Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O juízo místico da doutora Glória Polo. Visitou o inferno em uma experiência quase mortal: pela oração de um desconhecido voltou a viver.


ReligionenLibertad.com


O juízo místico da doutora Glória Polo. Visitou o inferno em uma experiência quase mortal: pela oração de um desconhecido voltou a viver.
Golpeada por um raio, jazia numa cama e enfrentou  um terrível repassar dos mandamentos que ela vivia com tibieza. Foi "devolvida", disse, com a missão de dar testemunho.
Fernando de Navascues / ReL-  1 fevereiro 2013- religionenlibertad.com  

Glória Polo, apesar de suas origens humildes, chegou a subir à uma magnífica posição social na sociedade colombiana. 
Tinha tudo o que queria: um marido, dois filhos, um bom trabalho–é dentista-, admirada por todos, dinheiro, liderança… até que um dia lhe caiu um raio.
Histórico: “Numa sexta-feira pela tarde estava com meu sobrinho na Universidade Nacional de Bogotá. Chovia muito forte, meu sobrinho e eu íamos debaixo de um guarda-chuva muito pequeno. Como podíamos, saltávamos as poças, até que nos caiu um raio.  Deixou-nos carbonizados; meu sobrinho faleceu ali. Em troca em mim o raio  entrou. Queimou de forma espantosa todo meu corpo, por fora e por dentro. Todo meu corpo foi reconstruído. É pela misericórdia de nosso Senhor. Carbonizou-me, praticamente  desapareceu toda minha carne e minhas costelas; o ventre, as pernas...  o raio  saiu  pelo pé direito, me carbonizou o fígado,  me queimou os rins, os pulmões…”

O túnel de luz, os parentes falecidos

Dizer que aquilo mudou sua vida seria óbvio, pois realmente o foi, não só  no físico mas no psíquico e no espiritual. 
Enquanto caiu o raio, teve uma dessas experiências estranhas daquelas que de vez em quando se fala: viu um túnel de luz e se encontrou com seus familiares; abraços, saudações, luz, muita luz, paz, serenidade… até que escutou a voz de seu marido que lhe dizia: “Glória! Por favor, não se vá. Olhe, Glória regresse! As crianças, Glória. Não seja covarde”. 
Naquele lugar encontrou paz, serenidade, gozo; estava bem, inclusive, consigo mesmo. No entanto, voltou.

Voltar a um corpo destroçado

O regresso foi dramático. Os médicos, a ambulância, as dores... Contudo, o pior foi ter  o corpo destroçado, sua vaidade: “Uma mulher com critérios do mundo, a mulher executiva. A intelectual, a estudante e a escrava do corpo, da beleza e da moda: quatro horas diárias de exercícios aeróbicos. Escrava para ter um corpo formoso. Massagens. Dietas...” 
Imediatamente foi levada ao hospital mas em plena operação voltou a “sair do corpo”.

Uma vida para vivê-la no topo

Já voltaremos aí, mas agora damos umas pinceladas sobre sua vida. Como já dissemos, Glória nasceu em uma família humilde da Colômbia. Sua mãe devia ser uma autêntica santa: levou adiante aos seus sete filhos apesar do marido que tinha, bêbado, mulherengo, agressor… Glória conseguiu estudar, se tornou dentista e conseguiu uma invejável posição social.

Nessa altura, onde tudo é vaidade e aparência, Glória dedicava horas e horas praticando esportes, massagens e se vestia na última moda e sem o menor decoro. É paradoxal que seu culto ao corpo, o verdadeiro centro de sua vida, acabasse fulminado por um raio.

Missa para aparência social

Como cristã, deixava muito a desejar. Certamente ia à Missa aos domingos, mas não deixava de ser também uma postura social. As Missas  que ia eram tão curtas como sua fé: aí começava, aí acabava.
Claro, que de seu afastamento de Deus também tinha a culpa algum ou outro padre. Quando era estudante, recorda Glória, escutou da  boca de um sacerdote que o Inferno e os demônios não existiam. Isto lhe impactou e a afastou ainda mais de uma vida cristã. Com toda lógica  pensava porque se preocupar  do que fazemos e como somos, ao final só há Céu.

A caída no Inferno

Voltamos à mesa de operações. Em plena intervenção começou a ter outra experiência similar à anterior. Só  que desta vez eram as portas da dor e do sofrimento   que se abriam. Não eram os momentos de prazer e harmonia que viveu antes.
“Via os demônios que vinham para recolher-me. Nesse instante, comecei a ver como da parede da sala de cirurgia brotavam muitíssimas pessoas. Aparentemente comuns e corriqueiras, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dei conta nesse instante que a todas elas devo algo; que o pecado não foi grátis. Nesse susto tão terrível, eu saí correndo e atravessei a parede da sala de cirurgia. Queria me esconder  entre os corredores do hospital, mas quando saí caí no vazio”.
A visão a conduziu “por uma quantidade de túneis que vão para baixo. À princípio tinham luz e eram luzes como favos de mel. Onde havia muitíssimas pessoas. Mas vou descendo e a luz vai se perdendo e começo  andar em uns túneis de trevas espantosas. Sem comparação. Elas ocasionam dor. Horror. Vergonha. Cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos esses túneis e chego a uma parte plana. Vejo como no chão se abre uma boca grandíssima e sinto um vazio impressionante em meu corpo. O mais espantoso desse buraco era que não se sentia nem um pouco do amor de Deus, nem uma gota de esperança”.

