Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os 10 indícios de que a cultura pró-vida vencerá o aborto nos Estados Unidos


ReligionenLibertad.com

Segundo o cientista político George Weigel

Os 10 indícios de que a cultura pró-vida vencerá o aborto nos Estados Unidos

Há 40 anos, quando se liberalizou o aborto, não havia ultra-sonografias, nem se sabia tanto como hoje de embriologia. A sociedade segue sem aceitar o aborto e o movimento pró-vida é cada vez mais jovem, criativo e ganha muitas batalhas parciais, cada vez mais.

P. J. G. /ReL - 25 janeiro 2013 - religionenlibertad.com

George Weigel é um influente analista social católico, membro do 'Ethics and Public Policy Center', famoso por sua biografia sobre João Paulo II “Testemunha da Esperança”; em espanhol publicou também “A coragem de ser católico”, “Política sem Deus” e “Cartas a um jovem católico”, entre outros.

Enquanto os Estados Unidos celebra (ou lamenta) seus 40 anos de aborto liberalizado pela sentença Roe vs. Wade, que parecia brindar o aborto como um direito para sempre no gigante norte-americano, Weigel  publicou na revista “First Things” 10 indícios de que a meio ou longo prazo a vitória estará do lado pró-vida.

1. Faz já 40 anos que se praticam abortos de forma generalizada mas a sociedade norte-americana, mesmo sendo  individualista e prática, segue sem aceitar nem ver como algo normal; o aborto é algo feio, incômodo e na profissão sanitária segue vendo-se com muito maus olhos.

2. Nestes 40 anos, os avanços científicos sobre a gestação e a reprodução humana deixaram obsoletos os argumentos “pseudo-científicos” que se usaram na sentença Roe vs. Wade.

3. As ultra-sonografias permitem ver o feto dentro da mãe; quase todas as famílias viram já as ultra-sonografias de filhos, netos, sobrinhos; há fotos deles nos álbums antes que nasçam. Isso muda a cultura.

4. Em 1992 o Tribunal Supremo dos Estados Unidos, no caso “Casey vs. Planned Parenthood” vinha pedir que se acabasse o debate sobre o aborto, que se visse o aborto como algo consagrado na lei norte-americana para sempre. Mas a sociedade –incluindo os bispos dos Estados Unidos- não se calou, “e o movimento pró-vida cresceu mais que nunca”.

5. Com o tempo, os lobbys e associações pro-aborto se  tornam cada vez mais rígidos, e começam a parecer histéricos e exagerados diante da opinião pública. “Em certos círculos políticos o aborto parece se tratar  como uma espécie de sacramento secular”, assinala Weigel. As pessoas vêem que os abortistas se opõem a tudo: as leis de consentimento informado, as notificações a pais de menores, os períodos de reflexão, as inspeções, o uso de monogramas, etc, etc…

6. Os pró-vida cada vez são mais jovens e são mais entre os jovens, enquanto os abortistas envelhecem. A Marcha pela Vida de Washington todo 25 de janeiro tem mais e mais jovens ano após ano, o mesmo passa nos protestos locais, as associações, os grupo pró-vida universitários, os grupos de médicos e enfermeiras… “O movimento pró-vida nos Estados Unidos está em seu momento mais robusto e revitalizante”, considera Weigel.

7. “Os pró-vida estão conseguindo mais e mais êxitos a nível das leis estatais nos anos recentes e pode se esperar que tenham ainda mais nesse nível no futuro imediato”.

8. A argumentação legal que se usou em Roe vs. Wade, com o passar dos anos, se faz cada vez menos plausível; um dos juízes que emitiu um voto discrepante, Byron White, disse que era um exercício de “poder judicial bruto”. “Poucos acadêmicos legais sérios defendem a argumentação legal de Roe vs. Wade”, disse Weigel.

9. Os Estados Unidos se encheram de centros de assistência às grávidas que tem demostrado, caso a caso, uma e outra vez, que o movimento pró-vida é um movimento de compaixão e apoio. Weigel não  disse, mas se entende que o bando abortista fica, simplesmente, como um negócio à custa das grávidas.

10. Nas estatísticas se nota: uma enquete do Gallup de 2012 mostrou que a metade dos americanos se auto-definem como “pró-vida”.


Quarenta anos depois da liberalização do aborto nos Estados Unidos há razões para pensar que dentro de outros 40 anos a situação será muito diferente.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Em Jesus de Nazaré, Deus visita realmente seu povo, visita a humanidade de uma maneira que vai mais além de todas as expectativas.





