Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Uma vocação religiosa reprimida, torcida ou desviada acaba degenerando, tarde ou cedo, em crenças nebulosas ou turvas, em idolatrias e superstições de diversos sinais, em cultos mais ou menos esotéricos em que, com frequência, Deus foi suplantado por um sucedâneo de natureza diabólica.

religionenlibertad.com 



Seitas 

uma vocação religiosa reprimida, torcida ou desviada acaba degenerando, tarde ou cedo, em crenças nebulosas ou turvas, em idolatrias e superstições de diversos sinais, em cultos mais ou menos esotéricos em que, com frequência, Deus foi suplantado por um sucedâneo de natureza diabólica.

Juan Manuel de Prada - 23 dezembro 2014 - religionenlibertad.com

O paulatino desvelamento  dos acontecimentos dessa seita chamada muito pomposamente 'Orden y Mandato de San Miguel Arcángel (Envia ovos com esse nome e tem hábito vistosos para seu  "proselitismo" que é gasto para obter aprovação eclesiástica!) me pega lendo vários livros sobre as seitas de iluminados que floresceram durante o século XVI. 

Resultou muito instrutivo comprovar como os iluminados de antanho e os «miguelianos» de hoje repetem mimeticamente vicissitudes escabrosas e delirantes, arrematadas pelo que os antigos teólogos chamavam delectatio (prazer) delinquente, essa aberração que trata de infundir espiritualidade e porcaria.

Se algo nos ensina o estudo da natureza humana em todas as épocas e circunstâncias é que a vocação religiosa do homem é irrefreável; e que, lá onde essa vocação é reprimida por falta de transmissão da fé ou exaltada com turvas mistificações, não tardam em florescer as  putrescências  religiosas mais complicadas e abracadabrantes. E é natural que assim ocorra: uma vocação religiosa reprimida, torcida ou desviada acaba degenerando, tarde ou cedo, em crenças nebulosas ou turvas, em idolatrias e superstições de diversos sinais, em cultos mais ou menos esotéricos em que, com frequência, Deus foi suplantado por um sucedâneo de natureza diabólica. Ocorre isto, sobretudo, em sociedades que, por debilitar até a deterioração a transmissão da fé, tropeçam os seus membros em uma incerteza   na qual se extravia o sentido de sua vida.

E assim, órfão de apoios para poder firmar sua vocação sobrenatural, o homem de nossa época acaba nas garras das seitas mais extravagantes, em que a falsificação dos mistérios da fé se desenvolve dos modos mais variados: às vezes tais mistérios são expostos fragmentariamente, entremesclados com quinquilharias ruborizantes; outras vezes são parodiados sacrilegamente; outras, diretamente substituídos por mistérios de naturaleza infernal. 
O sincretismo religioso, a contaminação gnóstica, o panteísmo e a bruxaria, a exaltação do apetite sexual ou, pelo contrário, a repressão fanática do mesmo, são algumas das estratégias seguidas pelas seitas em sua captação de novos adeptos, aos que prometem uma falsa salvação e acabam destruindo, com frequência depois de ter-lhes esvaziado os bolsos e tê-los empregado nas atividades mais sórdidas.

O proselitismo das seitas alcança, além disso, seu melhor caldo de cultivo em sociedades onde a ruptura dos vínculos naturais criados pela tradição converte as famílias em campos de Agromante e faz de toda aspiração comunitária uma quimera. Em sociedades assim, parece inevitável que se multipliquem as pessoas imaturas, instáveis, infelizes e sonhadoras, também as pessoas desarraigadas e solitárias, que diante da falta de horizonte laboral ou afetivo buscam consolo espiritual em uma espécie de viveiro ou lugar privado fechado religioso, onde se  prometem «mudanças maravilhosas» em suas vidas. 
Mais alucinante é que este tipo de seitas possam chegar a gozar de autorização eclesiástica; prova evidente da  proliferação de «carismas» que temos padecido nas últimas décadas, mais que um sintoma de riqueza espiritual, é uma prova evidente do grau de desconcerto e palhaçada alcançada, sob a desculpa «carismática». Diria-se que qualquer insensato ou falso, dando-se  de devoto e enchendo um pouco a bola do bispo de sua diocese,  pudesse montar um conventinho à parte. Pobre Espírito Santo, quantos disparates se cometem em seu nome!

