
Peter Baklinski - www.lifesitenews.com/news - 23 de novembro 2011 (Notifam)
CARLSBAD, Califórnia, 23 de novembro 2011 (Notifam) – Walt Heyer era um menino que cresceu no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América, em meados da década de 1940, interessado nos vaqueiros, nos carros e nas guitarras de aço quando um dia sua avó achou que ele queria ser uma menina. Ela ingenuamente fez para ele um vestido de gaze de cor púrpura que ele usava quando a visitava.
Segundo Walt, ao por o vestido de gaze de cor púrpura disparou algo que o pôs num longo caminho de 35 anos que conduziu a um vale escuro de “tormento, desilusão, remorso e tristeza”. Sua confusão à respeito da sua identidade de gênero o levou ao alcolismo, à drogadição e a uma tentativa de suicídio.
Em última instância, Walt recorreu à vaginoplastia, a “cirugia de mudança de gênero” para parecer uma mulher, algo que chegou a lamentar profundamente, por isso ele agora aconselha os indivíduos confundidos com seu gênero que se mantenham à margem. “Ele (Deus) me fez homem, da forma que eu era, e o bisturi nunca chegou a mudar isso”, disse Walt à LifeSiteNews/Notifam (LSN) numa recente entrevista.
Envergonhado de ser homem
Em seu livro escrito por ele em inglês, em 2006, “Trading My Sorrows: Man to woman and back-again – a personal story” (Intercambiando minhas dores: de homem a mulher e vice-versa – uma história pessoal), Walt conta que o vestido roxo foi só a primeira de muitas influências em sua vida que lhe fez envergonhar-se de ser homem.
Disse que foi o abuso sexual que sofreu nas mãos de seu tio o fez sentir-se envergonhado de seus genitais. Foi a severa disciplina de seu pai – ele disse que práticamente indistinguível do abuso físico – o que o fez sentir-se incapaz de ser o menino que seu pai queria que fosse.
Walt não recorda um sentimento suficientemente bom por seus pais, tampouco ter podido comprazê-los alguma vez e ter recebido alguma vez o reconhecimento que tanto desejava.
“O que eu queria desesperadamente era o reconhecimento de meus pais por aquilo no qual eu sobresaía, encontrar meu próprio lugar onde pudesse expressar-me, desenvolver meus talentos e fazer algo que eu desfrutasse”, explicou Walt em seu livro.
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O menino que não tinha auto-estima começou a desprezar-se a si mesmo e ao seu corpo. Walt começou a encontrar consolo ao vestirs-e como menina e manter isto em segredo frente aos seus pais. Vestir-se como menina se converteu em seu esconderijo, onde se sentia a salvo dos dolorosos conflitos e da disciplina compartilhada por seu pai e sua mãe.
A mulher, um tirano em seu interior
Quando Walt chegou à adolescência disse que a menina dentro de sua cabeça se tornou mais poderosa e lhe demandava mais de seu tempo. Apesar do fato de Walt desfrutar de carros chamativos e ter compromissos com moças atraentes de sua escola secundária, não importava quanto esforço fizesse, não podia afastar a obsessão de converter-se em uma mulher.
Despois da escola secundária, Walt se mudou da casa de seus pais, para poder desfrutar como travesti na intimidade de sua própria casa. Para isso havia acumulado um certo número de trajes de mulher, mas estava ainda profundamente envergonhado de seu hábito secreto.
Walt finalmente se casou, se tornou rico, e externamente parecia que estava vivendo o sonho americano. Manteve em segredo suas permanentes escapadas ao mundo de mulher.
Walt disse que esteve vivendo três vidas distintas: de “homem de negócios bem sucedido e alcólatra, de pai e esposo amoroso perfeito na aparência e de travesti retorcido”. Mas em seu interior Walt experimentava a fragmentação e a desilusão. Tudo em sua vida começou a desmoronar-se.
Tornou-se alcólatra como mecanismo de defesa, mas isto só aumentou seu desejo de converter-se em uma mulher. Disse que permitiu à menina dentro de sua cabeça “expressar-se” cada vez mais, quando ele se apegou desesperadamente aos momentos de alívio do áspero mar de dores e problemas da vida.
Em última instância, Walt pôs suas esperanças na cirurgia de sexo como a solução que faria que sua dor desaparecesse para sempre.
A cirugia
Primeiro foram os peitos grandes, implantados mediante cirurgia plástica. Logo veio o procedimento que Walt lamenta muito, a transformação cirúrgica de seu órgão reprodutor masculino para que parecesse um órgão reprodutor feminino.
Walt tinha a esperança que o procedimento pudesse aliviar seu “debilitante sofrimento psicológico” e que isso ia deter, de uma vez por todas, o conflito que o tinha atormentado desde a infância. Mas para sua consternação, a reordenação de suas partes privadas e a mudança de sua aparência não efetuou a mudança correspondente no seu interior.