Milhares de pessoas no Inferno

Com toda sua alegre e despreocupada vida perdida em algum lugar, começou a gritar: “Almas do purgatório, por favor, me tiram daqui!” Em meio desses gritos e essa dor descobre   milhares e milhares de pessoas, sobretudo jovens. Era o bater de dentes, alaridos e lamentações. 
Glória não entendia porque estava lá: “Eu, tão santa. Jamais  roubei,  nunca matei, eu   dava esmolas aos pobres, eu dava cestas básicas grátis aos que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa nos domingos, apesar de  me considerar ateia nunca faltei; se em minha vida faltei cinco vezes à missa foi muito. Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui”.
De repente escutou uma voz doce e tudo se inundou de amor e de paz. Inclusive, todas as criaturas saíram apavoradas. Uma voz que lhe pediu: “Muito bem, se tu és católica diga-me os mandamentos da Lei de Deus”.

Não amastes nem a Deus nem aos homens

A partir desse momento começou um repassar de sua vida à luz do Decálogo. Mandamento a mandamento, foi descobrindo que tinha pecado gravemente em cada um deles:
- O primeiro. Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo
- Muito bem! -e lhe perguntam: E tu os amastes?
- Eu sim, eu sim, eu sim!
Mas a voz lhe respondeu:
- Não! Tu não amastes  teu Senhor sobre todas as cosas, e muitíssimo menos o teu próximo como a ti mesma! Tu fizeste um deus que acomodasse  tua vida só  nos momentos de extrema necessidade: te prostravas diante dele quando eras pobre, quando tua família era humilde, quando querias ter uma profissão. Aí sim oravas todos os dias, e te prostravas horas inteiras suplicando a teu Senhor! Orando e pedindo-lhe para que  te tirasse  dessa pobreza e te permitisse ter uma profissão e ser alguém! Quando tinhas necessidade e querias dinheiro. Essa era a relação que tu tinhas com o Senhor!
E era verdade. Glória confessa que Deus era como “caixa automático”. No  mesmo momento em que tinha o que queria se esquecia d'Ele. Jamais foi agradecida, nem com Deus nem com os homens. 
Nem sequer com seus pais. Jamais reconheceu seu esforço, seu amor e sua entrega. E mais, chegava a se envergonhar  de sua mãe, por sua humildade e sua pobreza.  Esposa e mãe megera, para não mencionar o resto das pessoas. Em tudo  um coração de pedra.

O repassar dos mandamentos

Continuou o exame com o resto dos mandamentos. Com o segundo, resultou que desde pequena já jurava em falso para salvar-se de castigos e conseguir o que queria. Com o terceiro sentiu uma imensa dor: “A voz me dizia que eu dedicava quatro a cinco horas para meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração”.
Do quarto mandamento, honrar  Pai e Mãe, o Senhor lhe mostrava como foi desagradecida com eles, “como maldizia e renegava quando não me podiam dar tudo o que minhas amiga tinham, e como fui uma filha que não valorizava o que tinha. Cheguei ao ponto de dizer que essa não era minha mãe, porque me parecia muito pouquinha coisa para mim”.
O ambiente familiar tampouco ajudava muito. Seu pai se gabava diante de sua mãe o mulherengo que era, o muito que fumava e bebia: “Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e comecei a ver como o ressentimento me levava à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa ao ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo o mundo”. Quando Glória começou a ter uma autonomia econômica quis divorciar seus pais: “Separe-se de meu pai, é impossível que você aguente um tipo assim, seja digna, se dê   valor, mãe!”. 
Como a mãe não quis “comecei a defender o aborto, o divórcio e a defender a lei de Talião, olho por olho  dente por dente, nunca fui infiel fisicamente, mas fiz mal à muita gente com meus conselhos”.

Os abortos que ela pagou

Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor lhe mostrou como havia pecado naquilo que mais abomina: o aborto. Glória viu  uma menina de catorze anos abortando, era uma sobrinha sua: “Não sejam bobinhas –dizia às suas sobrinhas-, se suas mães  falam de virgindade e de castidade é porque estão foras da moda. Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil anos, e os padres não  quiseram se modernizar. Elas falam do que diz o Papa, mas esse Papa está fora de moda”. Só  que algumas delas ficaram grávidas. gravidezes que finalizaram em aborto. Abortos que ela pagou.
Com o sexto mandamento, não fornicar, se sentia mais segura: “Não, aqui sei que não me vão descobrir nenhum amante porque eu em toda a vida só tive um homem e é meu esposo”. Mas  mostrou sua forma de vestir e de se exibir  diante dos homens, o que levou muitos a terem maus pensamentos fazendo-os pecar e participando em seu adultério. Mas havia mais: “Eu aconselhava a muitas mulheres que fossem infiéis com seus esposos. Dizia-lhes: não sejam bobas desquitem-se, não os perdoem e divorciem-se”.

