Natal
Papa visita cárcere: "Peçamos a Deus livrar-nos da prisão do pecado".
Vaticano, Dez 18, 2011 / 7:45AM (EWTN Notícias/ACI Prensa)
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O Papa Bento XVI visitou esta manhã os presos do cárcere de Rebibbia em Roma, a quem levou consolo e esperança.
Alentou-os a rezar ao Menino Jesus agora no Natal para pedir a graça de "serem todos libertados da prisão do pecado, da soberba e do orgulho".
Na igreja chamada Pai Nosso dentro do complexo carcerário, o Santo Padre dirigiu um discurso aos presos e aos policiais presentes, a quem assegurou que "estou perto de cada um de vós, de vossas famílias, de vossos filhos, de vossos jovens, de vossos anciãos, e vos levo no coração diante de Deus".
Durante o encontro o Papa escutou alguns presos e respondeu às suas perguntas. Disse-lhes que "queria com efeito poder por-me a escutar a história pessoal de cada um de vós, mas não me é possível; no entanto vim para dizer-vos simplesmente que Deus vos ama com um amor infinito".
Bento XVI lhes disse depois que "O Filho de Deus, o Senhor Jesus, teve a experiência do cárcere, esteve exposto a um julgamento diante de um tribunal e sofreu a pena de morte mais violenta", e " onde existe um faminto, um extrangeiro, um enfermo, um encarcerado, ali está Cristo que espera nossa visita e nossa ajuda".
"Esta é a razão principal pela qual estou tão feliz de estar aqui, para orar, dialogar e escutar-vos", acrescentou.
O Santo Padre disse depois que a salvação não é algo que se que imponha, "mas que se alcança através dos atos de amor, de misericórdia e de perdão que nós possamos realizar".
"O Menino de Belém será feliz quando todos os homens se voltarem a Deus com o coração renovado. Peçamos-lhe no silêncio e na oração sermos todos libertados da prisão do pecado, da soberba e do orgulho: Cada um com efeito, necessita sair deste cárcere interior para sermos realmente livres do mal, das angústias e da morte", alentou
"Só o Menino deitado no presépio pode doar a todos esta completa libertação!", exclamou.
O Papa ressaltou também que a justiça humana, e a justiça divina seguem caminhos distintos, e é necessário que o homem atue à luz da justiça do Senhor "para evitar –como por desgraça ocorre com frequência–, que o detento se converta em excluído".
"Deus, com efeito, é quem proclama a justiça com força, mas ao mesmo tempo, cura todas as feridas com o bálsamo da misericórdia", recordou.
Ainda, o Santo Padre indicou que para Deus, "justiça e caridade coincidem", porque "não há uma ação justa que não seja também ato de misericórdia e de perdão, e, ao mesmo tempo, não há uma ação misericordiosa que não seja perfeitamente justa".
Assim pois, "o cumprimento da lei é o amor", e "nossa justiça será cada vez mais perfeita quanto mais seja alentada pelo amor para Deus e para os irmãos", explicou.
O Papa afirmou que os sistemas de detenção devem girar em torno dos pontos principais: proteger a sociedade de ameaças e reintegrar quem errou sem pisotear em sua dignidade nem expulsá-lo da sociedade já que "a vida humana pertence a Deus, que nô-la doou, e não foi abandonada à mercê de ninguém, e ainda menos ao nosso livre arbítrio!".
"Somos chamados a custodiar a pérola preciosa de nossa vida e a dos demais", concluiu.
O encontro culminou com a "Oração atrás das grades" composta por um dos detentos, a reza do Pai Nosso e a Bênção Apostólica do Santo Padre, que na sua saída, abençoou um cipreste plantado em recordação por sua visita.
Em sua chegada o Papa Bento XVI foi recebido pela Ministra de Justiça italiana, Paola Severino; pelo Chefe da Administração da Penitenciária, Franco Lonta; e pelos Capelães do cárcere, Pe. Pier Sandro Spriano e Pe. Roberto Guarnieri.
Leia mais: http://www.ewtnnoticias.com/noticias-catolicas/noticia.php?id=24481#ixzz1gvNxAMmL
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