© Abc
http://www.religionenlibertad.com/sectas-39507.htm

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Também a Santa Sé diz para "parar o assédio na Internet". 25 anos após a Convenção sobre os Direitos da Infância campanhas se multiplicam para a prevenção do fenômeno.

zenit.org 



Também a Santa Sé diz para "parar o assédio na Internet". 25 anos após a Convenção sobre os Direitos da Infância campanhas se multiplicam para a prevenção do fenômeno


Citta 'del Vaticano, 09 de dezembro de 2014 ( Zenit.org ) Luca Marcolivio

A Convenção sobre os Direitos da Criança completa 25 anos, mas o caminho a percorrer ainda é longo. Ela ainda estava longe há um quarto de século atrás, de fato, a explosão da   web que, com todos os benefícios que  trouxe, temos o outro lado da moeda, que tem suscitado diversas ameaças perturbadoras à privacidade e, em particular, à segurança das crianças.


Para o efeito, o Conselho Pontifício para a Justiça e Paz patrocinou a conferência 'Assédio na internet: uma nova forma de violência deve ser levada em conta' , realizada esta manhã na Sala de Imprensa do Vaticano.

Como apontado pelo cardeal Peter Turkson, presidente do departamento do Vaticano, hoje em dia as crianças são vítimas de uma série de práticas criminosas, o mercado de prostituição ao da pornografia, o tráfico de drogas,  o sistema de órgãos e recrutamento de soldados e mendigos. Sem mencionar as meninas que são vítimas de casamentos forçados e todas as crianças que ainda não nasceram vítimas de aborto.

A este respeito, o cardeal recordou que a Santa Sé   foi uma das primeiras   a ratificar a Convenção sobre os Direitos da Criança, e também   os protocolos adicionais que se complementam: a criança envolvida em conflitos armados, sobre a venda de crianças, a prostituição infantil e a pornografia infantil.

Um papel central, acrescentou o cardeal Turkson, "é representado pela educação, como uma parte essencial do esforço comum da humanidade para prevenir e eliminar as terríveis pragas mencionadas acima, incluindo a questão do assédio na internet." Os jovens devem ser educados "com os direitos humanos, da justiça e da paz", isto é, em última análise, para "reconhecer nas outras pessoas  igual dignidade, de não considerá-los inimigos ou concorrentes, mas como irmãos aceitá-los e abraçá-los.



Em nome do Bureau Internacional Catholique de l'Enfance (BICE), falou o presidente Olivier Duval, expondo o conteúdo da campanha 'Pare o assédio na Internet' , que até agora recolheu 10.073 assinaturas.

Seguiu-se o testemunho da garota de vinte e um anos Laetitia Chanut, vítima de assédio cibernético e abuso psicológico durante os anos do ensino médio. A história dramática,  da jovem francesa, que, com a idade de 17 anos, foi alvejada por um assediador que tinha criado alguns perfis falsos com o nome e foto da menina, atribuindo obscenidades que não eram suas.

Traumatizada pelo evento, Laetitia tentou o suicídio, mas falhou. Somente  o apoio da família ajudou-a a se recuperar, até a decisão de apoiar ativamente o anti-assédio de BICE.

De  parte sua, Dom Fortunato Di Noto, fundador da Associação Meter, contou com a sua experiência de ‘pioneiro’ da  web, através da qual ele descobriu o potencial deletério da rede, a partir da disseminação da pedofilia e pornografia infantil, um fenômeno contra o qual dedicou grande parte da sua atividade.

"Periferia digital", disse o sacerdote, com suas histórias de isolamento e alienação, são parte das "periferias existenciais" mencionadas pelo papa Francisco.

Mesmo para isso, disse Dom Di Noto, é importante ter em conta que "o que acontece no mundo virtual tem um grande impacto sobre o mundo real."


