Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O curioso caso da família Prado: 15 filhos e 8 deles foram chamados à vocações religiosas.

ReligionenLibertad.com

 
Sacerdotes, religiosas, missionários, seminaristas…
O curioso caso da família Prado: 15 filhos e 8 deles foram chamados à vocações religiosas.

El curioso caso de la familia Prado: 15 hijos y 8 de ellos han sido llamados a vocaciones religiosas
Família Prado



Camino Católico/ReL-24 agosto 2013-religionenlibertad.com



"Por seus frutos vos conhecereis" disse Cristo no evangelho de Mateus 7, 16. A família Prado, que vive na cidade argentina de São Rafael pode dizer que deu frutos entre seus 15 filhos, porque oito dos irmãos escutaram o chamado de Deus para deixar tudo e se convertirem em sacerdotes ou religiosasno Instituto do Verbo Encarnado.

Santiago Prado, de 24 anos, um dos irmãos que tem noiva e espera se casar dá a explicação de que sucede em sua casa: "A chave é que cada um seja dócil à vontade de Deus, o que nos faz uma família muito feliz".


Ricardo Prado, o pai, assegura que "o maior tesouro em minha vida é minha família, porque tenho o amor de quinze filhos e uma esposa. Isso me faz verdadeiramente feliz. O homem pai de família não alcança se realizar no seu trabalho, em sua empresa, mas se realiza primeiro na família. Por isso eu digo a todos os papais que apostem primeiro na família que é o bem verdadeiro".


A mãe da família numerosa, Bibiana Prado, compartilha que "estou cada dia mais convencida que os filhos não são uma propriedade privada, os filhos são de Deus. É como se os pais tivessem umas alminhas na qualidade de empréstimo".


Um dos filhos, Gabriel Prado, sacerdote com seus 25 anos, explica que "estou infinitamente agradecido a Deus por este dom do sacerdócio e também ao Instituto do Verbo Encarnado, minha segunda família. Tive a graça de conhecer o padre Buela, o fundador, desde muito pequeno. Meu pai Ricardo, no ano de 1992, fez alguns exercícios espirituais que os pregou o padre Buela e depois dissso tomou a decisão de vender tudo o que tínhamos e vir viver aqui em São Rafael. E Deus, em prêmio por esses spfrimentos e sacrifícios que teve que fazer, lhe presenteou com oito filhos com vocação religiosa".


Sóror Maria Rainha dos Céus, de 27 anos, a mais velha dos irmãos da família, na imagem da esquerda, afirma que "por graça de Deus há cinco anos que sou missionária na Islândia".

Agustin, com 23 anos, intervém para dizer que "não tenha medo de dar a Deus o que é de Deus, como fizeram todos os santos dando amor por amor, vida por vida, tudo por tudo. Não há que ter medo de se entregar a Jesus, porque se Ele nos chama não é para nos tirar algo mas para nos entregar tudo".

Agustin igual a Martin que tem 22 anos está terminando seus estudos para se ordenar sacerdote. Martin que trabalha em favor da vida disse que "quero agradecer ao papai e a mamãe por estarem abertos à vida".


José Prado, de 20 anos, entrou no seminário menor quando tinha 15. Luís, com 18 anos, descobriu sua vocação aos 11 anos e agora está no noviciado e afirma que "agradeço a meus pais ter-me deixado seguir Jesus desde tão pequeno". Mercedes, de 16 anos, está se preparando para ser religiosa e João, com 13 anos está no seminário menor.


O Padre Gabriel Prado deseja dizer a todos os jovens que estejam discernindo sua vocação que "não tenham medo. Que vão ter que deixar tudo, é verdade. Que se entregam a uma vida difícil de abandono, é verdade. Que muitas vezes somos fracos e nos faltam forças e nossas misérias são muitas, é verdade. Mas é muito mais certo que Cristo é quem nos chama e Ele é quem nos dá a força. Entregar-se a Deus é a maior obra que podem fazer em suas vidas".


