Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma insuficência renal, um irmão que se converte, a gozação de um pastor... e Vivien se fez católica


ReligionenLibertad.com


Recebeu a Primeira Comunhão nesta Páscoa


Há conversões repentinas e conversões evolutivas: esta jovem de Minnesota necessitou tempo e muita reflexão para dar o passo.

C.L. / ReL -  27 mayo 2012 - religionenlibertad.com

Os caminhos de Deus são inescrutáveis. Em alguns casos, como o de São Paulo, a chamada atira do cavalo  seu destinatário. Em outros o caminho percorrido é muito mais sutil.

O caminho de uma jovem enfermeira

Assim sucedeu com Vivien Betland, estudante de enfermagem na Universidade de Minnesota, que acaba de incorporar-se à Iglesia católica nesta última Páscoa, quando foi batizada sob condição (é de origem batista) e crismada, e fez a Primeira Comunhão.

Em seu blog, que ilustra uma imagem de Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962),  contou como foi o proceso que lhe levou até esse ponto.

Cresceu em uma família pouco religiosa. Tinham Bíblias, mas nunca a liam. Celebravam o Natal e a Páscoa, mas mais pelos feriados do que por seu significado religioso, e nunca iam à igreja, salvo quando seu irmão mais novo ia cantar  no coral.

"Não diria que era atéia, e meus pais sem dúvida não o eram, mas não compartilhavam sua fé comigo nem me ensinaram nada sobre Deus. Tinha ouvido falar de Jesus e sabia que tinha morrido na cruz, mas realmente não entendia porque nem tinha nem idéia da importância desse fato. Minha mãe tinha crescido como batista, assim que dessa forma me identificava  quando me perguntavam", recorda  o aspecto espiritual de sua infância que foi feliz e com seus pais voltados para seus filhos.

Primeira aproximação

O primeiro sinal  veio quando, durante o ensino secundário no colégio, em pouco tempo morreu sua única avó viva e diagnosticaram  em sua mãe  uma insuficiência renal grave. A adaptação de sua dieta provocava contínuas discussões e a perda de energias que começaram a padecer e mudaram a vida no lar. Afamília começou a ter dívidas como resultado da situação e seu pai estava cada vez mais estressado em casa, até que descubriram que estavam na bancarrota.

Todas estas dificuldades passaram sem referência alguma a Deus nem lhe pedindo ajuda. O caráter de Vivien começou a retrair-se: "Sentia-me sem ninguém com quem falar, muito só. Nem sequer me via falando com meus pais para contar-lhes meus problemas adolescentes, porque eles já tinham seus próprios problemas. O Único que  sabía tudo era o Único a quem eu não conhecia. Eu não sabia que meu melhor Amigo estava me esperando para que fosse ter com Ele".

Seu irmão, cristão porém anti-católico

Quando ela estava em seu segundo ano de bacharelato, seu irmão começou a ir com um amigo a um acampamento cristão, e quando voltou para casa no inverno  propôs à sua irmã ir à igreja. Vivien  gostou da idéia: "Estava de certo modo entusiasmada. Algumas vezes  tinha pedido aos meus pais que fôssemos à igreja, mas sempre tinham alguma desculpa para não ir".

E ela começou a pensar em si mesma também quando a convidavam para o grupo dominical do templo... até que foi. "Todo o mundo era tão acolhedor! Senti que queriam que estivesse ali mesmo ainda não me conhecendo", recorda. E começou a confiar neles e a contar seus problemas familiares: "Sempre se ofereciam para rezar por mim, e me sentia muito querida. Assim aprendi sobre Deus e seu amor por suas criaturas, e que Jesus tinha morrido na Cruz, Ele, um homem  perfeito, para que meus pecados fossem perdoados e pudesse recobrar a relação con Ele".

Vivien entra então no miolo teológico da mudança que estava dando no caminho de uma comunidade protestante. "Considerava-me salva porque rezava pedindo a Jesus que viesse ao meu coração e perdoasse meus pecados, mas não permiti que isso realmente me mudasse. Não é que eu fosse uma garota má, mas era egoísta e pretensiosa. Era animadora da equipe do instituto e vivia para ser muito popular. Seria sempre eu", conta.

