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quinta-feira, 13 de março de 2014

Hematologista ateia, de marido judeu, estudou 1400 milagres da Igreja e admite que crê neles. Jacalyn Duffin é também especialista em História da Medicina..

ReligionenLibertad.com 
Hematóloga atea, de marido judío, estudió 1400 milagros de la Iglesia y admite que cree en ellos
Jacalyn Duffin participou de um processo de canonização

Hematologista ateia, de marido judeu, estudou 1400 milagres da Igreja e admite que crê neles.
Jacalyn Duffin é também especialista em História da Medicina.

CarmeloLopez-Arias/ReL- 8 março 2014-religionenlibertad.com  

Em  14 de fevereiro p.p a BBC publicou um artigo da hematologista canadense Jacalyn Duffin sobre sua participação na investigação de um milagre. A doutora, de 64 anos, é também uma prestigiada historiadora:  presidiu a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina,   é catedrática dessa disciplina na Queen´s University de Kingston (Canadá).

"Olhando pelo microscópio, vi uma letal célula de leucemia e decidi que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido": era o ano de 1986 e, mesmo nesse momento não   sabendo, esse ia  ser seu primeiro contato com as canonizações da Igreja. De fato, a amostra da medula que estava observando pertencia a uma jovem de trinta anos ainda viva, em quem  estava se estudando um milagre com vistas à canonização da primeira santa canadense, Marie Marguerite d´Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, beatificada por João XXIII em 1959 e efetivamente elevada aos altares por João Paulo II em 1990.

O curioso é que a Igreja parecia inclinada a descartar o caso como milagroso, porque havia uma possibilidade de que a primeira remissão da enfermidade da mulher pudesse se atribuir  à  quimioterapia. No entanto, "os especialistas em Roma aceitaram reconsiderar sua decisão se alguém ´às cegas´ reexaminasse as amostras de novo e encontrasse justo o que eu acabava de encontrar", conta Jacalyn.

Ateia e casada com um judeu
Ela mandou sua informação sem saber para que: "Nunca tinha ouvido falar do processo de canonização e não podia saber que a decisão requeriria tanta deliberação científica". Bastante tempo depois, a doutora Duffin foi cinvidada a testemunhar diante do tribunal eclesiástico, e como seu primeiro estudo  e suas palavras depois foram decisivas para impulsionar a causa, também foi convidada para a cerimônia na Praça de São Pedro. "No princípio duvidei para não ofender as religiosas, porque eu sou ateia e meu marido é judeu. Mas estavam encantadas de incluir-nos na cerimônia, e tampouco podíamos renunciar ao privilégio de sermos testemunhas do reconhecimento do primeiro santo de nosso país". 

Obsequiaram-lhe com um exemplar da 'Positio', o documento-dos-documentos de todo processo de canonização, que incluía todo o caso do milagre, incluídos seus trabalhos e observações. "De repente compreendi entusiasmada que meu trabalho médico estava nos arquivos do Vaticano, e instantaneamente a historiadora que há em mim se perguntou por outros milagres utilizados para canonizações passadas", recorda.

Investigação exaustiva: 1400 milagres
Assim foi como começou a sistematizar o estudo desses processos, até analisar 1400 milagres utilizados para a canonização de centenas de santos nos últimos quatro séculos, o que colocou em um primeiro livro, Medical Miracles [Milagres médicos], ao qual seguiu um segundo mais específico sobre dois santos mártires do século IV cuja devoção está crescendo notavelmente nos Estados Unidos e Canadá nos últimos anos: Medical Saints. 'Cosmas and Damian in a Postmodern World' [Santos médicos: São Cosme e São Damião em um mundo pós-moderno], publicado em 2013 pela Universidade de Oxford.

"Mesmo continuando ateia, acredita nos milagres", explica a doutora Duffin. Por que?  Explica em outro artigo publicado em 2011 em 'The Free Library', onde repassa sucintamente os milagres atribuídos a santos canadenses posteriores à pioneira Santa Marie Marguerite d´Youville .

Prejuízos
"Os ateus honestos tem que admitir que acontecem fatos cientificamente inexplicáveis", disse: "A hostilidade dos ditos jornalistas [se refere às acusações de "anti-científica" pela crença nos milagres, em ocasião de uma beatificação] procede de seu próprio sistema de crenças: não existe Deus, logo não pode haver nada sobrenatural. Porém se os afetados atribuem esses fatos a Deus por mediação dos santos, por que teria que prevalecer outro sistema de crenças sobre o dos afetados? Essa presunção revela o abismo, socialmente admitido, entre crer na ciência e maravilhar-se diante do inexplicado".

E acrescenta: "Os milagres ocorrem, e com maior frequência   do que pensamos". Precisamente, e além de suas convicções pessoais, o testemunho de Jacalyn Duffin é um tributo ao rigor da Igreja ao examiná-los. O estudo que ela realiza desvenda, por exemplo, a evolução das causas médicas aduzidas nas curas milagrosas, e a importância percentual das curas no conjunto dos milagres considerados (95% até o ano 1800, 99% a partir de então).

Curas: exigem um testemunho imparcial
Eis aqui sua interessante reflexão: "As enfermidades que acabam em cura  milagrosa mudam com o tempo, desde as infecções na era pré-antibiótica aos problemas neuronais na era pré-tomografia e pré-neuro-cirúrgica, ao câncer nos tempos mais recentes. Em todo momento, são as enfermidades que mais desafiam a ciência médica. Estes casos mostram também que os médicos estão muito implicados na determinação do Vaticano sobre o milagroso: não identificar milagres, mas declarar o prognóstico sem esperança e a surpresa da cura  e refutar toda possível explicação científica. Como testemunhas imparciais e   quase sempre não católicos, os médicos são parte essencial do processo. De fato, a possibilidade de ter um testemunho corroborativo imparcial pode ser uma explicação do porque a maior parte destes milagres serem curas de enfermidades físicas. Os teólogos podem sugerir outras razões do porque das curas serem para muitos um sinal de transcendência. O Vaticano parece encontrar-se mais confortável com a ciência médica que a medicina com a religião".

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