A mãe de família, Bibiana, compartilha que "custa muito quando se vão os filhos e dói. Cada filho tem um lugar no coração do papai e da mamãe. Mas esta dor é como disse o poeta. Morrer cada dia é uma forma de viver para a eternidade".


A sétima irmã da família, Cecília, com 19 anos, que não sentiu o chamado à vocação religiosa, deseja testemunhar que "sei que muitas famílias pensam que somos uma família rara que passamos o dia na igreja ou rezando, mas não é assim. Esta família á igual a todas. Temos nossos momentos de diversão, de fazer tarefas, agora me toca passar roupa…A única coisa que somos é uma família abençoada com muitas vocações religiosas como tantas outras famílias".


Teresita, com 7 anos, estranha que oito de seus irmãos não estejam em casa e Santiago, de 24 anos, disse de quem foi chamado pelo Senhor: "Estou muito contente que tiveram a força e a vontade de seguir Cristo. A chave é que cada um seja dócil à vontade de Deus, o que nos faz uma família muito feliz. E quanto a mim sou advogado, tenho noiva e esperamos logo poder nos casar e ter filhos".



 
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Obrigado Daigoro por tua preciosa carta: Por que Deus fez as baratas


"Por que Deus fez as baratas?"

Queridos Filhos: Esta carta de Daigoro me pareceu digna de compartilhá-la com vocês. A resposta a dei no programa "Conheça Primeiro sua Fé Católica", na EWTN, ontem quarta-feira. -

"Obrigado Daigoro por tua preciosa carta: Por que Deus fez as baratas?

" Porque, mesmo que para muitos de nós as baratas são feias e indesejáveis, para Deus são formosas e necessárias,   porque são seres feitos por Ele e tudo o que Deus   criou, nos diz a Santa Bíblia, é bom, porque tudo o que Deus faz, o faz por amor.

Às vezes nos sentimos como baratas, verdade?

Quando nos sentirmos assim, olhemos as baratas e pensemos: "Se Deus as ama e vê algo de importante e valioso nesse desprezível animalzinho, quanto mais Deus não se comprazerá ao ver a nós que fomos criados a imagem e semelhança Sua?

Sim, Daigoro, da próxima vez que ver uma barata, eleva ao Céu uma oração e dá graças a Deus porque para Ele tu és infinitamente mais amado, mais valioso e muito mais importante que todas as baratas do mundo."-

Creio que esta resposta  poderá ser útil, de vez em quando, a todos nós também.

Com a promessa de minhas orações para todos, especialmente neste dia em que celebramos a Festa da Assunção de Nossa Mãe ao Céu.

 Padre Pedro

https://www.facebook.com/ppedronunez?fref=ts

terça-feira, 20 de agosto de 2013

G.K. Chesterton: Grande entusiasmo pela possível abertura da causa de beatificação

ACIPrensa.com


G.K. Chesterton: Grande entusiasmo pela possível abertura da causa de beatificação


Gilbert Keith Chesterton

MINEÁPOLIS, 09 Ago. 13 (ACI/EWTN Notícias).- A notícia que um Bispo católico na Inglaterra tenta abrir a causa de beatificação e canonização do escritor e apologeta católico inglês, Gilbert Keith Chesterton (1874 - 1936),  gerou grande alegria entre muitos fiéis ao redor do mundo, segundo informou o presidente da Sociedade Americana de Chesterton, Dale Ahlquist.

Em declarações para a ACI Prensa, Ahlquist falou que o anúncio do Bispo de Northampton (Inglaterra), Mons. Peter Doyle, sobre o fato que está "buscando un clérigo idôneo para começar una investigação” se realizou durante a Conferência Americana da Sociedade Nacional de Chesterton en Worcester, Massachusetts, (Estados Unidos).