Catequese do Papa sobre a Revelação de Deus
 

 VATICANO, 16 janeiro 2013 / 10:04 am (ACI).-

Queridos irmãos e irmãs:

O Concílio Vaticano II, na Constituição sobre a divina Revelação, afirma que a íntima verdade da revelação de Deus brilha para nós "em Cristo, que é ao mesmo tempo mediador e plenitude de toda a Revelação" (n. 2 ).

O Antigo Testamento nos diz como Deus, depois da criação, apesar do pecado original e da arrogância do homem de querer colocar-se no lugar de seu Criador, volta a oferecer a possibilidade de sua amizade, sobretudo através da aliança com Abraão e o caminho de um povo pequeno, o de Israel, que Ele elege, não nos critérios do poder terreno, mas simplesmente por amor.

É uma eleição que segue sendo um mistério e revela o estilo de atuar de Deus, que chama alguns, não para excluir os demais, mas para que sirvam de ponte com o fim de conduzir até Ele. Eleição sempre para o outro. Na história do povo de Israel, podemos voltar a percorrer as etapas de um longo caminho, em que Deus se deixa conhecer, se revela, entra na história com palavras e com ações.

Para esta obra, Ele se serve de mediadores, como Moisés, os Profetas  loes Juízes, que comunicam ao povo sua vontade, recordam a necessidade de fidelidade à aliança e mantém viva a espera da realização plena e definitiva das promessas divinas.

E é a realização destas promessas que  contemplamos no Santo Natal: a Revelação de Deus chega ao seu cume, à sua plenitude.

Em Jesus de Nazaré, Deus visita realmente seu povo, visita a humanidade de uma maneira que vai mais além de todas as expectativas: envia seu Filho Unigênito, Deus  se faz homem. Jesus não nos diz algo sobre Deus, não fala simplesmente do Pai –mas é Revelação de Deus, porque é Deus– nos revela o rosto de Deus. No prólogo de seu Evangelho, João escreve: " Ninguém viu jamais a Deus; quem o revela é o Filho único, que está no seio do Pai "(Jo 1,18).

Quero deter-me neste "revelar o rosto de Deus". Neste contexto, São João, em seu Evangelho, nos narra um fato significativo, que acabamos de escutar. Ao aproximar-se da Paixão, Jesus tranquiliza seus discípulos, exortando-os a não ter medo e ter fé, depois começa um diálogo com eles, em  que fala de Deus Pai (confr. Jo 14,2-9). Em um momento, o apóstolo Felipe pede a Jesus: "Senhor, mostra-nos o Pai e nos basta" (Jo 14:8). Felipe é muito prático e concreto: diz também o que nós queremos dizer, queremos ver o Pai -  pede para "ver" o Pai, para ver seu rosto.

A resposta de Jesus –não é só para Felipe, mas também para nós– nos introduz no coração da fé cristológica. O Senhor afirma: "Quem me viu, viu o Pai" (Jo 14, 9). Nesta expressão se encerra sinteticamente a novidade do Novo Testamento, aquela novidade que apareceu na gruta de Belém: Pode se ver Deus,   Deus manifestou seu rosto, é visível em Jesus Cristo.

Em todo o Antigo Testamento está presente o tema da "busca do rosto de Deus", o desejo de conhecer este rosto, de ver  Deus como é, tanto que o termo hebreu 'p?nîm', que significa "rosto", se repete 400 vezes, delas 100 se referem a Deus, cem vezes se refere e se quer ver o rosto de Deus. E, no entanto, a religião hebraica, proíbe por completo as imagens, porque Deus não se pode representar –como faziam os povos próximos com a adoração dos ídolos, portanto com esta proibição de imagens no Antigo Testamento– parece excluir totalmente o "ver" do culto e da piedade.

O que significa, então, para o piedoso israelita, buscar apesar de tudo, o rosto de Deus, mesmo sabendo que não pode ter nenhuma imagem sua? A pergunta é es importante: por um lado, quer dizer que Deus não pode ser reduzido a um objeto, como uma imagem que se pode tomar na mão, então como não se pode por algo no lugar de Deus, e por outro lado, se afirma que Deus tem um rosto, ou seja que é um "Tu", que pode entrar numa relação, que não está fechado em seu Céu, olhando do alto a humanidade.

