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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Maçonaria dita a política educativa e social do governo Hollande. Católicos franceses pedem «a separação da Maçonaria e o Estado»

infocatolica.com 


A Maçonaria dita a política educativa e social do governo Hollande.
Católicos franceses pedem «a separação da Maçonaria e o Estado»
A norma que impõe nos colégios franceses a chamada «carta de laicidade na escola», foi copiada da maçonaria até nos argumentos.


Acaba-se de constatar que esta ocorrência do governo Hollande, que data do inverno passado, é recomendação do ex-grão mestre do Grande Oriente de França, Jean-Michel Quillardet. Segundo explica J. Javier Esparza em 'La Gaceta', setores cristãos pedem, com ironia, «a separação da Maçonaria e o Estado».

J.J. Esparza/La Gaceta - 14 outubro - infocatolica.com

A intimidade dos governos franceses, em geral, com o ambiente maçônico é bem conhecida; a do atual governo socialista é, mais que conhecida, promíscua, até o ponto de que uma das ideias chave das últimas eleições internas em Gran Oriente –A Gazeta  contou– foi precisamente a de apagar essa imagem de identificação plena com o atual governo francês.

Os setores cristãos tem pedido, com ironia, que   igual como se impôs a separação entre a Igreja e o Estado, se imponha de uma vez a separação entre a Maçonaria e o Estado.

Catecismo laicista

O objeto da polêmica, a «carta de laicidade na escola», é um documento doutrinal que há de difundir  em todos os centros de ensino. Não se trata tanto de uma lei como de uma diretiva. Na França existe já uma lei a esse respeito que foi aprovada nos tempos de Sarkozy para marcar distâncias com o multiculturalismo e combater o excesso de presença religiosa muçulmana em instituições públicas.

Essa norma regula precisamente a laicidade nos serviços públicos –entendendo por tais os centros de caráter oficial– e, por sua vez  reconhece a liberdade de culto e aceita a prática religiosa, limita sua exibição e, determinados serviços delicados.

Como se recordará, esta «carta de laicidade» veio em consequência das polêmicas pelo uso de véus islâmicos na  rua através da descoberta da laicidade, meu objetivo é reconstruir o público entre todos os alunos de França. Este será meu trabalho, minha obsessão como ministro da Educação nacional pública.
Sarkozy amparou em seu momento um conceito de «laicidade positiva» que expôs diante de Bento XVI em um soadíssimo discurso e que foi unanimemente elogiado nos círculos católicos. A semente de sua filosofia era esta: a República é laica, mas a prática religiosa enriquece a vida social.

Adeus à laicidade positiva

O que fez o governo socialista  foi dar a volta a essa filosofia: sem desterrar a vida religiosa, se trata de reduzi-la cada vez mais ao âmbito privado pondo o acento na laicidade da República. O objetivo da nova «carta de laicidade», defendida diante da Assembleia em dezembro passado, é inculcar nos alunos esse conceito.

Assim  expressava o ministro de Educação, Vincent Peillon: «Desejo que se redija uma carta de laicidade à atenção dos alunos. Há uma forte demanda nas escolas. Esta nova carta deverá se dedicar, com definições simples e curtas, para explicitar as noções de laicidade e cidadania em uma linguagem compreensível para os alunos.

Colocar-se-á como cartel em cada centro e poderá juntar-se ao regulamento interior. Através da descoberta da laicidade, meu objetivo é reconstruir o público entre todos os alunos da França. Este será meu trabalho, minha obsessão como ministro da Educação nacional».

Cabe acrescentar que Peillon é autor de dois livros de título transparente: A Revolução francesa não h terminou (Le Seuil, 2008) e Uma religião para a República: a fé laica de Ferdinand Buisson (Le Seuil, 2010).

A Maçonaria dita a política educativa e social do governo Hollande
Neste discurso de dezembro de 2012 citava de passagem o ministro Peillon a inspiração de um tal Jean-Michel Quillardet e o exemplo da carta de laicidade nos serviços públicos. E bem, quem é esse senhor Quillardet? Um relevante membro da maçonaria francesa, ex-gran mestre do Gran Oriente, que três meses antes do discurso governamental publicava em seu blog 'Republique, justice, franc maçonnerie' a seguinte proposta:

«Conceber uma carta da laicidade no seio da escola da República, a imagem da carta dos serviços públicos, que poderia juntar-se ao regulamento interior de cada centro, colocada em carteis nos estabelecimentos escolares e, no princípio de cada curso, lida e comentada pelo professor nas escolas». Em definitivo: a Maçonaria dita a política educativa e social do governo Hollande.

Este assunto da laicidade vai dando seus passos, e de fato o ministro do Interior, Manuel Valls, acaba de presidir esta semana uma luxuosa cerimônia pelo motivo da entrega dos primeiros «diplomas de laicidade», outorgados pelo governo aos funcionários públicos e aos representantes religiosos de qualquer confissão que cubram os cursos de doutrinamento oferecidos pelo Estado nesta matéria. Esta primeira promoção de «líderes laicos oficiais» consta de vinte e oito pessoas entre os que são agentes do estado, clérigos cristãos e imãs muçulmanos.

Para cobrir os cursos –duzentas horas letivas– o Governo   financiou os docentes da universidade de Lion III, da universidade católica dessa cidade e do Instituto Francês de Civilização Muçulmana, dependente da grande mesquita lionense. O objetivo governamental, segundo o ministro Valls, é que todos os líderes religiosos possuem necessariamente por estes cursos.

Enquanto o governo socialista segue adiante com sua política laicista radical, os setores sociais católicos reagem cerrando filas. Ocorre que esta ofensiva socialista coincide com diferentes medidas para suprimir festas cristãs e, ainda pior, com uma obscura cadeia de profanações em cemitérios.

Assim a associação Civitas  convocou para o próximo domingo em Paris, na Avenida Victor Hugo, uma marcha contra o anti-cristianismo e contra a política anti-familiar. Na terça-feira passada a polícia de Manuel Valls voltou a intervir com contundência inusitada contra uma concentração pacífica de cidadãos que protestava a favor do matrimônio natural. Talvez seja verdade o que disse o livro do ministro Peillon: a revolução francesa não terminou.

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François Hollande

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