O anúncio causou grande emoção, “as pessoas se puseram de pé, começaram a aplaudir. As pessoas choravam. Foi um grande momento” porque “muita gente  espera  isto durante muito tempo”, disse Ahlquist.

Chesterton, que sob a influência de sua esposa foi anglicano e posteriormente em 1922 se converteu ao catolicismo, era conhecido por sua escrita inteligente e amor à busca da verdade. Seus escritos influenciaram o pensamento de muitos convertidos e escritores, entre eles o irlandês Clive Staples Lewis.

"Tinha uma bondade que  emanava somente dele. Os relatos biográficos sempre o apresentam muito alegre, caridoso, humilde e bom, pelo qual atraia a atenção de todo o mundo incluindo  seus inimigos intelectuais e filosóficos”.

O autor de numerosos ensaios literários, novelas, poesia, obras de teatro, obras filosóficas e apologética cristã, era "um defensor eloquente da fé católica" e "muito profético”.

Ahlquist ressaltou que "definitivamente ele (Chesterton) viu o que está acontecendo em nossa cultura, os atentados contra a vida, contra o matrimônio, as enormes diferenças econômicas que existem.  Parece que acertou em todas essas coisas. Porém o fazia com alegria, com caridade e bondade, sem bater na tecla da condenação.

Pensa-se que a causa de canonização de quem esvaziava seus bolsos para os pobres e mostrava seu grande amor e apreço pelas crianças, foi ainda mais motivada após a eleição do  Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Jorge Mário Bergoglio, como o Papa Francisco em 13 de março passado.

Em uma carta com data de 10 de março de Martin Thompson, Presidente do grupo na Inglaterra, ao Embaixador Argentino, Miguel Angel Espeche Gil, membro do grupo na Argentina, escreveu que o Cardeal Bergoglio "nos alenta em nossa aspiração de ver o início da causa de Chesterton aos altares". Informou-se também que tinha aprovado o texto de uma oração privada para a canonização de Chesterton.

O Pontífice foi membro de um comitê de honra da conferência da Sociedade de Chesterton argentino, celebrou uma missa para a conferência e também possui vários livros do escritor inglês.

Chesterton “sempre fazia o sinal da cruz sobre uma casa antes de entrar nela” e  recebia a Eucaristia com grande emoção, explicando "Tenho medo dessa  tremenda realidade”, contou Ahlquist.

Mesmo assim, o apologeta "não é o santo estereotipado", continuou Ahlquist, assinalando que a profissão de Chesterton como escritor estava "exatamente no meio das batidas do coração no jornalismo de Londres”.

Ahlquist, que foi batista, disse que a ideia de que alguém como Chesterton poderia ser um santo foi o que lhe atraiu à Iglesia Católica.

"O fato de que esse jornalista de 300 libras, que fumava charutos poderia ser um santo da Igreja Católica me fez compreender o que é que a comunhão dos santos trata. Não é só  um tipo particular de pessoa", sublinhou.

As primeiras etapas da causa de canonização incluem a compilação de provas de virtude heróica.

Qualquer investigação para a santidade pode levar muitos anos, e nem todas as causas tem êxito. É necessária uma investigação do Vaticano e dos milagres reconhecidos atribuídos à intercessão do candidato para ser declarado santo.

http://www.aciprensa.com/noticias/gk-chesterton-gran-entusiasmo-por-posible-apertura-de-causa-de-beatificacion-54027/#.UgfZLtLUn3E

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A primavera da Igreja. Meditação sobre os tempos que vivemos




A primavera da Igreja. Meditação sobre os tempos que vivemos

Por acaso vocês não sentem a alegria e o gozo próprio de uma primavera que  inunda  a nossa Igreja com fragâncias e sons  inesperados? Se até os que nunca a quiseram ou conheceram   podem ver e sentir também. E isto veio a ocorrer justamente em meio de circunstâncias de grande preocupação e angústia, como para demonstrar que Deus atua quando Ele quer, quando menos   esperamos.

