Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Putin conta em um documentário sobre a perseguição soviética que sua madre o batizou às escondidas.

ReligionenLibertad.com

Putin conta em um documentário sobre a perseguição soviética que sua madre o batizou às escondidas.

ReL - 23 julho 2013 - religionenlibertad.com

Putin cuenta en un documental sobre la persecución soviética que su madre le bautizó a escondidas
Putin se deixa ver muito em atos eclesiais, benzendo-se e colocando velas.

O presidente russo, Vladimir Putin, confessou em um documentário de televisão que foi batizado às escondidas de seu pai, um membro do Partido Comunista da União Soviética (PCUS).

"Minha mãe me batizou às escondidas de meu pai que era membro do Partido Comunista. Ele não era nenhum funcionário, trabalhava na fábrica, mas era um ativista de base do partido na organização da fábrica", reconheceu Putin, citado pelas agências locais.

Putin, um crente confesso, acrescentou: "Então, isso (o batismo) me comoveu, pessoalmente, e a nossa família".

Segundo a imprensa local, o líder russo foi batizado na catedral da Santa Transfiguração de São Petersburgo (na época Leningrado) onde nasceu em 1952, um ano antes da morte do dirigente soviético, Josef Stalin.

Ao crescer, o jovem Putin começou sua carreira como agente da KGB na República Democrática Alemã, a Alemanha comunista (como afirmam seus inimigos, se dedicava a "espiar a nossos aliados").

O chefe do Kremlin recordou as circunstâncias de seu batismo   no documentário "O segundo batismo da Rússia", que foi transmitido pela televisão pública russa nesta segunda 22 de julho, explicando a perseguição contra os crentes durante a era soviética.

Putin  ordenou a devolução à Igreja Ortodoxa de muitas das propriedades confiscadas pelas autoridades soviéticas.

Em janeiro de 2012 Putin recebeu a bênção do ícone da Virgem de Tikhvin, na região de Leningrado, como todos os czares desde Ivã o Terrível (1530-84), com a exceção do último, Nicolau II, que foi fuzilado pelos bolcheviques em 1918.

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=30352

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Era missionário anglicano; sua viagem ao catolicismo começou com um sinal da cruz diante de uns budistas. Em um funeral japonês cada convidado queima incenso, porém os cristãos evitam este gesto...

ReligionenLibertad.com

Em um funeral japonês, redescobriu o valor dos sinais
Era misionero anglicano; su viaje al catolicismo empezó con una señal de la cruz ante unos budistas
Era missionário anglicano; sua viagem ao catolicismo começou com um sinal da cruz diante de uns budistas.
Em um funeral japonês cada convidado queima incenso, porém os cristãos evitam este gesto...

Pablo J. Ginés/ReL- 25 setembro 2013-religionenlibertad.com

Russ Stutler nasceu no Japão em 1956, filho de um norte-americano e uma japonesa. Seus pais se mudaram para os Estados Unidos quando ainda era  bebê, e ali o educaram como um protestante norte-americano a mais.

Como tantas outras famílias protestantes, sendo menino e jovem ia com sua família a diversas igrejas: recorda uma luterana, várias evangélicas, uma metodista, outra presbiteriana...   Batizou-se sendo adolescente com os metodistas e sempre foi entusiasmado por Cristo e o Evangelho.

Estudou carreiras de arte, desenho e projetos, e também um curso pastoral evangélico na Malone University, com vontade de ser missionário.

Enamorado do Japão
Em 1983 visitou o Japão, sua terra natal que nunca tinha visto...e a sentiu como seu lar. De volta aos Estados Unidos, por razões práticas começou a ir a uma igreja episcopaliana (anglicana).   Gostava do estilo carismático, bíblico e musical em  que se tinha formado com os evangélicos, mas também do estilo litúrgico dos episcopalianos.

"Senti que Deus me chamava para voltar ao Japão. Era um convicção esmagadora que não me deixava descansar. Então me uni a uma pequena agência evangélica-episcopaliana, não oficial, para ir como missionário", explica Russ. Recorda que percorreu várias paróquias episcopalianas "boas", ou seja, das que querem evangelizar e enviar missionários a países distantes, para conseguir  financiar seu ministério.