Deus está sem dúvida por cima de tudo, mas se dirige até nós, nos escuta, nos vê, fala, estabelece aliança, é capaz de amar. A história da salvação é a história de Deus com a humanidade e a história desta relação de Deus, que se revela progressivamente ao homem, que se faz conhecer a si mesmo, seu rosto.

Precisamente no começo do ano, em 1º de janeiro, ouvimos, na liturgia, a formosa oração de bênção sobre seu povo: "Que o Senhor te abençoe e te proteja. Que o Senhor faça brilhar sua face sobre ti e dê a sua graça. Que o Senhor mostre sua face e te conceda a paz". (Números 6:24-26).

O esplendor do rosto divino é a fonte da vida, é o que permite ver a realidade; a luz de seu rosto é o guia da vida. No Antigo Testamento há uma figura que está enlaçada de forma muito especial no tema do ‘rosto’ de Deus. Trata-se de Moisés, aquele que Deus elegeu para libertar o povo da escravidão de Egito, doar-lhe a Lei da aliança e guiá-lo à Terra prometida.

Depois Moisés regressou ao acampamento, mas Josué –filho de Nun, seu jovem ajudante– não se afastava do interior da tenda. Pois bem, no capítulo 33 do livro do Êxodo, se diz que Moisés tinha uma relação próxima e confidencial com Deus: "O Senhor conversava com Moisés face a face, como o faz um homem com seu amigo". (v. 11).

Em virtude desta confiança, Moisés pediu a Deus: "Mostra-me tua glória", e a resposta de Deus é clara: «Farei passar junto de ti toda minha bondade e pronunciarei diante de ti o nome do Senhor… Porém tu não poderás ver meu rosto, porque nenhum homem pode ver-me e seguir vivendo…Aqui ao meu lado tens um lugar… tu verás minhas costas. Porém ninguém pode ver minha face». (vv. 18-23).

Por um lado, pois, há um diálogo face a face, como amigos, mas por outro lado, há a impossibilidade, nesta vida, de ver a face de Deus, que permanece oculto; a visão é limitada. Ao final, a Deus só se pode seguir, vendo seus ombros. Os Padres da Igreja dizem isto: 'tu só podes ver minhas costas', significa que tu só podes seguir a Cristo e seguindo-o vês por trás o mistério de Deus. Deus pode se seguir vendo suas costas.

Algo completamente novo sucede, no entanto, com a Encarnação. A busca da face de Deus recebe uma mudança radical incrível, porque agora se pode ver este rosto: o de Jesus, o Filho de Deus que se fez homem.

N'Ele se cumpre o caminho da revelação de Deus começando com o chamada de Abraão, Ele é a plenitude desta revelação, porque ele é o Filho de Deus, é o "mediador e a plenitude de toda a Revelação" (Constituição Dogmática. Dei Verbum, 2), e n'Ele o conteúdo da Revelação e o Revelador coincidem. Jesus nos mostra o rosto de Deus e nos ensina o nome de Deus. Na Oração sacerdotal da Última Ceia, Ele diz ao Pai: "Eu manifestei teu nome aos homens... Eu lhes dei a conhecer teu nome" (cf. Jo 17,6.26).

O termo "nome de Deus" significa Deus como Aquele que está presente entre os homens. A Moisés na  sarça ardente, Deus revelou seu nome, se havia feito invocar, havia dado um sinal concreto de sua "existência" entre os homens. Tudo isto encontra cumprimento e plenitude em Jesus: Ele inaugura de forma nova a presença de Deus na história, porque quem vê a Ele, vê ao Pai, como diz a Felipe (cf. Jo 14:9).

O Cristianismo –diz São Bernardo– é a "religião da Palavra de Deus", não de, "uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo" (Hom. super missus est, IV, 11: PL 183, 86B). Na tradição da patrística e medieval se usa uma fórmula especial para expressar esta realidade: Jesus é o 'Verbum abbreviatum' (cf. Rom 9,28, em referência a Isaías 10:23), o Verbo abreviado, a Palavra breve, abreviada e substancial do Pai, que nos diz tudo d'Ele. Em Jesus toda a Palavra está presente.

Em Jesus inclusive a mediação entre Deus e o homem encontra sua plenitude. No Antigo Testamento há uma grande quantidade de figuras que vêm desempenhando esta tarefa, sobretudo Moisés, o libertador dele, o guia, o "mediador" da aliança, como o define o Novo Testamento (cf. Gal 3:19; Atos 7 , 35, Jo 1:17).

Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não é mais um dos mediadores entre Deus e o homem, mas "o mediador" da nova e eterna aliança (cf. Heb 8:6; 9.15, 12.24), "um só, de fato, é Deus - disse Paulo - e um só o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus"(1 Timóteo 2:5, Gálatas 3:19-20). N'Ele podemos ver e conhecer o Pai; n'Ele podemos invocar a Deus como "Abba, Pai" n'Ele nos foi dada a salvação.

O desejo de conhecer a Deus realmente, ou seja, de ver o rosto de Deus, está em todos os homens, inclusive nos ateus. E nós temos este desejo consciente de ver quem é, o que é, quem é para nós. Porém este desejo se realiza seguindo a Cristo, assim vemos as costas e vemos, por fim, a Deus como a um amigo, seu rosto no rosto de Cristo.

É importante que sigamos a Cristo mas não só quando o necessitamos e quando encontramos um espaço de tempo, entre os milhares de afazeres de cada dia, mas com nossa vida. Toda nossa existência deve estar orientada ao encontro com Ele, ao amor para Ele e n'Ele, o amor ao próximo deve ter assim mesmo um lugar central.

Esse amor que, à luz do Crucificado, nos faz reconhecer o rosto de Jesus no pobre, no fraco e no que sofre. Ele é possível só se o verdadeiro rosto de Jesus  nos for familiar, na escuta de sua Palavra –no diálogo interior com sua Palavra para que o possamos encontrar a Ele verdadeiramente– e naturalmente no  Mistério da Eucaristia.

No Evangelho de São Lucas é significativa a passagem dos dois discípulos de Emaús, que reconheceram a Jesus ao partir o pão. Mas preparados pelo caminho, preparados pelo convite que lhe fazem para que fique com eles, preparados pelo diálogo que fez arder seus corações. Assim vêem por fim a Jesus.

Também para nós, a Eucaristia é, preparada para uma vida em diálogo com Jesús, a grande escola em que aprendemos a ver o rosto de Deus, entramos em relação íntima com Ele; e aprendemos ao mesmo tempo a dirigir o olhar até o momento final da história, quando Ele nos saciará com a luz de seu rosto. Na terra caminhamos para esta plenitude, na espera gozosa que se cumpra o Reino de Deus.

 http://www.aciprensa.com/noticias/texto-completo-catequesis-del-papa-sobre-la-revelacion-de-dios-77283/#.UPbcmR2YupA

 

domingo, 13 de janeiro de 2013

O fim do cristianismo de esquerda? Algumas reflexões interessantes.


Os Blogs de ReligionenLibertad.com



 
O fim do cristianismo de esquerda?

Jorge Soley - 9 janeiro 2013 - religionenlibertad.com


Acaba de ser publicado na França um livro, intitulado "A  esquerda de Cristo", que revisa a história e faz um balanço do cristianismo de esquerda do nosso vizinho do norte. Ao mesmo tempo Temoignage Chretien, a publicação mais emblemática desse cristianismo esquerdista, pujante nos anos 70, acaba de fechar as portas.

Gerard Leclerc, em um artigo intitulado "O fim do cristianismo de esquerda?", se interroga pelo fracasso de uma corrente que, no pós-concílio, parecia ser muito forte. E aponta algumas reflexões interessantes.

Como que estes cristãos, ao terem apostado no projeto de secularização de esquerda, a vitória deste supôs a dissolução do próprio cristianismo de esquerda. Além disso, constata, o cristianismo de esquerda não encontrou eco político no fragmentado mundo da esquerda francesa. No máximo  conseguiu o papel decorativo de companheiro de viajem, útil de vez em quando para legitimar certos posicionamentos, mas sem nenhuma influência real.

Porém mais decisivo em seu fracasso foi a impossibilidade de por o cristianismo a serviço de um projeto político, algo que por sua própria natureza supõe uma aberração e que  fracassou repetidamente ao longo da história, desde os tempos do cesaropapismo. Cristãos pelo socialismo ontem, cristãos pelo nacionalismo agora, cristãos pelo que seja amanhã, todos estão condenados ao fracasso porque o único cristianismo com o futuro assegurado é o cristianismo por Cristo.
Jorge Soley
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Jorge Soley Climent é um barcelonês quarentão, felizmente casado e pai de seis filhos. Apaixonado pela leitura, a história e o futebol humilde e autêntico, sua profissão de economista lhe impõe o agradável dever de viajar com frequência à América hispânica. Está convencido de que ser católico significa ser universal, de que o razoável é a fé e de que a Igreja, apesar do empenho que pomos nos homens para enfeiar seu rosto, é Mãe e Tesouro de critério seguro.

