Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Cardeal Gianfranco Ravasi durante uma liturgia em São Pedro, com o Papa Bento XVI. «Nenhum homem falou assim como este."


20/02/2013


O Cardeal Gianfranco Ravasi durante uma liturgia em São Pedro, com o Papa Bento XVI.

«Nenhum homem falou assim como este." É desarmante a resposta do guarda, enviado pelos sumos sacerdotes e pelos fariseus para prenderem Jesus. Os homens voltaram com as mãos vazias, enfrentaram a pergunta: «Por que não o trouxe aqui?»,  fascinados, não puderam responder.

Parte deste episódio o segundo de nove volumes escritos pelo Cardeal  Gianfranco Ravasi e que a "Família Cristã" anexa à revista por todo o caminho quaresmal e pascal.

A resposta do guarda – que é também o subtítulo do volume 'Segui-o no caminho' – é relatado no Evangelho de João. Mas o evangelista não é o único a sublinhar a capacidade narrativa de Jesus, ela vai direto ao coração do interlocutor  com a sua palavra que «consola  e que inquieta-nos».

Jesus fala «abertamente ao Pai» e às multidões «na forma de parábolas».  Apesar disso, Deus já sabe que muitos rejeitarão a mensagem, eles «rejeiçaõ», como disse o cardeal  Ravasi, «já está incluído no plano divino e não é, portanto, uma derrota infligida à vontade salvífica de Deus». Há, no entanto, apenas as palavras para proclamar o Reino de Deus e da salvação.

Jesus fala em parábola, mas fala também com o milagre, muitas vezes feitos à margem, impondo o silêncio. Jesus não é um astro que se cerca de popularidade, «mas o Filho de Deus que mostra a salvação em ação».


Todo o volume do cardeal nos ensina a entrar  nesta relação com Jesus, para compreender os sinais, para sustentar a relação, para debater sua própria fé, para buscar a parresia. Jesus não tem só palavras doces e compreensivas.  
O Evangelho é exigente, a « agitação do chicote contra os mercadores do templo» torna-se um chicote contra a hipocrisia, contra o culto independente de vida, a liturgia sem justiça, a idolatria da riqueza, o ódio. Uma comunicação «subversiva», de Jesus que é severa com o poder e com quem ostenta uma religiosidade vazia. Uma comunicação que pede coerência e respinga a hipocrisia.

E depois o evento central, a Páscoa, o anúncio cristão por excelência sem igual, recorda o cardeal com a palavra de Paulo «nossa fé seria em vão».  O encontro com o Ressuscitado, a aparição, a experiência de fé, o encontro de Emaús que se repete, continuamente, para o crente. «Evento exemplar  e permanente», que recorda o cardeal. No qual se recapitula  as duas etapas fundamentais do processo de fé: a escuta da Palavra e a Eucaristia. Também a nós, como aos discípulos, «na escuta da palavra sagrada "o coração arde no peito"» e, «ao partir do pão "os olhos se abriram e o reconheceram”».

http://www.famigliacristiana.it/chiesa/news_1/articolo/ravasi-seguire-il-maestro.aspx

foto-ravasi

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