Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Era abortista, anticlerical e lésbica: escutando testemunhos em Medjugorje sua vida se transformou.

ReligionenLibertad.com

Francesca hoje tem marido, vai à missa, é pró-vida e feliz

Era abortista, anticlerical e lésbica: escutando testemunhos em Medjugorje sua vida se transformou.
Era abortista, anticlerical y lesbiana: escuchando testimonios en Medjugorje su vida se transformó
As peças do quebra-cabeça de sua identidade não se encaixavam até que se abriu a Deus, à fé, à vida, à maternidade e ao dom.

La Bussola Quotidiana / ReL - 22 julho 2014 - religionenlibertad.com 

A italiana Francesca  publicou seu testemunho em 'La Bussola Quotidiana', sua viagem da militância abortista e anticlerical e os sentimentos de atração pelo mesmo sexo à comunidade cristã, a partir da reflexão... e uma experiência de Deus em Medjugorje. ReL o traduziu aqui.

Recordo bem esse dia de fevereiro. Estava na universidade. De vez em quando olhava pela janela e me perguntava se Sara já teria ido embora. Sara ficou grávida durante uma rápida história terminada com um teste de gravidez positivo. Dirigiu-se a mim em busca de ajuda, não sabia o que fazer. «É só  um grupo de células», dizíamos.

Depois chegou essa decisão. Sentia-me orgulhosa de ter aconselhado  Sara que abortasse. Acreditava firmemente nessa liberdade que concede a mulher gerir sua própria sexualidade e controlar a maternidade, até eliminá-la de tudo. Filhos incluídos.

No entanto, nesse dia de fevereiro algo mudou. Se estava tão segura de minhas convicções, por que de vez em quando me vinha à mente o aniversário dessa tarde, o cheiro do hospital, o pranto de Sara? Por que cada vez que via  um recém nascido voltava a pensar nessa escolha com profunda tristeza? 

A resposta chegou uns anos depois, durante um seminário pró-vida    que participei. Nele descobri o que realmente era um aborto: um homicídio, ou mais: o que chamavam direito ao aborto era na realidade um homicídio múltiplo onde a mãe e a criança representam as vítimas principais as quais teria que acrescentar as mortes interiores colaterais.

Uma ferida sob o ativismo
Eu pertencia a este grupo. Aprovando o aborto, me produziu a mim a mesma  laceração interior da qual não percebi então. Um pequeno buraco no coração ao qual não prestei atenção, ocupada como estava pelo entusiasmo de uma boa carreira no trabalho apenas iniciada e pela atmosfera progressista em que estava imersa.

Era uma ativista pelo Terceiro Mundo disposta a promover todo tipo de direitos que pudessem fazer a sociedade mais igualitária  e justa, segundo as ideias promovidas pelas vanguardas culturais. 

Era anticlerical: falar de Igreja significava escândalos, pedofilia, riquezas desmedidas, sacerdotes cujo interesse era cultivar algum vício. 

A respeito da existência de Deus,  considerava um passatempo para velhinhas aposentadas. 

Homens imaturos, incapazes de decidir
Nas relações, descobria homens profundamente em crise com a própria masculinidade, atemorizados pela agressividade das mulheres e incapazes de gerir e tomar decisões. 

Conhecia mulheres cansadas (entre as quais me encontrava) de levar adiante relações com homens parecidos com crianças atemorizadas e imaturos. 

Sentia cada vez mais desconfiança para o outro sexo, enquanto via que crescia uma forte cumplicidade com as mulheres, que se reforçou quando comecei a frequentar associações e círculos culturais.

Os debates e oficinas eram momentos de confrontação sobre questões sociais, entre os quais também a instabilidade da existência humana. 

"Amor" fluido: a família não vale
Além do trabalho, a precariedade havia começado a corroer lentamente a esfera afetiva. Necessitava responder a isto promovendo formas de amor baseadas na fluidez da emoção e na  auto-determinação, dando via livre a essas relações capazes de manter o passo com as mudanças da sociedade, algo que, conforme o dito pensamento, a família natural  não podia mais cumprir. Era necessário se desvincular  da relação homem-mulher, considerada já demasiado conflitiva em lugar de complementar.

Em um clima tão efervescente, no final de pouco tempo me encontrei vivendo minha homossexualidade. Sucedeu simplesmente. Senti-me satisfeita e acreditei ter encontrado uma plenitude interior. 

Estava segura de que só  com uma mulher ao meu lado podia encontrar essa realização plena, que era a justa combinação de sentimento, emoções e ideais.

No entanto, pouco a pouco, esse vértice de participação emotiva que se instaurava com as mulheres sob o falso rosto de «feeling», começou a consumir-se até alimentar esse sentido de vazio que nasceu com o aborto de Sara.

Uma surpresa: o sentido de maternidade
Efetivamente, ao apoiar a propaganda abortista, tinha começado a matar a mim mesma, começando pelo sentido de maternidade. 

Estava negando algo que inclui, sim, a relação mãe-filho, mas que vai mais além. Efetivamente, cada mulher é mãe que sabe acolher e tecer os vínculos da sociedade: a família, os amigos e os afetos. 

A mulher exercita uma «maternidade ampliada» que gera vida: é um dom que confere sentido às relações, as enche de conteúdo e as custodia.

Tendo arrancado de mim este valioso dom, me encontrava despojada de minha identidade feminina e em mim se criou «esse pequeno buraco no coração» que depois se converteu em um turbilhão no momento en que vivi minha homossexualidade. Através da relação com uma mulher tentava retomar essa feminilidade de que eu mesma me havia privado.

Em Medjugorje, pela curiosidade de sua irmã
Em pleno terremoto, me chegou um convite inesperado: uma viagem a Medjugorje. Minha  irmã foi que me propôs. Tampouco ela era uma fã da Igreja,mesmo não sendo extremista como eu, mas isso me bastou para que sua proposta me deixasse sem palavras. 

Pediu-me porque tinha estado uns meses antes com um grupo de amigos: foi por curiosidade e agora queria compartilhar comigo essa experiência que, como me disse, tinha sido revolucionária. 

Repetia-me sempre «não sabes o que queres», pelo que acetei. Queria ver verdadeiramente o que havia. 

Fiava-me nela, sabia que era uma pessoa razoável e, portanto, algo devia tê-la tocado. 

No entanto, seguia com minha ideia: de religião não podia chegar nada de bom, menos ainda de um lugar onde seis pessoas declararam que tinham aparições, o que para mim significava uma banal sugestão coletiva. 

Com este pensamento em minha mente, emprendemos a viagem. E eis aqui a surpresa. Escutando o relato de quem estava vivendo este fenômeno (os seis protagonistas, os habitantes do lugar, os médicos que tinham investigado o caso dos videntes), me dei conta de meus preconceitos e de como estes me cegavam e me impediam de observar a realidade como  era. 