Jorge Soley, jorgesoley@yahoo.com, é autor, editor e responsável pelo Blog 'Mientras el mundo gira', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ser cristãos de verdade é ser uma pessoa inteira, afirma Bispo Munilla.


 ACIPRENSA.COM

 


Ser cristãos de verdade é ser uma pessoa inteira, afirma Bispo Munilla.

O Bispo de São Sebastião (Espanha), Mons. José Ignacio Munilla, afirmou nesta sexta-feira que mais que o ateísmo, a maior dificuldade que enfrenta o catolicismo é a deformação da fé que leva as pessoas a "crerem em um deus fabricado à sua medida".

Durante a celebração da festa da Virgem de Aránzazu (O Santuário de Nossa Senhora de Aránzazu é um santuário mariano situado no município de Oñati, em Guipúzcoa, País Basco na Espanha) , o Prelado disse que a tendência do relativismo é empurrar a uma "espécie de ‘fé, à la carte’( à moda da casa - expressão popular), que parece caracterizar nosso tempo".

Indicou que esta deformação da fé é "levada a cabo desde as categorias ideológicas do momento, ou simplesmente, de nossos gostos pessoais".

Advertiu que isto traz "o risco de deixar de crer no  Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, para passar a crer em um deus fabricado à medida de cada um de nós".

Mons. Munilla disse que para não cair nesta tentação se deve seguir o exemplo de Maria que acolheu com fidelidade a Revelação de Deus, pois a cultura relativista não tem dificuldade em admitir a existência de um ser superior, mas sim de aceitar "que Deus se tenha revelado por um caminho concreto (o povo de Israel e Jesus Cristo) para todos nós, e tenha deixado indicado o caminho que nos conduz até Ele".

A cultura do relativismo aceita sem problema a abertura a uma vaga espiritualidade subjetivista, que nos possibilita uma religiosidade 'à la carte'; mas rechaça como algo politicamente incorreto, a fé católica na Revelação, da qual se deriva a obediência ao caminho traçado por Deus", acrescentou.

Disse que em troca, "Maria nos educa na plena abertura da vontade de Deus, mais além inclusive de nossas próprias ideologias e expectativas", e ensina que não se deve chegar à Sagrada Escritura esperando que o Pai pense como os homens, mas para conhecer o que Ele quer dizer, "de forma que nosso pensamento e nossa sensibilidade sejam educados conforme o querer e o sentir de Deus".


Leia mais: http://www.ewtnnoticias.com/noticias-catolicas/noticia.php?id=23631#ixzz1YbegnmLw


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Descobrindo a felicidade, o amor ao próximo! (Oscar Wilde)


Descobrindo a felicidade, o amor ao próximo!


Historias Urbanas - O príncipe Feliz
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Descobrindo a felicidade
A estátua do príncipe feliz dominava a cidade. Toda ela estava revestida de lâminas de ouro, por olhos tinha dois diamantes e um grande rubi resplandecia na empunhadura de sua espada.

Numa noite chegou à cidade uma andorinha. Suas companheiras  tinham voado ao sul seis semanas antes. Ela  tinha se atrasado e devia voar antes  que chegasse o frio. Viu a estátua encima de uma coluna e decidiu passar a noite ali. Pousou aos seus pés, protegeu a cabeça debaixo das asas e  dormiu até que sentiu que lhe caía uma gota de água.

Estará chovendo? - perguntou-se a andorinha, e caiu outra gota. Segura de que chovia decidiu buscar melhor lugar para dormir.

Porém antes de que pudesse abrir suas asas, a andorinha viu algo assombroso: da estátua do príncipe feliz  brotavam lágrimas dos olhos. Eram as gotas que lhe  tinham molhado.

Por que choras? - perguntou a andorinha intrigada.

-Choro porque, quando estava vivo, tinha um coração como o teu e  passava as horas brincando nos jardins de meu palácio. Tudo me alegrava e por isso me chamavam príncipe feliz. Mas, desde que me puseram neste lugar tão alto, posso contemplar  todas as pessoas tristes do povo e, mesmo tendo agora um coração de chumbo, a tristeza dos demais me faz chorar. Olha, não longe daqui vive a senhora mais pobre deste povoado. Seu filho está enfermo e tem muita sede. O menino  pede laranjas à sua mãe, mas ela não tem com que comprá-las e só pode dar-lhe água do rio. Toma um de meus olhos de diamante e leva para ela.

