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Assessor do Pontifício Conselho da Nova Evangelização
Ralph Martin, um antigo ateu e especialista em Nietzsche que pediu um novo Pentecostes
Em Detroit há tantos católicos como em Sevilha... mas quatro vezes mais seminaristas: 119. Nos últimos anos incorporou oficinas teórico-práticas sobre dons e carismas. E seu diretor de evangelização é o responsável. Entrevistamos ele.
Pablo J. Gines/ReL - 25 julho 2012 - religionenlibertad

Ralph Martin era um estudante ateu norte-americano, com uma tese sobre Nietszche, e se converteu ao catolicismo em um Cursilho de Cristandade, em 1964.
Ao nascer a Renovação Carismática Católica em 1967, Martin foi um de seus primeiros divulgadores e iniciadores. É pai de família com três filhos já crescidos. Na Renovação Carismática de Estados Unidos, Martin fez de tudo e foi um de seus coordenadores mundiais. Pôde ver como se estendia: nasceu como um grupo de 20 estudantes e hoje tem impactado mais de cem milhões de católicos e reúne mais de 20 milhões em grupos de oração em reuniões semanais.
Nos últimos anos Martin foi um dos responsáveis pela plataforma internacional de evangelização Renewal Ministries (www.renewalministries.net). Além disso, é um enamorado dos místicos espanhóis.
No ano passado foi escolhido como um dos 25 assessores do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, porém não pelo que iniciou nos anos 60, nem para representar os carismáticos (há outros 3 carismáticos no Conselho). Está ali por uma novidade: seu trabalho dos últimos cinco ou seis anos no seminário de Detroit, onde é diretor de Evangelização da Escola de Teologia Sagrado Coração de Detroit.

Um seminário cheio de vocações
Em uma diocese com 1,5 milhões de católicos o seminário começou o curso com 119 seminaristas (pensemos que Barcelona, com 2,3 milhões, ou Sevilha, com 1,7 milhões, tem só uns 30 seminaristas cada uma). Deles, a metade vem de ambientes carismáticos. E outros 30% se "torna carismática" no seminário.
São sistematicamente treinados no uso de dons e carismas, desde a prática. Martin explica para a revista GoodNews, dos carismáticos ingleses, que "há dez anos era impossível". Mas mesmo, agora a diocese lhe pede para treinar a 200 empregados diocesanos. Quisemos entrevistar-lhe sobre estes aspectos.
- Até que ponto podemos dizer que o seminário de Detroit é "carismático"?
- Somos afortunados de ter certa quantidade de professores e estudantes profundamente envolvidos pela Renovação Carismática e fornecem esta riqueza para suas aulas, sua vida pessoal e seus ministérios. A Renovação tem sido uma fonte de vocações para a Igreja nos Estados Unidos e em muitos outros países. Nosso objetivo no seminário não é que a gente se some a um movimento, mas que entenda aquilo que atrai nossa atenção para realidades e experiências que pertencem a todos os católicos e necessitam ser parte de qualquer educação integral.
- É Detroit o seminário com mais estudantes nos Estados Unidos?
- Não, mas este ano, ao começar com 119 alunos, nos colocamos no nível do ano de 1973. Além disso, temos 350 estudantes leigos e candidatos ao diaconato permanente.
- O antigo reitor do seminário, o padre Jeffrey Monforton, foi designado agora como bispo de Steubenville, onde está a muito carismática Universidade Franciscana. É um reconhecimento por sua abertura à Renovação?
- Não sei qual é seu contato pessoal com a Renovação, mas o bispo eleito Monforton sempre deu apoio à dimensão carismática que está presente nos cursos apropriados do seminário e em outras atividades. Será um excelente bispo para Steubenville e estou seguro de que sua nomeação leva em consideração à Universidade Franciscana, com sua ortodoxia dinâmica, inspirada na Renovação.
- O que diria você aos bispos reticentes com "essas coisas carismáticas" ou os que dizem "eu só dou aos meus seminaristas espiritualidade diocesana"?
- Penso que temos grande necessidade do "poder do Alto". Não creio que tenhamos uma nova evangelização florescente se não temos uma experiência de Pentecostes mais profunda.
- A nova evangelização, é coisa de métodos ou de movimentos eclesiais?
- A Igreja tem grandes documentos, mas quase não se atendem os passos pastorais práticos que levam a sua aplicação efetiva. Cursos Alpha, Cursilhos da Cristandade ou os Seminários de Vida no Espírito, e outros, são bons e práticos métodos para ajudar as pessoas a se conectarem com nossa formosa teologia.
- Que papel tem os grupos pequenos ou células na nova evangelização?
- Os grupos pequenos são uma parte muito importante de muitos movimentos e é necessário que no futuro se ofereçam a um leque de católicos muito maior, se quisermos ajudar-lhes a resistir a incansável cultura secularizadora. Eu mesmo me beneficiei muito de uns grupos pequenos inspirados pelos Cursilhos de Cristandade, que é outro dos dons da Espanha à Igreja universal. Precisamente, na Espanha, a editora da Conferência Episcopal está a ponto de publicar meu livro 'A plenitude de todo desejo': um guia para a viagem até Deus baseado na sabedoria dos santos. Espero que ajude muitos a aprofundar sua fé.
Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=23954
Assessor do Pontifício Conselho da Nova Evangelização
Ralph Martin, um antigo ateu e especialista em Nietzsche que pediu um novo Pentecostes
Em Detroit há tantos católicos como em Sevilha... mas quatro vezes mais seminaristas: 119. Nos últimos anos incorporou oficinas teórico-práticas sobre dons e carismas. E seu diretor de evangelização é o responsável. Entrevistamos ele.
Pablo J. Gines/ReL - 25 julho 2012 - religionenlibertad