Havia empreendido a viagem considerando que em Medjugorje tudo era falso simplesmente porque para mim a religião era falsa, uma invenção para oprimir a liberdade de povos crédulos. No entanto, esta convicção teve que enfrentar  um fato tangível: ali, em Medjugorje, havia um fluxo oceânico de pessoas que chegavam de todo o mundo. Como podia ser falso este fato e permanecer de pé durante mais de trinta anos?

Uma mentira não dura tanto tempo, no final de pouco tempo se vê. Em troca, escutando muitos testemunhos, as pessoas, ao voltarem para casa, seguiam um caminho de fé, se aproximavam dos sacramentos;   resolviam situações familiares dramáticas; os enfermos se curavam, sobretudo das enfermidades da alma, as que habitualmente chamamos ansiedades, depressões, paranóias, que às vezes levam ao suicídio. 

O que havia em Medjugorje que revolucionava a vida dessa multidão? Melhor,  quem havia? Descobri rápido. Ali havia um Deus vivo que se ocupava de seus filhos através das mãos de Maria. 

A importância dos testemunhos
Este novo descobrimento se concretizou escutando os testemunhos de quem tinha passado por esse lugar e tinha decidido permanecer para prestar serviço em alguma comunidade e poder contar aos peregrinos como esta Mãe opera laboriosamente para arrancar  seus próprios filhos da inquietude. 

Esse sentido de vazio que me acompanhava era um estado de alma que podia compartilhar com quem tinha vivido experiências parecidas com as minhas, mas que  diferente de mim, tinha deixado de vagar por aí. 

A partir desse momento, comecei a me fazer perguntas: qual era a realidade capaz de me levar  a uma plena realização? 

O estilo de vida que estava levando,  correspondia efetivamente ao meu verdadeiro bem ou era um mal que tinha contribuído para desenvolver essas feridas na alma? 

Em Medjugorje tinha feito uma experiência de Deus concreta: o sofrimento de quem tinha vivido uma identidade ruída era também meu sofrimento e escutar seu testemunho e sua «ressurreição» me havia aberto os olhos, esses mesmos olhos que no passado viam a fé com  as lentes frias do preconceito. 

Buscando a identidade na Missa e na Palavra
Agora, essa experiência de Deus que «não deixa nunca sós  seus filhos w, sobretudo, não na dor e no desespero» começava em Medjugorje, continuou em minha vida frequentando a Santa Missa.

Tinha sede da verdade e a encontrava só  bebendo dessa fonte de água viva que se chama Palavra de Deus. Aqui, efetivamente, encontrei gravado meu nome, minha história, minha identidade. 

Pouco a pouco entendi que o Senhor tem um projeto original para cada filho, feito de talentos e qualidades que conferem unicidade à pessoa.

Lentamente, a cegueira que ofuscava a razão se dissolveu e em mim nasceu a dúvida de que esses direitos à liberdade em que sempre tinha acreditado foram na realidade um mal disfarçado de bem, que impediam a verdadera Francesca emergir em sua integridade.

Com novos olhos empreendi um caminho no qual tentei compreender a verdade de minha identidade. Participei de seminários pró-vida e ali pude confrontar-me com quem tinha tido experiências similares a minha, com psicoterapeutas e sacerdotes especialistas em temáticas vinculadas à identidade: por fim,   não tinha mais lentes teóricas e vivia na realidade. 

Uma identidade cortada
De fato, aqui juntei as peças deste complicado quebra-cabeças  que se tinha convertido minha vida e se antes  as peças estavam dispersas e encaixadas erroneamente, agora estavam assumindo uma ordem tal pelo qual começava  ver o desenho: minha homossexualidad tinha sido a consequência de uma identidade cortada pelo feminismo e pelo aborto.

Precisamente aquilo em que tinha acreditado durante anos que podia me realizar, me tinha matado, vendendo-me mentiras como se fossem a verdade.

Partindo desta consciência, comecei a conectar de novo com minha identidade de mulher, retomando o que me tinha sido roubado: eu mesma. 

Atualmente estou casada e ao meu lado caminha Davide, que me   acompanhou neste caminho. Para cada um de nós existe um projeto criado por Ele, o único capaz de guiar-nos realmente para o que somos. 

Tudo consiste em dizer nosso sim como filhos de Deus, sem ter a presunção de matar esse projeto com falsas expectativas ideológicas que nunca poderão substituir nossa natureza de homens e mulheres.



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sábado, 28 de junho de 2014

Aprender a vida a partir do jogo: sobre a copa mundial de futebol (por Joseph Ratzinger)

actualidadyanalisis.blogspot.com.br 


Aprender a vida a partir do jogo: sobre a copa mundial de futebol (por Joseph Ratzinger)

16 de junho de 2014

Entre a vasta variedade de temáticas abordadas pelo Cardeal Joseph Ratzinger se encontra também o fútebol ou, mais concretamente, os campeonatos mundiais de futebol. Foi em 1985  que se ocupou disto. O resultado foi recolhido  na época no livro «Suchen, was droben ist» («Buscar as coisas do alto»). 

Anos mais tarde, em 2008, o mesmo texto foi republicado – en espanhol– no livro «O resplendor de Deus em nosso tempo», de a editora Herder. As mentes brilhantes tem esse dom de aprofundar nos recôncavos do aparentemente óbvio e descobrir-nos o que nem todos conseguer ver em um segundo, terceiro e inclusive quarto momento. É este o caso. Como se pode advertir, o Cardeal Ratzinger prova –talvez sem pretendê-lo– que o futebol é uma realidade que pode ser tomada a sério: de forma amena, profunda e interessante. Adereços mais bem escassos na literatura esportiva. 

***

Com seu período de quatro anos, o Campeonato Mundial de Futebol demonstra ser um acontecimento que cativa centenas de milhões de pessoas. Não há quase nenhum outro acontecimento na terra que alcance uma repercusão de vastidão semelhante. O que demonstra que com isso está tocando-se algo radicalmente humano, e cabe se perguntar onde se encontra o fundamento deste poder em jogo.

O pessimista dirá que é o mesmo que na antiga Roma. O slogan das massas rezava 'panem et circenses', pão e circo. Pão e jogos são,  que mal nos pese, o conteúdo vital de uma sociedade decadente que não conhece mais, objetivos mais elevados. Mas mesmo quando se aceita  este julgamento, não seria de modo algum suficiente.

Caberia perguntar ainda: em que se baseia a fascinação do jogo como para que chegue a ocupar um lugar de igual importância que o pão? Com a vista posta na antiga Roma poderia responder  de novo que o grito de pão e circo é propriamente a expressão do desejo pela vida do paraíso, por uma vida de satisfação sem fadigas e de liberdade plenamente realizada. 

