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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A modelo que queria abortar para ser famosa se arrependeu no táxi a caminho da clínica e chorou.

ReligionenLibertad.com 

La modelo que quería abortar para ser famosa se arrepiente en el taxi camino de la clínica y llora
Josie Cunningham sentiu um  pontapé de um «punhado de células»

A modelo que queria abortar para ser famosa se arrependeu no táxi a caminho da clínica e chorou.
Josie Cunningham, com muita maquiagem e arrumações, na primeira entrevista em vídeo que deu ao Mirror.

Pablo J. Gines/ReL- 29 abril 2014-religionenlibertad.com  

Josie Cunningham, modelo inglesa de 23 anos, não tem realmente contribuído muito para o mundo da beleza e da arte, mas agora pode ser um marco na história da bioética midiática. 

Primeiro anunciou que queria abortar  seu bebê de 4 meses de gestação para entrar no Big Brother.

Despertou um grande escândalo, e agora anunciou entre lágrimas que se emocionou ao sentir seu primeiro pontapé, que  viu fotos de abortos, que entende  melhor agora em que consiste, e que não abortará.

Viciada em custos médicos desnecessários
Antes deste episódio, Josie se tornou famosa quando anunciou que tinha conseguido que o sistema de saúde pública lhe financiasse com 4.800 libras uma operação de aumento das mamas. Mostrou os abundantes resultados em abundantes fotos nos tabloides mais sensacionalistas. “Sempre me assediaram emocionalmente e sofri muito psiquicamente por ter mamas pequenas”, dizia. 

Também  retocou outras partes do corpo e começou a sair com alguns famosos ou  esportistas. Para o grande público, “uma petarda (pessoa chata e aborrecida)”: nem sequer era especialmente simpática.

Mas quando Josie, grávida de 4 meses, anunciou que ia abortar simplesmente para entrar na versão inglesa do programa televisivo “Big Brother”, se desencadeou uma tormenta midiática cheia de contradições, onde todos chamaram de hipócritas a quase todos. 

"Quero ser famosa, estou pouco ligando com o que dizem"
Josie presumia do que faria com fama e dinheiro: “Quero dirigir um brilhante Range Rover rosa e comprar  uma casa gigante. Nada se interporá em meu caminho”. Também dizia que pensava em abortar porque era sua decisão para a fama, não por necessitar dinheiro imediato porque “de fato, com as fotos do bebê já teria dinheiro”. E como não se sabe quem é o pai, as especulações sobre tal ou qual famoso… 

Inclusive quando o Big Brother, ao ver o escândalo público, anunciou que não a aceitaria no programa nem  que abortasse, ela se reafirmou em sua decisão repetindo que “ninguém pode influenciar a mim, não me importa o que as pessoas digam”.

A lei permite o aborto "porque sim"
A lei inglesa de 1990 aprovada por Margaret Thatcher basicamente permite o aborto livre até o parto  utilizando o filtro do “risco para a saúde mental” da mãe, mesmo na teoria se supõe que o aborto não é legal passadas as 24 semanas. Até as 24 semanas se aborta  sem especificar uma causa.

Sabem que é matar, mas não se importam
A sensação pública na descristianizada Inglaterra é que o aborto é algo que é mal mas deve ser legal, na teoria, porque é necessário por razões “graves”. 

Em uma sondagem de 2013 (que detalhávamos aqui na ReL)   44% dos aposentados admitia que "o ponto em que se inicia a vida humana" é na concepção, mas só    7% dos ingleses proibiria todos os abortos. 

Mas quando uma aspirante a viver da fama anunciou que queria abortar para entrar no Big Brother, muitos “pró-escolha” a condenaram em público: “Eu sou pró-escolha mas isso me parece uma barbaridade”.

Colunistas, famosos e articulistas que nunca tinham condenado nem protestado contra o aborto se apressaram em chamá-la de irresponsável, de frívola…

Querer ser famosa não é uma ”razão grave” para abortar.

Mas o certo é que a lei inglesa não pede razões graves.

Tremem os abortistas "hard"
Os abortistas de linha dura se assustaram ao ver que os de linha branda criticavam  Josie por buscar um aborto por razões frívolas.  Acaso não é o aborto um direito e ponto? Não deve abortar a mulher porque quer, porque é legal, sem ter que dar nenhuma razão? 

