Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nós desfrutamos de duas festas com uma alegria que nos leva até as lágrimas. É que nos unimos a todas as almas que estão no Céu com o Senhor!




2 de novembro de 2012 - Festas de Todos os Santos e dos Fiéis Defuntos

A Festa dos Fiéis Defuntos, e antes foi a de Todos os Santos, são
dois dias em que Deus nos abre as portas do Céu para que olhemos com esperança. 

ARTIGO SOBRE A EXISTÊNCIA DO CÉU,  E DO PURGATÓRIO 

Nós desfrutamos de  duas festas com uma alegria que nos leva até as lágrimas. É que nos unimos a todas as almas que estão no Céu com o Senhor!

E a maravilha é que assim vemos unidos a nós não só os santos que conhecemos, mas também a todos os familiares e amigos nossos que tenham a Graça de já estar na Presença de nosso Deus. Pessoas simples, esquecidas talvez pelo mundo, mas que gozam a companhia de nosso Deus tão amado. É um dia de Graça porque o Céu quer que elevemos nosso olhar e vejamos a Glória que nos chama, que nos convida, que é a Santidade a que Deus espera que nos elevemos.

A Misericórdia de Deus é a que estende a ponte para a nossa glorificação, pelos méritos ganhados na Cruz naquele dia no Gólgota. Jesus  comprou essa Misericórdia do Pai, e hoje Ele é o Senhor da Misericórdia e nos chama, nos espera.

 E no dia seguinte, uma formosa festa que também nos emociona até as lágrimas, a festa de nossos fiéis defuntos, aqueles que ainda estão no Purgatório, purificando-se para entrar no Reino prometido. São almas benditas, porque já estão salvas, e o sabem. Só que primeiro devem terminar de purificar-se para poder enfrentar a visão Beatífica daquele diante do qual até os anjos se ajoelham em Sua Presença. Elas necessitam  mais que nunca de nossa ajuda com orações e Missas, para encurtar essa purificação.

Com esta imensa alegria na alma, compartilhamos com vocês  este texto que explica em palavras simples, as realidades do Céu e Purgatório, as realidades de nosso destino de Glória. Também aqui explicamos a realidade do inferno tão temido, realidade que não se oculta porque é parte de nossa fé como membros da Igreja.

As Benditas Almas do Purgatório

Muita gente se pergunta sobre o sentido que tem a existência do Purgatório, dentro do Plano de Deus. Na realidade, a existência do Purgatório é a consequência natural de vários fatores que Deus introduziu quando, fazendo uso de Sua Onipotência Criadora, deu forma final ao homem como ponto máximo de Sua Obra.

Em primeiro lugar, Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança em muitos aspectos, um dos quais e talvez i central, é ter-lhe dado uma vontade própria. A Vontade de Deus, Seu Fiat Criador, fez o mundo, e assim Deus quis que também o homem tivesse sua própria vontade, como Ele a tem. Naturalmente que isto dá origem ao livre arbítrio que todos temos, porta aberta de nossa liberdade de optar entre o bem e o mal.

Como consequência desta liberdade que Deus nos dá, surgem a Misericórdia e a Justiça Divinas, as quais não podem ser vistas separadamente, nunca, porque se complementam e unem. Deus é infinitamente Misericordioso, mas também é infinitamente Justo. 

A Misericórdia de Deus se reflete, deste modo, em Sua infinita capacidade de perdoar-nos, se nos arrependemos, e também no Amor que Ele derrama sobre o mundo todo o tempo, tratando de salvar-nos. A Cruz é o ponto máximo da Misericórdia de Deus Pai para Nós, através da qual entregou a Vida de Seu Filho Amado, por nossa salvação. E também é um ato de infinita Misericórdia o Pentecostes, através do qual Deus nos enviou Seu Santo Espírito para que nos guie e inspire, como membros de Sua Santa Igreja.

Mas, sem a Justiça Divina, a Misericórdia estaria incompleta. Deus deve diferenciar aos justos, aqueles que lhe são fiéis, daqueles que fazendo uso de seu livre arbítrio, optaram pelo caminho da escuridão. Exercer a Justiça Divina é motivo de tremenda dor para Deus, porque Ele prefere que os homens se salvem  todos, e não ter que exercer a Sua Justiça. Mas, não é Ele que nos condena, mas somos nós que nos afastamos d'Ele e de Sua promessa do Reino, o rechaçamos. Se entregamos nossa vontade a Deus, fazendo o que Ele deseja e não o que nós desejamos, nos unimos a Ele e Seu Amor. 

Em troca, se tomamos o caminho da soberba, e acreditando-nos um deus rechaçamos o que Deus espera de nós, fazendo nossa própria vontade, nos afastamos do Amor e nos sujeitamos à Justiça do Criador. A Justiça Divina, deste modo, é necessária para poder diferenciar o distinto uso que as almas fazem do livre arbítrio que Deus dá como Dom supremo.

O Céu e o inferno
Postas assim as coisas, temos nosso livre arbítrio, reflexo de poder exercer nossa própria vontade, e também temos a Misericórdia e a Justiça de Deus, em um balanço perfeito. Deus fez então um lugar de infinito e eterno prêmio para aqueles que, fazendo uso de sua vontade, são fiéis e amam a Deus, amando os semelhantes como a si mesmos. Quem completa o círculo do amor e a entrega da própria vontade aos desejos de Deus, chega depois desta vida passageira ao Reino Eterno, a gozar das delícias de Deus junto aos santos e os anjos, e claro junto à Virgem Santíssima.(continua)


Autor Oscar Schmidt - www.reinadelcielo.org
http://www.benditasalmas.org/interna_contenido.php?id=16



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