Com efeito, este é, em última instância, o conteúdo do conceito de jogo: uma tarefa de tudo livre, sem objetivo e sem obrigação, e uma tarefa que, também, é tensa e emprega todas as forças do ser humano.

Neste sentido, o jogo seria então uma sorte em  tentar o regresso ao paraíso: sair da escravizante seriedade da vida cotidiana e de seus cuidados pela vida para a seriedade livre do que não necessariamente tem que ser e que, justamente por isso, é belo. Frente a isso, o jogo transcende em certo sentido a vida cotidiana; mas, sobretudo no menino, tem ainda antes outro caráter: é um exercício para a vida, simboliza a vida  e, por dizer assim, a adianta em uma forma plasmada com liberdade.



Segundo meu parecer, a fascinação do futebol reside essencialmente porque reúne esses dois aspectos de forma muito convincente. Obriga o homem antes de tudo a se disciplinar, de modo que, pelo  treinamento, adquire a disposição sobre si mesmo, por tal disposição, superioridade, e pela superioridade, liberdade. 

Mas depois lhe ensina também a cooperação disciplinada: como jogo de equipe, o futebol o obriga a um ordenamento  próprio dentro do conjunto. Une através do objetivo comum; o êxito e o fracasso de cada um estão cifrados no êxito e no fracasso do conjunto. 

Finalmente, o futebol ensina um enfrentamento limpo em que a regra comum   que o jogo se submete segue sendo o que une e vincula ainda  na posição de adversários e, além disso, a liberdade do lúdico, quando se desenvolve corretamente, faz que a seriedade do enfrentamento torne a se resolver  e desemboque na liberdade da partida finalizada. 

Na qualidade de espectadores, os homens se identificam com o jogo e com os jogadores e, desse modo, participam da comunidade da própia equipe, do enfrentamento com o outro, assim como da seriedade e da liberdade do jogo: os jogadores passam a ser símbolos da própria vida. Isso  age retroativamente sobre eles: sabem, com efeito, que as pessoas se veem representadas e confirmadas a si mesmas neles.

Naturalmente, tudo isto pode se perverter  por um espírito comercial que submete tudo isso na sombria seriedade do dinheiro, e o jogo deixa de ser tal modo para transformar-se em uma indústria que suscita um mundo de aparência de dimensões horrorosas. Mas para esse  mundo de aparência não poderia subsistir se não existisse a base positiva que subjaz ao jogo: o exercício preparatório para a vida e a transcendência da vida para o paraíso perdido. Não obstante, em ambas as coisas há que buscar uma disciplina da liberdade; na vinculação à regra, exercitar a ação conjunta, o enfrentamento e o se valer  por si mesmo. Se considerarmos tudo isto, talvez pudéssemos aprender de novo a vida a partir do jogo. 

Com efeito: nele se faz visível algo fundamental: não só  de pão vive o homem; mais ainda: o mundo do pão é em definitivo só  o estado preliminar do propriamente humano, do mundo da liberdade. Mas a liberdade vive da regra, da disciplina que aprende o atuar conjunto e o correto enfrentamento, o ser independente do êxito exterior e da arbitrariedade, e desse modo chega a ser verdadeiramente livre. O jogo, uma vida: se aprofundamos, o fenômeno de um mundo entusiasmado pelo futebol poderá oferecer-nos mais que um mero entretenimento

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domingo, 15 de junho de 2014

Dove arrasa com um terno anúncio e as 28 cenas de tua vida que chamou o seu Papai. Nos perigos, nos medos, nas dores, nas dificuldades, nas ausências...

Dove arrasa con un tierno anuncio y las 28 escenas de tu vida en las que llamaste a tu Papá

ReligionenLibertad.com 

Continua a onda de  comerciais pró-família

Dove arrasa com um terno anúncio e as 28 cenas de tua vida   que chamou o seu Papai. 
Nos perigos, nos medos, nas dores, nas dificuldades, nas ausências...

ReL - 10 junho 2014 - religionenlibertad;com 

Dove se somou à avalanche de anúncios comerciais que têm a família, a paternidade e os filhos como fonte de emoções autênticas e valores positivos: aí está Hero e sua "loucura de ser padres", ou também a Coca Cola e a experiência de alguns pais de primeira mão, ou inclusive o McDonald´s e o transcorrer da vida entre dois nascimentos...

Em Estados Unidos, onde o Dia do Pai não se celebra na festividade de São José (19 de  março) mas o terceiro domingo de junho ( dia 15 este ano), as grandes companhias não deixam passar a ocasião para se promover no tempo que promovem também seus produtos vinculando-os à jornada. 

É o caso da citada marca de cosméticos, que aposta por regalar-nos até com 28  cenas da vida cotidiana (e nem todas infantis) marcadas pelas palavras Papai [Dad] ou Papi/Papito/Papaizinho [Daddy]. E não faz falta muito mais. "Por todas as vezes que responderam a nossa chamada", afirma o anúncio, "não é o momento de homenagear os Papais?".

http://videos.religionenlibertad.com/video/pzoNxuRdoQ/Por-todas-las-veces-que-llamaste-a-tu-Papa

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quando nos pomos à escuta da Revelação divina, da Palavra de Deus, para a acolher, então somos alcançados por uma mensagem que enche de luz e de esperança a nossa vida e somos deveras livres. Se estiver separada da verdade, a liberdade torna-se tragicamente princípio de destruição da harmonia interior da pessoa humana.

PAPA BENTO XVI
Catequese de Quarta-feira, 7 de Julho de 2010


João Duns Escoto
Amados irmãos e irmãs!

Esta manhã – depois de algumas catequeses sobre diversos grandes teólogos – desejo apresentar-vos outra figura importante na história da teologia: trata-se do beato João Duns Escoto, que viveu no final do século XIII. Uma antiga inscrição sobre o seu túmulo resume as coordenadas geográficas da sua biografia: "a Inglaterra acolheu-o; a França instruiu-o; Colônia, na Alemanha, conserva os seus despojos mortais; na Escócia ele nasceu". 

Não podemos descuidar estas informações, também porque temos muito poucas notícias sobre a vida de Duns Escoto. Ele nasceu provavelmente em 1266 numa aldeia que se chamava precisamente Duns, perto de Edimburgo. Atraído pelo carisma de São Francisco de Assis, entrou na Família dos Frades Menores, e em 1291 foi ordenado sacerdote. 

Dotado de uma inteligência brilhante e propensa à especulação – aquela inteligência pela qual a tradição lhe conferiu o título de Doctor subtilis, "Doutor subtil" – Duns Escoto foi orientado para os estudos de filosofia e de teologia nas célebres Universidades de Oxford e de Paris. 