Seguiu indo à igreja e ao grupo juvenil, mas confessa que não vivia muito sua fé fora desse âmbito, e inclusive era algo "cruel"  ao separar-se das pessoas que não lhe interessavam para seus objetivos: "Tinha algumas linhas vermelhas que não traspassava, mas nunca por Deus, mas sim para não desagradar os meus pais ou estresar-lhes ainda mais".

Seu irmão... católico ahora

No verão antes de graduar-se, foi em uma missão no México com seu grupo da igreja, para visitar um orfanato. Ali  encontrou crianças que nunca poderiam conhecer  seus pais, ou outros que lhes tinham conhecido e lhes tinham perdoado. "Pude ver que Deus estava atuando em suas vidas e que elas tinham se rendido a Ele. Tinha tanta alegria em suas vidas em vez de dor, que eu queria ter isso. Foi então quando decidi viver a vida segundo a vontade de Deus, e não segundo a minha", explica.

A surpresa seguinte   chegou nesse Natal, quando seu irmão falou em casa que queria convertrr-se ao catolicismo: "Todos nós ficamos esmagados! Ele tinha sido uma das pessoas mais anti-católicas que eu tinha conhecido. Eu não sabia muito do catolicismo, mas em minha igreja batista se ensinava que era um erro, e eu assim acreditava. Acreditei que meu irmão estava louco, mas se era o que queria fazer, tampouco me importava. Depois fui sabendo mais do catolicismo, mas chocava tanto com o que lhe escutava de meu pastor, que não podia ser algo bom".

Os grandes obstáculos para Vivien eram a Eucaristia e a Virgem Maria. E ainda que seu irmão  argumentasse à respeito, não lhe fez muito caso: "Tampouco me importava: ele amava a Deus e em minha opinião isso era o que contava".

No verão de 2010, Vivien foi batizada no rio Mississippi por seu pastor batista: "Meu irmão se alegrou, porque mesmo não sendo católica, o batismo apagava meus pecados. De novo pensei que estava louco: o batismo era só um símbolo de nossa obediência e nossa fé em Cristo, mas  não operava realmente nada enem  nós", conta, assinalando a grande diferença entre a idéia desse sacramento na Igreja católica e nas comunidades evangélicas.

Depois de seu batismo, Vivien começou a tomar sua fé mais a sério, e a mudar a forma com a qual se relacionava com os demais, a rezar mais a miúdo e a meditar na palavra de Deus, e inclusive se tornou catequista de um grupo de crianças.

A gozação de um pastor

No inverno de 2010 foi com seu irmão a uma adoração eucarística: "Disse-me que lesse João, 6 e que rezasse enquanto estava ali. Li e comecei a compreender porque os católicos crêem que o pão e o vinho se convertam no corpo e  sangue de Cristo. Porém eu seguia achando inaceitáveis o batismo infantil e o culto à Maria. Porém meus olhos se estavam abrindo".

Finalmente, no verão de 2011 decidiu que não podia seguir parada nessas questões e devia estudiá-las a fundo: "Devia estudar com a mente aberta o que realmente ensina a Igreja".

E -os caminhos inescrutáveis de Deus- o passo final o deu graças a um pastor batista. Num domingo, ao chegar o momento da comunhão, disse em tom de gozação com a crença católica: "Damos-te graças por este pão, que não se converte magicamente em teu corpo, mas que segue sendo pão, símbolo de teu sacrifício".

"O tom com que disse claramente se ria da fé católica, e mesmo eu  negando que o pão fosse o corpo de Cristo, me molestou que se risse abertamente da fé católica durante um culto. E me senti ofendida porque isso significava que estava rindo de meu irmão", afirma Vivien.

Todos estes fatos lhe fizeram aprofundar cada vez mais no estudo da doutrina: o caráter puramente simbólico que para os batistas tinha o batismo lhe chocava, até que compreendeu que tinha que "significar algo" objetivo.

Amarrando os fios

Também lhe chocava a mentalidade de "uma vez salvo, já estás salvo para sempre", característica do protestantismo, porque quando havia nela uma luta entre o bem e o mal,  ficavam dúvidas sobre sua salvação. Tampouco entendia a oposição entre a fé e as obras que pleiteava sua comunidade: "A Bíblia deixava claro que ambos são necessários. A fé católica parecia ser o único lugar onde podia encontrar algo que desse sentido à unidade entre a fé e as obras. Quando mais o estudava, mais compreendia que o católico é realmente bíblico".