Missionário solitário... com seus marionetes
Assim chegou em 1987, com 31 anos, como um missionário solitário, disposto a pregar  Cristo para os japoneses. A Igreja Anglicana do Japão o saudou cordialmente mas não  encomendou nenhuma tarefa. Não estavam interessados em evangelizar.

Então começou a trabalhar em associação com evangélicos. Russ utilizava ao máximo suas capacidades artísticas. Criou um divertido espetáculo de marionetes projetadas por ele, que representavam  cenas bíblicas para crianças e jovens. O espetáculo acabava sempre animando  todos a pronunciar uma oração de entrega a Jesus, aceitando-o como Senhor e Salvador. Então conheceu  sua esposa, uma jovem japonesa protestante, que o ajudou com os marionetes (as da foto embaixo) e a evangelização.



Era um serviço eficaz para anunciar  Cristo, mas Russ tinha problemas econômicos porque no final de um tempo sua pequena agência patrocinadora dos Estados Unidos não podia mantê-lo, nem sequer parcialmente. Teve que concentrar-se mais e mais em seu trabalho civil, como projetista e desenhista, para manter-se e manter sua família e deixou a evangelização ativa.

A igreja com os evangélicos
Russ e sua família começaram a ir a uma igreja evangélica, onde ele participava tocando o baixo eléctrico ou a guitarra. "Mas eu notava que faltava algo. A ênfase na Bíblia estava ali, mas faltava a adoração profunda.  Não podia ter ambas as coisas?" A pregação era boa, ligada à Bíblia, mas "depois de uma hora de canções de louvor contemporâneas e de um longo sermão cada domingo, poucas vezes sentia que tivesse realmente adorado a Deus".



Foram 18 anos de vida cristã entre os evangélicos japoneses. E Russ disse que "minha vida espiritual parecia secar. Ia à Igreja no domingo por um sentido de obrigação, e minha vida pessoal devocional se reduzia a um mínimo de oração e leitura bíblica diária".

Para muitos cristãos, isso pareceria muito, mas ele tinha sido um missionário e um cristão entusiasta e enamorado de Cristo.

O funeral budista que o mudou
Tudo começou a mudar em 2009, quando Russ e sua esposa tiveram que  ir a um funeral budista de um defunto vizinho. Era tradição dos assistentes oferecer incenso ao morto, diante de sua foto. Mas os cristãos nestes casos  tentam não fazer, porque pode parecer um gesto de adoração ou ao menos de conciliação com um defunto, um espírito, ou com os espíritos que estão na outra vida.  Como ser respeitosos em um caso assim, diante de tantas pessoas?

A esposa japonesa de Russ tinha uma solução e sussurrou: "façamos o sinal da cruz e oremos em silêncio alguns instantes, e todos entenderão sem palavras porque não podemos oferecer incenso". Assim o fizeram, e os parentes do defunto   agradeceram com um sorriso.

Mas para Russ aquilo foi um ponto de reflexão. Os evangélicos não tem costume de fazer o sinal da cruz, nem tampouco os anglicanos. Russ de fato se surpreendeu de que sua esposa soubesse fazê-lo. Pareceu-lhe um gesto poderoso, muito comunicativo e mais ainda em uma cultura não cristã. Como nasceu, de onde veio?

Um gesto dos primeiros cristãos
Russ começou a fazer o que tantos outros protestantes que se converteram ao catolicismo fizeram: estudar a história da igreja e os primeiros cristãos. Descobriu que já no século II os Padres da Igreja parece que faziam o sinal da cruz na fronte. Alguns textos sugerem que inclusive os Apóstolos o faziam, uma cruz grande sobre a fronte e no peito, como uma declaração visível e pública.