Mesmo sabendo a andorinha que devia fugir daquele frio mortal, fez o que lhe pediu o príncipe feliz. Colheu com seu bico um dos olhos de diamante e o levou à mãe. Quando a andorinha regressou à praça onde estava a estátua, disse ao príncipe.

-Que estranho! Com todo o frio que faz, sinto um calorzinho que me cresce no peito.

-Sentes assim? - comentou o príncipe - porque fizeste o bem. Toma agora meu outro olho e entrega-o à aquella menina que busca pão para a família e não o encontra.

-Mas não poderás ver mais- disse a andorinha.

-Não me importa. O que mais desejo é que essa menina e sua família possam ter a comida que necessitam.

Outra vez fez a andorinha o que o príncipe lhe pedia. Quando regressou, começou a nevar novamente.

-Vai-te  reunir com tuas companheiras - lhe aconselhou o príncipe -, que o frio se acerca.

-Não - respondeu a andorinha - agora que não podes ver, eu ficarei contigo e te acompanharei sempre. Mesmo tendo muito frio, te contarei o que vejo.

-Diga-me que coisas tristes vês no povoado.

-Vejo muitas crianças com fome percorrendo as ruas.

- Toma o ouro que cobre meu corpo - pediu o príncipe e reparte-o entre essas crianças.

Nevava e nevava e, mesmo sentindo muito frio nada a detinha e repartiu as peças de ouro às crianças que gritavam: até que enfim podemos comer! Mas a andorinha sofria cada vez mais pelo frio até que finalmente adoeceu. Para espantar o frio, não deixava de mover as asas, enquanto contava ao príncipe tudo o que viam seus olhos. Não lhe restavam muitas forças e compreendeu que não poderia resistir  muito mais.

-Adeus meu querido príncipe feliz - disse a andorinha.

Deu-lhe um beijo e caiu aos seus pés. No  mesmo instante, o coração de chumbo da estátua se rompeu em pedaços.

E no dia em que Deus disse a um de seus anjos "traga-me as duas coisas mais belas desse povoado", o anjo levou diante d'Ele a boa andorinha e o coração de chumbo da estátua do príncipe feliz, que tinham sido tirados pela gente importante da cidade.

Desde esse dia a andorinha canta para Deus e o príncipe feliz lhe fala dos pobres que ainda restam no mundo.

Por Oscar Wilde
Fonte: www.aciprensa.com

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A propósito de um monge tibetano. É justo imolar-se por uma boa causa? Respondem Vittório Messori e o cardeal Martino.


ReligionenLibertad.com



A propósito de um monge tibetano. É justo imolar-se por uma boa causa? Respondem Vittório Messori e o cardeal Martino

Andrea Tornielli / Vatican Insider- 17 dezembro 2012-religionenlibertad.com  

É justo imolar-se por uma boa causa? Suicidar-se para denunciar a opressão que sofre o próprio povo, tal como fazem os monges tibetanos? A reflexão que propôs Enzo Bianchi em alguns jornais italianos, sobretudo no “La Stampa”, provocou discussões. Por isso pedimos ao cardeal Renato Raffaele Martino e ao escritor Vittório Messori que comentassem as palavras do prior da Comunidade de Bosé. 

«Vale a pena deixar-se interrogar por estes monges dispostos a consumar suas vidas entre as chamas como incenso», escreveu Bianchi, recordando que os monges suicidas, «com suas vidas e com sua morte, querem afirmar a grandeza de uma religião e de uma cultura que não aceita pregar diante do mal». 

«Para nós, os cristãos –explica o cardeal Martino, ex-presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, e, durante muitos anos foi Núncio em países asiáticos e representante da Santa Sé  na ONU–, é inconcebível o suicídio. Mesmo que este tirar-se a vida possa ter fins nobres. 

O Catecismo da Igreja católica ensina que o suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano para conservar a própria vida e que vai contra o amor do Deus vivo. Se se comete para servir como exemplo, se enche também de gravidade de escândalo. Ainda que a angústia ou o temor grande da provação, do sofrimento ou da tortura possam atenuar a responsabilidade dos que o cometem». 