O fundador da Associação Meter lançou recentemente a campanha nacional em linha na Internet dirigida especialmente aos jovens nativos digitais e que contém um conjunto de diretrizes para "viver" melhor e com segurança em todo o mundo da web, por qualquer meio.

Conforme relatado por Don Di Noto, nos últimos doze anos, a Associação Meter acolheu 1.203 vítimas, informou sobre 107.781 pedófilos e sites de pornografia infantil e acompanhou 1,5 milhão para conseguir  18 pesquisas nacionais e internacionais, com milhares de detenções e suspeitos em todo o mundo bem como na Itália.

A associação também identificou dezenas de crianças retratadas no vídeo e nas fotos, mesmo depois de vários anos, é uma parte civil no processo, se reuniu com 81.218 estudantes para as iniciativas de prevenção do abuso e 71 dioceses para a formação do clero e dos leigos, propostas apoiadas pela legislação no Parlamento Europeu e no italiano, contribuindo para a elaboração de novas regras para o Japão e outros países.

Encerrada a conferência de imprensa, a sub-secretária do Conselho Pontifício para Justiça e Paz, Flaminia Giovanelli, que, na esteira do ministério da pastoral familiar do Papa Francis, sublinhou a importância do " perder tempo ", entendido como realmente " ter tempo ", ou passar o máximo de tempo possível para a educação e para ouvir as crianças e as relações familiares.

Neste sentido, as redes sociais, afirmou a dirigente vaticana, pode se tornar  "lugares de encontro entre pais e filhos", favorecendo uma "maior coesão tanto inter e intra-geracional".

As "estradas digitais" - bem como define o Papa Francis - não são suficientes, se elas não derem razão para as reais necessidades do homem: "amar e ser amado" e "a necessidade de ternura."

Nessa direção, a Igreja não se mostrou insensível, como demonstramos pelas " possibilidades que a web oferece para a evangelização", o primeiro de todos os " tweets diários do Santo Padre ".

(09 de dezembro de 2014) © Innovative Media Inc.

http://www.zenit.org/it/articles/anche-la-santa-sede-dice-stop-alle-molestie-su-internet

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aparições na Eslováquia onde a Virgem Maria falou como curar enfermidades.Entre 1990 e 1995 duas adolescentes receberam a visita da Virgem Maria como Nossa Senhora da Imaculada Pureza de Litmanova.

amarajesucristo.blogspot.com.br 

Aparições na Eslováquia onde a Virgem Maria falou como curar enfermidades

Aparições aprovadas pelo bispo.

Entre 1990 e 1995 duas adolescentes receberam a visita da Virgem Maria como Nossa Senhora da Imaculada Pureza de Litmanova.

Foi em um pequeno povoado no norte da Eslováquia central, Litmanova. Este é um povoado habitado por umas poucas centenas de famílias, quase em sua totalidade católicos-gregos. 

AS VIDENTES E NOSSA SENHORA

30-11-14 - As duas garotas Ivetka y Katka, de 12 e 13 anos, recebiam as visitas e as mensagens da Santíssima Virgem, cada primeiro domingo do mês no interior de uma pequena choça no cume da montanha Zvir, um pico na periferia de Litmanova.

Ivetka foi uma vidente a quem Nossa Senhora utilizou para dar suas mensagens. A Virgem Maria falou com ela através de sua mente, com uma voz espiritual. E Katka interpretou o papel de uma testemunha e podia ver  Nossa Senhora, mas não podia ouvi-la.

A Santíssima Mãe aparecia vestida principalmente com túnica blanca,  manto azul e faixa azul, mas às vezes brilhava em vestidos dourados, em púrpura, e negro. Aparecia com um rosário na mão e uma coroa de ouro

E aqui vem o dado importante. A uns 100 metros do celeiro, a Virgem abençoou um poço de água e recomendou beber deste manancial.

Segundo os relatos de muitas testemunhas e de um sacerdote local, o padre Zavacky, todo tipo de Milagres e recuperações ocorreram. Estes casos são registrados e investigados pela Comissão nomeada pelo Bispo.