Aquilo o levou a pensar em sua época de anglicano, em seus sinais litúrgicos. Mas sabia que os anglicanos agora ensinavam doutrinas incompatíveis com a Bíblia: clero feminino, aceitação das práticas homossexuais e do sexo fora do matrimônio... Por outro lado, um sermão anglicano era curto (10 minutos) e pensou que não dava tempo para dar muito ensinamento errado nele. E um serviço anglicano contava sempre com 3 leituras bíblicas, enquanto que um evangélico se limitava a um sermão sobre um só texto.

Então encontrou uma pequena comunidade anglicana, de uns 20 fiéis dominicais, e desde 2009 voltou a participar de suas liturgias, com seus hinários, seu coro e suas tradições, enquanto sua esposa e filhos continuavam participando da igreja evangélica de estilo carismático.

O desvio do anglicanismo
O problema, explica, é que "quando olhava mais além dos muros de minha diminuta paróquia, me sentia como uma rã que foi sensata  para sair da água a medida que se esquentava, para voltar para ela quando estava fervendo!"  Russ via que em todo o mundo o anglicanismo estava adotando doutrinas duvidosas incompatíveis com o ensinamento bíblico e a tradição cristã: bispos que praticavam abertamente a homossexualidade, sacerdotisas neo-pagãs que dirigiam serviços anglicanos, bispos anglicanos negando que Jesus fosse Deus...

Quando o pastor da paróquia de Russ foi substituído por uma sacerdotisa anglicana, Russ se esforçou a buscar "filtros" na Bíblia, tentando aceitar ... e não  encontrou. Ele tinha estado saltando de igreja em igreja toda sua vida... e o barco anglicano parecia afundar.

Então ouviu falar da oferta de Bento XVI aos anglicanos que queriam fazer-se católicos conservando aspectos de sua herança e tradições. Russ não sabia quase nada da Igreja Católica, exceto que o anglicanismo tinha se separado dela séculos atrás.

"Também, tinha ouvido também que a Igreja Católica não tolerava esses sem sentidos heréticos que os anglicanos estavam aceitando em anos recentes; isso era um ponto ao seu favor", recorda.

Falando com um padre, ex-pastor
Pensou em seu amigo, o padre Lawrence Wheeler. Quando o conheceu em 1987 era um pastor anglicano de estilo evangélico. Mas agora era católico, e sua antiga paróquia estava considerando tornar-se católica, em um ordinariato anglo-católico. Contatou com ele, e o padre Wheeler o convidou a considerar a proposta católica. E começou a estudar o Catecismo, livros de convertidos, e começou a seguir a cadeia de TV da Madre Angélica, a EWTN, os programas com testemunhos de ex-pastores convertidos ao catolicismo...

"Fiquei convencido de que a Igreja Católica é a igreja verdadeira e original que Jesus estabeleceu na terra, que uma cidade em uma colina não pode se ocultar, e que todas as igrejas protestantes    que tinha  ido ao longo de minha vida cristã eram na realidade ´comunidades eclesiais´, como acampamentos de tendas colocados ao lado dessa mesma colina, mas fora dos muros da cidade".



Russ ficou convencido de que efetivamente os bispos de Roma tinham herdado o papel único que Jesus encarregou  Pedro quando lhe entregou as chaves do Reino dos Céus. E que efetivamente o pão e o vinho, na consagração da missa católica se convertiam de verdade no Corpo e  Sangue de Jesus. Era, disse, o que buscava, "fidelidade bíblica e adoração profunda".

E Leão XIII tinha razão
Houve um momento em que se indignou com a postura católica, quando leu que em 1896 Leão XIII havia estabelecido que as ordenações episcopais e sacerdotais anglicanas eram "absolutamente nulas e completamente vazias". "Como se atreve?", reclamou Russ. Mas em maio de 2010, quando a Igreja Episcopaliana (anglicanos dos Estados Unidos) ordenou a primeira bispa abertamente lésbica, e quando nesse mesmo verão uma sacerdotisa anglicana deu uma hóstia consagrada -anglicana- ao cachorro que um fiel trazia nos braços, Russ entendeu, disse, "a sabedoria do decreto do Papa Leão".