Hoje quero recordar, desde a ajuda de uma catequese de Bento XVI, e o que ensinava São Cipriano no século III sobre a Igreja:

“São Cipriano distingue entre Igreja visível, hierárquica, e Igreja invisível, mística, mas afirma com força que a Igreja é uma só, fundada sobre Pedro. Não se cansa de repetir que «quem abandona a cátedra de Pedro, sobre a qual está fundada a Igreja, se engana se crê que se mantém na Igreja” (Bento XVI, quarta-feira 25 de fevereiro de 2009).

A Igreja que vemos, feita de homens, não deve tirar-nos o olhar da igreja invisível, mística, plena do Espírito Santo que a nutre e guia. Muitas vezes nos enganamos pelos erros dos homens que fazem a Igreja visível, hierárquica nas palavras de São Cipriano. Porém somos todos, leigos e consagrados, nós que damos carne e ossos à Igreja, e também pecado porque somos pecadores, assim como erros porque somos falíveis. Nunca, nunca, devemos permitir que a humanidade e debilidade da Igreja visível nos faça perder de vista a Igreja invisível, mística. Da Igreja, visível e invisível, porque é indivisível, não devemos separar-nos jamais mesmo que nos doam os erros dos homens. No encontro com o Milagre Eucarístico diário, que ocorre nos altares do mundo inteiro, nós devemos participar como batizados filhos de Deus.

Deste modo, não deveria surpreender-nos que esta primavera que se inicia a partir do surgimento de um novo Pontífice, porque tudo é parte dos impulsos da Igreja mística subjacente ao visível. É tão humanamente inexplicável e rápido o processo que vivemos a partir da eleição do Papa Francisco, que não cabe ver outro mais que o Espírito Santo atrás da inspiração que move os fios da Barca de Pedro. É claro que jamais Deus trabalha em vão, porque sempre o faz por  cima e mais além dos homens e suas intenções. O Senhor decide quando intervir e dar um golpe de timão à Barca, de tal modo que o homem não possa alterar os planos que Ele mesmo  estabeleceu em Sua Divina Vontade.

A nós corresponde, então, o discernir como agir frente ao vento primaveril que renova e refresca a nossa Igreja. Não podemos deixar passar a oportunidade, é claro, de somar-nos ao impulso e reforçar nossa contribuição como membros do Corpo Místico, do  lugar   que a cada um de nós nos corresponda.

Sabemos que quando Deus inspira algo, o mundo se move acompanhando essa inspiração. Mas também sabemos que de imediato se põem para agir as forças do mundo (e seus inspiradores) para combater e bloquear o avanço. Francamente, o agir do oponente é sutil, pois na maioria das vezes   vai  somar ao festejo primaveril, buscando não luzir descolocado para desse modo detectar o ponto fraco onde golpear, se é possível por  dentro, e em qualquer caso de  fora também.

Nós, com boas intenções em nossos corações, devemos redobrar nosso esforço e içar nossas velas para capturar ao máximo o vento do Espírito Santo. Deus, toda Glória e todo Amor, nos regala Sua Graça para que sejamos flores nesta primavera, para que inundemos o mundo com perfumes de simplicidade e pureza. Maria, solícita como sempre, acompanhará a Vontade de seu Filho e fará de seus pequenos filhos um ramalhete de trabalhadores felizes e cheios de entusiasmo.

Porém, também sabemos que depois da primavera vem o outono, e depois o rude inverno. Por isso não devemos ser folgazões e desperdiçar o tempo, pensando que esta primavera durará para sempre. Não é assim, porque não há Luz sem Cruz, e ao gozo seguem as dores, assim como aos consolos seguem as penas.
O ciclo da vida segue adiante, e a primavera é momento de trabalhar e produzir, não de tocar a guitarra como a cigarra. Não há tempo para a ociosidade no Plano de Deus, porque o trabalho nos mantém vivos, nos alimenta e dá sentido a nosso existir.

