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Mary Kochan
Era filha e neta de Testemunhas de Jehová e teve que desaprender suas crenças para ser católica
As Testemunhas não creem que Jesus seja Deus, mas acham que é um anjo e não deve ser adorado. Mas se o Povo de Deus é a Noiva de Cristo... não é lógico que lhe cante, lhe louve e lhe adore? Esta ideia fortaleceu Mary no cristianismo.
ReL / Primera Luz- 14 janeiro 2013-religionenlibertad.com
Mary Kochan era filha e neta de Testemunhas de Jehová, uma testemunha de terceira geração. Foi durante os primeiros 38 anos de sua vida, até que o deixou em 1993. Entrou na Igreja católica três anos depois.
Não foi um processo fácil, explica, mas “perfurante”. Posteriormente, como editora em diversas publicações católicas e também em sua paróquia de Santa Teresa em Douglasville, Estados Unidos, pôde contar várias vezes sua viajem espiritual.
Quando Cristo não é Deus, mas um anjo
“As Testemunhas de Jehová não creem na Trindade, assim que tampouco creem na divindade de Cristo”, explica.
“Eles creem que Jesus era o arcanjo Miguel antes de vir à terra e que depois de ter ressuscitado voltou a ser o arcanjo Miguel—mas com o nome "Jesus". Creem que Jesus morreu ( não em uma cruz) para salvar a humanidade do pecado e da morte por meio de expiar a desobediência de Adão. Percebo que isto é difícil de acreditar—para não mencionar todo o problema ontológico de que primeiro seja um anjo, depois humano e depois, outra vez um anjo—mas eu conto aqui porque quero fazer notar que eu na época tinha a ideia de que podia me chamar de cristã e crer que Jesus tinha morrido por mim, tudo isso sem chegar a conceber Jesus como Deus”.
Por isso, pensar em Jesus como “verdadeiro homem e verdadeiro Deus” foi para Mary Kochan um despertar, uma revelação.
Quem é Jesus na realidade?
“Em 1993, depois de um longo e perfurante período de busca em minha vida, em busca da paz e do poder transformador do qual dá testemunho o Novo Testamento, teve um encontro com Cristo. Eu não sabia que Ele era a Deidade, mas sabia que Ele não era o que as Testemunhas de Jehová diziam que era. Soube então que devia deixar a religião na qual cresci, a única que tinha conhecido toda a vida. Teria que deixar atrás toda relação estabelecida durante minha vida adulta. Decidida, fui à uma igreja”.
“Para mim era algo aterrador. Tinham me ensinado que as igrejas estavam cheias de demônios. As Testemunhas de Jehová não entram nem no estacionamento de uma igreja. Mas essa visita em uma igreja me pôs no caminho para aprender a verdade sobre Jesus. Logo me dei conta que os cristãos adoravam Jesus”, recorda Mary.
Nas Testemunhas de Jehová, tinham lhe ensinado que só se deve adorar a Deus, chamado “Jehová”, o Pai de Jesus. Para eles, os católicos, protestantes e ortodoxos se equivocam ao proclamar que Jesus e o Espírito Santo tambén são Deus.
Ela já tinha deixado as Testemunhas mas, em quem crer agora?
Leitura distorcida da Bíblia
“Fui muito cautelosa para evitar que me enganasse outra vez. No entanto sabia que devia abrir minha mente ao testemunho e os argumentos apresentados pelos cristãos ao meu redor para endireitar a forma distorcida de ler as Escrituras que tinha aprendido em primeiro lugar”.
Um cristão comentou em uma reunião com ex-testemunhas de Jehová: “Só tens que crer o contrário de tudo o que aprendeste. Não acreditavas na Trindade e agora crês. Não acreditavas na divindade de Cristo e agora, crês. Não acreditavas na alma imortal e agora crês. Não acreditavas em ir para o céu e agora crês. Não acreditavas no Natal e agora crês. Vês como é fácil? Tudo é o contrário”.
“Eu amava Jesus mas não sabia o que fazer com a adoração que os cristãos lhe professavam Como podia explicar semelhante fenômeno se Ele não era Deus?”
O Pai, o Filho... e a Noiva!
“Encontrei consolo me apegando à imagem bíblica da Igreja como noiva de Cristo. Depois de tudo que coisa mais natural que uma noiva preste atenção ao seu noivo? Naturalmente, os cristãos cantam para Jesus! Os estranhos são as Testemunhas de Jehová—como uma noiva que ignorava seu noivo para concentrar todo seu afeto no sogro”.
“Entretanto participava na oração cristã e adorava o melhor que me permitia o meu limitado entendimento. Também havia perguntas e estudava... e estudava e estudava. Finalmente comecei a ler os Padres Apostólicos, os padres no princípio da Igreja.
Começou a clarear em minha mente que este ensinamento—que Jesus era Divino, Deus Encarnado—tinha sido realmente o ensinamento cristão desde o princípio e era o testemunho apostólico”.
Amor assombroso
“Só ficava um problema por resolver: se Jesus era Deus, então este homem na Cruz era Deus. E isso significava que Deus tinha morrido. Significava que Deus tinha morrido... por mim”.
“Pelos séculos dos séculos nunca haverá nada mais assombroso, nada mais sublime, nada que se possa propor à uma alma humana que imprima sobre ela tanta humildade”. E Mary cita um hino: “Poderia haver um amor tão assombroso, como o Teu meu Deus que morrestes para salvar-me?”
“Assim surgiu o sol em minha vida”, conclui.
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