Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando entenderão nossos políticos, os de esquerdas e os de direitas, que sem uma profunda reforma moral do país não há quem saia da crise?


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 Roberto Visier -  11 abril 2012
D. Roberto Visier Cabezudo é sacerdote e membro do Instituto Secular “Servi Trinitatis”.
Roberto Visier, é autor, editor e responsável pelo Blog "Falemos de Deus', alojado no espaço da web: www.religionenlibertad.com

Monsenhor Reig Pla. Colossal!


 O Bispo de Alcalá em sua homilia de Sexta-feira Santa passada, foi capaz de realizar uma perfeita radiografia da Espanha do século XXI em dez minutos. E todos os que se  dedicaram a insultar-lhe nestes dias, não fizeram outra coisa senão confirmar com sua atitude a veracidade de suas sábias palavras. Quando entenderão nossos políticos, os de esquerdas e os de direitas, que sem uma profunda reforma moral do país não há quem saia da crise?

Porque sair é muito mais que estabilizar os indicadores econômicos ou reduzir o desemprego. Enquanto existam, como apontou Monsenhor Reig Pla, empresários que abusam de seus trabalhadores, empregados que não trabalham bem e roubam os seus chefes, famílias quebradas pelo adultério e o divórcio, jovens ligados ao álcool, à droga e à desordem sexual, sacerdotes de dupla vida e corrupção da infância e da juventude através de ideologias da sexualidade que convidam à promiscuidade; enquanto tudo isto segue sendo tolerado e inclusive fomentado,  ninguém sai da crise de infelicidade. Porque assim ninguém pode ser feliz.
               
O que passa é que fazer discursos morais pela TV e ao vivo não é politicamente correto. E isso porque o monsenhor não quis “tocar nas narinas” dos políticos recordando-lhes sua escassa credibilidade, sua dilapidação do erário público, ou no pior dos casos, sua corrupção descarada.

Atreveu-se a dizer simplesmente que alguns adolescentes que entram em contato com o “ambiente homossexual” resvalam para um inferno. O que quer dizer com isso o bispo de Alcalá?

Quer insinuar algumas verdades que não teve tempo de desenvolver nesse contexto, porém que estão ali, mesmo que ninguém, nem sequer muitos sacerdotes e bispos, se atrevem a dizê-las em voz alta, como o fez o eminente pastor da igreja em Alcalá de Henares.

                Antes de “se inserir no meio” do “inferno homossexual” é preciso esclarecer que com isso o prelado não fez nenhum julgamento sobre o fato de que uma pessoa experimente uma tendência homossexual. As causas podem ser alheias à sua vontade. O bispo não está mandando ao inferno os homossexuales, nem lhes está pedindo que renunciem à sua ciudadania, aos seus direitos ou aos seus cargos, como alguns estão pedindo de modo absurdo ao Mons. Reig Pla.

Recorda algo fundamental da moral católica que todo membro da Igreja deve aceitar e assumir: roubar é pecado, embebedar-se é pecado, drogar-se é pecado, o adultério é pecado, manter relações sexuais fora do matrimônio é pecado, as relações sexuais homossexuales são pecado, com o agravante de que contradizem a natureza da sexualidade humana.

                Agora sim, qual é esse inferno que encontra aquele se introduz no ambiente homossexual? Primero, a situação de conflito familiar que pode desencadear a crise de identidade sexual: abuso sexual, ausência do pai, carência de afeto; depois o inevitável conflito interior: por que sinto isto? Por que não sou como os outros? O que devo fazer?

Quando se decide  iniciar os primeros contactos com outros homossexuais se descobre: que é muito difícil encontrar um 'casal' estável, porque reina a infidelidade, a competição e a mais ampla promiscuidade junto a outros vícios, porque não se encontra uma verdadeira compensação afetiva e, como não, o medo da Aids e outras enfermidades. A isso podemos unir, sem dúvida, a incompreensão ou inclusive a perseguição de muitos, dos verdadeiros homófobos.

                Se é certo que muitos escolheram livremente este estilo de vida e dizem sentirem-se satisfeitos, muitos outros não desejam viver assim mesmo aceitando sua homossexualidade.

Outros, em troca, querem receber ajuda para reorientar sua sexualidade em coerência com seu sexo biológico, mas são vistos pelo lobby homossexual como traidores da causa. Parece que todos deveriam ser livres para ser gays, mas não o são para decidir que NÃO querem sê-lo. Por que se refere à antropologia cristã que muito bem ensina o bispo de Alcalá, o pão sempre será pão e o vinho será sempre vinho, o homem deve comportar-se como homem e a mulher como mulher.


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