Também viu como o capítulo 1 de São Lucas ("bem-aventurada te chamarão todas as gerações") justificava nas Sagradas Escrituras o culto à Virgem que tanto rechaçava antes.

Quando compreendeu que o capítulo 6 de São João implicava a presença física de Cristo debaixo das aparências de pão, a mudança se aproximou um pouco mais: "Se Cristo me oferece todos os dias seu Corpo e seu Sangue, como podia ignorar esse fato?".

E por último, a necessidade da autoridade para interpretar a Bíblia, e a evidência de que a Igreja católica era a única que se remontava aos tempos apostólicos, fizeram o resto.

Fidelidade nas dificuldades

Em setembro passado se uniu a um catecumenato, e no Páscoa de 2012 foi crismada e recebeu a Primeira Comunhão.

"Naturalmente, minha transição não foi fácil", conclui seu testemunho: "Encontrei muita resistência em meus amigos protestantes e meu antigo pastor. No princípio me custou, porém logo compreendi que também Jesus perdeu amigos e  passou por coisas muito pior que eu. E tampouco tenho direito de queixar-me. Sigo tendo amigos, e claro que  meu irmão me ajudou muito. Agora sou muito feliz de fazer parte da Esposa de Cristo".



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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma mãe de família se cura de forma inexplicável de um câncer pelo qual lhe davam 10 meses de vida.


ReligionenLibertad.com - Avan - 18 mayo 2012


Por intercessão de Vicente Garrido Pastor

Milagre em Valencia?


A delegação para as causas dos santos do Arcebispado de Valencia iniciou o estudo de um “possível milagre” atribuído à intercessão do fundador do Instituto Secular ds Obreiras da Cruz, o sacerdote valenciano Vicente Garrido Pastor (Benaguacil, 1896- Moncada, 1975), cujo processo de beatificação se instrui atualmente em Roma.

A “possível graça” operada pelo Servo de Deus Vicente Garrido Pastor corresponde à uma cura “inexplicável” de uma mãe de família, de Albacete,  que  foi diagnosticada em 2003 com um “adenocarcinoma de endométrio, estado IVB, por afetação metastática no quadril direito” com uma esperança de vida de 10 meses, segundo indicou hoje a agência AVAN fontes da delegação.

No entanto, transcorridos oito anos, “e depois de numerosos controles e avaliações médicas por parte de especialistas oncológicos de vários hospitais”, em 2011, os últimos informes e provas realizadas constataram a “remissão completa” do tumor e a “ausência atual” da enfermidade, segundo as mesmas fontes.

A mulher na qual se operou o “provável milagre”, que conta com uma irmã pertencente precisamente ao Instituto Secular das Obreiras da Cruz, “se encomendava ao seu fundador”, o Servo de Deus Vicente Garrido, “a quem rezavam e rezam e lhe guardam enorme devoção”.

O arcebispo de Valencia, monsenhor Carlos Osoro, presidiu esta tarde, no Palácio Episcopal, a constituição do Tribunal que se encarregará de recolher a documentação, provas médicas e testemunhais para “examinar e provar a existência deste fato milagroso”. segundo fontes da delegação que leva vários anos investigando esta causa.

Uma vez transcorrido o período de estudo do “presumível milagre” na fase diocesana, oTribunal agora criado, formado por sacerdotes, médicos e peritos, remetirá a documentação à Santa Sé para “que continui ali o processo” .

Nesse caso seria avaliado pelo congresso de médicos da congregação vaticana para as Causas dos Santos, posteriormente pela comissão de teólogos e, finalmente, pela dos  Bispos e Cardeais, que remeteriam e apresentariam a documentação ao Papa, que promulgaria o “decreto de milagre”.

Ao tratar-se de uma "causa de virtudes", “para chegar à beatificação se requer a aprovação de um milagre”, segundo as mesmas fontes, que adicionaram  “se este chegasse ao seu fim veriam de imediato sua declaração como beato”.

O processo de beatificação de Vicente Garrido Pastor foi aberto em 12 de junho de 1990 em Valencia e fechado em 14 de setembro de 1999, em Moncada (Valencia), onde faleceu. Mais tarde, em 20 de outubro de 2000, a Congregação para as Causas dos Santos concedeu o “decreto de validez de dito Processo instruído na Cúria Eclesiástica Valentina” passando nesse momento a ser instruído em Roma.