Deixou de fugir meramente do anglicanismo, e desejou profundamente abraçar a plenitude da fé cristã na Igreja Católica.

Durante um tempo foi ao serviço anglicano às 8 da manhã para, imediatamente depois, ir à missa católica das 10.30. Tomava a comunhão na igreja anglicana, e se sentava na paróquia católica, vendo como os paroquianos comungavam. Sim, o coro e a música eram melhores na paróquia anglicana, mas na comunhão católica estava Cristo de verdade.

Quando finalmente se apresentou ao pároco católico e explicou seu desejo de tornar-se católico, descobriu que  seria fácil. O pároco viu que era uma pessoa devota, enamorada de Cristo, que conhecia bem a Bíblia e agora também o Catecismo (que tinha lido inteiro 3 vezes). Só   pediu para ler a Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II, o documento sobre a Igreja no mundo moderno.



Porque a Igreja católica aceita como válido o batismo protestante realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (não assim com os mórmons ou testemunhas de Jeová), só  necessitava celebrar a confirmação (crisma).

Antes teve lugar sua primeira confissão, enumerando todos seus pecados graves do passado. "Não me deu vergonha porque sabia que não era nada que o padre não tivesse escutado antes", comenta. "Todos meus pecados ficaram perdoados de verdade como Jesus prometeu em João 20,23 e me senti genial". Semanas depois celebrava sua confirmação e sua primeira comunhão, e sua plena incorporação à Igreja católica.

Uma presença irresistível
"Quando tomou a comunhão na Igreja Católica, o sentido da presença de Jesus foi tão irresistível que sempre me comove até as lágrimas. Mas é mais que um ponto emocional na igreja: reconheço os efeitos da graça e me vejo mais capaz de resistir ao pecado que antes. Meus pensamentos voltam mais até Deus", disse hoje Russ.

"Um protestante que se incorpora na Igreja Católica descobrirá que tem muito que ganhar e absolutamente nada  que renunciar. Pode trazer todas as riquezas de seu estudo bíblico e seu zelo evangelizador e enriquecer com eles a igreja local", anima agora este antigo missionário anglicano.

Russ explica mais sobre suas descobertas teológicas e históricas (por exemplo, sobre os antigos cristãos japoneses, que eram católicos evangelizados pelos espanhóis e portugueses, uma época que lhe fascina) em sua web em inglês: www.stutler.cc

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=31284

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Especialista em construção de imagem: «A falta de pudor vai ligada à falta de auto-estima»

ReligionenLibertad.com

Especialista em construção de imagem: «A falta de pudor vai ligada à falta de auto-estima»

ReL - 15 novembro 2013 - religionenlibertad.com

Experta en coaching de imagen: «La falta de pudor va ligada a la falta de autoestima»
A autora, Arancha Felipes

 Arancha Felipes, professora na Universidade São Paulo-CEU e expecialista em imagem pessoal, acaba de publicar seu novo livro: Moda, personalidade e estilo. 'Coaching de imagem e identidade pessoal'. (Publicado por CEU edições, disponível aqui). Nesta entrevista avança algumas das chaves para integrar de uma forma ótica a imagem exterior com a personalidade interior. Porque no vestir, como em outros muitos aspectos da vida, nem tudo vale.

-Ao ler o índice vemos que é um livro muito completo no que se refere ao conteúdo. Nele trata de diversos temas... Porém o que mais me  surpreendeu ao lê-lo foi o enfoque católico que  deu ao tema da moda, a imagem, o estilo…
-Portanto, trato de muitos temas, como a importância do auto-conhecimento e da auto-estima na hora de se vestir, o porquê das marcas, as tribus urbanas, a democratização da moda, a psicologia da cor, o pudor, a indumentária masculina e sua evolução no último século…

«O livro pretende ser uma viagem, desde o interior ao exterior do homem, para que o leitor se conscientize, no caso dos católicos por exemplo; da importância do que  disse o Papa Francisco de ter  coerência o cristão…Em minha opinião, se de verdade nós cremos que somos filhos de Deus, feitos à sua Imagem e semelhança, não podemos desprezar nosso corpo, maltratá-lo, nem deixar que outros nos tratem como coisas…

»A dignidade da pessoa tem que se manifestar também através da imagem que projetamos ao exterior. “O modo de vestir fala”, forma parte da Comunicação não verbal. Temos que cuidar e pensar o que está dizendo de nós, o que estamos transmitindo com nossa roupa, cabelo, maquilagem, etc.