«Fica claro –sublinha o cardeal– que o gesto dos monges tibetanos se inscrevem em um determinado âmbito religioso. Mas não se pode comparar com o martírio cristão. Muitos cristãos sofreram perseguições pelo ódio contra da fé que professam, mas não levaram a cabo gestos deste tipo e suportaram até o final as consequências da perseguição». 

Vittorio Messori, um dos escritores católicos italianos mais conhecidos, convida, sobretudo, recordar a história do Tibet: «Não podem esquecer que até 1950 esse país era a mais dura das teocracias sacras. O Dalai Lama tinha seus feudatários, que eram os Lama: possuíam todas as terras, tinham poder para decidir sobre a vida e a morte. Cada família devia enviar pelo menos um filho ao monastério, com consequências desagradáveis em caso de desobediência. A saber, o Tibet antes do domínio chinês não era um modelo para os direitos humanos». 

Segundo Messori, a reflexão de Enzo Bianchi ées interessante, pois diz que «reconhece a diferença entre a perspectiva budista e a perspectiva cristã, explicando desta forma que seria impróprio traçar uma comparação entre os monges que se ateiam fogo e a atitude de Jesus diante de seus perseguidores e os mártires cristãos». 

Para o cristianismo, explica o escritor, «a vida é um dom de Deus e só Ele pode tirá-la. O mártir cristão, assassinado pelo ódio, é reconhecido como santo, mas o martírio não se pode buscar nunca. Na Idade Média houve alguns franciscanos que morreram na Argélia porque se foram pregar o Evangelho e a denegrir Maomé em um mercado público. Não foram reconhecidos como mártires por sua imprudência». 

Messori cita a respeito alguns exemplos do passado e do presente. «Santa Apolônia de Alexandria, que viveu no século III e se converteu na protetora dos que tem dor de dente  porque seus perseguidores lhe arrancaram os dentes com um cinzel, foi levada à um forno. Disseram-lhe: ou blasfemas e renegas tua fé ou te lançamos às chamas. Apolônia conseguiu libertar-se de seus perseguidores e se lançou nas chamas. O reconhecimento de sua santidade causou debates, porque havia antecipado o gesto de seus perseguidores». 

O escritor recorda, para terminar, dois casos do século passado: o do estudante Jan Palach que se imolou se ateando fogo durante a Primavera de Praga (em 1969) e o do irlandês Bobby Sands, que em 1981  morreu de fome em um cárcere na Irlanda do Norte como protesto porque não se reconhecia o status de preso político. «Em ambos casos –explicou– a Igreja católica expressou respeito por seus gestos, mas não a aprovação».

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Cristina L. Schlichting conta como passou de não ter fé à contagiar toda a família


ReligionenLibertad.com 



Cristina L. Schlichting conta como passou de não ter fé à contagiar toda a família

A famosa jornalista da Cadeia COPE desnuda sua alma para dar a conhecer ao grande público como passou da descrença ao compromisso de fé.

Camino Católico- 29 novembro 2012-religionenlibertad.com  

Cristina Lopez Schlichting, nascida em Madri em 1965, é jornalista. Sua carreira profissional começou no diário ABC como repórter e daquele meio passou ao 'El Mundo'. 

Desde 2002 apresentou e dirigiu distintos espaços no Cope, mudando a imprensa escrita pelo rádio. Sua vida também foi transformada por Deus porque “em criança não tinha fé. A fé é uma graça que se recebe através de testemunhos e meus pais não eram praticantes. Então, tive que fazer um caminho para encontrar os testemunhos, aqueles que dão fé por ter se encontrado com Cristo. Em meu caso foram as religiosas Mercedárias da Caridade no colégio e pessoas do Comunhão e Libertação”. 

Sua conversão e testemunho de vida acabou atraindo à Igreja Católica os seus pais, irmãs e cunhados, que se deixaram configurar por Cristo. Contou seu encontro com o Senhor, em uma entrevista realizada por Gonzalo Altozano para “Não é bom que Deus esteja só” em Inter-economia TV, que pode visualizar-se no vídeo um pouco mais abaixo.

Problemas existenciais
Ela e suas três irmãs eram de pequenas muito pesadas colocando problemas existenciais aos seus pais. Nelas havia uma inquietude de busca sendo crianças. Cristina Lopez Schlichting conta que “minha irmã Patrícia se levantava de noite chorando perguntando que sentido tinha a vida. Nossa família sempre nos educou na verdade e no amor à beleza e nós perguntávamos aos meus pais sobre as razões da vida e eles não sabiam dá-las”.