O trabalho é a porta necessária à salvação!

Meus amigos, com a vinda do novo Papa Francisco, se   abriram muitos corações que estão dispostos a escutar a Palavra do Mestre, dispostos a voltar aos sacramentos, e atentos à mão que acaricia. Sejamos dignos irmãos que com sua atitude convidam a voltarem para casa, demos abraços e palavras de consolo, atuemos com paciência e vocação para ensinar e perdoar.

Senhor, Tu que trazes a este mundo uma brisa de ar fresco que renova nossa esperança, dá-nos as chaves de Tua Casa para que possamos ajudar a limpá-la, decorá-la, deixá-la bela e   habitável. Dá-nos Teu Santo Espírito para que nossas bocas falem do que Tu queiras. Dá-nos a docilidade de Tua Santíssima Mãe para que nos deixemos morrer a nossas paixões e desejos, e sejamos dignos filhos daquela que soube ser Tua Mãe em Nazaré da Galileia.

Senhor, abre nossos ouvidos para que só possamos escutar Tua Voz de Mestre. Abre nossos olhos para que só vejamos o que é digno de ser visto. Hoje, mais que nunca, necessitamos ser Uno junto a Ti, que és Uno em Tua Trindade. Senhor, dá-nos Tua Mão e leve-nos com passo seguro, porque queremos ser Igreja contigo, por sempre e para sempre.

www.reinadelcielo.org


terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma ministra finlandesa lamenta que os animais estejam mais protegidos que os não nascidos.

ReligionenLibertad.com


Compara o aborto com uma «carnificina». Uma ministra finlandesa lamenta que os animais estejam mais protegidos que os não nascidos

 Una ministra finlandesa lamenta que los animales estén más protegidos que los no nacidos
 A Ministra do Interior da Finlândia, Päivi Räsänen

Notifam - 30 julho 2013- religionenlibertad.com

A Ministra do Interior da Finlândia, Päivi Räsänen,  causou uma pequena agitação com declarações nas quais compara o aborto com uma “carnificina” e lamenta que os animais são melhor protegidos pela lei que os seres humanos não nascidos.

“Os animais não podem se sacrificar  de maneira dolorosa, mas nem sequer é permitido discutir a dolorosa dor do aborto”, disse Räsänen, que é médica além de líder do Partido Democrata Cristão, em um evento da Igreja Luterana em Kankaanpää.

Descreveu o aborto como um “tabu silenciado e uma caixa de Pandora”, e acrescentou que “se temem as consequências de abri-la”.

Disse que o aborto não deveria ser permitido em nenhuma etapa da gravidez. “Uma criança em idade de ser abortada não é um pedaço de tecido insensível, mas uma pessoa que pode sentir dor”, disse. Räsänen também lamentou que a Finlândia e a Suécia são os únicos países da Europa onde não se  permite aos médicos negar-se a participar de um aborto.

“Temos que refletir se temos coragem de agir  contra a opinião pública ou as normas, a pressão de grupo e inclusive às vezes da lei, se estas contradizem a palavra de Deus”, disse Räsänen. Acrescentou: “Devemos obedecer a Deus antes dos homens”, quando a lei está em conflito com a consciência.

No dia seguinte, os jornais finlandeses informaram que 960 pessoas tinham deixado formalmente a Igreja Luterana em resposta aos seus comentários.

Culpar pelas renúncias as igrejas é uma arma comum  usada   contra os políticos conservadores na Finlândia.

Em 2010, Räsänen apareceu em um programa de televisão falando  contra o “matrimônio” homossexual. No dia seguinte, os meios de comunicação atribuiram aos seus comentários – quando ela explicou que  entende  as relações homossexuais como pecaminosas – as 40.000 renúncias repentinas na igreja, segundo o monitoramento de sites seculares www.eroakirkosta.fi.