Concluída com bom êxito a formação, empreendeu o ensino da teologia nas Universidades de Oxford e de Cambridge, e depois de Paris, começando a comentar, como todos os Mestres da época, as Sentenças de Pedro Lombardo. 
As obras principais de Duns Escoto representam precisamente o fruto maduro destas lições, e tomam o título dos lugares onde ele ensinou: Ordinatio (denominada, no passado, Opus Oxoniense – Oxford), Reportatio Cantabrigiensis (Cambridge), Reportata Parisiensia (Paris). A estas obras, pode ainda ser acrescentada a chamada Quodlibeta (ou Quaestiones Quodlibetales), uma obra de grande importância formada por 21 questões sobre vários temas teológicos. 

Afastou-se de Paris quando, tendo rebentado um grave conflito entre o rei Felipe IV o Belo e o Papa Bonifácio VIII Duns Escoto preferiu o exílio voluntário, para não assinar um documento hostil ao Sumo Pontífice, como o rei tinha imposto a todos os religiosos. Assim – por amor à Sé de Pedro – juntamente com os Frades franciscanos, abandonou o país.
Queridos irmãos e irmãs, este acontecimento convida-nos a recordar quantas vezes, na história da Igreja, os crentes encontraram hostilidades e até sofreram perseguições devido à sua fidelidade e devoção a Cristo, à Igreja e ao Papa. Todos nós olhamos com admiração para estes cristãos, que nos ensinam a guardar como um bem precioso a fé em Cristo e a comunhão com o Sucessor de Pedro e, assim, com a Igreja universal.

Contudo, as relações entre o rei da França e o sucessor de Bonifácio VIII depressa foram restabelecidas, e em 1305 Duns Escoto pôde regressar a Paris para ali ensinar teologia com o título de Magister regens, que hoje corresponderia a professor ordinário. Sucessivamente, os Superiores convidaram-no para Colônia como professor do Colégio teológico franciscano, mas ele faleceu a 8 de Novembro de 1308, com apenas 43 anos de idade, contudo deixando um número relevante de obras.

Devido à fama de santidade da qual gozava, o seu culto difundiu-se depressa na Ordem franciscana e o Venerável Papa João Paulo II quis proclamá-lo solenemente beato a 20 de Março de 1993, definindo-o "cantor do Verbo encarnado e defensor da Imaculada Conceição". Nesta expressão está sintetizada a grande contribuição que Duns Escoto ofereceu à história da teologia.

Antes de tudo, ele meditou sobre o Mistério da Encarnação e, ao contrário de muitos pensadores cristãos da época, afirmou que o Filho de Deus se teria feito homem mesmo se a humanidade não tivesse pecado. Ele afirma na "Reportata Parisiensia": "Pensar que Deus teria renunciado a esta obra se Adão não tivesse pecado seria totalmente irracional! Portanto, digo que a queda não foi a causa da predestinação de Cristo, e que – mesmo se ninguém tivesse pecado, nem o anjo nem o homem – nesta hipótese Cristo teria sido ainda predestinado do mesmo modo" (in III Sent., d. 7, 4). Este pensamento, talvez um pouco surpreendente, surge porque para Duns Escoto a Encarnação do Filho de Deus, projetada desde a eternidade por parte de Deus Pai no seu desígnio de amor, é cumprimento da criação, e torna possível que cada criatura, em Cristo e por meio dele, seja preenchida de graça, e preste louvor e glória a Deus na eternidade. Duns Escoto, apesar de estar consciente de que, na realidade, por causa do pecado original, Cristo nos remiu com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, reafirma que a Encarnação é a obra maior e mais bela de toda a história da salvação, e que ela não está condicionada por qualquer fato contingente, mas é a ideia original de Deus para unir finalmente toda a criação consigo mesmo na pessoa e na carne do Filho.

Discípulo fiel de São Francisco, Duns Escoto gostava de contemplar e pregar o Mistério da Paixão salvífica de Cristo, expressão da vontade de amor, do amor imenso de Deus, o Qual transmite com grandíssima generosidade para fora de si os raios da sua bondade e do seu amor (cf. Tractatus de primo principio, c. 4). 
E este amor não se revela só no Calvário, mas também na Santíssima Eucaristia, da qual Duns Escoto era devotíssimo e que via como o Sacramento da presença real de Jesus e como o Sacramento da unidade e da comunhão que conduz a amar-nos uns aos outros e a amar Deus como o Sumo Bem (cf. Reportata Parisiensia, in IV Sent.,d.8,q.1, n. 3). 
"E, – escrevia na Carta por ocasião do Congresso Internacional em Colónia no VII Centenário da morte do beato Duns Escoto, fazendo referência ao pensamento do nosso autor – como este amor, esta caridade foi o início de tudo, assim também só no amor e na caridade será a nossa bem-aventurança: «O querer ou a vontade amorosa é simplesmente a vida eterna, beata e perfeita»" (AAS 101 [2009], 5).

Queridos irmãos e irmãs, esta visão teológica, fortemente "cristocêntrica", predispõe-nos para a contemplação, admiração e gratidão: Cristo é o centro da história e da criação, é Aquele que dá sentido, dignidade e valor à nossa vida! Como o Papa Paulo VI em Manila, também eu hoje gostaria de bradar ao mundo: "[Cristo] é o revelador do Deus invisível, é o primogênito de cada criatura, é o fundamento de todas as coisas; Ele é o Mestre da humanidade, é o Redentor, Ele nasceu, morreu, ressuscitou para nós; Ele é o centro da história e do mundo; é Aquele que nos conhece e nos ama; é o companheiro e o amigo da nossa vida... Nunca terminaria de falar d'Ele" (Homilia, 29 de Novembro de 1970).

Não só o papel de Cristo na história da salvação, mas também o de Maria é objeto da reflexão do Doctor subtilis. Na época de Duns Escoto a maior parte dos teólogos fazia uma objeção, que parecia insuperável, à doutrina segundo a qual Maria Santíssima foi preservada do pecado original desde o primeiro momento da sua concepção: de fato, a universalidade da Redenção realizada por Cristo, à primeira vista, podia parecer comprometida por semelhante afirmação, como se Maria não tivesse precisado de Cristo e da sua redenção. Por isso os teólogos opunham-se a estes textos. Então, Duns Escoto, para fazer compreender esta preservação do pecado original, desenvolveu um tema que depois seria adotado também pelo beato Papa Pio IX em 1854, quando definiu solenemnete o dogma da Imaculada Conceição de Maria. E este argumento é o da "Redenção preventiva", segundo a qual a Imaculada Conceição representa a obra-prima da Redenção realizada por Cristo, porque precisamente o poder do seu amor e da sua mediação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Por conseguinte Maria é totalmente remida por Cristo, mas já antes da concepção. Os Franciscanos, seus irmãos de hábito, aceitaram e difundiram com entusiasmo esta doutrina, e outros teólogos – muitas vezes com juramento solene – comprometeram-se a difundi-la e a aperfeiçoá-la.

