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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"A fé tem um caráter só pessoal e individual? Interessa só à minha pessoa? Vivo minha fé por minha conta?".


ACIPRENSA.com


A fé nasce na Igreja Católica, disse o Papa Bento XVI

VATICANO, 31 Out. 12 / 10:18 am (ACI/EWTN Notícias).- Continuando com suas catequeses pelo Ano da Fé na Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa Bento XVI ressaltou que a fé nasce na  Igreja Católica, "conduz a ela e vive nela".

Diante de milhares de fiéis reunidos para a audiência geral de hoje, o Papa prosseguiu suas reflexões a partir de algumas perguntas: "a fé tem um caráter só pessoal e individual? Interessa só à minha pessoa? Vivo minha fé por minha conta?".

Sendo  "o ato de fé um ato eminentemente pessoal, que tem lugar no mais profundo de meu ser e que marca uma mudança de direção, uma conversão pessoal: é minha vida que recebe uma mudança de rota", o Papa disse que "a fé nasce na Igreja, conduz à ela e vive nela. Isto é importante recordar".

"Na liturgia do Batismo, no momento das promessas, o celebrante pede para manifestar a fé católica e formula três perguntas: Credes em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra?; Credes em Jesus Cristo? e, por último, Credes no Espírito Santo? Antigamente, estas perguntas se dirigiam pessoalmente ao que ia  receber o Batismo, antes de submergir três vezes na água. E ainda hoje, a resposta é no singular: ‘Creio’".

Porém isto, precisou o Santo Padre, "não é o resultado de minha reflexão solitária, não é produto de meu pensamento, mas é o resultado de uma relação, de um diálogo em que há um ouvir, um receber e uma resposta, é a ação de comunicar com Jesus o que me faz sair de meu ‘eu’, encerrado em mim mesmo, para abrir-me ao amor de Deus Pai".

"É como um renascer, em que me encontro unido não só a Jesus, mas também a todos aqueles que tem caminhado e caminham pelo mesmo caminho, e este novo nascimento, que começa com o Batismo, continua ao longo de toda a vida".

O Papa explicou que o crente não pode construir sua "fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque Deus me doa a fé através de uma comunidade crente, que é a Igreja e me insere em uma multidão de crentes, em uma comunhão, que não é só sociológica, mas que tem suas raízes no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário".

"Nossa fé é verdadeiramente pessoal, só é comunitária: pode ser minha fé, só se vive e se move no ‘nós’ da Igreja, só é nossa fé, a fé da única Igreja", precisou.

"Nos domingos, na Santa Missa, rezando o Credo, nos expressamos na primeira pessoa, mas confessamos comunitariamente a única fé da Igreja. Esse ‘creio"’ pronunciado de forma individual, nos une a um imenso coro no tempo e no espaço, em que cada um contribui, por dizer assm, a uma polifonia harmoniosa na fé".

O Catecismo da Igreja Católica, prosseguiu o Papa, "o resume claramente assim: ‘Crer’ é um ato eclesial. A fé da Igreja precede, engendra, conduz e alimenta nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes. ‘Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja por Mãe’".

Após recordar os inícios da Igreja com os Apóstolos que anunciaram o Reino de Deus superando o medo, o Papa sublinhou que "a Igreja, portanto, desde o princípio, é o lugar da fé, o lugar da transmissão da fé, o lugar em que, mediante o Batismo, estamos imersos no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, que nos liberta da escravidão do pecado, nos dá a liberdade de filhos e nos leva à comunhão com o Deus Trinitário".

Bento XVI se referiu depois à Tradição, que é "uma corrente sem interrupção da vida da Igreja, do anúncio da Palavra de Deus, do celebrar dos Sacramentos, que chega até nós".

A Tradição, disse, "nos dá a segurança de que o que cremos é a mensagem original de Cristo, pregada pelos Apóstolos. O núcleo primordial do anúncio é o acontecimento da Morte e Ressurreição do Senhor, de onde mana todo o patrimônio da fé".

Recordando algumas pasagens do Concílio Vaticano II, o Papa explicou que "se as Sagradas Escrituras contém a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja a conserva e a transmite fielmente, para que os homens de todas as épocas tenham acesso aos seus vastos recursos e possam enriquecer-se com seus tesouros de graça".

O Santo Padre destacou depois que é "na comunidade eclesial que a fé pessoal cresce e amadurece". "Isto vale também para nós: um cristão que se deixa guiar e pouco a pouco configurar pela fé da Igreja, apesar de suas debilidades, suas limitações e suas dificuldades, se converte em uma janela aberta à luz do Deus vivo, que recebe esta luz e a transmite ao mundo", acrescentou.

"A tendência, hoje generalizada, de relegar a fé ao âmbito privado contradiz sua própria natureza. Temos necessidade da Igreja para confirmar nossa fé e experimentar juntos os dons de Deus: sua Palavra, os Sacramentos, a sustentação da graça e o testemunho do amor. Assim nosso ‘eu’ no 'nós' da Igreja poderá perceber-se, ao mesmo tempo, destinatário e protagonista de um acontecimento que o sobrepassa: a experiência da comunhão com Deus, que estabelece a comunhão entre os homens".

Para concluir o Papa Bento XVI disse que "num mundo onde o individualismo parece regular as relações entre as pessoas, fazendo-as cada vez mais frágeis, a fé nos chama a ser Igreja, portadores do amor e da comunhão de Deus para toda a humanidade".

Fonte: http://www.aciprensa.com/noticias/la-fe-nace-en-la-iglesia-
catolica-dice-el-papa-benedicto-xvi-68756/#.UJKvcLHBHcg


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