O Instituto Secular das Obreiras da Cruz

Em 13 de fevereiro de 1934, “o então jovem sacerdote valenciano Vicente Garrido, que vinha trabalhando incansavelmente no apostolado secular feminino, reuniou em Burjassot  um grupo de mulheres para dirigir-lhes um retiro espiritual”.

Quatro meses depois, “conseguiu a aprovação dos estatutos de uma sociedade civil, denominada «Sociedade de Amor Cristão», que viria a ser o gérmem do atual Instituto”, acrescentou.

Desde então, tem trabalhado na promoção, formação e evangelização das mulheres, e em numerosos povoados e cidades criaram oficinas para sua formação e promoção laboral.

Agora, segundo  indicaram hoje a agência AVAN fontes deste Instituto Secular,  adaptaram seu serviço às necessidades do momento presente e na arquidiocese de Valencia dirigem três centros para mulheres em risco de exclusão social, e imigrantes, transeúntes ou com problemas familiares, em Sagunto, Museros e em Valencia.

Além disso, as Obreiras da Cruz tem  impulsionado outros projectos solidários np Chile e Bolívia, e estão presentes também em Ruanda. Igualmente, o Instituto assume outras ações, como a dinâmica de  exercícios espirituais, a colaboração paroquial e o apostolado social obreiro.

As Obreiras da Cruz “vivem o carisma da consagração secular no âmbito da sociedade” e exercem seu apostolado “desde as profissões, tarefas e obras apostólicas”, acrescentaram.


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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza e de ternura, me desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz.




CANÇÃO DOS HOMENS

Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver fazendo
- filho, panela ou computador - e venha me dar um beijo como os de antigamente.

Que quando nos sentarmos à mesa para jantar
ela não desfie a ladainha dos seus dissabores domésticos.

E se for uma profissional, que divida comigo o tempo de comentarmos nosso dia.

Que se estou cansado demais para fazer amor,
ela não ironize nem diga que "até que durou muito" o meu desejo ou potência.

Que quando quero fazer amor ela não se recuse demasiadas vezes, nem fique impaciente ou rígida, mas cálida como foi anos atrás.

Que não tire nosso bebê dos meus braços dizendo que homem não tem jeito pra isso, ou que não sei segurar a cabecinha dele, mas me ensine docemente se eu não souber.

Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças, mas sirva de ponte entre nós quando me distancio ou me distraio demais.

Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo, nem comente nossas intimidades com as amigas, como tantas mulheres fazem.

Que quando conto uma piada para ela ou na frente de outros, ela não faça um gesto de enfado dizendo "Essa você já me contou umas mil vezes".

Que ela consiga perceber quando estou preocupado com trabalho, e seja calmamente carinhosa, sem me pressionar para relatar tudo, nem suspeitar de que já não gosto dela.

Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse falta de amor.

Que quando estou com pouco dinheiro ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens em lugar de prover minha família.

Que quando eu saio para o trabalho de manhã ela se despeça com alegria, sabendo que mesmo de longe eu continuo pensando nela.

Que quando estou trabalhando ela não telefone a toda hora para cobrar alguma coisa que esqueci de fazer ou não tive tempo.

Que não se insinue com minha secretária ou colega para descobrir se tenho amante.

Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza e de ternura, me desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz.

Que cuide um pouco de mim como minha mulher, mas não como se eu fosse uma criança tola e ela a mãe, a mãe onipotente, que não me transforme em filho.

Que mesmo com o tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o jeito terno e divertido que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.

Que eu não sinta que me tornei desinteressante ou banal para ela, como se só os filhos e as vizinhas merecessem sua atenção e alegria.

E que se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais, ou a machuco consciente ou inconscientemente,

Ela saiba me chamar de volta com aquela ternura que só nela eu descobri, e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse e me tornasse mais feliz, menos solitário, e muito mais humano.
Lya Luft

segunda-feira, 14 de maio de 2012

«Sinto vivos desejos de fazer amar ao Senhor e a sua Santíssima Mãe, de ir de forma pobre e simples ensinar o catecismo aos pobres dos campos e exortar os pecadores à devoção à Santíssima Virgem».