Depois da cirurgia, a mente de Walt se converteu num campo de batalha de pensamentos e desejos conflitivos que ele só pôde descrever como “agravante, penoso, deprimente, discordante, distorsido e imprevisível”.
Depois da cirurgia, em todos os dias se tornou mais claro para Walt que tinha cometido um “grande erro”. Sua entrega à cocaína e ao álcool, numa tentativa de mitigar a dor emocional, só aumentou sua miséria, a depressão e a solidão.
Walt supôs então que o bisturi do cirurgião e a amputação resultante não tinha feito que deixasse de ser homem para converter-se em mulher. Se deu conta que a cirurgia foi uma “fraude total”. Sentiu que não tinha mais remédio que viver a vida como uma mulher cirúrgica, como uma “impostora”.
Tentativa de suicídio
Neste ponto, ele chegou ao fundo do poço. Acirurgia tinha destruído a identidade de Walt, sua familia, seu círculo social e sua carreira. Sentia que não tinha nada para ele senão morrer. Walt, que tinha adotado o nome de Laura Jensen, tratou de lançar-se de um telhado, mas foi detido por um transeúnte.
Sem lar e sem dinheiro, o quebrado “transexual” tinha terminado vivendo na rua se um bom samaritano não lhe tivesse dado um lugar para dormir numa garajem. Este novo amigo animou a Walt para que assistisse aos Alcoólicos Anônimos, onde se deu conta que tinha que conectar-se a um “poder superior” para chegar acima da bagunça em que se tinha metido.
Walt deu-se conta cada vez mais que ele era realmente um homem, porém estava envolto numa “máscara de mulher”.
“Eu estava muito consciente que agora estava entre os abandonados da humanidade, fundido numa vida lançada no lixo, distorsida por minhas próprias decisões. O álcool, as drogas e a cirurgia me tinham feito inútil para qualquer coisa. Eu tinha fracassado estrepitosamente como o homem que Deus tinha criado para que eu o fosse”.
Fora do vale da escuridão
Com a ajuda de uns amigos cristãos recentemente encontrados, Walt começou uma viajem para a cura e para o descobrimento de sua verdadeira identidade como homem. Walt se deu conta que a chave para ganhar a batalha que se desencadeou dentro dele era a sobriedade. Seu lema era: “Mantem-te sóbrio, sem importar porque, mantem-te sóbrio”. Deixou a bebida e se voltou para Jesus como uma fonte recém descoberta de fortaleza.
Em certa ocasião, durante um tempo de oração com seu psicólogo cristão, Walt disse que experimentou espiritualmente o Senhor, todo vestido de branco, que se acercou dele com os braços abertos, o envolveu e lhe disse: “Agora comigo estás a salvo para sempre”. Foi nesse momento que Walt viu que ia encontrar em Jesus a cura e a paz que ele tanto desejaba.
Durante uma entrevista à LifeSiteNews, Walt disse que os que estão lutando com sua identidade como homem ou mulher e pensam que a cirurgia de sexo é a solução “necessitam ir a um psicólogo ou a um psiquiatra e entrar com terapia e cavar até o fundo para averiguar o que está causando este desejo, porque há alguns problemas psicológicos subjacentes ou algum problema psiquiátrico que não foi resolvido que há que investigar -se houve abuso sexual, abuso físico (ou) similar”.
“Pode levar um ano explorando os temas profundos que estão passando e então, quando se faz isso, se pode levar a pessoa a um punto onde pode começar a entender seu gênero e começar a aceitar seu gênero e a querer viver o sexo que Deus lhe deu”.
Como um homem agora velho, Walt crê que se pudesse voltar atrás no tempo e dizer-se a si mesmo umas poucas palavras significativas como um homem mais jovem, ele diria a esse homem mais jovem que evite a cirurgia de sexo e que descubra a causa que está por trás do desejo pela cirurgia.
Walt crê que sua história testemunha o poder da esperança, que nunca se deve renunciar à alguém, não importa quantas vezes ele ou ela caia ou quantos giros e voltas haja no caminho de recuperação. Por cima de tudo, disse Walt, nunca se deve “subestimar o poder curativo da oração e o amor nas mãos do Senhor”.
Pode-se adquirir o livro de Walt Heyer, “Trading My Sorrows: Man to woman and back-again – a personal story” (Intercambiando minhas dores: de homem a mulher e vice-versa – uma história pessoal), por meio de seu site em inglês.
Pode-se comunicar com Walt Heyer por meio de seu seguinte e-mail: waltsbook@yahoo.com
Versão original em inglês em http://www.lifesitenews.com/news/journey-to-manhood-a-former-transsexual-tells-his-story

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