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Uma profecia: o que funcionou e o que não funcionou, 40 anos depois.
Como será a Igreja do ano 2000, perguntaram a Joseph Ratzinger em 1970... E ele acertou em grande parte.

Joseph Ratzinger em 1970, com paletó e gravata, sacerdote e professor de teologia na Universidade.
Pablo J. Gines/ReL- 7 janeiro 2014-religionenlibertad.com
Em 1970, Joseph Ratzinger não era nem sequer bispo. Era simplesmente um sacerdote professor de teologia, primeiro em Tübingen e depois em Regensburg.
Havia dado uma série de palestras radiofônicas na Alemanha e a editora Kösel-Verlag de Munich as reuniou em 1970, com o título “Glaube und Zukunft” (traduzido ao espanhol no ano seguinte como “Fé e futuro”).
Em seu quinto capítulo, reuniu algumas palestras com uma pergunta: como será a Igreja do ano 2000?
Era 1970 e a Igreja começava a aplicar o Concílio Vaticano II. Alguns aplicavam coisas que, de fato, não estavam nos documentos do Concílio.
No mundo ocidental, a revolução sexual e a crise de autoridade de maio de 68 se havia consolidado. Na África se tornaram independentes dezenas de nações. A União Soviética parecia dominar meio planeta e estar ali para sempre. A internet era inimaginável.
O holocausto nuclear e o extermínio mútuo assegurado pareciam mais que prováveis. Alguns prometiam utopias mediante a ciência e a política; outros pregavam desgraças cósmicas.
Nesse contexto, o padre Ratzinger, que tinha sido um dos peritos mais jovens no Concílio e tinha visto as dinâmicas da Igreja de perto, fez esta profecia. Este é seu texto (na imagem, o ano 2000 tal como o previa um desenhista francês em 1910).

A Igreja do ano 2000
por Joseph Ratzinger,
Glaube und Zukunft, 1970
O futuro da Igreja pode vir e virá também hoje só da força de quem tem raízes profundas e vive da plenitude pura de sua fé.
O futuro não virá de quem só dá receitas.
Não virá de quem só se adapta ao instante atual.
Não virá de quem só critica os outros e se tomam a si mesmos como medida infalível.
Tampouco virá de quem escolhe só o caminho mais cômodo, de quem evita a paixão da fé e declara falsa e superada, tirânica e legalista, tudo o que é exigente para o ser humano, o que lhe causa dor e obriga a renunciar a si mesmo.
Digamos de forma positiva: o futuro da Igreja, também nesta ocasião, como sempre, ficará marcado de novo com o selo dos santos. E, portanto, por seres humanos que percebem mais que as frases que são precisamente modernas. Por quem pode ver mais que os outros, porque sua vida abarca espaços mais amplos. A gratuidade que liberta as pessoas se alcança só na paciência das pequenas renúncias cotidianas de si mesma. [...]
Que significa isto para nossa pergunta? Significa que as grandes palavras daqueles que profetizam uma Igreja sem Deus e sem fé são palavras vãs.
Não necessitamos de uma Igreja que celebre o culto da ação em «orações» políticas. É completamente supérflua e por isso desaparecerá por si mesma.
Permanecerá a Igreja de Jesus, a Igreja que crê no Deus que se fez ser humano e que nos prometeu a vida além da morte.
Da mesma maneira, o sacerdote que for só um funcionário social pode ser representado por psicoterapeutas e outros especialistas. Mas seguirá sendo ainda necessário o sacerdote que não é especialista, que não fica a margem quando aconselha no exercício de seu ministério, mas que em nome de Deus se põe a disposição dos outros e se entrega a eles em suas tristezas, suas alegrias, sua esperança e sua angústia.
Demos um passo a mais. Também nesta ocasião, da crise de hoje surgirá amanhã uma Igreja que terá perdido muito.
Se fará pequena, terá que começar tudo desde o princípio. Já não poderá encher muitos dos edifícios construídos em uma conjuntura mais favorável. Perderá adeptos, e com eles muitos de seus privilégios na sociedade.
Apresentar-se-á, de um modo muito mais intenso que até agora, como a comunidade da livre vontade, aquela que só se pode aceder através de uma decisão.
Como pequena comunidade, reclamará com muito mais força a iniciativa de cada um de seus membros.
Certamente conhecerá também novas formas ministeriais e ordenará sacerdotes cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos a pastoral se exercerá normalmente deste modo.
Junto a estas formas seguirá sendo indispensável o sacerdote dedicado por inteiro no exercício do ministério como até agora.
Mas nestas mudanças que se podem supor, a Igreja encontrará de novo e com toda a determinação o que é essencial para ela, o que sempre foi seu centro: a fé no Deus Trinitário, em Jesus, o Filho de Deus feito Homem, a ajuda do Espírito que durará até o fim. A Igreja reconhecerá de novo na fé e na oração seu verdadeiro centro e experimentará novamente os sacramentos como celebração e não como um problema de estrutura litúrgica.