-Vemos em estatísticas e artigos sobre o tema dos trastornos de conduta alimentícia, a anorexia, a bulimia e sobre os valores que em geral as mulheres fazem sobre si mesmas. Segundo teu livro, a maioria não se ama, ou não se aceita. O que crê  que está influenciando para que tudo isto suceda?
-Depois de minha experiência de quatro anos compartilhando os cursos sobre o que está baseado o livro, nos que teve  como alunos, desde meninas de 13 a 16 anos, a universitárias ou mulheres adultas de 40 a 65 anos; pude comprovar de primeira mão que, com efeito, raras vezes encontra  pessoas que  dizem que se gostam tal e como são; que se acham atraentes, ou que estão felizes com seu corpo. E  76% das mulheres reconhece a beleza em outras mulheres mas não nelas.

»A pressão que tanto jovens como adultos sentem para serem bonitos, para ter um bom corpo, em parecer  com as modelos das revistas, com os atores das séries de televisão, dos anúncios publicitários, dos filmes, com as celebridades, ou as “atraentes garotas” do momento; fazem que inconscientemente nos auto exijamos esse modelo corporal, e o relacionemos com a felicidade, o sucesso e o triunfo pessoal e profissional.


»Para as entrevistas de trabalho, vemos como influi o tema da “boa aparência”, nas séries, filmes e nas revistas do coração nos transmitem com ansiedade a mensagem de que o aspecto e tamanho são imprescindíveis para triunfar.

»Não esqueçamos os famosos “ARGSS” de certas revistas onde, por exemplo naquele verão, apareciam como titulares: Kisrtie Alley está gorda, ou Renée Zellweger engordou, em tom de escândalo…Tudo isso não ajuda em absoluto as adolescentes, as crianças, que estão permanentemente escutando  seus pais, amigos, e na televisão como se julga as pessoas por seu corpo, por seu peso e por seu tamanho.

»Os pais são os modelos a imitar pelos filhos, e se estes passam o dia criticando  tal ou qual pessoa por estar gorda isto faz que a criança perceba como mal  ou prejudicial a ato de comer, a ato de engordar ou de ter um aspecto diferente. Daí  vemos como a anorexia infantil cresce no ocidente de maneira galopante, tanto em meninos como em meninas.

-No livro reivindica  o tema da aceitação e da educação com valores, com coerência. Convida as pessoas a crescer por dentro, para que possam ser bonitos por fora…Tu mesma cita  a Ortega e Gasset com uma frase que nos parece muito oportuna a este respeito, sem dúvida: -“A beleza atrai, a inteligência encanta e a bondade conserva”-.
-Tento transmitir sobretudo aos jevens, este tema do amadurecimento e vendo o mal que muita gente faz a si mesma por ter uma percepção errônea de seu corpo e da felicidade. Pela falta de auto-estima, por tratar de imitar outras pessoas, por querer ser o que não se é, por não querer  a si mesmo, por  sofrer por aparentar o que não se tem, etc.

»As pessoas se enamoram umas das outras pelo que existe dentro do “Presente de Natal” que lhe deixam um bom dia debaixo da árvore; não pelo papel nem pelo laço…Quando só  te fixa no físico de uma pessoa, e no tamanho, na marca de sua roupa ou na cor de olhos sendo o mais importante para você, é normal que essa relação acabe rápido, dure, como vemos nas revistas do coração, quando muito um amo…mas não leva a nada mais.

-Quando se produz essa mudança?
»Quando à atração física acrescentamos e antepomos o componente pessoal, a coisa muda. Estamos com uma pessoa porque nos faz rir, porque nos escuta, porque é carinhosa, amável, tem gostos parecidos,  valores comuns, etc.

