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domingo, 17 de agosto de 2014

A menina prodígio que desmontou as terapias do reiki com um trabalho escolar.

abc.es/ciencia

CIÊNCIA

A menina prodígio que desmontou as terapias do reiki com um trabalho escolar

F.MABC_ES / MADRID
12/08/2014 -

Seitas
(acontecimentos)

Emily Rosa conseguiu publicar seu experimento em uma revista científica depois de desacreditar a técnica de imposição de mãos
A menina prodígio que desmontou as terapias do reiki com um trabalho escolar

AFP
La niña prodigio que desmontó las terapias de reiki con un trabajo escolar
Imagem de arquivo de uma terapeuta de reiki impondo suas mãos em um enfermo em um hospital dos Estados Unidos

Com onze anos conseguiu um desafio que  muitos investigadores   levaram anos de esforço: publicar em uma revista científica. Emily Rosa está na História da Ciência por ser a pessoa mais jovem em levar uma de suas investigações às páginas de uma publicação. E o fez com um trabalho que desmontou a suposta medicina alternativa do toque terapêutico, uma técnica de cura relacionada com o reiki.

O toque terapêutico e o reiki partem de uma premissa: o ser humano tem um «campo energético» que se se desequilibra causa enfermidades. O terapeuta, um guia, pode impor as mãos para mudar o fluxo do chi (para os chineses a energia espiritual do universo) –ou prana, em sua versão indiana– que faz melhorar a saúde do enfermo. Um tratamento que a ciência nunca aceitou.

Esta técnica assegura que pode levar a cura com a imposição das mãos
Mesmo que o reiki como o toque terapêutico soem a algo ancestral de milhares de anos de história com uma profunda base espiritual,  certo é que são técnicas que se inventaram no século XX.

Em concreto o toque terapêutico surgiu em 1970 pela mão de Dolores Krieger, professora emérita de enfermagem na Universidade de Nova York. Junto a uma companhera, Dora Kun, seguidora da teosofia (um  amálgama de filosofia, ciência e espiritualidade) criaram esta pseudociência que assegura a cura com a simples imposição das mãos.

Em poucos anos houve um crescimento exponencial de seguidores desta técnica. Incluindo  milhares de médicos que nos Estados Unidos  aprenderam com todo o halo místico que lhe trataram de insuflar apesar de ser recém criada.
Luis Alfonso Gamez, que leva una vida desmontando «magufos» de sua tribuna de 'El Correo', estima em mais de 43.000 as clínicas que praticavam o toque terapêutico em um artigo que também conta a história de Emily Rosa.

Um trabalho do 4º ano

Com estes antecedentes, uma dessas meninas que não param de se questionar em tudo se lançou para descobrir o que havia atrás do toque terapêutico. Emily Rosa, na época uma estudante do quarto grau em um colégio normal do estado do Colorado, desenhou um simples experimento para determinar se os «terapeutas» podem ou não sentir o «campo energético» dos seres humanos. O resultado não pôde ser mais claro: apenas  nada sentiam.

O processo era simples: Emily Rosa se sentava na frente do terapeuta. Entre eles uma tela de papelão impedia poder se ver  cara a cara. Só havia dois buracos na  tela por onde o expecialista em toque terapêutico introduzia suas mãos. Nesse momento Emily escolhia aproximar sua mão (e com ela sua suposta energia vital) em uma das duas extremidades do terapeuta, que devia «sentir» sobre qual delas se situava (sem se aproximar  demasiado para que não sentissem o calor corporal, algo realmente constatável sem nenhum poder místico).

Os terapeutas sentiram a energia no mesmo número de vezes que dita a probabilidade

O resultado foi que dos 28 testes que realizou, o número de acerto foi de 47%. Tão aproximado ao que diz a probabilidade que, efetivamente, se as pessoas tivessem realizado na sorte, o resultado teria sido o mesmo. Tanto é assim que a escolha da mão sobre a que Emily enviava sua energia a fazia com a ajuda de uma moeda lançada ao ar. Pura sorte, pura estatística.

No entanto, Dolores Krieger, a fundadora desta medicina, não se prestou ao experimento. «Eu a vi e estava muito assustada», contava a menina em uma entrevista. Uma entrevista  que também surpreende descobrir sua «mente científica», sempre buscando   que outros refutassem seu experimento, esperando que outras pessoas repetissem sua prova para poder afirmar com segurança sua verdade: a verdade da ciência verificada.

O resultado de tanto esfuorço chegou em 1998 com a publicação de seu trabalho na revista Journal of the American Medical Association. Um feito épico para o trabalho escolar de uma menina de 11 anos.


No vídeo, o experimento replicado para a CBS alojado no YouTube.

http://www.abc.es/ciencia/20140812/abci-reiki-experimento-fraude-201408111236.html?ns_campaign=GS_MS&ns_mchannel=abc_ciencia&ns_source=FB&ns_fee=0&ns_linkname=CM

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