Será uma Igreja interiorizada, que não suspira por seu mandato político e não flerta com a esquerda nem com a direita.
Resultará muito difícil. Com efeito, o processo da cristalização e a clarificação custará também muitas forças preciosas. Será pobre, se converterá em uma Igreja dos pequenos.
O processo resultará ainda mais difícil porque terá que eliminar tanto a estreita visão sectária como a obstinação valentona.
Pode-se prever que tudo isto exigirá tempo. O processo será longo e trabalhoso, como também foi muito longo o caminho que levou dos falsos progressismos, nas vésperas da revolução francesa –quando também entre os bispos estava na moda ridicularizar os dogmas e inclusive dar a entender que nem sequer a existência de Deus era de modo algum segura– até a renovação do século XIX.
Porém após a provação destas divisões surgirá, de uma Igreja interiorizada e simplificada, uma grande força.
Porque os seres humanos serão indizivelmente solitários em um mundo plenamente planejado. Experimentarão, quando Deus houver desaparecido totalmente para eles, sua absoluta e horrível pobreza. E então descobrirão a pequena comunidade dos crentes como algo totalmente novo. Como uma esperança importante para eles, como uma resposta que sempre buscaram tateando.
A mim me parece seguro que à Igreja aguardam tempos muito difíceis. Sua verdadeira crise apenas começou. Precisa contar com fortes sacudidas. Porém eu estou também totalmente seguro do que permanecerá no final: não a Igreja do culto político, que fracassou já em Gobel, mas a Igreja da fé.
Certamente não mais será a força dominante na sociedade na medida em que o era até há pouco tempo. Porém florescerá de novo e se fará visível aos seres humanos como a pátria que lhes dá vida e esperança além da morte.
***

Repassar a "profecia" de 1970 de Joseph Ratzinger ajuda a entender seu pontificado como Bento XVI... e inclusive seu nome papal, que alude a São Bento: o santo criador de comunidades pequenas porém renovadoras, os monastérios, em tempos de caos.
Bento XVI, como Papa, pôde ver no século XXI que, efetivamente, não se enchiam muitos templos construídos em épocas diferentes. Pôde ver também que as igrejas protestantes mais liberais, as que não aceitavam os dogmas do cristianismo bíblico nem a exigente moral cristã, se deslizavam para a irrelevância estatística e social, perdendo fiéis, clero e presença em todo o mundo.
Bento XVI pôde ver como também encheu explanadas enormes, como Quatro Ventos na JMJ de Madri, com 2 milhões de jovens em 2011... Pediu, como antes aos jovens em Marienfeld, em Colônia, "criar comunidades".
O que não parece que vai se cumprir é sua previsão de que a Igreja "ordenará sacerdotes para cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos".
A demografia tem ido em outra direção. Na realidade, a Igreja católica provavelmente é mais pobre, mas é claro não é menor.
Em 1970 tinha quase 420.000 sacerdotes para atender a 650 milhões de católicos.
Em 2013 tem 412.000 sacerdotes para atender a 1.200 milhões de católicos.
O número de sacerdotes não cresceu: o de fiéis quase dobrou.
A ideia de "sacerdotes que são cristãos provados que seguem exercendo sua profissão" só parece aplicável em casos muito especiais... como os três ordinariatos anglo-católicos que Bento XVI criou na Grã-Bretanha, América do Norte e Austrália: comunidades pequenas, cujo clero (ex-pastores anglicanos) mantém algum trabalho civil, em parte porque tem esposa e filhos.
Mas a realidade para a imensa maioria da Igreja é que os sacerdotes têm multidões anônimas que atender... as que apenas chegam.
Em 1970 havia apenas 300 diáconos permanentes; em 2013 são quase 40.000. É clero casado em sua imensa maioria, que exerce sua profissão. Talvez cumpram parte da visão do professor Ratzinger. Mas poucas vezes estão enganchados naquela visão de "pequenas comunidades" que ele propunha (e seguiu propondo em seu pontificado).
O que não muda é o chamado a evangelizar: em 1970 e em 2013 a porcentagem de católicos no mundo é a mesma, em torno de 18%.
A messe segue sendo muita, e a receita do professor Ratzinger se mantém: se necessitam mais santos e menos críticos (ou, como ele disse, "quem só critica os outros toma a si mesmos como medida infalível").
Talvez por isso, quando renunciou ao trono de Pedro, prometeu várias vezes diante dos cardeais, sem saber quem seria seu sucessor, "obediência incondicional" ao novo Papa.
Mudanças estatísticas na Igreja, de 1970 a 2013, segundo o centro de estatística CARA de Georgetown University.