»A atração aumenta quando as duas pessoas se vão conhecendo e vão vendo que como casal podem crescer juntos e estarem a gosto. O físico passa completamente para um segundo plano, mesmo que claro, tenha que cuidá-lo, esmerar-se em estar bonitos para agradar  essa pessoa; que se note em nosso cuidado pessoal que nos importa, que o respeitamos, que queremos estar bonitos para essa pessoa, etc.

-Dê conselhos para as pessoas que estão buscando trabalho, por exemplo, de como devem se vestir, de como devem  cuidar de sua imagem e a linguagem de seu corpo, da Comunicação não verbal implícita no vestir. Dê conselhos práticos tanto para homens como para mulheres.
-Portanto, no caso das entrevistas de trabalho, insisto na importância de serem conscientes e coerentes com a situação, ir arrumados, corretos, conforme o respeito que a pessoa que nos está entrevistando e a empresa  merecem; é fundamental. Só  temos uma oportunidade de criar uma primeira impressão, não  esqueçamos…

-No livro fala abertamente deste tema referindo-se a políticos e personagens conhecidos e seus desatinos, de como influi no sentir dos eleitores a imagem dos políticos…
-Efetivamente, eu extraí exemplos de acertos e desacertos que mostram como o tema da coerência, da segurança, da responsabilidade e o que leva a ser um personagem  público que representa um país, uma comunidade autônoma ou um partido político implicam, e como seu aspecto influi em seus eleitores, seguidores ou em representações internacionais.

-E por último, nos chamou a atenção sua aposta pela “ Revolução do pudor” como reza um dos capítulos…  Crê  que é possível conscientizar as pessoas do que  leva o cuidar a intimidade através da roupa? Crê  que é possível  entender, sem colocar o preconceito religioso, em muitos casos?
-Minha experiência destes anos com os garotos jovens é muito positiva neste sentido. Entendem perfeitamente o tema, porque se explico com amor, com humor, não com autoritarismo, puritanismo nem impondo meu critério. Tento apelar para o sentido comum, algo que não tem nada a ver com religiões nem crenças.

É bastante significativa a relação entre falta de auto-estima e falta de pudor. Se alguém não se ama e busca a aceitação dos outros pelo que ensina ou deixa de ensinar, porque segue a moda seja qual for e tenham o tamanho que tenham, de usar as alças de sutiã aparecendo  ou roupas íntimas  acima das calças ", porque todo mundo faz isso" ...

- São os jovens impermeáveis aos conselhos neste sentido?
-Eles mesmos, nos exemplos gráficos que lhes ponho e argumentando  que essas modas as criam as multinacionais que só  querem vender roupa interior de marca, para fazer caixa…  Dizem-me:-“Faz-nos pensar”-.

»Quando os repreendo sobre o conceito que tem sobre a intimidade com exemplos que podemos ver todos nas Redes Sociais:-”Não pões em teu mural do Facebook uma mensagem privada da pessoa que gosta, mas vai mostrando a roupa interior ou metade do peito a todos os que tens perto de você”-.

»Vê que reagem e curiosamente não  querem sair da aula… perguntam, me mandam depois e-mails comentando situações particulares ou enviando-me fotos… É um trabalho precioso e muito edificante.

»Hoje em dia, não sair com transparências em todas as horas, nem mostrando a roupa interior no ônibus, na classe, no  trabalho ou em eventos sociais, é uma revolução. Significa que não sou um carneirinho que faço o que todo o mundo faz…

»Que tenho meu próprio critério sobre estas coisas, minha própria maneira de entender a moda, a dignidade do corpo, que reservo minhas intimidades para quem as tenho que reservar, e que a ninguém  interessa que cor é a minha  roupa interior. Quero que me olhem no rosto, que me escutem e que me valorizem pelo que sou, pelo que posso colaborar no mundo, por meus valores e virtudes.

