Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Bóson de Higgs existe além de qualquer dúvida razoável e cumpre a função que supôs seu mentor. Claro que tal parcial descobrimento, na soma, nos leva ao momento no qual, segundo o Livro Sagrado, “disse Deus faça-se a luz e a luz se fez” (Gen 1, 3).


ReligionenLibertad.com

Antonio Fernandez Benayas


E Deus disse faça-se a  luz e houve luz

É assim como, desde o 'Faça-se a luz' e na razão do que vai descobrindo a Ciência, faltam argumentos para contradizer a crença de que o Supremo Criador projetou, criou e pôs em marcha um universo de realidades físicas segundo a ordem lógica de imensidades que se agrupam.



 Antonio Fernandez Benayas  - 16 julho 2012 -  religionenlibertad.com

Os sofisticados engenhos mecânicos nas funções de ver e analizar, seguidos de complicados e, não poucas vezes, complicados cálculos matemáticos, ajudaram a apresentar a hipótese de que o átomo é um complexo mundo de matéria e energia, no modo de minúsculo sistema planetário que também afeta as leis da gravitação universal.

Faz alguns anos, nos campos de investigação sobre a base física de todo material do que se supõe esteja composto o Universo, se fala dos quarks (mínimas porções de “algo”) como partículas constitutivas dos bárions e mésons, entendendo por bárion o denominador comum dos prótons, neutrons e hyperons e por méson um elemento a meio caminho entre a matéria e a pura energia (o que os cientistas chamam um bóson que facilita a interação entre as diversas partículas sub-atômicas).

Em certos apontamentos teóricos sobre o tema se sugeria a existência de partículas sem massa, algo assim como “porções de energia” com a “faculdade” de inventar ou emprestar massa às mais elementares entidades materiais. À respeito e então preocupados por não perder-nos em um labirinto de sugestivas formulações, podemos recordar a chamada “teoria das super-cordas” que sugere a existência de até onze dimensões que apontariam a viabilidade de todas as leis físicas que regem a existência e funcionalidade do Universo e, como muito sugestivo, um paralelismo absoluto entre as leis físicas do “infinitamente” pequeno e o “infinitamente” grande (ou seja o Universo ou Totalidade Física de imponderáveis dimensões). Leis que haveriam de reger o movimento e função de “algo” pendente de descobrir.

Foi em 1964 quando Peter Higgs, que hoje tem 83 anos, expôs ao mundo da ciência uma idéia que prometia levar ao descobrimento desse algo como ponto de partida da realidade material: as partículas elementares se movem não no vazio mas no que os antigos chamavam éter e que ele apresentou como um campo pleno de “bósons” ou elementos com a virtualidade de destruir e atribuir massa às outras já conhecidas ou imaginadas partículas sub-atômicas. Chamou-se “Campo de Higgs” a esse suposto mar de incomensurável atividade e “Bóson de Higgs” ao suposto sub-atõmico provedor das porções de massa necessárias para a viabilidade funcional do mundo das partículas elementares.

Para comprovar a concordãncia da teoria com a realidade havia que contar com elementos de observação experimental desconhecidos até a data; foi assim como nasceu o Grande Acelerador de Partículas (LHC do inglês Large Hadron Collider) a máquina que, depois de anos de paciente e escrupulosa investigação,  facilitaram o que, desde o dia quatro deste mês de julho, o mundo científico não duvida em qualificar como o “descobrimento do século”: o Bóson de Higgs existe além de qualquer dúvida razoável e cumpre a função que supôs seu mentor.

Segundo ponderados cientistas, isso significa que conhecemos  4% da estrutura do Universo, o que quer dizer que a Ciência se vê impotente para explicar  como e o porque do 96% restante, incluindo o mistério da vida além do que e o porque da alma humana com o consequente dom da liberdade. Claro que tal parcial descobrimento, na soma, nos leva ao momento no qual, segundo o Livro Sagrado, “disse Deus faça-se a luz e a luz se fez” (Gen 1, 3).

Depois de admitir que o redator sagrado não era nem podia ser um cientista do século XXI e sim uma pessoa de boa vontade que, para crer, admitia suas limitações e escutava a voz de Deus ou de sua conciência para depois apontar sua fé com uma razoada reflexão, os não materialistas vêem no fenómeno descrito por esse redator do Livro no momento inicial da necessária conexão do espaço, o movimento e o tempo para dar passo à materialidade universal.

Desde a perspectiva da ciência moderna esteve na luz o germem ou princípio físico de todo o material que havia de vir a posteriori? O próprio Einstein não se atreveu a pronunciar-se categoricamente sobre isso: o mais longe que chegou a respeito foi aceitar a luz como formada por “grãos” de energia-matéria chamados fótons, espécie de quantos ou partículas elementares sem massa apreciável... com uma origem absolutamente misteriosa. Mas, o que nos fótons não se pode apreciar ou medir a massa é prova de que realmente não exista, especialmente quando se admite o caráter corpuscular de um facho de luz?

Na ordem dos princípios físicos é razoável admitir que a luz, composta por fótons, em razão de um plano ou projeto, “urdido na eternidade” e com milhões de séculos por diante, pode facilitar a formação do que os físicos chamam prótons, os mesmos elementos que, em complexíssimas associações, formam os átomos, os quais, em novos planos da também muito complexa associação, formarão as moléculas, que seguirão a progressiva escala das realidades materiais sempre na ordem que evidencia essa fantástica conexão entre espaço, movimento e tempo.

Pode desenvolver-se assim o processo ou de outra forma: pelo momento, à Ciência  resulta impossível tanto adentrar-se no mistério da raíz essencial das coisas (a mesma que deu ou pode dar passo a esse “Bóson de Higgs”) como apresentar aceitáveis explicações do papel que nós mesmos desempenhamos no que, a todas luzes, temos de qualificar como uma fantástica ordem universal. É o mesmo Einstein que deixou dito: “a experiência mais formosa que temos ao nosso alcance é o mistério... a certeza de que existe algo que não podemos alcançar”.

É assim como, desde o 'Faça-se a luz' e em razão do que vai descobrindo a Ciência, faltam argumentos para contradizer a crença de que o Supremo Criador projetou, criou e pôs em marcha um universo de realidades físicas segundo a lógica ordem de imensidades que se agrupam e complementam num todo regido por leis de interrelação e destino até chegar ao Homem, elevado sobre todas as realidades físico-materiais pelo “sopro divino” que lhe faculta para amar em liberdade e assim corresponder na medida de suas forças ao infinito Amor de seu Criador. Essa correspondência não pode expressar-se de melhor maneira que no desenvolvimento de nosss pessoais capacidades ao serviço do próximo.

Antonio Fernandez Benayas

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=23812


Nenhum comentário:

Postar um comentário