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http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=33195
Uma profecia: o que funcionou e o que não funcionou, 40 anos depois.
Como será a Igreja do ano 2000, perguntaram a Joseph Ratzinger em 1970... E ele acertou em grande parte.

Joseph Ratzinger em 1970, com paletó e gravata, sacerdote e professor de teologia na Universidade.
Pablo J. Gines/ReL- 7 janeiro 2014-religionenlibertad.com
Em 1970, Joseph Ratzinger não era nem sequer bispo. Era simplesmente um sacerdote professor de teologia, primeiro em Tübingen e depois em Regensburg.
Havia dado uma série de palestras radiofônicas na Alemanha e a editora Kösel-Verlag de Munich as reuniou em 1970, com o título “Glaube und Zukunft” (traduzido ao espanhol no ano seguinte como “Fé e futuro”).
Em seu quinto capítulo, reuniu algumas palestras com uma pergunta: como será a Igreja do ano 2000?
Era 1970 e a Igreja começava a aplicar o Concílio Vaticano II. Alguns aplicavam coisas que, de fato, não estavam nos documentos do Concílio.
No mundo ocidental, a revolução sexual e a crise de autoridade de maio de 68 se havia consolidado. Na África se tornaram independentes dezenas de nações. A União Soviética parecia dominar meio planeta e estar ali para sempre. A internet era inimaginável.
O holocausto nuclear e o extermínio mútuo assegurado pareciam mais que prováveis. Alguns prometiam utopias mediante a ciência e a política; outros pregavam desgraças cósmicas.
Nesse contexto, o padre Ratzinger, que tinha sido um dos peritos mais jovens no Concílio e tinha visto as dinâmicas da Igreja de perto, fez esta profecia. Este é seu texto (na imagem, o ano 2000 tal como o previa um desenhista francês em 1910).

A Igreja do ano 2000
por Joseph Ratzinger,
Glaube und Zukunft, 1970
O futuro da Igreja pode vir e virá também hoje só da força de quem tem raízes profundas e vive da plenitude pura de sua fé.
O futuro não virá de quem só dá receitas.
Não virá de quem só se adapta ao instante atual.
Não virá de quem só critica os outros e se tomam a si mesmos como medida infalível.
Tampouco virá de quem escolhe só o caminho mais cômodo, de quem evita a paixão da fé e declara falsa e superada, tirânica e legalista, tudo o que é exigente para o ser humano, o que lhe causa dor e obriga a renunciar a si mesmo.
Digamos de forma positiva: o futuro da Igreja, também nesta ocasião, como sempre, ficará marcado de novo com o selo dos santos. E, portanto, por seres humanos que percebem mais que as frases que são precisamente modernas. Por quem pode ver mais que os outros, porque sua vida abarca espaços mais amplos. A gratuidade que liberta as pessoas se alcança só na paciência das pequenas renúncias cotidianas de si mesma. [...]
Que significa isto para nossa pergunta? Significa que as grandes palavras daqueles que profetizam uma Igreja sem Deus e sem fé são palavras vãs.
Não necessitamos de uma Igreja que celebre o culto da ação em «orações» políticas. É completamente supérflua e por isso desaparecerá por si mesma.
Permanecerá a Igreja de Jesus, a Igreja que crê no Deus que se fez ser humano e que nos prometeu a vida além da morte.
Da mesma maneira, o sacerdote que for só um funcionário social pode ser representado por psicoterapeutas e outros especialistas. Mas seguirá sendo ainda necessário o sacerdote que não é especialista, que não fica a margem quando aconselha no exercício de seu ministério, mas que em nome de Deus se põe a disposição dos outros e se entrega a eles em suas tristezas, suas alegrias, sua esperança e sua angústia.
Demos um passo a mais. Também nesta ocasião, da crise de hoje surgirá amanhã uma Igreja que terá perdido muito.
Se fará pequena, terá que começar tudo desde o princípio. Já não poderá encher muitos dos edifícios construídos em uma conjuntura mais favorável. Perderá adeptos, e com eles muitos de seus privilégios na sociedade.
Apresentar-se-á, de um modo muito mais intenso que até agora, como a comunidade da livre vontade, aquela que só se pode aceder através de uma decisão.
Como pequena comunidade, reclamará com muito mais força a iniciativa de cada um de seus membros.
Certamente conhecerá também novas formas ministeriais e ordenará sacerdotes cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos a pastoral se exercerá normalmente deste modo.
Junto a estas formas seguirá sendo indispensável o sacerdote dedicado por inteiro no exercício do ministério como até agora.
Mas nestas mudanças que se podem supor, a Igreja encontrará de novo e com toda a determinação o que é essencial para ela, o que sempre foi seu centro: a fé no Deus Trinitário, em Jesus, o Filho de Deus feito Homem, a ajuda do Espírito que durará até o fim. A Igreja reconhecerá de novo na fé e na oração seu verdadeiro centro e experimentará novamente os sacramentos como celebração e não como um problema de estrutura litúrgica.
