Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma insuficência renal, um irmão que se converte, a gozação de um pastor... e Vivien se fez católica


ReligionenLibertad.com


Recebeu a Primeira Comunhão nesta Páscoa


Há conversões repentinas e conversões evolutivas: esta jovem de Minnesota necessitou tempo e muita reflexão para dar o passo.

C.L. / ReL -  27 mayo 2012 - religionenlibertad.com

Os caminhos de Deus são inescrutáveis. Em alguns casos, como o de São Paulo, a chamada atira do cavalo  seu destinatário. Em outros o caminho percorrido é muito mais sutil.

O caminho de uma jovem enfermeira

Assim sucedeu com Vivien Betland, estudante de enfermagem na Universidade de Minnesota, que acaba de incorporar-se à Iglesia católica nesta última Páscoa, quando foi batizada sob condição (é de origem batista) e crismada, e fez a Primeira Comunhão.

Em seu blog, que ilustra uma imagem de Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962),  contou como foi o proceso que lhe levou até esse ponto.

Cresceu em uma família pouco religiosa. Tinham Bíblias, mas nunca a liam. Celebravam o Natal e a Páscoa, mas mais pelos feriados do que por seu significado religioso, e nunca iam à igreja, salvo quando seu irmão mais novo ia cantar  no coral.

"Não diria que era atéia, e meus pais sem dúvida não o eram, mas não compartilhavam sua fé comigo nem me ensinaram nada sobre Deus. Tinha ouvido falar de Jesus e sabia que tinha morrido na cruz, mas realmente não entendia porque nem tinha nem idéia da importância desse fato. Minha mãe tinha crescido como batista, assim que dessa forma me identificava  quando me perguntavam", recorda  o aspecto espiritual de sua infância que foi feliz e com seus pais voltados para seus filhos.

Primeira aproximação

O primeiro sinal  veio quando, durante o ensino secundário no colégio, em pouco tempo morreu sua única avó viva e diagnosticaram  em sua mãe  uma insuficiência renal grave. A adaptação de sua dieta provocava contínuas discussões e a perda de energias que começaram a padecer e mudaram a vida no lar. Afamília começou a ter dívidas como resultado da situação e seu pai estava cada vez mais estressado em casa, até que descubriram que estavam na bancarrota.

Todas estas dificuldades passaram sem referência alguma a Deus nem lhe pedindo ajuda. O caráter de Vivien começou a retrair-se: "Sentia-me sem ninguém com quem falar, muito só. Nem sequer me via falando com meus pais para contar-lhes meus problemas adolescentes, porque eles já tinham seus próprios problemas. O Único que  sabía tudo era o Único a quem eu não conhecia. Eu não sabia que meu melhor Amigo estava me esperando para que fosse ter com Ele".

Seu irmão, cristão porém anti-católico

Quando ela estava em seu segundo ano de bacharelato, seu irmão começou a ir com um amigo a um acampamento cristão, e quando voltou para casa no inverno  propôs à sua irmã ir à igreja. Vivien  gostou da idéia: "Estava de certo modo entusiasmada. Algumas vezes  tinha pedido aos meus pais que fôssemos à igreja, mas sempre tinham alguma desculpa para não ir".

E ela começou a pensar em si mesma também quando a convidavam para o grupo dominical do templo... até que foi. "Todo o mundo era tão acolhedor! Senti que queriam que estivesse ali mesmo ainda não me conhecendo", recorda. E começou a confiar neles e a contar seus problemas familiares: "Sempre se ofereciam para rezar por mim, e me sentia muito querida. Assim aprendi sobre Deus e seu amor por suas criaturas, e que Jesus tinha morrido na Cruz, Ele, um homem  perfeito, para que meus pecados fossem perdoados e pudesse recobrar a relação con Ele".

Vivien entra então no miolo teológico da mudança que estava dando no caminho de uma comunidade protestante. "Considerava-me salva porque rezava pedindo a Jesus que viesse ao meu coração e perdoasse meus pecados, mas não permiti que isso realmente me mudasse. Não é que eu fosse uma garota má, mas era egoísta e pretensiosa. Era animadora da equipe do instituto e vivia para ser muito popular. Seria sempre eu", conta.

Seguiu indo à igreja e ao grupo juvenil, mas confessa que não vivia muito sua fé fora desse âmbito, e inclusive era algo "cruel"  ao separar-se das pessoas que não lhe interessavam para seus objetivos: "Tinha algumas linhas vermelhas que não traspassava, mas nunca por Deus, mas sim para não desagradar os meus pais ou estresar-lhes ainda mais".

Seu irmão... católico ahora

No verão antes de graduar-se, foi em uma missão no México com seu grupo da igreja, para visitar um orfanato. Ali  encontrou crianças que nunca poderiam conhecer  seus pais, ou outros que lhes tinham conhecido e lhes tinham perdoado. "Pude ver que Deus estava atuando em suas vidas e que elas tinham se rendido a Ele. Tinha tanta alegria em suas vidas em vez de dor, que eu queria ter isso. Foi então quando decidi viver a vida segundo a vontade de Deus, e não segundo a minha", explica.

