninguém, só se acolhe com as portas abertas.

Festival de Jovens de Medjugorje
Uma vez feita a mistura, apaguemos o televisor virtual e comecemos a ler este artigo como uma crônica autêntica do Festival de Jovens de Medjugorje, possivelmente a melhor amostra de que dispõe hoje a Igreja para contar ao mundo como é e como se vive nela. Tal experimento não é uma ficção, mas uma realidade da Igreja, que se repete a cada ano durante os primeiros cinco dias de agosto, tão citados entre os mais jovens na hora de planejar umas férias.

Como tem conseguido  Medjugorje que a cada primeira semana de agosto sua paróquia fique pequena diante da avalanche de peregrinos que a tomam a golpe de rosário e oração? Quando alguém passa estes dias por Medjugorje, se dá conta da simplicidade das pessoas na hora de viver as coisas de Deus. 

O segredo? Oração e sacramentos
A chave é que dão a primazia de sua vida diária à oração e aos sacramentos. Aqui se apalpa a autenticidade de uma paróquia formada por fiéis que se sabem abençoados e que, agradecidos,  devolvem a Deus o dom recebido transformando em amor cada celebração, cada rito, cada oração, cada detalhe, cada gesto com os peregrinos, numa mistura incomparável de respeito pela liturgia com a alegria transbordada por celebrar, diante de milhares de jovens de todo o mundo que chega ao seu povoado, a Boa Notícia do Evangelho. 

Uma Igreja alegre cuja fá não é de museu
Eles nos ensinam que não é porque  é velha que tem que ser triste, como parece em tantas paróquias e dioceses da moribunda Europa. Neste festival, o Evangelho se mostra absolutamente novo, sendo uma demonstração da Nova Evangelização mediante o que os peregrinos contam ao mundo que a sua fé não é uma fé de museu, que Cristo não é uma múmia, que verdadeiramente ressuscitou e que não está morto. Que a fé católica é uma fé de vida moderna, de vida nas ruas, para ser gasta na rua, no meio do mundo. 

Tudo ocorre em uma paróquia da Bósnia
Tudo isto que ocorre nesta paróquia de Medjugorje não é fruto da casualidade. Esta paróquia e seus congregados foram preparados durante décadas para acolher em seu seio a milhares de peregrinos de toda a Terra e contar: “Olha, esta é minha Igreja, aqui vive Cristo, que  te quer dar através da alegre Eucaristia, que te oferece no perdão, que não te condena, só te espera, te perdoa e te consola”.

O anfitrião cardeal Schönborn.
Aos peregrinos reunidos nesta ocasião os saudou o Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, mediante um comunicado lido na cerimônia de abertura do Festival: “Para os inumeráveis jovens que vieram hoje à Medjugorje vos envio minha cordial saudação e bênçãos. Enche-me de alegria e admiração pois se deram ao trabalho de vir a este lugar tão quente e isolado, onde não se espera uma praia ou uma piscina, mas onde uma Mãe está esperando: a Virgem Maria, a quem cada um de vós conhece e ama. Eu gostaria que experimentásseis a proximidade amorosa da Virgem e a alegria da reconciliação no Sacramento da Penitência. É um tempo maravilhoso de comunhão na Igreja, que está viva e nos dá um lar”.

Passaram 23 anos desde a primeira edição
Se a primeira edição do Festival se celebrou em 1989, com a assistência de uma trezena de jovens da paróquia e um punhado de frades, este ano de 2012, em sua edição de número 23,  participaram mais de 80.000 peregrinos de setenta países. 

Os testemunhos e orações foram traduzidos, via FM, em 23 línguas diferentes -entre elas o russo, árabe e chinês-, através do serviço de tradução simultânea da paróquia. 

Alguma das celebrações eucarísticas foram concelebradas por 593 sacerdotes, e o número de presbíteros celebrando o Sacramento do Perdão simultaneamente nos arredores da paróquia, superaram  300 durante várias horas de cada dia de celebração, dando a Medjugorje o nome que em tantos lugares se conhece: O Confessionário do Mundo. 