- A que tipo de público é dirigido o livro?
-Mesmo que meu enfoque de  auto-estima seja católico; o livro também é dirigido aos não crentes, porque a única coisa que reivindico nele é que sejam fiéis a si mesmos, não aos imperativos das multinacionais do consumo nem das marcas de moda.

»E que saibam que todos temos uma dignidade pessoal somente por sermos pessoas, não somos animaizinhos do parque sem critério nem inteligência para controlar atos e atitudes. Somos únicos… e por essa unicidade nos querem… Só  temos que crer em nós e crescer. As gorduras podem se dissimular, o que há no coração do ser humano não.

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:

 http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=32220


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ele era pastor pentecostal; ela «ferozmente anti-católica»... a saúde e Newman os mudaram.

ReligionenLibertad.com

Él era pastor pentecostal; ella «ferozmente anticatólica»... la salud y Newman les cambiaron

A história de Ken e Alliston

Ele era pastor pentecostal; ela «ferozmente anti-católica»... a saúde e Newman os mudaram.

Um dia ela resmungou, se separou do computador lançando-se para trás e  disse ao seu marido: 'Meu Deus, vamos a ter que nos fazer católicos!'.

C.L. / ReL - 3 dezembro 2012 - religionenlibertad.com

Na conversão de Ken e Alliston não há mais elementos extraordinários que seu amor à verdade e sua conformidade com a vontade de Deus.

"Meu marido cresceu com muito gosto sendo protestante, participando em igrejas batistas ou congregacionalistas, e eu cresci ferozmente anti-católica, participando em igrejas batistas independentes ou não confessionais. Ambos estávamos convencidos de que todos os outros não eram realmente cristãos, em particular os católicos, a quem considerávamos os mais perigosos porque acreditavam que eram", recorda Alliston no testemunho recolhido em 24 de novembro em Catholic Sistas, que se intitula expressivamente como 'Da confusão cristã à clareza católica'.

Com gosto no pentecostalismo

Após seu matrimônio, ela e Ken, marinheiro, se mudaram para Carolina do Norte, onde a igreja que mais gostavam era as Assembleias de Deus, uma das maiores organizações pentecostais: "A pregação era exaltada, os serviços longos e emotivos, e a música te levava das profundezas do pranto às alturas da dança. Era esgotante e revigorante".

Ken foi se envolvendo mais, se formou teologicamente e se converteu em ministro da  Assembleia  de Deus, pastor em tempo parcial e pregador substituto em seus dois últimos anos na Corporação. Tiveram um filho, mudaram-se para Arkansas, e ali Ken começou a trabalhar em projetos de reabilitação de alcoólicos e drogadictos.

A enfermidade do pequeno que selou uma etapa
Foi quando diagnosticaram ao pequeno fibrose cística: "Começaram meses, incluso anos, de inferno", sintetiza Allison. E, no entanto, foi o princípio de sua conversão.

Por que? A Assembleia  de Deus se baseia nas 16 Verdades Fundamentais, a duodécima das quais é: "A cura divina é uma parte integral do Evangelho. A libertação da enfermidade foi prevista na expiação  e é um privilégio de todos os crentes“.

"Soa genial, verdade?", disse Alliston: "Mas como soava esta ´verdade´ em nossa vida real. Eis aqui algumas das coisas que nos diziam, que inclusive nos gritavam". E recorda: "Não   aceites. A enfermidade vem de Satanás. Fica diante do altar falando em línguas até que obtenha a cura. Basta  que creia  que está curado. Se tiver fé, acontecerá. Assim foi prometido".

"A outra face da moeda desta espiritualidade murcha", continua, "é que, quando uma cura não ocorre, é que algo funciona mal em quem reza ... em nós. Nossa fé. Nossa vida de oração. Nossa confiança em Deus. Nosso culto a Deus. Tínhamos um pecado oculto. Não amávamos a Deus o suficiente. Não amávamos os outros o suficiente. Não cantávamos ou não falávamos em línguas o suficiente. Se a cura é ´um privilégio dos crentes´... então era que não éramos verdadeiros crentes".