A este propósito, gostaria de ressaltar outro aspecto, que me parece importante. Teólogos de valor, como Duns Escoto acerca da doutrina sobre a Imaculada Conceição, enriqueceram com a sua contribuição específica de pensamento aquilo em que o Povo de Deus já acreditava espontaneamente sobre a Bem-Aventurada Virgem, e manifestava nos atos de piedade, nas expressões da arte e, em geral, na vivência cristã. 
Assim a fé quer na Imaculada Conceição, quer na Assunção corporal da Virgem já estava presente no Povo de Deus, mas a teologia ainda não tinha encontrado a chave para a interpretar na totalidade da doutrina da fé. Por conseguinte, o Povo de Deus precede os teólogos e tudo isto graças àquele sensus fidei sobrenatural, ou seja, àquela capacidade infundida pelo Espírito Santo, que habita e abraça a realidade da fé, com a humildade do coração e da mente. 
Neste sentido, o Povo de Deus é "magistério que precede", e que depois deve ser aprofundado e intelectualmente acolhido pela teologia. Que os teólogos possam pôr-se sempre à escuta desta nascente da fé e preservar a humildade e simplicidade dos pequeninos! Já recordei isto há alguns meses, dizendo: "Existem grandes doutos, grandes especialistas, grandes teólogos, grandes mestres da fé, que nos ensinaram muitas coisas. Penetraram nos pormenores da Sagrada Escritura... mas não puderam ver o próprio mistério, o verdadeiro núcleo... O essencial permaneceu escondido! Em contrapartida, no nosso tempo existem também os pequeninos que conheceram este mistério. 
Pensemos em santa Bernadete Soubirous; em santa Teresa de Lisieux, com a sua nova leitura "não científica" da Bíblia, mas que entra no coração da Sagrada Escritura" (Homilia na Missa celebrada com os Membros da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, 1/12/2009, ed. em português de L'Osservatore Romano de 5/12/2009, p. 9).

Por fim, Duns Escoto desenvolveu um aspecto ao qual a modernidade é muito sensível. Trata-se do tema da liberdade e da sua relação com a vontade e com o intelecto. O nosso autor ressalta a liberdade como qualidade fundamental da vontade, iniciando uma orientação que valoriza sobretudo a esta última. Infelizmente, nos autores que vieram depois de Duns Escoto, esta linha de pensamento se desenvolveu em um voluntarismo em contraste com o chamado intelectualismo agostiniano e tomista. Para São Tomás de Aquino, que segue Santo Agostinho, a liberdade não pode considerar-se uma qualidade inata da vontade, mas o fruto da colaboração da vontade e do intelecto. Uma ideia da liberdade inata e absoluta – como justamente se desenvolveu sucessivamente a Duns Escoto – colocada na vontade que precede o intelecto, quer em Deus quer no homem, de fato, corre o risco de levar à ideia de um Deus que não estaria relacionado nem sequer com a verdade e com o bem. O desejo de salvar a absoluta transcendência e diversidade de Deus com uma acentuação tão radical e impenetrável da sua vontade não tem em consideração que o Deus que se revelou em Cristo é o Deus "logos", que agiu e age cheio de amor por nós. Certamente, o amor supera o conhecimento e é capaz de compreender cada vez mais o pensamento, mas é sempre o amor do Deus "logos" (cf. Bento XVI, Discurso em Regensburg, Insegnamenti di Benedetto XVI, II [2006], p. 261). 
Também no homem a ideia de liberdade absoluta, colocada na vontade, esquecendo o nexo com a verdade, ignora que a mesma liberdade deve ser libertada dos limites que lhe provêm do pecado. De qualquer modo, a visão escotista não caiu nestes extremos: para Duns Escoto um ato livre é fruto da afluência entre intelecto e a vontade e, se ele fala de um "primado" da vontade, o faz justamente porque argumenta que a vontade segue sempre o intelecto.

Falando aos seminaristas romanos no ano passado recordei que "a liberdade em todos os tempos foi o grande sonho da humanidade, desde o início, mas sobretudo na época moderna" (cf. Discurso ao Pontifício Seminário Maior Romano, 20 de Fevereiro de 2009). 
Contudo, precisamente a história moderna, além da nossa experiência quotidiana, ensina-nos que a liberdade só é autêntica, e só ajuda a construir uma civilização deveras humana, se estiver reconciliada com a verdade. Se estiver separada da verdade, a liberdade torna-se tragicamente princípio de destruição da harmonia interior da pessoa humana, fonte de prevaricação dos mais fortes e dos violentos, e causa de sofrimentos e de lutos. A liberdade, como todas as faculdades das quais o homem está dotado, cresce e aperfeiçoa-se, afirma Duns Escoto, quando o homem se abre a Deus, valorizando a disposição para a escuta da Sua voz: quando nos pomos à escuta da Revelação divina, da Palavra de Deus, para a acolher, então somos alcançados por uma mensagem que enche de luz e de esperança a nossa vida e somos deveras livres.

Amados irmãos e irmãs, o beato Duns Escoto ensina-nos que na nossa vida o essencial é crer que Deus está próximo de nós e nos ama em Jesus Cristo, e portanto, cultivar um amor profundo a Ele e à sua Igreja. Deste amor nós somos as testemunhas nesta terra. Maria Santíssima nos ajude a receber este amor infinito de Deus do qual gozaremos de modo pleno eternamente no Céu, quando enfim a nossa alma estiver para sempre em Deus, na comunhão dos santos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A modelo que queria abortar para ser famosa se arrependeu no táxi a caminho da clínica e chorou.

ReligionenLibertad.com 

La modelo que quería abortar para ser famosa se arrepiente en el taxi camino de la clínica y llora
Josie Cunningham sentiu um  pontapé de um «punhado de células»

A modelo que queria abortar para ser famosa se arrependeu no táxi a caminho da clínica e chorou.
Josie Cunningham, com muita maquiagem e arrumações, na primeira entrevista em vídeo que deu ao Mirror.

Pablo J. Gines/ReL- 29 abril 2014-religionenlibertad.com  

Josie Cunningham, modelo inglesa de 23 anos, não tem realmente contribuído muito para o mundo da beleza e da arte, mas agora pode ser um marco na história da bioética midiática. 

Primeiro anunciou que queria abortar  seu bebê de 4 meses de gestação para entrar no Big Brother.

Despertou um grande escândalo, e agora anunciou entre lágrimas que se emocionou ao sentir seu primeiro pontapé, que  viu fotos de abortos, que entende  melhor agora em que consiste, e que não abortará.

Viciada em custos médicos desnecessários
Antes deste episódio, Josie se tornou famosa quando anunciou que tinha conseguido que o sistema de saúde pública lhe financiasse com 4.800 libras uma operação de aumento das mamas. Mostrou os abundantes resultados em abundantes fotos nos tabloides mais sensacionalistas. “Sempre me assediaram emocionalmente e sofri muito psiquicamente por ter mamas pequenas”, dizia. 

Também  retocou outras partes do corpo e começou a sair com alguns famosos ou  esportistas. Para o grande público, “uma petarda (pessoa chata e aborrecida)”: nem sequer era especialmente simpática.

Mas quando Josie, grávida de 4 meses, anunciou que ia abortar simplesmente para entrar na versão inglesa do programa televisivo “Big Brother”, se desencadeou uma tormenta midiática cheia de contradições, onde todos chamaram de hipócritas a quase todos. 

"Quero ser famosa, estou pouco ligando com o que dizem"
Josie presumia do que faria com fama e dinheiro: “Quero dirigir um brilhante Range Rover rosa e comprar  uma casa gigante. Nada se interporá em meu caminho”. Também dizia que pensava em abortar porque era sua decisão para a fama, não por necessitar dinheiro imediato porque “de fato, com as fotos do bebê já teria dinheiro”. E como não se sabe quem é o pai, as especulações sobre tal ou qual famoso… 

Inclusive quando o Big Brother, ao ver o escândalo público, anunciou que não a aceitaria no programa nem  que abortasse, ela se reafirmou em sua decisão repetindo que “ninguém pode influenciar a mim, não me importa o que as pessoas digam”.

A lei permite o aborto "porque sim"
A lei inglesa de 1990 aprovada por Margaret Thatcher basicamente permite o aborto livre até o parto  utilizando o filtro do “risco para a saúde mental” da mãe, mesmo na teoria se supõe que o aborto não é legal passadas as 24 semanas. Até as 24 semanas se aborta  sem especificar uma causa.

Sabem que é matar, mas não se importam
A sensação pública na descristianizada Inglaterra é que o aborto é algo que é mal mas deve ser legal, na teoria, porque é necessário por razões “graves”. 

Em uma sondagem de 2013 (que detalhávamos aqui na ReL)   44% dos aposentados admitia que "o ponto em que se inicia a vida humana" é na concepção, mas só    7% dos ingleses proibiria todos os abortos. 

Mas quando uma aspirante a viver da fama anunciou que queria abortar para entrar no Big Brother, muitos “pró-escolha” a condenaram em público: “Eu sou pró-escolha mas isso me parece uma barbaridade”.

Colunistas, famosos e articulistas que nunca tinham condenado nem protestado contra o aborto se apressaram em chamá-la de irresponsável, de frívola…

Querer ser famosa não é uma ”razão grave” para abortar.

Mas o certo é que a lei inglesa não pede razões graves.

Tremem os abortistas "hard"
Os abortistas de linha dura se assustaram ao ver que os de linha branda criticavam  Josie por buscar um aborto por razões frívolas.  Acaso não é o aborto um direito e ponto? Não deve abortar a mulher porque quer, porque é legal, sem ter que dar nenhuma razão? 

Começa se buscando razões sérias para abortar e se acaba proibindo o aborto, vinham a raciocinar, espantadas, personalidades abortistas como Catherine Scott no 'The Telegraph'.

Outro exemplo paradigmático desta linha dura foi o colunista Martin Robbins em sua seção “O cientista leigo” do muito abortista diário 'The Guardian'. Repetiu mil vezes que o aborto é um direito, recordou que muitas mulheres abortam porque laboralmente lhes convém (algo que ele louva), chamou de hipócritas  quem considerava que a busca da fama de Josie não fosse outro trabaljo a mais e especialmente se indignou de que jornais popularescos e inclusive liberais e progressistas de repente chamavam “bebê” e “criança” o que ele não considera mais que um amontoado celular. 

“The Mirror, abandonando suas credenciais liberais, descreve o aborto de um punhado de células como uma decisão de vida ou morte”, protesta Robbins, indignadíssimo. 

E então, o “punhado de células” de 4 meses deu um pontapé em sua mamãe. 

Pontapezinhos e fotos de abortos
Não é que Josie não soubesse o que eram os chutes de bebês: já tinha tido dois filhos. Mas algo se ativou dentro de Josie com este primeiro chute de seu terceiro bebê.

E decidiu não abortar.

"Realmente pensei que ia ser capaz, mas não pude. Tinha sentido o bebê chutar pela primeira vez 24 horas antes e não pude tirar essa sensação da cabeça", disse, chorando, a modelo que queria ir ao programa de televisão ´Big Brother´, agora já com 18 semanas. 

"Simplesmente não podia fazê-lo", declarou Josie ao 'Sunday Mirror' (pode ver suas declarações em vídeo ao jornal inglês AQUI). 

Josie detalhou que se dirigia ao abortório quando a assaltaram todas as dúvidas. 

"Eu estava no táxi a caminho da clínica e me senti fisicamente enferma", disse Cunningham. "Quando o taxista me disse que estávamos a um minuto, me pus  a chorar. Quis  lançar-me fora do carro em marcha, e escapar. Tinha minhas mãos na barriga e tive uma sensação muito forte: não podia permitir que ninguém  levasse o meu bebê!”.

Segundo o diário inglês, foi influenciada no seu caso o ter visto fotos de fetos humanos abortados de 18 e 19 semanas de gestação, que muita gente lhe havia enviado para sua conta do Twitter.

“Tive muitos tuítes de gente dizendo-me que olhasse essas imagens de fetos de 18 e 19 semanas e que compreendesse o que ia  fazer”, conta Josie. 

“Enquanto estava deitada acordada, antes da data,  fiquei arrasada”, considera Josie. “Creio que ignorava os fatos, tudo o que está implicado no procedimento”. 

E finaliza com um bom propósito: “Eu decidi  ser uma boa mãe   como com meus outros filhos”, assegura.

Um fruto da oração?
O portal de notícias pró-vida 'LifeSiteNews' publicou que quando Josie anunciou seu desejo de abortar muitos leitores criaram cadeias de oração para que não acontecesse. Os católicos usavam, por exemplo, uma oração atribuída ao defunto arcebispo Fulton Sheen: “Jesus, Maria e José, os amamos muito! Nós suplicamos salvar a vida de N., a quem temos adotado espiritualmente e que está em perigo de ser abortado. Amém.”

Agora  vamos ver o que dizem os abortistas de linha dura, os que pedem que se respeite o aborto “sem causa”… pelo geral, só pedindo que se considere que  seguir com uma gravidez tampouco tem “causa”: não  gostam de falar de chutes na barriga.

Enquanto os abortistas de linha branda, os de “sou pró-escolha mas…”, que foram criticados pelos de linha dura, terão que rever seus limites. Apoiam uma lei que permite abortar sem causa alguma, só  por razões frívolas? 

O que resta do slogan clássico das abortistas de “ninguém aborta por gosto” ou “somos adultas e responsáveis e decidimos”?

Josie Cunningham  pôs a pensar a muita gente que não costumava pensar...


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terça-feira, 8 de abril de 2014

Professor de religião e focado no ocultismo? Parecia-lhe normal até que Deus lhe deu um aviso. Laszlo entrou em uma associação de radiostesia -suposta localização e cura por pêndulos- que era uma escola de ocultismo.

ReligionenLibertad.com

Radiostesia, controle de «energia»... a história de Laszlo
¿Profesor de religión y volcado en el ocultismo? Le parecía normal hasta que Dios le dio un aviso
Professor de religião e focado no ocultismo? Parecia-lhe normal até que Deus lhe deu um aviso.

Laszlo entrou em uma associação de radiostesia -suposta localização e cura por pêndulos- que era uma escola de ocultismo.

Moj Pribeh/ Portaluz - 3 abril 2014 - religionenlibertad.com

Mesmo tendo cinco anos quando seus pais se divorciaram, Laszlo (Ladislao) Szilagyi não ficou com traumas por causa disso.

Os encontros regulares com seu pai o faziam  se sentir  amado, protegido e desde cedo também Deus era uma realidade cotidiana e até “evidente” em sua Romênia natal.

Mas,  diferente de outras crianças e sua própria família, não podia evitar se sentir  atraído com força “em conhecer o divino e o sobrenatural”, confidencia.

Ao despontar da puberdade sua família se mudou para a cidade de Timosoara para que pudesse depois prosseguir os estudos secundários. Era um mundo que oferecia aos garotos dezenas de novas atividades em  que experimentar…

O 'kung fu' e a "energia"
Ladislao, com nove anos, aprendeu o Kung Fu; disciplina de artes marciais em que destacava o ponto em que seu ‘mestre’ lhe confiaria o  treinamento dos mais novos.

“Meu  treinador  dizia-nos que devíamos utilizar nossa energia interior, porque através dela os mestres chineses foram capazes de alcançar resultados incríveis na prática das artes marciais. Eu sentia esta energia chegando em minhas mãos, irradiando de  todo meu cuerpo… como uma forma de calor”.

Passaram os anos e finalmente completou seu desejo de dar um passo a mais para “conhecer” a Deus e entrou na universidade para estudar teologia.

No campus “alguns amigos que praticavam o yoga souberam de minhas experiências no Kung Fu com «a energia»”… e lhe sugeriram que buscasse  se treinar  nisso, “porque este tipo de energia  podia se utilizar para curar as pessoas” lhe disseram. Claro… e acreditou.

Sexo e  baixa moral
Sua sede de infinito que entesourava desde a infância se ativou com aquela sugestiva proposta, mas em pouco tempo, enamorado de uma garota, a paixão e o desfrute sexual que livremente se prodigalizava, passou a ser o centro de seus interesses.

Mesmo sendo  evidente, que era incapaz de constatar a contradição de seu agir com a fé em Deus "não considerávamos isto um pecado porque - diferente de outros jovens- éramos leais um com o outro e não mudávamos de companhia sexual, nos gostávamos”.

A relação “esgotada a química entre ambos” –disse- terminou quando ela finalizou seus estudos universitários e  foi de volta para casa.

Estava só e pouco a pouco despertou aquela paixão antiga –fala- “por conectar-se com as coisas entre o céu e a terra… ou seja conseguir habilidades sobrenaturais, e também meu desejo por ajudar com isso  outras pessoas. Então foi como um dia vi a oferta que me seduziu: «Participem dos cursos da Sociedade Romena de Radiestesia!»”.



Oficina de  treinamento em radiestesia... às vezes é uma mera estafa; outras, uma porta ao ocultismo

Ocultista sem perceber
Ladislao tinha aberto uma fresta pela qual logo se colaria seu pior inimigo, ainda que ele o visse por muito tempo revestido do bem.

Na particular sociedade o  treinaram, potenciando suas habilidades com “a energia” que o mestre do Kung Fu já tinha estimulado em sua puberdade.

Mas o grupo tinha certas normas –comenta Ladislao- e teve de assinar uma carta de adesão e lealdade à “Sociedade”.

Eles –disse- preparavam a seus adeptos para qualificar não só  como buscadores de água ou metais mediante um pêndulo ou varinhas metálicas em forma de Y, a atividade habitual de quem pratica  Radiestesia...

“Quando obtive o conhecimento e aprendi a trabalhar com ele –narra Ladislao-  não pude mais voltar a minha vida normal.  Passava-a buscando água, buscando pessoas perdidas, diagnosticando enfermidades e buscando curar por meio da transferência de energia. Estava fascinado com minhas novas habilidades, que acreditava eram um presente de Deus”.

O evidente selo ocultista do grupo não foi evidente para o jovem… “ Converti-me em um dos melhores nisto ao ponto que ofereci um curso de prática privada na mesma universidade. Muitos participavam e começaram a me chamar de «El Gran Szi». A glória e o reconhecimento se sentiam bem. Confiando em minhas habilidades sobrenaturais me convenci de que eu era certeiro no que fazia”.

Professor de religião católica... e guru new age
Crendo que curava  muitos e animado por seus ‘discípulos’ finalizou em paralelo os estudos de Teologia e começou a dar aulas de religião.

“Muitas pessoas tentaram me fazer  ver que não estava    correto, mas ninguém deles me convenceu..."

"Até que um dia conheci  um antigo amigo de nosso pároco, que estudava teologia na Itália, era diácono, e se interessou em ir no dia seguinte a uma de minhas aulas de religião na escola”.

Interessado nos exorcismos
Ladislao estava encantado com a ideia, especialmente, disse, porque e atraía  a conversa. “Narrou-me algumas experiências que tinha tido com o tema do exorcismo.  Falava sobre o dom carismático da libertação e dizia que o vivia como um presente de Deus”.

Recordou que no dia seguinte estando na metade da aula, o diácono se pôs de pé e saiu da sala de aula, mesmo tendo combinado que o acompanharia todo o dia na escola.   Encontraram-se um par de dias depois e ali Ladislao soube o porque havia saído da aula…

“Quando comecei a falar sentiu a enorme opressão espiritual de  algo maligno saindo de mim e se viu obrigado a sair para rezar por mim em uma igreja próxima. Agregou que estando em oração Deus lhe tinha dado uma mensagem para mim: «…Tu estás dividido, a luz e a escuridão se misturam dentro de ti.  Até quando seguirás assim?»”

O jovem ficou estupefato, porque o diácono nada sabia dele e além disso estava seguro que o pároco não podia ter dito nada sobre o que fazia pela tarde,  desconhecia, e “eu era considerado um crente exemplar… era professor de religião”.