Ralph Martin era um estudante ateu norte-americano, com uma tese sobre Nietszche, e se converteu ao catolicismo em um Cursilho de Cristandade, em 1964.
Ao nascer a Renovação Carismática Católica em 1967, Martin foi um de seus primeiros divulgadores e iniciadores. É pai de família com três filhos já crescidos. Na Renovação Carismática de Estados Unidos, Martin fez de tudo e foi um de seus coordenadores mundiais. Pôde ver como se estendia: nasceu como um grupo de 20 estudantes e hoje tem impactado mais de cem milhões de católicos e reúne mais de 20 milhões em grupos de oração em reuniões semanais.
Nos últimos anos Martin foi um dos responsáveis pela plataforma internacional de evangelização Renewal Ministries (www.renewalministries.net). Além disso, é um enamorado dos místicos espanhóis.
No ano passado foi escolhido como um dos 25 assessores do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, porém não pelo que iniciou nos anos 60, nem para representar os carismáticos (há outros 3 carismáticos no Conselho). Está ali por uma novidade: seu trabalho dos últimos cinco ou seis anos no seminário de Detroit, onde é diretor de Evangelização da Escola de Teologia Sagrado Coração de Detroit.

Um seminário cheio de vocações
Em uma diocese com 1,5 milhões de católicos o seminário começou o curso com 119 seminaristas (pensemos que Barcelona, com 2,3 milhões, ou Sevilha, com 1,7 milhões, tem só uns 30 seminaristas cada uma). Deles, a metade vem de ambientes carismáticos. E outros 30% se "torna carismática" no seminário.
São sistematicamente treinados no uso de dons e carismas, desde a prática. Martin explica para a revista GoodNews, dos carismáticos ingleses, que "há dez anos era impossível". Mas mesmo, agora a diocese lhe pede para treinar a 200 empregados diocesanos. Quisemos entrevistar-lhe sobre estes aspectos.
- Até que ponto podemos dizer que o seminário de Detroit é "carismático"?
- Somos afortunados de ter certa quantidade de professores e estudantes profundamente envolvidos pela Renovação Carismática e fornecem esta riqueza para suas aulas, sua vida pessoal e seus ministérios. A Renovação tem sido uma fonte de vocações para a Igreja nos Estados Unidos e em muitos outros países. Nosso objetivo no seminário não é que a gente se some a um movimento, mas que entenda aquilo que atrai nossa atenção para realidades e experiências que pertencem a todos os católicos e necessitam ser parte de qualquer educação integral.
- É Detroit o seminário com mais estudantes nos Estados Unidos?
- Não, mas este ano, ao começar com 119 alunos, nos colocamos no nível do ano de 1973. Além disso, temos 350 estudantes leigos e candidatos ao diaconato permanente.
- O antigo reitor do seminário, o padre Jeffrey Monforton, foi designado agora como bispo de Steubenville, onde está a muito carismática Universidade Franciscana. É um reconhecimento por sua abertura à Renovação?
- Não sei qual é seu contato pessoal com a Renovação, mas o bispo eleito Monforton sempre deu apoio à dimensão carismática que está presente nos cursos apropriados do seminário e em outras atividades. Será um excelente bispo para Steubenville e estou seguro de que sua nomeação leva em consideração à Universidade Franciscana, com sua ortodoxia dinâmica, inspirada na Renovação.
- O que diria você aos bispos reticentes com "essas coisas carismáticas" ou os que dizem "eu só dou aos meus seminaristas espiritualidade diocesana"?
- Penso que temos grande necessidade do "poder do Alto". Não creio que tenhamos uma nova evangelização florescente se não temos uma experiência de Pentecostes mais profunda.
- A nova evangelização, é coisa de métodos ou de movimentos eclesiais?
- A Igreja tem grandes documentos, mas quase não se atendem os passos pastorais práticos que levam a sua aplicação efetiva. Cursos Alpha, Cursilhos da Cristandade ou os Seminários de Vida no Espírito, e outros, são bons e práticos métodos para ajudar as pessoas a se conectarem com nossa formosa teologia.
- Que papel tem os grupos pequenos ou células na nova evangelização?
- Os grupos pequenos são uma parte muito importante de muitos movimentos e é necessário que no futuro se ofereçam a um leque de católicos muito maior, se quisermos ajudar-lhes a resistir a incansável cultura secularizadora. Eu mesmo me beneficiei muito de uns grupos pequenos inspirados pelos Cursilhos de Cristandade, que é outro dos dons da Espanha à Igreja universal. Precisamente, na Espanha, a editora da Conferência Episcopal está a ponto de publicar meu livro 'A plenitude de todo desejo': um guia para a viagem até Deus baseado na sabedoria dos santos. Espero que ajude muitos a aprofundar sua fé.
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