Estas aparições foram aprovadas pela Igreja e o interessante delas que a Santíssima Mãe indicou como se proteger  durante os próximos eventos.

O PODER DO ROSÁRIO

Nossa Senhora pediu para rezar os três mistérios do rosário todo dia e jejuar dois dias na semana e pediu para orar com fervor e confiança.

Segundo Ivetka, Maria lhe disse que o rosário tinha um grande poder que não podia ser dominado “pelos maus espíritos.”

“Os que rezarem o Rosário também peçam toda a misericórdia que seja necessária”

E  mais, também se referiu à proteção dos sacramentais. Que  levem medalhas e  recem à Maria como a imaculada Pureza

“Receberão minha ajuda cada vez que peçam”.

Advertiu sobre os homens que se matam entre si, referindo-se à guerra da ex-Iugoslávia que  estava acontecendo nessa época, e que se seguissem essa lógica lhes viria uma grande catástrofe. Mas se se voltassem a Deus estariam protegidos.

E voltou a recomendar o uso de sacramentais,

“Eu aconselho que os meus queridos filhos levem coisas consagradas com eles nestes tempos porque o diabo tem um grande poder  agora“

E disse também que seu nome, com o título de Imaculada Pureza, leva poderes especiais de proteção.

CONCEITOS SIMILARES A MEDJUGORJE

Nossa Senhora de Litmanova disse coisas como as que se escutam da  Rainha da Paz de Medjugorje, como quando ela traz  Jesus.

“Quero dar-lhes o presente do Coração de Jesus para que todos possamos ir ao Céu”.

E também de maneira similar,

“Estou muito triste porque o diabo tem o mundo em suas mãos durante muitos anos”.

“E portanto, lhes exorto a orar mais e mais”.

Também deu a mensagem de que estamos perto da vinda de Deus e deixou claro que o tempo se esgota

“o tempo da visita de Deus está perto” 

Devemos aproveitar o momento em  que seu Filho  nos oferece. E repietiu isto duas vezes “Ainda é o momento”.

Esta mensagem é surpreendentemente similar à Rainha da Paz que insiste que ela vem à Terra como enviada de seu filho para guiar-nos até Ele, que é a última oportunidade e que devemos aproveitá-la.

CHAMADO A MANTER A PAZ

Em suas mensagens nos chama a manter a paz.

“Meus queridos filhos, peço de novo a vocês, mudem suas vidas e entreguem-nas plenamente a Deus. Devido ao fato de que só  desta maneira suas vidas podem chegar a ser eternas. Oh, filhos meus,aprendam a dizer isto.: ‘Fáça-se Sua Sagrada Vontade’ em tudo, porque a paz eterna está oculta em Ti. Orem isto até que entendam que a paz é o núcleo de toda alma”.

Esta paz interna  vinculou com o poder de Deus dentro de nós através da oração.

“Meus queridos filhos me alegro de poder estar aqui com vocês. Por favor, vão e se acalmem com Meu Filho. Este mundo cheio de inquietude e ruído esquece como é estar tranquilo e humilde diante de Deus. Assim não sentem o que Jesus quer fazer dentro de vocês. E não sentem o que sua oração quer fazer dentro de vocês. Quando te sentes fraco, põe toda sua fraqueza em meu coração, para que Deus possa manifestar seus poderes“.

A CURA 

Maria disse às videntes como fazer com as enfermidades

“Ponham as enfermidades em Suas feridas [as de Jesus]. E então Jesus será capaz de fazer dentro dela o que quiser“.

Esta foi a resposta de Maria depois da solicitação de cura  para um menino enfermo. Sua enfermidade, acrescentou Maria, “servirá para curar espiritualmente as pessoas e não devem ter medo. A misericórdia de Deus está sobre ele”.

Mas também Maria fez diagnósticos sobre as causas das enfermidades, dizendo que existem razões para que alguns  adoeçam, e a razão é que estão levando uma cruz.

E referindo-se a um homem enfermo, comentou que “no deveria estar tão triste porque vai  libertar muitas almas através de sua enfermidade e sua dor.”

