Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Os seis horários que me permitiram carregá-lo nos braços puseram de fato fim à dor da violação que o trouxe à vida.


Criança gerada “deu fim à dor” da violação

Lizzy Brew - www.lifesitenews.com - (Notifam) 


 
Comentário de Lizzy Brew, que advoga a favor da personalidade da criança gerada e é mãe de seis filhos


AUSTRÁLIA 11 de agosto de 2010 (Notifam) – Quando em 1975 era uma menina virgem de não mais de 15 anos de idade, minha vida mudou para sempre quando fui violentada depois de entrar no veículo de um homem de quem eu tinha aceitado inocentemente que me levasse para casa. Depois que ele terminou comigo, comecei minha viajem na escuridão dessa caminhada de três quilômetros, só com meu trauma. Eu tinha confiado nele e ele tinha feito em pedaços essa confiança, por isso é que confiei nos que me asseguraram que a adoção seria uma opção para o filho que eu tinha concebido desse modo.


A doação de meu filho Michael James Howard em 29 de setembro de 1975 foi uma conclusão prevista no momento que eu fui introduzida num sistema de adoção ilegal, fornecido pelo Lar Santo Antônio para mães solteiras. Era ali que as crianças não nascidas de mães não casadas estavam sistematicamente marcados para ser doados no momento de nascer, em benefício dos casais sem filhos.


Meu registro social tem registrado minha resposta à pergunta “Relação com o pai biológico?” como “romance de verão”. Mesmo que estas palabras fossem as únicas diretamente citadas como minhas, se encontravam entre as propostas pela mesma trabalhadora social no momento que eu me esforçava por responder a essa pergunta. Sem dúvida foi oportuno para ela coincidir com meu torpe movimento de cabeça afirmativo, quando afirmou que meu filho necessitava de um pai e, tal como sabíamos as duas, era óbvio que meu filho não ia beneficiar. E assim, no lapso de nove meses, eu tinha perdido meu sentido de inocência, igual ao filho que tinha ajudado a restabelecer.


Os bebês frutos de violações eram adotados através do Supremo Tribunal, depois de serem considerados medicamente aptos, mesmo sendo muitos  abandonados para definhar em instituições, devido inclusive a problemas de saúde menores. A adoção de meu próprio filho foi adiada devido a um sopro cardíaco “inocente”, ainda que eu o amasse incondicionalmente e rogasse por seu regresso.


Minha experiência contradiz os temores inspirados pela propaganda a favor do aborto por causa de uma violação, como o trauma e as sequelas da violação de minha virgindade que empalideceram, até tornarem-se insignificantes, ao lado do trauma e das sequelas da violação de meu ventre. Não recordo o dia que meu filho nasceu como o dia em que o dei a luz, mas como o dia que eu fui submetida à várias intervenções médicas para separá-lo de meu corpo, para benefício de extranjeiros casados.


Posteriormente, ao encontrar essas  palabras “moderadas”: ” Oponho-me ao aborto exceto em casos de violação”, experimentei uma forte contradição de um lado a outro com a cura que eu tinha recebido através de meu filho concebido como produto de uma violação. Os seis  horários que  me permitiram carregá-lo nos braços puseram de fato fim à dor da violação que o trouxe à vida.


É incrível, mas uma porcentagem significativa das adoções de bebês ilegalmente separados de suas mães ao nascer durante a época em questão foram adiadas sobre a base das alterações sem importância como o cabelo de cor vermelha ou uma marca de nascimento. Tragicamente, no final meu próprio filho resultou ser um espécime saudável, uma mercadoria cobiçada por muitos como o primogênito de uma mãe vulnerável, jovem e solteira (e foi adotado).


Reproduzido com permissão da autora.


Versão original em inglês em: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/aug/10081111.html



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