A tática é eficiente porque os membros registrados das duas igrejas oficiais da Finlândia, a Igreja Evangélica Luterana e a Igreja Ortodoxa da Finlândia, pagam impostos eclesiásticos que ascendem a cerca de um por cento do seu rendimento anual. Os que desejam sair  de uma igreja podem fazê-lo pela internet, e tais renúncias de protestos em massa se dão com frequência depois de comentários de políticos, o que faz perder tanto o governo como as igrejas o imposto sobre a renda.

O arcebispo luterano Kari Mäkinen, o primeiro arcebispo luterano no país a expressar publicamente apoio ao “matrimônio” homossexual, escreveu no Twitter: “Pode-se estar de acordo com ela ou ter uma opinião diferente, porém seus pontos de vista não devem ser confundidos com a posição da Igreja. Não é mais que a opinião de qualquer outro membro da igreja”.

Em uma entrevista com a companhia de radio-difusão nacional finlandesa YLE, Räsänen expressou sua surpresa pelo escândalo que causaram seus comentários nos meios de comunicação. Disse que dos milhares de e-mails que  recebeu a maioria foi positivo e de apoio.

“Estavam preocupados pelos cristãos devotos que creem que não há total liberdade para praticar a religião e para serem francos em seus pontos de vista nesta sociedade”, disse.

Acrescentou que não é o único membro do governo que tem  observações sobre a falta de proteção de consciência, apontando as observações formuladas pelo Ministro de Relações Exteriores Erkki Tuomioja, um social democrata. Erkki escreveu em seu blog que os trabalhadores da saúde poderiam ser justificados para usar desobediência civil e negar-se a participar de um aborto. Mas Tuomioja, ateu e socialista, afirmou que isto não deveria incluir a negativa baseada em crenças religiosas.

“A convicção que leva a este [tipo de ação] só  pode basear-se em normas éticas humanas universais, não em diretivas impostas do  céu, como no caso da Bíblia, do Corão, ou o Mein Kampf”, disse Tuomioja.

Räsänen também disse a YLE que sua casa foi objeto de vandalismo, mas disse que mantém suas crenças e que quer continuar com sua responsabilidade nos assuntos da igreja, porque pertencem à sua carteira como ministra do Interior.

O jornal Savon Sanomat publicou uma enquete que mostra que  55% dos 1.100 participantes desejam que os assuntos da igreja sejam removidos da carteira do Ministro do Interior. O número, no entanto, se reduziu ao redor de 10% dos votantes do Partido Democrata Cristão.

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Do termo "judeu", diferente de semita, hebreu, israelita, israelense, sionista, etc.


Os Blogs de ReligionenLibertad.com



Do termo "judeu", diferente de semita, hebreu, israelita, israelense, sionista, etc.


Luis Antequera- 1 julho 2013-religionenlibertad.com

Um montão de palavras, como temos dito várias vezes, que na maioria das vezes soará o mesmo e que, no entanto, têm, todas e cada uma, seu significado muito preciso e diferenciado das  demais. Então há uns dias víamos tudo  relativo a primeira, “semita”, algo menos tudo  relativo a segunda, “hebreu” e algo menos ainda  tudo  relacionado com a terceira, “israelita”,  vamos hoje  ver tudo o que concerne a quarta, “judeu”.

 O grande patriarca dos judeus, Jacó, teve doze filhos, como nos explica o livro do Gênesis:
 
Judá conforme  retrata Horace Vernet (1840)
           “Os filhos de Jacó foram doze. Filhos de Lia: o primogênito de Jacó, Ruben; depois Simeão, Levi, Judá, Isacar e Zabulon. Filhos de Raquel: José e Benjamin. Filhos de Bilá, a escrava de Raquel: Dan e Neftali. Filhos de Zilpa, a escrava de Lia: Gad e Aser. Estes foram os filhos de Jacó, que  nasceram em Padan Aram”. (Gn. 35, 22-26)

            Depois de emigrar ao Egito, quando graças a Moisés os israelitas foram guiados por Deus à Terra Prometida em Canaã, seu território se  repartiu entre as Doze Tribos, fazendo dele onze pedaços, e repartindo  a duodécima tribo, a dos levitas, escolhidos por Deus para o sacerdócio, no território das outras onze.
 