A surpresa seguinte   chegou nesse Natal, quando seu irmão falou em casa que queria convertrr-se ao catolicismo: "Todos nós ficamos esmagados! Ele tinha sido uma das pessoas mais anti-católicas que eu tinha conhecido. Eu não sabia muito do catolicismo, mas em minha igreja batista se ensinava que era um erro, e eu assim acreditava. Acreditei que meu irmão estava louco, mas se era o que queria fazer, tampouco me importava. Depois fui sabendo mais do catolicismo, mas chocava tanto com o que lhe escutava de meu pastor, que não podia ser algo bom".

Os grandes obstáculos para Vivien eram a Eucaristia e a Virgem Maria. E ainda que seu irmão  argumentasse à respeito, não lhe fez muito caso: "Tampouco me importava: ele amava a Deus e em minha opinião isso era o que contava".

No verão de 2010, Vivien foi batizada no rio Mississippi por seu pastor batista: "Meu irmão se alegrou, porque mesmo não sendo católica, o batismo apagava meus pecados. De novo pensei que estava louco: o batismo era só um símbolo de nossa obediência e nossa fé em Cristo, mas  não operava realmente nada enem  nós", conta, assinalando a grande diferença entre a idéia desse sacramento na Igreja católica e nas comunidades evangélicas.

Depois de seu batismo, Vivien começou a tomar sua fé mais a sério, e a mudar a forma com a qual se relacionava com os demais, a rezar mais a miúdo e a meditar na palavra de Deus, e inclusive se tornou catequista de um grupo de crianças.

A gozação de um pastor

No inverno de 2010 foi com seu irmão a uma adoração eucarística: "Disse-me que lesse João, 6 e que rezasse enquanto estava ali. Li e comecei a compreender porque os católicos crêem que o pão e o vinho se convertam no corpo e  sangue de Cristo. Porém eu seguia achando inaceitáveis o batismo infantil e o culto à Maria. Porém meus olhos se estavam abrindo".

Finalmente, no verão de 2011 decidiu que não podia seguir parada nessas questões e devia estudiá-las a fundo: "Devia estudar com a mente aberta o que realmente ensina a Igreja".

E -os caminhos inescrutáveis de Deus- o passo final o deu graças a um pastor batista. Num domingo, ao chegar o momento da comunhão, disse em tom de gozação com a crença católica: "Damos-te graças por este pão, que não se converte magicamente em teu corpo, mas que segue sendo pão, símbolo de teu sacrifício".

"O tom com que disse claramente se ria da fé católica, e mesmo eu  negando que o pão fosse o corpo de Cristo, me molestou que se risse abertamente da fé católica durante um culto. E me senti ofendida porque isso significava que estava rindo de meu irmão", afirma Vivien.

Todos estes fatos lhe fizeram aprofundar cada vez mais no estudo da doutrina: o caráter puramente simbólico que para os batistas tinha o batismo lhe chocava, até que compreendeu que tinha que "significar algo" objetivo.

Amarrando os fios

Também lhe chocava a mentalidade de "uma vez salvo, já estás salvo para sempre", característica do protestantismo, porque quando havia nela uma luta entre o bem e o mal,  ficavam dúvidas sobre sua salvação. Tampouco entendia a oposição entre a fé e as obras que pleiteava sua comunidade: "A Bíblia deixava claro que ambos são necessários. A fé católica parecia ser o único lugar onde podia encontrar algo que desse sentido à unidade entre a fé e as obras. Quando mais o estudava, mais compreendia que o católico é realmente bíblico".

Também viu como o capítulo 1 de São Lucas ("bem-aventurada te chamarão todas as gerações") justificava nas Sagradas Escrituras o culto à Virgem que tanto rechaçava antes.

Quando compreendeu que o capítulo 6 de São João implicava a presença física de Cristo debaixo das aparências de pão, a mudança se aproximou um pouco mais: "Se Cristo me oferece todos os dias seu Corpo e seu Sangue, como podia ignorar esse fato?".

E por último, a necessidade da autoridade para interpretar a Bíblia, e a evidência de que a Igreja católica era a única que se remontava aos tempos apostólicos, fizeram o resto.

Fidelidade nas dificuldades

Em setembro passado se uniu a um catecumenato, e no Páscoa de 2012 foi crismada e recebeu a Primeira Comunhão.

"Naturalmente, minha transição não foi fácil", conclui seu testemunho: "Encontrei muita resistência em meus amigos protestantes e meu antigo pastor. No princípio me custou, porém logo compreendi que também Jesus perdeu amigos e  passou por coisas muito pior que eu. E tampouco tenho direito de queixar-me. Sigo tendo amigos, e claro que  meu irmão me ajudou muito. Agora sou muito feliz de fazer parte da Esposa de Cristo".



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