Deu um procedimento sobre como orar paraconseguir curas, referindo-se a um menino enfermo disse que as orações devem ser dirigidas ao santo que lhe foi dado no batismo.

Sobre um homem com câncer disse que escolhesse  um dos Apóstolos e rezassem a esse santo de uma maneira especial.

Foi ainda mais concreta, “para curar o corpo e as enfermidades mentais é necessário orar todo o Rosário (mistérios Gozosos, Dolorosos, e Gloriosos) (naquele tempo não existiam os Mistérios Luminosos ainda) todos os dias, jejuar todas as quartas e sextas, e beber a água da fonte na montanha”.

À respeito dos enfermos que lhe apresentavam durante as aparições disse que “o pecado é a causa de todas as enfermidades.” 

“O mundo está enfermo, está cheno de abominações e de sujeira, você não deve pensar na maneira que pensa o mundo, nem querer as coisas que o mundo quer”.

“Eu os quero muito e me preocupo profundamente com a pureza de seus corações”, acrescentou a Santíssima Mãe.

A missão de cada pessoa, aconselhou a Virgem se relaciona  com o amor “porque a vida foi destinada para isso e só  o amor pode fazer que suas vidas sejam completas”

“O mais importante é que mantenham a paz dentro de si mesmos, e por favor, abram seu coração para minhas palavras. Eu os aceito como são”

Fuentes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Litmanov%C3%A1
http://forosdelavirgen.org/7902/nuestra-senora-de-la-inmaculada-pureza-de-litmanova-eslovaquia-5-de-agosto/
http://www.spiritdaily.com/Limanova3.htm
http://litmanova.net/1990.html
AMARAJESUS
Publicado por AMARAJESUS CARTAGENA  

http://amarajesucristo.blogspot.com.br/2014/12/apariciones-en-eslovaquia-donde-la.html

sábado, 15 de novembro de 2014

Poeta e soldado, sai agora após 39 anos do cárcere comunista: se batizou e reza 7 rosários diários.

ReligionenLibertad.com

Poeta y soldado, sale ahora tras 39 años de cárcel comunista: se bautizó y reza 7 rosarios diarios
O perdão, Deus e a Virgem o salvaram de se suicidar.

Poeta e soldado, sai agora após 39 anos do cárcere comunista: se batizou e reza 7 rosários diários
Nguyen Huu Cao  passou quase 39 anos encarcerado, mas alguns de seus poemas puderam se difundir  no estrangeiro.

AsiaNews / ReL - 2 abril 2014 - religionenlibertad.com  

J.B. Nguyen Huu Cau, de 68 anos, acaba de sair da prisão:   passou quase 39 anos nos cárceres e campos de prisioneiros em Hanói, no Vietnã.

É um dos presos políticos que passou mais tempo no cárcere  neste regime  comunista. 

Durante os anos de prisão conheceu a fé católica e se batizou. Converteu a corrente que o tinha prisioneiro, de 50 elos, em um Rosário que recitava até 5 vezes ao dia. 

Só  a fé lhe permitiu enfrentar e superar os quase 40 anos de permanência nos cárceres vietnamitas, seu declinamento físico marcado pela surdez, quase total cegueira, os sofrimentos... porém seu espírito se depurou, se tornou capaz de agradecer a fé, de perdoar os seus carcereiros.

J.B. Nguyen Huu Cau nasceu em 1945. É poeta, músico, compositor e era capitão do exército da República do Sul do Vietnã antes da reunificação de 1975.

Preso no final da guerra, passou 6 anos em um campo de reeducação e trabalho. 

Prisão por ser poeta crítico

Depois, em 1982, foi encarcerado por causa de sua atividade como poeta e compositor que criava obras às vezes críticas do regime  comunista.

Em 1983 foi condenado à morte. Era um processo artificial criado contra ele por ter denunciado a corrupção difundida entre os altos graus  do exército de Hanói e por falar dos crimes cometidos por tropas comunistas contra o povo. 

