
Gary Cooper.
ROMA, 29 Fev. 12 / 12:04 am (ACI/EWTN Notícias).- Gary Cooper, um dos ícones de Hollywood mais famosos de todos os tempos, não se converteu ao catolicismo quando enfrentou o câncer terminal que lhe causou a morte em 1961, mas ao menos dez anos antes. Sua filha Maria Janis revelou o intenso processo em uma história recolhida pelo L'Osservatore Romano.
Mesmo as biografias de Gary Cooper não mencionando sua fé em épocas anteriores à sua enfermidade, Cooper se chegou de maneira gradual a Deus junto à sua família. Até o ano de 1950, depois de viver uma crise matrimonial, "começou vir conosco à Missa com mais frequência, não só no Natal ou Páscoa", e "depois pediu que lhe batizassem".
"Gastei cada hora de minha vida, ano após ano fazendo exatamente aquilo que me vinha na mente fazer, e aquilo que queria fazer não estava sempre entre as coisas mais corretas.
No inverno passado comecei a parar um pouco mais do que o normal sobre algo que estava em minha cabeça faz tempo:
‘Velho Coop, deves algo a Alguém por tudo aquilo que tens! Não serei nunca um santo (…) mas a única coisa que posso dizer é que estou tentando ser um pouco melhor. Quem sabe o consiga", afirmou o ator em um testemunho recolhido pelo livro 'The Hollywood Greats'.
Frank James Cooper nasceu em Helena (Estados Unidos) e se mudou para Los Angeles para trabalhar como ajudante de vinhetas em um jornal. Provou diversos ofícios como o de comerciante de arte, ajudante de fotógrafo, vendedor de decorações teatrais, e publicitário gráfico, até que finalmente se encontrou com o sucesso em Hollywood.
Durante 36 anos fez filmes de grande sucesso y até salvou da crise econômica de 1929 a famosa produtora de cinema Paramount Pictures Corporation. Em 1931, viajou para a Inglaterra e se apaixonou pela atriz Verônica Balfe, com quem se casou em 1933.
Em 1953, durante uma tournée promocional pela Europa, Cooper, quis conhecer o Papa Pio XII para aprofundar sua fé.
Maria Janis, que acompanhava seu pai naquele encontro, recorda que "levava santinhos, medalhinhas e uma grande quantidade de rosários a manga da jaqueta, porque muitos de seus amigos de Hollywood lhe tinham pedido um objeto benzido pelo Papa".
"Havia muita tensão no ar quando, precedido pela guarda suiça entrou o Papa: alto, pálido, e vestido de blanco (...) Meu pai ajoelhando-se perdeu o equilíbrio devido à emoção e de sua dor nas costas crónica, seus santinhos e rosários caíram no chão e as medalhas rolaram por toda a sala".
"Presa de uma vergonha monumental, movendo-se às gatas, meu pai tratou de recolher tudo o mais rápido possível, mas de repente topou com um sapato vermelho e o bordado de uma túnica. O Papa o olhava, esperando paciente que se levantasse", conta Maria Janis.
A filha de Cooper, explicou que este encontro marcou intensamente seu pai, que "tinha uma espiritualidade muito profunda afastada de todo ‘ismo’, de cada teoria ou ideologia, e um sentido religioso que provavelmente se desenvolveu vivendo em contato com a natureza do Oeste e conhecendo e amando a cultura e a espiritualidade dos nativos da América. Nunca foi uma pessoa egoísta ou superficial".
No ano de 1961, lhe concederam um prêmio Oscar honorário que não pôde receber por causa do câncer que padecia. Recebeu mensagens de apoio de numerosas personalidades, entre elas da rainha da Inglaterra Elisabeth II, do presidente Kennedy e até do próprio Papa João XXIII.
Maria Janis explicou que os que o visitavam durante a enfermidade ficavam maravilhados pela serenidade com que o ator enfrentava sua morte.
"O que mais lhe ajudou foi sua religião. À medida que sua enfermidade progredia, nunca se perguntou: por que eu, nunca se lamentou, lhe ajudaram os sacramentos", concluiu.
Um jornal da época, 'The Straits Times' publicou umas palavras que Cooper pronunciou dias antes de morrer a um de seus jornalistas: "Sei que aquilo que está sucedendo é a vontade de Deus, não tenho medo do futuro".
Fonte: www.aciprensa.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário