Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pio Moa «Se ao morrer visse que Deus existe, perguntaria porque não se fez mais evidente».


ReligionenLibertad.com

«Rezo alguma vez», confessa a Gonzalo Altozano

Pio Moa «Se ao morrer visse que Deus existe,  perguntaria porque não se fez mais evidente»

«O arrependimento é algo muito íntimo, exibi-lo é uma farsa», afirma a respeito de sua militância no Grapo (Grupos de Resistência Anti-fascista Primeiro de Outubro) .


 
  Carmelo López-Arias / ReL   -  9 julho 2012  -  religionenlibertad.com



Neste domingo passou por "Não é bom que Deus esteja só", o programa de Gonzalo Altozano na Inter-economia TV, o historiador Pio Moa. "Odiado, silenciado ou insultado, mais que criticado", disse, pois sempre denunciou que seus livros sobre a Guerra Civil não tiveram resposta de quem o censurava: "Não conseguiram rebatê-los nunca em nenhum dado importante".

Deus (porque esse é o centro do programa) e a culpa (por sua militância no Grapo) centraram perguntas e respostas.

A culpa
"Arrependes-te?", lhe espeta Altozano. "Arrepender-se é um sentimento íntimo, está fora de lugar falar dele. O que fizemos foi um enorme erro, foi completamente equivocado. E era terrorismo, mesmo que crêssemos que era luta armada".

"O problema do Grapo e dos comunistas", acrescenta, "não é como atuam mas o que perseguem. Eu deixei aquilo quando me dei conta de que o que pretendíamos era converter a Espanha em um regime carcerário. E não por um erro, mas porque o marxismo leva a isso".

Mais tarde voltaram a falar do sentimento de culpa: "A culpa, e a forma de assimilá-la, é um aspecto fundamental da psique humana", disse Moa, quem se mostrou contrário às teorias que a diluem, destruindo o sentido da responsabilidade e com ele a liberdade. "Mas o arrependimento é algo muito íntimo, exibi-lo é uma farsa", insiste, mesmo fazendo anos que pediu perdão às vítimas do Grapo: "Nossos objetivos eram monstruosos. Reconheço que foi um erro e para mim aí acaba tudo, ao menos por fuera".

Deus
"Crês em Deus?": nova volta reviravolta do entrevistador. "Não sei. Eu gostaria de dedicar tempo para pensar nessas coisas. Custa-me trabalho crer, mas há uma grande quantidade de fatos que tem que ter um sentido".

Pio considera que a educação religiosa que recebeu em sua infância e juventude -esteve nos maristas- era melhor que atualmente: "Baseava-se no catecismo, a história sagrada, algo de liturgia e história da Igreja. O que agora se ensina é uma espécie de ética progressista".

Em sua opinião, "a Igreja  tratou de modernizar-se e teve excessivo êxito em adaptar sua linguagem e ao mesmo tempo salvaguardar a base e a essência da religião".

Não é muito amante da liturgia: "Na religião  encontro mito e rito. O mito me interessa, o rito não. Mas é questão de gosto ou caráter, todo o ceremonial não me atrai".

Falando com a pessoa que revolucionou a opinião pública sobre a Guerra Civil, e em um programa sobre Deus, era obrigado perguntar-lhe se foi uma guerra de religião: "Em parte o fiue porque a esquerda a impôs como tal. Havia se proposto aniquilar a identidade católica da Espanha, e ao estalar a guerra o pôs em prática sistematicamente".

Molestaria-lhe ver uma meia lua na praça pública, mas não a cruz: "Espanha e Europa se fizeram com a cruz. Tirá-las é um sinal de barbárie".

Enquanto o catolicismo espanhol e sua condição ou não de "lastro" para a Espanha, considera que teve uma etapa muito brilhante nos séculos XVI e XVII, que depois "se petreificou e não soube dar resposta aos desafios da modernidade", mas que "e teve uma grande época, pode voltar a tê-la".

Conversão?
"Se ao morrer descobrisses que Deus existe, o que lhe dirias?", pergunta Gonzalo. Perguntaria porque não se  fez mais evidente quando estava em vida,  ou talvez não soube ver os sinais que me pôs, ou não tive capacidade para vê-los".

Quando Altozano lhe suscita o que diria para alguém que reza por sua conversão, a resposta é clara: "Agradeceria-lhe. Não me impressiona muito, mas tampouco tenho alguma coisa para opor-lhe".

"Rezas?". "Alguma vez, porque o ser humano é muito fraco, as coisas são complicadas e é difícil ver, se as consequências dos atos são boas ou más. Os sentimentos de debilidade e impotência são algumas das bases da crença em Deus".

E de alguma maneira, ao concluir o programa, Deus estava um pouco menos só.

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=23678

Nenhum comentário:

Postar um comentário