Foi acusado de sabotagem, de ter danado "a imagem do regime". Ele se declarou "não culpado". 

No final as autoridades mudaram a pena pela prisão perpétua.

Viveu anos inteiros no isolamento, na fronteira, em um campo de prisioneiros no meio da selva. 

Os anos de cárcere o marcaram profundamente, deixando-o quase incapaz de escutar, cego do olho esquerdo e com graves problemas de vista no direito.



Uma anistia por motivos de saúde

Agora, em 22 de março de 2014, depois de quase 39 anos de cárcere, uma anistia do presidente Truong Tan Sang lhe permitiu sair do cárcere. Era um ato de compaixão por suas condições de saúde, mais que uma reabilitação política. 

Há dias atrás ele quis contar sua própria experiência no cárcere ao diário Catholic News. Falou com especial paixão do tema da fé e de sua conversão ao cristianismo.

"O rito do batismo, realizado no cárcere, foi na Páscoa de 1986, faz já 26 anos, das mãos do padre Joseph Nguyen, um jesuíta", explicou. 

O religioso lhe ensinou os fundamentos do cristianismo, as orações e o catecismo. Cada dia recitava 7 rosários e 5 vezes a Via Crucis.

Sua corrente foi seu rosário

A todos que se aproximavam no cárcere, ele repetia normalmente que estava atado por uma longa corrente de 50 elos  que chamava "meu primeiro Rosário... talvez o mais difícil do mundo". 

Além disso, um companheiro de cela, o irmão Paul, o presenteou com uma pequena cruz feita com nozes de côco. 

Assim "compus  também um canto dedicado à Santa Cruz. A Santa Cruz veio até mim, desde os abismos mais profundos do mundo [...] que me sustentou nesta prisão terrena". 

E agrega: "Sempre acreditei no amor de Deus"

Libertado das ataduras e das correntes das prisões comunistas, o poeta e dissidente vietnamita confessa que "o amor de Deus e da Virgem me mudaram. Não tenho rancor pelos meus "irmãos e irmãs" (do regime). Todos temos as mesmas raízes. Descendemos do rei Hung Vuong. Por isto devemos amar-nos  uns aos outros. E uma vez mais creio na Trindade e na Virgem Maria. Que me   ajudou a superar as insídias do destino e me impediu de acabar com tudo suicidando-me durante os anos de cárcere".

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos: 

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=34803

domingo, 26 de outubro de 2014

Oh, bendita Missa, que tão útil é aos vivos e aos mortos no tempo e na eternidade! Com efeito, estas almas santas são tão agradecidas aos seus bem feitores, que, estando no céu, se consti­tuem ali suas advogadas, e não cessam de interceder por eles até vê-los na posse da glória.

O TESOURO ESCONDIDO DA A SANTA MISSA
  São Leonardo de Porto Maurício (1676-1751)


7. (continuação) A Santa Missa proporciona um grande alívio às almas do purgatório

Oh, bendita Missa, que tão útil é  aos vivos e aos mortos no tempo e na eternidade! Com efeito, estas almas santas são tão agradecidas aos seus bem feitores, que, estando no céu, se consti­tuem ali suas advogadas, e não cessam de interceder por eles até vê-los na posse da glória. Como pro­va disto vou contar o que aconteceu a uma mu­lher perversa que vivia em Roma. Esta desgraçada, tendo esquecido inteiramente do importantíssimo ne­gócio de sua salvação, não tratava mais que de satis­fazer suas paixões sozinha, servia-se de auxiliar do demônio para corromper a juventude. 
Em meio de suas desor­dens ainda praticava uma boa obra, que era man­dar celebrar em certos dias a Santa Missa pelo eter­no descanso das almas benditas do purgatório. 
Pelo efeito das orações destas almas santas, como se crê piedosamente, sentiu-se um dia aquela infeliz mulher surprendida por uma dor  tão amarga por seus pecados, que de repente, e abandonando o infame lugar onde se encontrava, foi  prostrar-se aos pés de um zeloso sacerdote para fazer sua confissão geral. 
Em pouco tempo morreu com as melhores disposições e dando sinais dos mais certos de sua predestinação.  E a que poderemos atribuir esta graça prodigiosa, senão ao mérito das Missas que ela fazia celebrar em alívio das almas do purgatório? 
Despertemos, pois, da letargia de nossa falta de devoção, e não permitamos que os publicanos e as mulheres per­didas  nos precedam em conseguir o reino de Deus (Mt  21,31).