Reinos de Israel e da Judeia
           Na morte do Rei Salomão, estes onze territórios se veem divididos em duas grandes unidades: o Reino de Israel ao norte, em  que moram a maioria dos membros de dez das doze tribos e onde reina Jeroboão, um funcionário da corte de Salomão; e do Reino da Judeia ao sul, que ocupam principalmente os descendentes de Judá, onde reina Roboão (930-913 a.C.), filho e herdeiro de Salomão, que recebe de seu pai o reino completo mas perde a parte setentrional diante de Jeroboão acima citado. Pois, é desde este momento que, com toda propriedade, se pode falar de “judeus”, ou seja, aqueles descendentes de Abraão e de Jacó pertencentes a tribo de Judá, que formam seu próprio reino “judeu”, sobre o território não por casualidade chamado de Judeia.

            Sobrevêem os tempos da idolatria e dos sonoros discursos proféticos que anunciam o desastre. E o desastre não se faz esperar. No ano de 733 a.C., os assírios submetem o reino do norte, Israel, e deportam e escravizam todos seus habitantes, colonizando seus territórios.

            O destino da Judeia, não mais tarde, vai ser muito diferente: o bíblico Nabucodonosor II (604-562 a.C.), rei dos caldeus, sucessores de todos os efeitos dos assírios, conquista a Judeia e devasta sua capital Jerusalém, reduzindo o Templo de Salomão a cinzas. Alguns de seus habitantes são deportados para a Babilônia, ou seja a terra do grande Patriarca Abraão; uns poucos fogem para o  Egito, iniciando a primeira das muitas diásporas (do grego, diásporas=dispersão) que dali em diante vai ser familiar para os judeus; e um terceiro grupo permanece no país.

            Na Babilônia, os que já conhecem  com toda propriedade como “judeus” procedentes do reino de Judá ou Judeia, como se   conhece dos tempos de Jesus, em sua grande maioria da tribo de Judá mas que também conviveram nele alguns membros de outras tribos, e como o já fizeram  antes no Egito, longe de desaparecer, em um processo admirável digno de estudo que converte o povo hebreu em um caso singular na história, se afirmam como nação, e aperfeiçoam sua religião nas primeiras sinagogas que, ante  a desaparição do Templo, se constroem. Os judeus que menos tempo permaneceram na Babilônia, ficaram cinquenta anos, isto é, duas gerações, e os que mais ficaram, por volta dos cem anos, isto é, quatro gerações.

            A caída do reino babilônio em 538 a.C. diante da invasão dos persas, faz que os judeus consigam do rei Ciro de Pérsia a permissão para voltar à terra de origem. Sob o comando de Sesbazar, uma primeira onda de judeus inicia o caminho de volta para casa. Sob o de Zorobabel, se levanta de novo o Templo, fato com  que se inicia o que se chamou o “Período do Segundo Templo”. E surge, como tantas outras vezes, o homem providente: se trata desta vez de Esdras (s. V a.C.), que regressa da Babilônia com a segunda onda de exilados em 428 a.C., recompõe a Aliança de Deus com seu povo, cria o Sinédrio ou conselho supremo, e proclama a Torah ou Lei de Deus como lei fundamental dos judeus, coisa que ocorre provavelmente em 398 a.C., sendo rei da Pérsia Artaxerxes II.

