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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Especialista em construção de imagem: «A falta de pudor vai ligada à falta de auto-estima»

ReligionenLibertad.com

Especialista em construção de imagem: «A falta de pudor vai ligada à falta de auto-estima»

ReL - 15 novembro 2013 - religionenlibertad.com

Experta en coaching de imagen: «La falta de pudor va ligada a la falta de autoestima»
A autora, Arancha Felipes

 Arancha Felipes, professora na Universidade São Paulo-CEU e expecialista em imagem pessoal, acaba de publicar seu novo livro: Moda, personalidade e estilo. 'Coaching de imagem e identidade pessoal'. (Publicado por CEU edições, disponível aqui). Nesta entrevista avança algumas das chaves para integrar de uma forma ótica a imagem exterior com a personalidade interior. Porque no vestir, como em outros muitos aspectos da vida, nem tudo vale.

-Ao ler o índice vemos que é um livro muito completo no que se refere ao conteúdo. Nele trata de diversos temas... Porém o que mais me  surpreendeu ao lê-lo foi o enfoque católico que  deu ao tema da moda, a imagem, o estilo…
-Portanto, trato de muitos temas, como a importância do auto-conhecimento e da auto-estima na hora de se vestir, o porquê das marcas, as tribus urbanas, a democratização da moda, a psicologia da cor, o pudor, a indumentária masculina e sua evolução no último século…

«O livro pretende ser uma viagem, desde o interior ao exterior do homem, para que o leitor se conscientize, no caso dos católicos por exemplo; da importância do que  disse o Papa Francisco de ter  coerência o cristão…Em minha opinião, se de verdade nós cremos que somos filhos de Deus, feitos à sua Imagem e semelhança, não podemos desprezar nosso corpo, maltratá-lo, nem deixar que outros nos tratem como coisas…

»A dignidade da pessoa tem que se manifestar também através da imagem que projetamos ao exterior. “O modo de vestir fala”, forma parte da Comunicação não verbal. Temos que cuidar e pensar o que está dizendo de nós, o que estamos transmitindo com nossa roupa, cabelo, maquilagem, etc.

-Vemos em estatísticas e artigos sobre o tema dos trastornos de conduta alimentícia, a anorexia, a bulimia e sobre os valores que em geral as mulheres fazem sobre si mesmas. Segundo teu livro, a maioria não se ama, ou não se aceita. O que crê  que está influenciando para que tudo isto suceda?
-Depois de minha experiência de quatro anos compartilhando os cursos sobre o que está baseado o livro, nos que teve  como alunos, desde meninas de 13 a 16 anos, a universitárias ou mulheres adultas de 40 a 65 anos; pude comprovar de primeira mão que, com efeito, raras vezes encontra  pessoas que  dizem que se gostam tal e como são; que se acham atraentes, ou que estão felizes com seu corpo. E  76% das mulheres reconhece a beleza em outras mulheres mas não nelas.

»A pressão que tanto jovens como adultos sentem para serem bonitos, para ter um bom corpo, em parecer  com as modelos das revistas, com os atores das séries de televisão, dos anúncios publicitários, dos filmes, com as celebridades, ou as “atraentes garotas” do momento; fazem que inconscientemente nos auto exijamos esse modelo corporal, e o relacionemos com a felicidade, o sucesso e o triunfo pessoal e profissional.


»Para as entrevistas de trabalho, vemos como influi o tema da “boa aparência”, nas séries, filmes e nas revistas do coração nos transmitem com ansiedade a mensagem de que o aspecto e tamanho são imprescindíveis para triunfar.

»Não esqueçamos os famosos “ARGSS” de certas revistas onde, por exemplo naquele verão, apareciam como titulares: Kisrtie Alley está gorda, ou Renée Zellweger engordou, em tom de escândalo…Tudo isso não ajuda em absoluto as adolescentes, as crianças, que estão permanentemente escutando  seus pais, amigos, e na televisão como se julga as pessoas por seu corpo, por seu peso e por seu tamanho.

»Os pais são os modelos a imitar pelos filhos, e se estes passam o dia criticando  tal ou qual pessoa por estar gorda isto faz que a criança perceba como mal  ou prejudicial a ato de comer, a ato de engordar ou de ter um aspecto diferente. Daí  vemos como a anorexia infantil cresce no ocidente de maneira galopante, tanto em meninos como em meninas.

-No livro reivindica  o tema da aceitação e da educação com valores, com coerência. Convida as pessoas a crescer por dentro, para que possam ser bonitos por fora…Tu mesma cita  a Ortega e Gasset com uma frase que nos parece muito oportuna a este respeito, sem dúvida: -“A beleza atrai, a inteligência encanta e a bondade conserva”-.
-Tento transmitir sobretudo aos jevens, este tema do amadurecimento e vendo o mal que muita gente faz a si mesma por ter uma percepção errônea de seu corpo e da felicidade. Pela falta de auto-estima, por tratar de imitar outras pessoas, por querer ser o que não se é, por não querer  a si mesmo, por  sofrer por aparentar o que não se tem, etc.