Se fossem do número daqueles avarentos, que não somente quebram as leis da caridade descui­dando da oração por seus defuntos e não ouvindo, ao menos de tempo em tempo, uma Missa por estas po­bres almas, mas, profanando os sagrados foros da justiça, recusam satisfazer os legados piedo­sos e fazer celebrar as Missas apoiadas por seus an­tepassados ou que, sendo sacerdotes, acumulam um con­siderável número de esmolas, sem pensar na obri­gação de cumpri-las a tempo, ah! avivado então pelo fogo de um santo zelo, te direi cara a cara: Retira-te, porque és pior que um demônio; porque os demônios no final só  atormentam os réprobos, mas tu atormentas os predestinados; os demô­nios empregam seu furor com os condenados, mas tu descarregas o teu  sobre os escolhidos e amigos de Deus. 
Não, certamente: não há para ti confissão que val­ha, nem confessor que possa absolver-te, enquanto não faças penitência de tal iniquidade e não preencha obedientemente tuas obrigações com os mortos. Mas, meu Pai, dirá alguém, eu não tenho meios para isso... não me é possível...  Como não podes?  Como não tens meios? E te faltam por ventura para bri­lhar nas festas e espetáculos do mundo? Fal­tam recursos para um luxo excessivo e outras superfi­cialidades? Ah! Tens meios para ser pródigo em tua comida, em tuas diversões e prazeres e... talvez em tuas desordens escandalosos? 
Em uma palavra, te­ns recursos para satisfazer tuas paixões, e quando se trata de pagar tuas dívidas aos vivos, e o que ainda é mais justo, aos defuntos, não tens com que satis­fazê-las? Não podes dispor de nada em seu favor? 

Ah!  compreendo: é que não há no mundo quem examine essas contas, e te esqueces neste assunto de que precisa se aproximar de Deus. Continua, pois, consu­mindo a propriedade dos mortos, os legados pie­dosos, as rendas destinadas ao Santo Sacrifício; mas tem presente que existe nas Santas Escrituras uma ameaça profética registrada contra ti; ameaça de terríveis desgraças, de enfermidades, de reveses de fortuna, de males irreparáveis em tua pessoa e em tua reputação. 
É palavra de Deus, e antes que ela deixe de cumprir-se faltarão os céus e a terra. A ruína, a desgraça e males irremediáveis descarregarão sobre as casas daqueles que não satisfazem suas obrigações para com os mortos. Percorre o mundo, e so­bretudo os povos cristãos, e verás muitas fa­ílias dispersas, muitos estabelecimentos arruinados, muitos armazéns fechados, muitas empresas e com­panhias com suspensão de pagamentos, muitos negócios frus­trados, quebras sem número, imensos trastornos e desgraças sem conta. Diante deste quadro tristíssimo ex­clamarás sem dúvida: Pobre mundo, infeliz sociedade! Bem, se buscas a origem de todos estes desas­tres, acharás que uma das causas principais é a crueldade com que se trata os defuntos, descuidan­do em socorrê-los como é devido, e não cumprindo os legados piedosos: além disso, se cometem uma infi­nidade de sacrilégios, é profanado o Santo Sacrifício, e a casa de Deus, segundo a enérgica expressão do Salvador, é convertida em cova de ladrões. 
E depois disto,  quem se admirará de que o céu envie seus açoites, o raio, a guerra, a peste, a fome, os tremores de terra e todo gênero de castigos? 
E por que assim? Ah! Devoraram os bens dos defuntos, e o Senhor descarregou sobre eles seu pesa­do braço: "Lingua eorum et adinventiones eorum contra Dominum. (...) Vae animae eorum, quoniam reddita sunt eis mala". (A língua e as suas obras são contra o SENHOR. (...) Ai de sua alma! Por que eles fazem mal a si mesmos ".)
Com razão, pois, o quarto Concílio de Cartago declarou excomungados  estes ingratos, como verdadeiros homicidas de seus próximos; e o Concílio de Valência ordenou que a Igreja lançasse fora, como infiéis.