Religiosas Mercedárias da Caridade e Comunhão e Libertação
O testemunho e a educação no colégio das religiosas Mercedárias da Caridade calaram no coração de Cristina.Depois conheceu  pessoas do movimento de Comunhão e Libertação que nasceu nos anos 1950 pela mão do sacerdote italiano Luigi Giussani, especialmente interessado pela vida dos estudantes, que tinham uma cultura católica, mas que não punham em prática a fé. Hoje Comunhão e Libertação aglutina 300.000 pessoas na Itália e grupos muito pequenos por países de todo o mundo. Na  Espanha há umas 3000 personas.

Um encontro de amizade
“A história de amizade com Cristo é uma história de amizade pessoal. Em meu caso concreto o Senhor me seduziu com a inteligência, com a proposta cultural de Comunhão e Libertação, mas em definitivo me seduziu para a Igreja. Um movimento não é mais que um caminho de educação na fé para te introduzir na Igreja Universal que é ao que pertences” explica Cristina Lopez Schlichting.

Arrastar os familiares com o testemunho
A importância do caminho de conversão de Cristina vivido pela mão da Comunhão e Libertação deu frutos familiares: “Quando eu me aproximei da Igreja o fizeram progressivamente todas minhas irmãs, todos meus cunhados e meus pais, que voltaram a praticar. Eles viram que eu tinha conhecido gente interessante, que podia dar razão de sua fé desde a inteligência e a cultura, que estava orgulhosa de sua tradição. E então lhe pusemos nome ao que buscava o desejo de nosso coração. O nome era Cristo e vivia em sua Igreja”.

Define-se como “jornalista católica" . Todos tem uma identidade e no meu caso uma identidade católica clara. Depois me desempenho no âmbito do jornalismo. Dizer o contrário seria como reduzir o jornalismo à uma modalidade específica. Jornalista protestante, jornalista católica, jornalista comunista… Isso é absurdo”, comenta.

Cristina explica suas experiências de relacionamento com Jesus com firme convicção comunicativa referindo-se à vários aspectos da vida da fé:

“O Senhor ama suas criaturas de uma maneira  cativante e a cada uma, como uma mãe a um filho, a abraça da maneira que necessita. A história com o Senhor é uma história de amor: Saber que alguém foi criado, que o outro tem contados os cabelos de sua cabeça, que Deus se preocupa por ti a cada instante e que o caminho que estás fazendo é o que tem que fazer teu coração. A fé precisa dos acontecimentos para verificar-se. Tu experimentas a presença de Cristo  tanto que muda a realidade em que vives. Se tu não vais até o fundo das coisas, da realidade, é impossível que te coloques o problema da fé, porque é o problema essencial do ser humano".

"O catolicismo é alegria enquanto um homem constata  ao vivê-lo que sua vida tem sentido, que se deita em paz, porque sabe que dorme nas mãos de Deus e que depende de Ele para amanhecer no dia seguinte. O catolicismo é a alegria máxima no homem que se sente querido e sabe que seus sofrimentos tem sentido". 

"A experiência do perdão no catolicismo, do qual carecem o judaísmo e o islã, é inclusive muito libertador desde o punto de vista terapêutico, psicológico, humano, ou seja que se que, em certo sentido, o Senhor alivia nossas cargas".

"A experiência da igreja demonstra que as épocas mais ameaçadoras foram sementes de algo grande. Há figuras que desde a história da Igreja se convertem em testemunho para todos. Por exemplo, a Madre Teresa em Calcutá onde começou uma obra extraordinária em meio de grande miséria. Francisco de Assis abandonou todas as riquezas. Catarina de Sena cuida das pessoas que têm câncer. Há um mistério através do qual em situações de sofrimento ou de extrema pobreza o Senhor se manifesta com muito esplendor". 

"A positividade da existência é constatar que tudo o que acontece é fruto do amor criador de Deus e que o caminho do homem por azarento que seja tem um sentido. E isto o compreendes quando te encontras com pessoas que vivem situações muito difíceis e que são para ti um ânimo. Eu tenho amigos que tiveram uma enfermidade grave como o câncer aos quais ia ver no hospital para que me fortalecessem. Isto não é deste mundo. Não é normal que quando uma pessoa enfrenta uma situação tão desagradável  cresça. Isso é testemunho do outro. Quando tu vês estes milagres patentes diante de ti, te dá conta que entrou na história um fator que a muda, que muda o ritmo ordinário ou natural das coisas”.

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