Não duvidou nem um segundo em pedir  que o exorcizasse, mas o diácono  explicou que isso não era possível para ele. “Eu estava impressionado e pensei que se meus dons não eram de Deus, devia me defazer  de todo isso por completo".

Oração de libertação... e mudança de vida
“Enviou-me a uma comunidade em Budapest, onde um sacerdote, disse, poderia me ajudar. Ali começaram a orar por minha libertação. No princípio não senti efeito algum, mas o Espírito Santo começou a me iluminar  gradualmente. Soube que também devia acabar com o que fazia para mudar de vida. Era muito difícil para mim renunciar a todos os dons paranormais que sabia empregar, e rogava a Jesus para que me livrasse de tudo. Pensei que ia a morrer pois sentia que eu seria nada em absoluto sem esses poderes".

Foram vários encontros e em u  deles, em meio ao fragor da oração que o sacerdote realizava invocando  Jesus, Ladislao teve uma revelação… “Ser nada em absoluto (para ser só  um filho de Deus) é melhor que ser um escravo do diabo”.

Mas nem bem teve esta certeza conta que escutou uma voz, alheia, que lhe sussurrava... «Não será tão fácil como crês porque és meu».



Laszlo, o protagonista desta história

“Foi um período de luta difícil. Teve pesadelos, ansiedade, depressão, e tentações diabólicas. Meu último passo para a liberdade foi enviar uma carta pública onde desautorizei a comunidade   que sabia ser membro (onde realizava todos aqueles atos paranormais), porque eram contrários à doutrina de Cristo”.

Finalmente o dom da liberdad chegou.

Continua como professor de religião, se casou, tem três filhos e é voluntário na Rádio Maria…

“Baseado em minha própria experiência, para quem ler meu testemunho lhes animo a evitar todas as coisas que conduzem ao ocultismo, as práticas impuras ou a conduta imoral. Exorto-os a que escutem só  a Jesus, porque Ele vive hoje em sua Igreja, e por meio de sua força poderosa transforma as vidas de quem o segue  e escuta”.



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segunda-feira, 24 de março de 2014

Um médico reverteu um aborto químico, depois de que a mãe se arrependeu

infocatolica.com 

FIEL AO SEU JURAMENTO PELA VIDA

Um médico reverteu um aborto químico, depois de que a mãe se arrependeu

Kim, de 32 anos, estava desvairada quando saiu da clínica abortista Planned Parenthood em Fort Collins no sábado pela tarde. Logo que  tomou a primeira dose da pílula do aborto, ela soube que tinha cometido um erro. Parou em um estacionamento de uma igreja próxima. «Comecei a tratar de vomitar   imediatamente», disse, lutando para falar ao recordar o dia traumático do passado mês de setembro de 2013 quando lidava com a maneira de proceder com sua gravidez. «Eu segui esforçando-me em vomitar até que não pudesse sentir o sabor da pílula».

Portaluz/InfoCatólica - 22 março 2014 - religionenlibertad.com

 Ao mesmo tempo, começou a realizar buscas na Internet para «reversão de aborto» em seu telefone inteligente. Esaa busca lovou-a  em www.abortionpillreversal.com e seu telefone direto. Seu chamado, que era a última esperança, a conectou com o Dr. Edwin Anselmi, um médico devoto de Nossa Senhora da Esperança na Clínica Médica Centenário.
Anselmi a aconselhou que fosse  imediatamente à clínica. Por volta de duas horas tinham transcorrido desde o momento em que tinha tomado a pílula até que chegou onde estava o médico pró-vida. Examinou-a, fez um ultrasom onde conseguiu escutar os acelerados batimentos do coração do bebê e logo começou um protocolo para reverter os efeitos da droga.
Como funciona?
Kim, com quase nove semanas de gravidez, tinha tomado a mifepristona, também conhecida como pílula do aborto, que o induz neutralizando o hormônio progesterona necessário para manter uma gravidez. Sem a progesterona, a placenta -uma estrutura que se desenvolve no útero durante a gravidez- falha, cortando o oxigênio e nutrição do embrião.


«Quando fui ainda estavam dando a opção da pílula ou da máquina», disse. «Estavam realmente empurrando-me para a máquina dizendo… todos estavam de acordo que  gostariam que optasses pela máquina, é menos emocional».
«A máquina» é um dispositivo de sucção que esvazia o útero, comumente chamado aspiração ou aspiração ao vazio. O pessoal do Planned Parenthood o recomenda como uma forma de «acabar de uma vez» e «conseguir que se faça rápido», disse Kim.
No entanto, ela escolheu a pílula, convencendo-se que assim seu ato não era realmente um aborto. «Parecerá um aborto involuntário», se disse. «Sabia em meu coração que estava mal. ...Eu estava rezando todo o tempo».
Justo a tempo
E Deus respondeu a suas orações levando-a até o doutor Anselmi, antes de continuar com o passo seguinte  do processo abortivo que precisa ingerir outro fármaco para acabar de matar o bebê, 36 a 72 horas mais tarde. Esta última droga produz contrações para expulsar o feto, um processo que pode variar desde umas poucas horas até vários dias.
Para bloquear os efeitos da mifepristona, Anselmi pôs em marcha um protocolo desenvolvido pelos doutores George Delgado e Maria Davenport que descrevem em seu estudo do caso «A progesterona e seu uso para reverter os efeitos da mifepristona», publicado em «Os Anais da Farmacoterapia» em Dezembro de 2012. Trata-se de injetar progesterona por três dias consecutivos, seguido por uma injeção cada dois dias durante duas semanas, e depois continuar a progesterona duas vezes por semana até o final do primeiro trimestre.
«Foi incrível», disse Kim, de Anselmi… «Ele foi muito amável, carinhoso e gentil. Ele é realmente uma pessoa excepcional».
Anselmi, fiel da igreja Nossa Senhora do Carmo em Littleton,    pratica a medicina familiar pró-vida há 20 anos desde que se graduou na Universidade de Colúmbia em Nova York em 1994.   Na atualidade é o único médico na área metropolitana de Denver que proporciona o protocolo de progesterona para reverter a pílula do aborto e  gostaria de ver se unirem à rede os novos médicos do país e do mundo para que sejam fiéis ao juramento pela defesa da vida. «Se você é pró-vida», disse, «aqui há algo que você pode fazer diretamente».
Kim, hoje com 32 semanas de gravidez, está feliz em dar as boas vindas ao seu filho em princípios de maio de 2014, junto com seu pai. «Eu fiquei muito ansiosa», disse. «Mas ao mesmo tempo, sei que Deus é  que tem a última palavra aqui. Até agora, ele me leva e também o bebê. ... Levei um tempo para chegar aqui, mas agora estou muito emocionada, estou muito feliz».

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