Queremos ir a Jesus Cristo? Vamos por Maria!































Em 28 de abril se celebra a festa de São Luis Maria Grignion de Montfort, santo francês que viveu nos séculos XVII e XVIII (1673-1716) e que ao ser ordenado sacerdote escolheu como lema de sua vida sacerdotal «ser escravo de Maria»: «Totus Tuus» (sou todo teu).

São Luís Maria foi pouco compreendido pelos demais. Seu tempo no  seminário esteve cheio de grandes provas. Seus superiores não sabiam se o consideravam um santo ou como um fanático. Em seguida começaram surgir cruzes maiores em sua vida, seus superiores lhe negaram várias vezes exercer suas funções de sacerdote, não podia confessar nem pregar.

Foi rejeitado por seus amigos mais íntimos, até seu próprio bispo começa a duvidar seriamente dele. São Luís Maria compreende que a razão dos ataques é a doutrina mariana que ensinava. Recorre ao Santo Padre e lhe visita em Roma; queria saber se de verdade estava equivocado como todos diziam ou se cumpria a vontade de Deus, que era seu único desejo. Em Roma, São Luís Maria recebe do Papa a bênção e o título de Missionáiro Apostólico.

 «Sinto vivos desejos de fazer amar ao Senhor e a sua Santíssima Mãe, de ir de forma pobre e simples ensinar o catecismo aos pobres dos campos e exortar os pecadores à devoção à Santíssima Virgem».

Antes de tudo, era um missionário. Percorre os caminhos da França com um  bastão, coroado por um crucifixo ou uma estatuinha da Virgem; às costas uma mochila na qual leva sua Bíblia, seu breviário, seu caderno de notas. Leva à cintura um rosário muito grande que atrai os olhares de todos. Mas nem por issso cessaram as incompreensões e a perseguição e São Luís tem que buscar diocese cujos bispos eram notoriamente contrários ao jansenismo, a heresia tão do gosto dquela França do século do iluminismo e do racionalismo. Como ocorre em nossos dias, entre os seguidores das ideologias “modernas” se recrutavam os mais radicais inimigos do cristianismo.

Daí sua pregação na região da Vendéia , que depois, em 1793, se levantaria contra a sangrenta e atéia Revolução Francesa. Foi ali onde trabalhou durante os últimos cinco anos de sua vida, implantando naquelas populações uma sólida formação católica. Este foi, décadas mais tarde, um decisivo feito para a gloriosa Guerra da Vendéia, contra os ímpios revolucionários de 1789.

O que nos ensina Grignon de Montfort? Não nos diz nada novo. Queremos ir a Jesus Cristo? Vamos por Maria!

Temos que ir a Jesus Cristo, e por Jesus Cristo a Deus no Espírito Santo. Mas escolhemos um caminho fácil, encantador, poderíamos dizer, como é Maria. Porque Maria nos levará necessariamente a Jesus Cristo. Maria se converte no atalho mais rápido para chegar a Deus.

— Fazer tudo COM Maria, em sua companhia, sem perdê-la nunca de vista, pois, fazendo-o tudo com Ella, vimos a fazê-lo todo como Maria, com sua  fineza, e saimos imitadores seus perfeitos.
— Fazer tudo EM Maria, ou, meter-se em Maria, em seus sentimentos, em seu coração, de modo que seja Maria o motor de toda nossa atividade.
— Fazer tudo POR Maria, ou seja, dirigir-se a Jesus Cristo e a Deus por meio da Virgem Maria, por ser uma intercessora e uma Medianeira poderosa da Graça.
— Fazer tudo PARA María, porque nos rendemos à Ela como uns escravos, que não tem mais ilusão que servir alegres a sua Rainha e Senhora.

Para nós quando se trata do amor e devoção à Virgem, parece que sobram todas as recomendações. O amor à Virgem Maria o levamos entranhado na alma. E agora, ao escutar a São Luís Maria nós nos enchemos de ilusão para formar parte nessa legião de filhos amantes de Maria, para que Ela nos leve a Jesus.

E para que nos leve —mesmo que isto nos resulte mais forte— precisamente pelo caminho real da Cruz. Com a Virgem, e levando com galhardia cada um nossa cruz, o seguir a Jesus Cristo se faz mais fácil como o pregava sempre Luís Maria Grignion de Montfort.