Uma mini JMJ anual e em um povoado
Para os amantes das cifras e das estatísticas, todos estes dados convertem o Festival de Medjugorje em um acontecimento anual sem precedentes na vida da Igreja. Alguns peregrinos o definem como “uma mini JMJ” de caráter anual e em um povoado.

No entanto, o mais importante deste acontecimento não são os recordes, nem os números, nem as cifras, mas cada uma das almas reunidas em torno do altar de uma paróquia, que  viveu com assombro a alegria de uma Eucaristia Viva, de uma Comunidade Viva, de uma Palavra que se faz vida para ser levada por eles, testemunhos do que  viveram, aos seus lugares de origem, às suas comunidades, suas casas, suas paróquias, difundidas e repartidas por toda a face da terra, reconstruindo -como nos tempos de São Francisco-, uma Igreja que em tantos lugares definha  por momentos e que pede as vozes dessa Nova Evangelização para a qual Medjugorje parece ser o plano pastoral desenhado por Deus.

Encontro com Cristo e a Virgem
Este ano foi o que mais peregrinos espanhóis assistiram ao Festival, mais de mil. Entre eles Álvaro, um professor madrilenho de 27 anos, que explica que alguns dos peregrinos vão “ver milagres, mas a maioria vem para fazê-los acontecer”. Diante do surpreendente de sua afirmação, parece ter muito claro como conseguir: “Simplesmente há que fazer caso da Virgem Maria. Orar, orar e orar”. Para Álvaro já é a terceira vez que participa do Festival, e explica que o que vive aqui é “a presença de uma mão que não me solta, que me empurra para aprofundar e crescer em minha fé; e a riqueza da Igreja, através dos sacramentos e do testemunho dos santos”.

Álvaro chegou a Medjugorje de Madri acompanhado de outros duzentos peregrinos que fizeram a viajem de ônibus. Quatro dias de estrada e dormindo em barracas de campanha que fizeram de sua viajem uma autêntica peregrinação. Entre seus acompanhantes vinha Cristina, também de Madri, que confessa ter feito uma peregrinação tão complicada por uma razão muito simples: “Porque a Virgem Maria me quer fazer feliz”. 

Para ela, “Medjugorje é uma viajem ao amor de Deus onde ‘aprendes’ a amar a Eucaristia, a Adoração e a Oração. Mas também é uma viajem à escuridão da alma, na qual a Virgem Maria busca pela profundidade de teu coração para levar-te à verdadeira felicidade, que é Jesus Cristo. Em Medjugorje recebes o dom de perdoar-te a ti mesmo, de deixar-te perdoar pelo Senhor e de perdoar os demais. Quando regressas dali te dás conta de que amas e és amado”.

Raquel é consultora de informática e esta é sua quarta peregrinação ao Festival de Jovens de Medjugorje. Conta-nos que veio a primeira vez “em 2009, para viver uma aventura, para surpreender-me, sem saber realmente o que era isto, e realmente me surpreendi. Aqui senti a autêntica Paz e o Amor, como em nenhum outro lugar encontrei. Em Medjugorje descobri a existência e a presença da Virgem Maria em nossas vidas, e em 2010 recebi uma graça para mudar minha vida e, desde então, graças à Maria, tenho mais Paz e Amor que em toda minha vida. Sou muito feliz”.

Antônio embarcou no Festival com sua mulher e três de suas filhas. Ele já o conhece e repete que “respondendo a uma chamada". Faz muitos anos que a Virgem nos chamou para visitar este lugar e esta é a terceira vez que viemos. Aqui vivi a Igreja como Mãe que me ama e me cuida. Como mãe que me convida à oração e à conversão e que da mão de Maria, cada dia me leva até seu Filho”.

Desliguemos agora o televisor virtual e sigamos com nossa vida como se não tivesse acontecido nada ou damos  a volta, como se tudo estivesse por acontecer.




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