Será uma Igreja interiorizada, que não suspira por seu mandato político e não flerta com a esquerda nem com a direita.
Resultará muito difícil. Com efeito, o processo da cristalização e a clarificação custará também muitas forças preciosas. Será pobre, se converterá em uma Igreja dos pequenos.
O processo resultará ainda mais difícil porque terá que eliminar tanto a estreita visão sectária como a obstinação valentona.
Pode-se prever que tudo isto exigirá tempo. O processo será longo e trabalhoso, como também foi muito longo o caminho que levou dos falsos progressismos, nas vésperas da revolução francesa –quando também entre os bispos estava na moda ridicularizar os dogmas e inclusive dar a entender que nem sequer a existência de Deus era de modo algum segura– até a renovação do século XIX.
Porém após a provação destas divisões surgirá, de uma Igreja interiorizada e simplificada, uma grande força.
Porque os seres humanos serão indizivelmente solitários em um mundo plenamente planejado. Experimentarão, quando Deus houver desaparecido totalmente para eles, sua absoluta e horrível pobreza. E então descobrirão a pequena comunidade dos crentes como algo totalmente novo. Como uma esperança importante para eles, como uma resposta que sempre buscaram tateando.
A mim me parece seguro que à Igreja aguardam tempos muito difíceis. Sua verdadeira crise apenas começou. Precisa contar com fortes sacudidas. Porém eu estou também totalmente seguro do que permanecerá no final: não a Igreja do culto político, que fracassou já em Gobel, mas a Igreja da fé.
Certamente não mais será a força dominante na sociedade na medida em que o era até há pouco tempo. Porém florescerá de novo e se fará visível aos seres humanos como a pátria que lhes dá vida e esperança além da morte.
***

Repassar a "profecia" de 1970 de Joseph Ratzinger ajuda a entender seu pontificado como Bento XVI... e inclusive seu nome papal, que alude a São Bento: o santo criador de comunidades pequenas porém renovadoras, os monastérios, em tempos de caos.
Bento XVI, como Papa, pôde ver no século XXI que, efetivamente, não se enchiam muitos templos construídos em épocas diferentes. Pôde ver também que as igrejas protestantes mais liberais, as que não aceitavam os dogmas do cristianismo bíblico nem a exigente moral cristã, se deslizavam para a irrelevância estatística e social, perdendo fiéis, clero e presença em todo o mundo.
Bento XVI pôde ver como também encheu explanadas enormes, como Quatro Ventos na JMJ de Madri, com 2 milhões de jovens em 2011... Pediu, como antes aos jovens em Marienfeld, em Colônia, "criar comunidades".
O que não parece que vai se cumprir é sua previsão de que a Igreja "ordenará sacerdotes para cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos".
A demografia tem ido em outra direção. Na realidade, a Igreja católica provavelmente é mais pobre, mas é claro não é menor.
Em 1970 tinha quase 420.000 sacerdotes para atender a 650 milhões de católicos.
Em 2013 tem 412.000 sacerdotes para atender a 1.200 milhões de católicos.
O número de sacerdotes não cresceu: o de fiéis quase dobrou.
A ideia de "sacerdotes que são cristãos provados que seguem exercendo sua profissão" só parece aplicável em casos muito especiais... como os três ordinariatos anglo-católicos que Bento XVI criou na Grã-Bretanha, América do Norte e Austrália: comunidades pequenas, cujo clero (ex-pastores anglicanos) mantém algum trabalho civil, em parte porque tem esposa e filhos.
Mas a realidade para a imensa maioria da Igreja é que os sacerdotes têm multidões anônimas que atender... as que apenas chegam.
Em 1970 havia apenas 300 diáconos permanentes; em 2013 são quase 40.000. É clero casado em sua imensa maioria, que exerce sua profissão. Talvez cumpram parte da visão do professor Ratzinger. Mas poucas vezes estão enganchados naquela visão de "pequenas comunidades" que ele propunha (e seguiu propondo em seu pontificado).
O que não muda é o chamado a evangelizar: em 1970 e em 2013 a porcentagem de católicos no mundo é a mesma, em torno de 18%.
A messe segue sendo muita, e a receita do professor Ratzinger se mantém: se necessitam mais santos e menos críticos (ou, como ele disse, "quem só critica os outros toma a si mesmos como medida infalível").
Talvez por isso, quando renunciou ao trono de Pedro, prometeu várias vezes diante dos cardeais, sem saber quem seria seu sucessor, "obediência incondicional" ao novo Papa.
Mudanças estatísticas na Igreja, de 1970 a 2013, segundo o centro de estatística CARA de Georgetown University.
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