Eis que venho, Senhor!

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Muita gente, que não se atreveria a falar de Matemáticas, Ciências ou Filosofia, porque é consciente de sua ignorância nesse tema, em Religião fala com todo atrevimento e ignorância.


Opinião / ReligionenLibertad.com


Pedro Trevijano, sacerdote 

A ignorância religiosa

Em muitas ocasiões a perda da fé, se deve à ignorância. E no entanto a fé e as ciências não só  não são incompatíveis, mas  ambas se fundamentam no mesmo Deus Criador, e são as duas asas com as quais o espírito humano trata de se elevar  para conhecer a verdade.

Pedro Trevijano - 22 novembro 2012-religionenlibertad.com

Jean Jaurès, pronome do socialista francês, fundador do jornal L´Humanité, assassinado por suas ideias pacifistas dois dias antes de estourar a Primeira Guerra Mundial escrevia ao seu filho, que lhe pedia para se ver  livre da aula de Religião, o seguinte: “Como seria completa tua instrução sem um conhecimento suficiente das questões religiosas sobre as quais todo o mundo discute? Querias tu, por ignorância voluntária, não poder dizer uma palavra sobre estes assuntos sem expor-te a soltar um disparate?”.

Penso que o político francês acerta o alvo. Para começar muita gente, que não se atreveria a falar de Matemáticas, Ciências ou Filosofia, porque é consciente de sua ignorância nesse tema, em Religión fala com todo atrevimento e ignorância. Inclusive alguém pode saber muito de uma coisa e ser um ignorante integral em outros temas. Contaram-me que Ortega e Gasset quando se inteiraram que Ramon e Cajal pensavam em escrever um livro de Filosofia, tentaram dissuadi-lo e que quando o escreveu, comentou: “Não existe direito   porque um homem   descobriu alguns neurônios, se acredita com direito de filosofar como um selvagem”. Em Religião ainda em maior escala todo o mundo se crê com direito de opinar. Recordo uma discussão que tive um dia com uma professora, que me soltou como grande argumento contra o que lhe dizia, que uma monja lhe havia ensinado o que ela dizia… quando tinha dez anos.

Creio que em muitas ocasiões a perda da fé, se deve à ignorância. E no entanto a fé e a  ciência não só não são incompatíveis, mas   ambas se fundamentam no mesmo Deus Criador, e são as duas asas com as quais o espírito humano trata de se elevar  para conhecer a verdade. Em muitos casos a formação religiosa termina os dezesseis, dezessete anos, com a Confirmação (Crisma). Mas enquanto a formação humana e científica desses garotos prossegue durante vários anos mais de estudos, com frequência na Universidade, a formação religiosa fica estancada na adolescência, com o qual não é difícil que os garotos sintam uma clara diferença entre sua formação humana e religiosa.

Em poucas palavras, em muitos casos o vestido religioso lhes fica pequeno, não é o adequado para ajudá-los a resolver seus problemas, por  que acabam abandonando-o como um trapo inútil. Só  pequenos grupos seguem aprofundando em sua fé em comunidades paroquiais ou de movimentos eclesiásticos.

É portanto essencial a continuação da formação religiosa, especialmente ensinando-os a superar os respeitos humanos. Temos uma muito melhor mercadoria, porque cremos que a vida humana tem sentido, e que este não é outro senão amar, que nosso desejo de ser eterna e plenamente felizes é totalmente alcançável no céu, mas que já nesta vida o Reino de Deus se  iniciou em nós, e portanto somos muito mais felizes que os não crentes, como ficou plenamente demonstrado na Jornada Mundial da Juventude e que muitas das coisas que dizem os jovens ateus, levam muitos anos se dizendo, até o ponto que quando li o livro de Celso do século II “Contra os cristãos” me dei conta que praticamente todos os argumentos da luta anti-cristã, salvo por razões óbvias das Cruzadas e da Inquisição, estão nesse livro, sinal que os anti-cristãos não se distinguem nem por sua imaginação, nem por sua criatividade. Imagino a cara de idiota que ficou um jovem francês que, no fim do século XIX, tentou convencer em uma viajem de trem a um senhor mais velho que a ciência demonstrava a não existência de Deus.

O outro o atendeu educadamente, mas quando se despediram lhe deixou seu cartão: Luis Pasteur. Digo-o porque também a mim  passei a enfrentar   esse mesmo raciocínio, porque os argumentos anti-católicos se repetem de geração em geração.

Hoje, afortunadamente, há muitos meios para sair da ignorância religiosa. Grupos bíblicos, escolas de Teologia para seculares, formação para a catequese, e outros muitos meios estão à disposição de quem quer usá-los, como os livros. Mas nunca   me esqueci do que nos disse um professor de Teologia: me pedis bibliografia, pois bem os evangelhos são os primeiros livros que deveis conhecer e depois o resto do Novo Testamento. Catecismos simples como o 'YouCat' ou livros de divulgação, como os livros de entrevistas de Peter Seewald ao cardeal Ratzinger e outros muitos são altamente recomendáveis. Mas indubitavelmente o melhor para sair da ignorância é querer fazê-lo.



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