Sossegada vida protestante... se não houvessem buscado a Verdade
Regressaram à Carolina do Norte a uma pequena comunidade rural onde Ken era o pastor, mas foi "ainda pior", pois "se obviamente Ken não tinha a fá e o amor ao seu filho suficientes para que o menino sarasse, então não o queriam dirigindo-lhes e rezando por eles". Tiveram um segundo filho, voltaram para Arkansas, mas mesmo Ken já tendo cumprido os cinco anos de ministério que permitiam  sua ordenação, preferiu se demitir.

Afastaram-se da Assembleia  de Deus, voltaram à primitiva denominação evangélica  em que tinham contraído matrimônio, Ken começou a trabalhar no âmbito da saúde mental e a educação de adultos, tiveram um terceiro filho -uma menina- e começaram  "uma sossegada vida de respeitáveis protestantes".

Ele começou a aprofundar no estudo da autoridade na Igreja, e ela nas posturas diante do aborto das distintas denominações: "De alguma forma -foi, é claro, o Espírito Santo-", recorda Alliston, "ambos acabamos estudando as posições da Igreja católica sobre nossos respectivos âmbitos de estudo".

Irritação
Decidiram investigar a pretensão da Igreja católica de ter sido fundada por Jesus mesmo. Compraram "montões de livros": "Nos levantávamos cedo para ler e  passávamos as noites lendo. Nos interrompíamos um ao outro, excitados e irritados, porque eu só tinha um ano de estudo da Bíblia, mas Ken tinha duas licenciaturas em seminários fundamentalistas e estava furioso ao ver que os primeiros quatrocentos anos de história da Igreja foram amplamente ignorados, e que de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino apenas tinham ensinado mais que um par de breves citações. Alguém mentia".

Compraram o Catecismo da Igreja Católica, também como livros de George Weigel e outros de apologética: "Estávamos surpresos, inclusive chocados".

"Maria como Nova Arca da Aliança, a comunhão dos santos, a totalidade das Escrituras, a Igreja como fundamento da verdade, e especialmente a Presença Real... meu brilhante marido historiador e teólogo se enamorou!", exclama Alliston. Estudaram as obras do Beato John Henry Newman, "que seguiu a pista, século a século, das verdades que os anti-católicos desdenhavam como crenças pagãs procedentes da corruptora influência de Roma", comprovando que "se tinham acreditado e praticado muito antes de que o imperador Constantino legalizasse o cristianismo, antes inclusive  que se codificasse o Novo Testamento".

"Já somos católicos"

"Nos pusemos muito nervosos", continua a mulher de Ken: "Compreendemos que isto  não era mais só  um estudo interessante, mas uma busca da Verdade. Começamos a ler literatura anti-católica e manuais acadêmicos para compensar, mas vimos que quando não confirmavam a história da Igreja, a expunham descuidadamente ou falsificavam seus ensinamentos".

"Uma noite", concluiu Alliston, "resmunguei, lancei a cadeira para trás separando-me do computador e o olhei com olhos interrogantes:'Meu Deus, vamos ter que nos fazer católicos', lhe disse. 'Já  somos em nosso coração e em nossa mente´, me respondeu. Eu  não estava mais inquieta. Só  pensava no que íamos  enfrentar. Ken nunca voltaria a pregar. Perderíamos a cômoda companhia de nossa amável e pequena igreja. Teríamos que explicar aos meninos mais velhos, de 7 e 9 anos, o que tínhamos aprendido e o que tínhamos que fazer. Nos mudaríamos a um local eclesiástico com o qual não estávamos familiarizados".

E assim o fizeram: "Porque estávamos convencidos de que a Igreja era o mecanismo de transmissão da Verdade estabelecida por Nosso Senhor Jesus, escrevemos uma carta ao nosso pastor e ao conselho da comunidade, nos demitimos de nossos cargos, informamos  nossos planos e  agradecemos sua amizade e companheirismo".

"Depois chamamos a única igreja católica do lugar e marcamos uma conversa": então, sem espalhafato nem grandiloquência, com o selo da autenticidade, conclui  o testemunho de Allison.

Gostou deste artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=26276