Roubar a honra, roubar a presença

No sétimo, o de não roubar, Glória se considerava honesta, mas se vê que o Senhor tinha outra perspectiva do assunto. Não era mais unicamente o dinheiro mal gasto para sua vaidade, quando em seu próprio país havia gente que não tinha o essencial para viver, mas que o Senhor lhe mostrou o roubo que fez da honra a muitas pessoas das quais falava mal, ou pior ainda, o roubo que fez a seus filhos. Ela lhes roubou sua mãe: “Uma mãe na casa, terna; uma mãe que lhes amasse e não a mãe na rua deixando as crianças sozinhas com o pai televisor, a mãe computador ou com os jogos de vídeo”.
E o que dizer dos falsos testemunhos, ela que desde pequena mentiu para conseguir tudo o que necessitava? Aqui se viu como filha da mentira, como filha de Satanás: “Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai?” Em certa ocasião chegou a dizer  à sua mãe, para justificar-se, que se mentisse que lhe caísse um raio…
E quando chegou o mandamento da cobiça “saíram todos meus males. Eu pensava que ia a ser feliz tendo muito dinheiro e se tornou uma obsessão. Quando tive muito foi o pior momento que viveu minha alma. Com tanto dinheiro e sozinha, vazia, amargurada, frustrada queria suicidar-me. Essa cobiça me soltou da mão do Senhor”.

O livro da Vida

Glória explica como depois do tremendo exame dos 10 Mandamentos, Deus lhe mostrou o “Livro da Vida”. Nesse livro tudo fica a descoberto, ações e pensamentos, desde o momento em que inicia a vida da pessoa.
- Que tesouros espirituais trás?, lhe perguntou o Senhor.
- Tenho as mãos vazias –pensou Glória. Ela que tinha tido de tudo neste mundo não trazia absolutamente nada.
- Que fizeste com os talentos que eu te dei?
- …
- É que tua morte espiritual –esclareceu Deus à Glória- começou quando a ti te deixaram de doer teus irmãos. No coração não sentias nada, tudo de pedra, o pecado te  petrificou.

Nesse livro viu, como até o último momento de sua vida, Deus lhe estava buscando para que se convertesse: “Em meu livre arbítrio, escolhi quem era meu pai, e Deus não foi meu pai. Escolhi a Satanás. Quando se fechou esse livro, vi que estava de cabeça para o buraco”.

Uma última recordação salvadora

Nesse momento recordou o conselho de uma paciente sua: “Olhe, doutora, você é muito materialista e um dia vai necessitar de ajuda. Quando você estiver em iminente perigo, qualquer que seja, peça  a Jesus que a cubra com seu sangue. Ele nunca  vai abandoná-la. Porque Ele pagou um preço de sangue por você”. E com essa vergonha tão grande e essa dor, começou a gritar: “Jesus Cristo, Senhor, tem compaixão de mim. Perdoa-me, Senhor, dá-me uma segunda oportunidade!”

Seu grito foi escutado. Jesus a tirou dali e lhe disse: “Vais  voltar. Vais ter tua segunda oportunidade, mas não pela oração de tua família. Porque é normal que eles orem e clamem por ti, mas por toda a intercessão de todas as pessoas alheias à tua carne e ao teu sangue que tem chorado, tem orado e tem elevado seu coração com muitíssimo amor por ti”.

A oração de um camponês desconhecido

Dentre todas, o Senhor a fez ver uma em concreto. Era a de um pobre camponês que quando soube da terrível dolor que devia sofrer pelo raio não deixou de orar e se sacrificar  por ela: “Isso é Amor ao Próximo – explicou o Senhor. Vais voltar, porém tu não vais repetir mil vezes, mas mil vezes mil. E, ai!, daqueles que ouvindo-te não mudem, porque vão ser julgados com mais severidade. Como o vais ser  em teu segundo regresso”.

Atualmente, Glória Polo se dedica a dar conferências com seu testemunho aonde a convidam. Também publicou seu testemunho em vários idiomas em sua  página da web (www.gloria.polo.ortiz.in):  Ela dá graças a Deus constantemente pelo presente de uma segunda oportunidade: “Como doem meus anos anteriores em que fui uma católica dietética; dou graças a Deus por minha mãe a Igreja Católica. Amo profundamente o Papa, meus sacerdotes e religiosos… Em minha experiência de adoração ao Santíssimo, esta miserável serva encontrou os deleites, a Paz e o Amor, antecipações do Paraíso”.

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