            Com todos estes antecedentes,  vimos que “semitas” seriam os descendentes de Sem e o termo se reserva para a grande raça que engloba  todos os povos do Oriente Médio, ainda que “anti-semitismo” só  se refira à fobia contra os judeus; “hebreus” seriam os descendentes de Heber e o termo se reserva para a língua que falam os judeus; e “israelitas” são os descendentes de Jacó (ou Israel) e o termo se refere à nacionalidade; “judeus” são os descendentes de Judá e o termo se reserva hoje em dia ao povo judeu (vale a redundância) e para a religião que o dito povo professa.

 
            ©L.A.
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Luis Antequera

De formação jurídico-econômica, profissionalmente falando Luis Antequera tem trabalhado tanto no mundo bancário como no do ensino. As três paixões  que dedica seu tempo são a literatura, a história das religiões e a atualidade sócio-política. Já publicou três livros, “Jesus no Corão”, “O cristianismo desvendado” e “Direito de nascer”. Tem colaborado em diversos programas de rádio e televisão. Atualmente é diretor do programa de rádio “Igreja perseguida”, quinzenalmente aos sábados às 15:00 hs., e colaborador do programa “Diálogos com a Ciência”, nas sextas-feiras às 00:00 hs., realizados ambos na Rádio Maria. 'Em corpo e alma' oferece cada dia seu ponto de vista sobre o mundo convulso que vivemos.

Luis Antequera, encuerpoyalma@movistar.es, é autor, editor e responsável pelo Blog 'En cuerpo y alma', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com



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sexta-feira, 5 de julho de 2013

A realidade é que os milagres existem. Quem vai elevar João Paulo II aos altares como santo -já está lá como beato- o é.

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Os milagres existem



Pe. Santiago Martin- 25 junho 2013-religionenlibertad.com

Acostumados como estamos num mundo de aparências, de trapaças e fraudes, de corruptos e de vaidosos, corremos o risco do ceticismo.

A nossa é, efetivamente, uma sociedade cética, como  seria um touro muitas vezes toureado que já sabe que atrás do pano vermelho há trapaça.

Fugir do ceticismo, teria que dizer aos homens e mulheres de nossa geração, porque na realidade quem os  enganou não foi a verdade, mas a aparência da verdade com que se  revestiram os amigos da mentira.

A realidade existe, há que gritar. E, também, é possível encontrá-la, conhecê-la, desfrutá-la. A realidade tem a teimosia de aparecer mais cedo ou mais tarde, por muito que muitos se empenhem em negar sua existência.

E isto, que acontece tanto em política como em economia, sucede também nas coisas do espírito. Estamos tão desconfiados, defraudados e escaldados que, como os gatos, fugimos até da água fria. Porém nem tudo é aparência, nem mentira, nem ficção. Repito: a realidade existe.

Por isso, quando a Igreja diz que uma cura  é um milagre, não está sucumbindo a um desejo piedoso, mais ou menos destinado a enganar a ingênuos, mas que está atendo-se, simplesmente, à realidade.

E quem diz que essa cura  é realmente um milagre não é, em primeiro lugar, o Papa ou o cardeal ou o teólogo, mas o médico. É verdade que este -na realidade uma comissão científica formada por uma equipe multidisciplinar de médicos- não afirma que uma cura  concreta seja milagrosa, pois não é seu papel dizer isso; mas se diz que, à luz da ciência, não tem explicação lógica nenhuma.

É depois o teólogo, o cardeal e, por fim o Papa, quem sentencia: há milagre. Mas a primeira e decisiva palavra, a teve a ciência. A realidade é que os milagres existem. Quem vai  elevar  João Paulo II aos altares como santo -já está lá como beato- o é.

E não, repito, porque a Igreja  interessa canonizá-la para que aumente a devoção do povo, mas porque as coisas são como são e  mesmo que às vezes são para mal e não nos convém, mas tem que aceitá-las, em outras ocasiões são para bem e tem que gozar e desfrutar delas. Por intercessão de João Paulo II se fazem milagres. Isto   dizem os médicos. Existem.

http://www.magnificat.tv/es/node/3829/2


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