»As pessoas se enamoram umas das outras pelo que existe dentro do “Presente de Natal” que lhe deixam um bom dia debaixo da árvore; não pelo papel nem pelo laço…Quando só  te fixa no físico de uma pessoa, e no tamanho, na marca de sua roupa ou na cor de olhos sendo o mais importante para você, é normal que essa relação acabe rápido, dure, como vemos nas revistas do coração, quando muito um amo…mas não leva a nada mais.

-Quando se produz essa mudança?
»Quando à atração física acrescentamos e antepomos o componente pessoal, a coisa muda. Estamos com uma pessoa porque nos faz rir, porque nos escuta, porque é carinhosa, amável, tem gostos parecidos,  valores comuns, etc.

»A atração aumenta quando as duas pessoas se vão conhecendo e vão vendo que como casal podem crescer juntos e estarem a gosto. O físico passa completamente para um segundo plano, mesmo que claro, tenha que cuidá-lo, esmerar-se em estar bonitos para agradar  essa pessoa; que se note em nosso cuidado pessoal que nos importa, que o respeitamos, que queremos estar bonitos para essa pessoa, etc.

-Dê conselhos para as pessoas que estão buscando trabalho, por exemplo, de como devem se vestir, de como devem  cuidar de sua imagem e a linguagem de seu corpo, da Comunicação não verbal implícita no vestir. Dê conselhos práticos tanto para homens como para mulheres.
-Portanto, no caso das entrevistas de trabalho, insisto na importância de serem conscientes e coerentes com a situação, ir arrumados, corretos, conforme o respeito que a pessoa que nos está entrevistando e a empresa  merecem; é fundamental. Só  temos uma oportunidade de criar uma primeira impressão, não  esqueçamos…

-No livro fala abertamente deste tema referindo-se a políticos e personagens conhecidos e seus desatinos, de como influi no sentir dos eleitores a imagem dos políticos…
-Efetivamente, eu extraí exemplos de acertos e desacertos que mostram como o tema da coerência, da segurança, da responsabilidade e o que leva a ser um personagem  público que representa um país, uma comunidade autônoma ou um partido político implicam, e como seu aspecto influi em seus eleitores, seguidores ou em representações internacionais.

-E por último, nos chamou a atenção sua aposta pela “ Revolução do pudor” como reza um dos capítulos…  Crê  que é possível conscientizar as pessoas do que  leva o cuidar a intimidade através da roupa? Crê  que é possível  entender, sem colocar o preconceito religioso, em muitos casos?
-Minha experiência destes anos com os garotos jovens é muito positiva neste sentido. Entendem perfeitamente o tema, porque se explico com amor, com humor, não com autoritarismo, puritanismo nem impondo meu critério. Tento apelar para o sentido comum, algo que não tem nada a ver com religiões nem crenças.

É bastante significativa a relação entre falta de auto-estima e falta de pudor. Se alguém não se ama e busca a aceitação dos outros pelo que ensina ou deixa de ensinar, porque segue a moda seja qual for e tenham o tamanho que tenham, de usar as alças de sutiã aparecendo  ou roupas íntimas  acima das calças ", porque todo mundo faz isso" ...

- São os jovens impermeáveis aos conselhos neste sentido?
-Eles mesmos, nos exemplos gráficos que lhes ponho e argumentando  que essas modas as criam as multinacionais que só  querem vender roupa interior de marca, para fazer caixa…  Dizem-me:-“Faz-nos pensar”-.

»Quando os repreendo sobre o conceito que tem sobre a intimidade com exemplos que podemos ver todos nas Redes Sociais:-”Não pões em teu mural do Facebook uma mensagem privada da pessoa que gosta, mas vai mostrando a roupa interior ou metade do peito a todos os que tens perto de você”-.

»Vê que reagem e curiosamente não  querem sair da aula… perguntam, me mandam depois e-mails comentando situações particulares ou enviando-me fotos… É um trabalho precioso e muito edificante.

»Hoje em dia, não sair com transparências em todas as horas, nem mostrando a roupa interior no ônibus, na classe, no  trabalho ou em eventos sociais, é uma revolução. Significa que não sou um carneirinho que faço o que todo o mundo faz…

»Que tenho meu próprio critério sobre estas coisas, minha própria maneira de entender a moda, a dignidade do corpo, que reservo minhas intimidades para quem as tenho que reservar, e que a ninguém  interessa que cor é a minha  roupa interior. Quero que me olhem no rosto, que me escutem e que me valorizem pelo que sou, pelo que posso colaborar no mundo, por meus valores e virtudes.

- A que tipo de público é dirigido o livro?
-Mesmo que meu enfoque de  auto-estima seja católico; o livro também é dirigido aos não crentes, porque a única coisa que reivindico nele é que sejam fiéis a si mesmos, não aos imperativos das multinacionais do consumo nem das marcas de moda.

»E que saibam que todos temos uma dignidade pessoal somente por sermos pessoas, não somos animaizinhos do parque sem critério nem inteligência para controlar atos e atitudes. Somos únicos… e por essa unicidade nos querem… Só  temos que crer em nós e crescer. As gorduras podem se dissimular, o que há no coração do ser humano não.

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