Sua mensagem final dirigida hoje à nós, se resume nestas palavras, que são o compêndio de toda sua vida de santo e de apóstolo: Amai ardentemente a Jesus Cristo, amai-lhe por Maria!

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

O trabalho da Cáritas na Espanha é gigantesco, exemplar, espetacular. E o é porque tem detrás toda a Igreja, desde os bispos aos laicos.




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Demagogia socialista


 
Pe. Santiago Martin  -  sacerdote e escritor espanhol - 1 maio 2012


«Que uma pessoa reconheça que de um dia para outro passar de ter um trabalho a roçar a exclusão social é um problema muito difícil de assimilar».

São palavras de Sebastião Mora, secretário geral da Cáritas Espanhola. Expressam a tragédia que estão vivendo centenas de milhares de espanhóis, afetados pelo problema da paralização da economia.

 Porém o representante da Cáritas não só disse isso. Melhor dizendo, o disse num contexto que o explica: a apresentação da memória da instituição caritativa católica referente à atuação contra o desemprego.

O trabalho da Cáritas na Espanha é gigantesco, exemplar, espetacular. E o é porque tem detrás toda a Igreja, desde os bispos aos laicos; uns recolhendo dinheiro, outros distribuindo-o com honestidade e eficácia, outros quando as pessoas necessitam e outros organizando diversos tipos de cursos formativos para que os que tem problemas possaqm sair adiante por si mesmas.

A Igreja é muito mais que Cáritas, mas é através dela como a Igreja expressa seu compromisso com Cristo presente nos pobres.
E se isto é assim, Cáritas –e a Igreja que a sustenta- deveriam ser merecedoras do aplauso geral, do apoio institucional, do reconhecimento por parte de todos os que estão preocupados pela grave situação que atravessa a Espanha. Deveria ser assim.

O sentido comum assim o diz. Pois bem, não é assim. Os socialistas, principais responsáveis pela tragédia que vivem milhões de espanhóis,  decidiram dirigir os dardos de sua demagogia contra a Igreja e indiretamente contra a Cáritas, que depende dela.

E o tem feito no mais puro estilo bolchevique: acusando-a daquilo no qual não peca e no que, em troca,  pecam eles. A senhora Valenciano –mão direita no PSOE (partido socialista espanhol) do senhor Rubalcaba-, tem arremetido contra a Igreja dizendo que nesta crise têm a obrigação de “levantar o ombro”.

Como se a Igreja não fizesse nada e eles sim. Porém no que se refere a supracitada senhora socialista, a qual a Igreja deveria pagar o Imposto de Bens Imóveis (IBI) por seus templos, locais para atividades pastorais, asilos, centros sociais, etc.

Sabem perfeitamente no PSOE que se isso se pede à imensa maioria das paróquias e das obras sociais católicas deverão fechar. Depois fecharão quase todas as dos povoados.

Sabem que se isso sucede se produzirá uma grave quebraa na sociedade espanhola, pois não só a ação caritativa deixará de dar-se, mas que também se impedirá a ação educativa que, por exemplo, se leva a cabo nas catequeses.

Sabem que os prejudicados serão os mais necessitados, os mais pobres, os mais fracos. E sabem também que como muito do IBI o poderia pagar a Igreja no primeiro ano e que depois, uma vez que se fechem os templos e se mal vendam ou doem às instituições públicas, já não cobrariam nada ou cobrariam muitíssimo menos.

Tudo isso o sabem. Mas não lhes importa. O ódio que  têm à Igreja é tão grande, que com tal de fazê-la dano preferem deixar a esse milhão e meio de famílias que ajudaa  Cáritas na intempérie, a esses oitenta mil pobres aos quais alimenta cada dia sem comer.

Isto é a Esquerda na Espanha. Não só põem paus nas rodas para dificultar a tarefa do Governo, que tenta em meio de ingentes dificuldades resolver os problemas que eles deixaram, senão que também aos que colaborampar a fazer menos trágica a situação, como a Igreja, lhes querem tirar do  meio.

Não creio que Rajoy lhes faça caso, mas já se lançaram com a bandeira da demagogia contra os católicos. Menos mal que estamos acostumados a enfrentar as víboras e leões.

http://www.magnificat.tv/es/node/1048/2

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