Começa se buscando razões sérias para abortar e se acaba proibindo o aborto, vinham a raciocinar, espantadas, personalidades abortistas como Catherine Scott no 'The Telegraph'.

Outro exemplo paradigmático desta linha dura foi o colunista Martin Robbins em sua seção “O cientista leigo” do muito abortista diário 'The Guardian'. Repetiu mil vezes que o aborto é um direito, recordou que muitas mulheres abortam porque laboralmente lhes convém (algo que ele louva), chamou de hipócritas  quem considerava que a busca da fama de Josie não fosse outro trabaljo a mais e especialmente se indignou de que jornais popularescos e inclusive liberais e progressistas de repente chamavam “bebê” e “criança” o que ele não considera mais que um amontoado celular. 

“The Mirror, abandonando suas credenciais liberais, descreve o aborto de um punhado de células como uma decisão de vida ou morte”, protesta Robbins, indignadíssimo. 

E então, o “punhado de células” de 4 meses deu um pontapé em sua mamãe. 

Pontapezinhos e fotos de abortos
Não é que Josie não soubesse o que eram os chutes de bebês: já tinha tido dois filhos. Mas algo se ativou dentro de Josie com este primeiro chute de seu terceiro bebê.

E decidiu não abortar.

"Realmente pensei que ia ser capaz, mas não pude. Tinha sentido o bebê chutar pela primeira vez 24 horas antes e não pude tirar essa sensação da cabeça", disse, chorando, a modelo que queria ir ao programa de televisão ´Big Brother´, agora já com 18 semanas. 

"Simplesmente não podia fazê-lo", declarou Josie ao 'Sunday Mirror' (pode ver suas declarações em vídeo ao jornal inglês AQUI). 

Josie detalhou que se dirigia ao abortório quando a assaltaram todas as dúvidas. 

"Eu estava no táxi a caminho da clínica e me senti fisicamente enferma", disse Cunningham. "Quando o taxista me disse que estávamos a um minuto, me pus  a chorar. Quis  lançar-me fora do carro em marcha, e escapar. Tinha minhas mãos na barriga e tive uma sensação muito forte: não podia permitir que ninguém  levasse o meu bebê!”.

Segundo o diário inglês, foi influenciada no seu caso o ter visto fotos de fetos humanos abortados de 18 e 19 semanas de gestação, que muita gente lhe havia enviado para sua conta do Twitter.

“Tive muitos tuítes de gente dizendo-me que olhasse essas imagens de fetos de 18 e 19 semanas e que compreendesse o que ia  fazer”, conta Josie. 

“Enquanto estava deitada acordada, antes da data,  fiquei arrasada”, considera Josie. “Creio que ignorava os fatos, tudo o que está implicado no procedimento”. 

E finaliza com um bom propósito: “Eu decidi  ser uma boa mãe   como com meus outros filhos”, assegura.

Um fruto da oração?
O portal de notícias pró-vida 'LifeSiteNews' publicou que quando Josie anunciou seu desejo de abortar muitos leitores criaram cadeias de oração para que não acontecesse. Os católicos usavam, por exemplo, uma oração atribuída ao defunto arcebispo Fulton Sheen: “Jesus, Maria e José, os amamos muito! Nós suplicamos salvar a vida de N., a quem temos adotado espiritualmente e que está em perigo de ser abortado. Amém.”

Agora  vamos ver o que dizem os abortistas de linha dura, os que pedem que se respeite o aborto “sem causa”… pelo geral, só pedindo que se considere que  seguir com uma gravidez tampouco tem “causa”: não  gostam de falar de chutes na barriga.

Enquanto os abortistas de linha branda, os de “sou pró-escolha mas…”, que foram criticados pelos de linha dura, terão que rever seus limites. Apoiam uma lei que permite abortar sem causa alguma, só  por razões frívolas? 

O que resta do slogan clássico das abortistas de “ninguém aborta por gosto” ou “somos adultas e responsáveis e decidimos”?

Josie Cunningham  pôs a pensar a muita gente que não costumava pensar...


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