Ainda no é este o maior dos castigos que Deus tem reservado aos homens sem piedade para com seus defuntos: os males mais terríveis lhes esperam na outra vida. 
O Apóstolo Tiago nos assegura que o Senhor julgará sem misericórdia, e com todo o ri­gor de sua justiça, aos que não foram misericor­diosos com seus próximos vivos e mortos: "Iucicium enim sine misericordia illi qui non fecit misericordiam". ("Juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia".) 
Ele permitirá que seus herdeiros lhes paguem na mesma moeda, ou, que não se cumpram suas últimas disposições, que não se celebrem por suas al­mas as Missas que necessitavam, e, no caso de que se celebrem, Deus Nosso Senhor, em lugar de tomá-las em conta, aplicará seu fruto para outras almas necessitadas que durante sua vida tiveram com­paixão pelos fiéis defuntos. 
Escuta o seguinte ad­mirável sucesso que se lê em nossas crônicas, e que tem uma íntima conexão com o ponto da doutrina que vimos explicando. 
Apareceu  um religioso depois de morto para um de seus companheiros, e lhe mani­festou as agudíssimas dores que sofria no purgatório por ter descuidado da oração em favor dos outros religiosos defuntos, e acrescentou que até en­tão nenhum socorro tinha recebido, nem das boas obras praticadas, nem das Missas que se tinham celebrado para seu alívio; porque Deus, com justo castigo de sua negligência, tinha aplicado seu mérito para outras almas que durante sua vida tinham sido muito devotas das do purgatório. 
Antes de concluir a presente instrução, permite-me que ajoelhado e com as mãos juntas te suplique encarecidamente, que não feches este pequeno livro sem ter tomado an­tes a firme resolução de fazer  todas as diligências possíveis para participar e mandar celebrar a Santa Missa, com tanta frequência como teu estado e ocupações o permitam. Eu te  suplico, não somente pelo interesse das almas dos defuntos, mas tam­bém pelo teu, e isto por duas razões: a primera, a fim de que alcances a graça de uma boa e santa morte, pois dizem constantemente os teólogos que não existe meio tão eficaz como a Santa Missa para conseguir este ditoso fim. 
Nosso Senhor Je­sus Cristo revelou a Santa Matilde, que quem  tivesse o piedoso costume de participar devotamente da Santa Missa, seria consolado no instante da morte com a presença dos Anjos e Santos, seus advogados, que lhe protegeriam  contra os artifícios do inferno. Ah! Que doce será tua morte se durante a vida participastes das Missas com devoção e com a maior frequência possível!

domingo, 17 de agosto de 2014

A menina prodígio que desmontou as terapias do reiki com um trabalho escolar.

abc.es/ciencia

CIÊNCIA

A menina prodígio que desmontou as terapias do reiki com um trabalho escolar

F.MABC_ES / MADRID
12/08/2014 -

Seitas
(acontecimentos)

Emily Rosa conseguiu publicar seu experimento em uma revista científica depois de desacreditar a técnica de imposição de mãos
A menina prodígio que desmontou as terapias do reiki com um trabalho escolar

AFP
La niña prodigio que desmontó las terapias de reiki con un trabajo escolar
Imagem de arquivo de uma terapeuta de reiki impondo suas mãos em um enfermo em um hospital dos Estados Unidos

Com onze anos conseguiu um desafio que  muitos investigadores   levaram anos de esforço: publicar em uma revista científica. Emily Rosa está na História da Ciência por ser a pessoa mais jovem em levar uma de suas investigações às páginas de uma publicação. E o fez com um trabalho que desmontou a suposta medicina alternativa do toque terapêutico, uma técnica de cura relacionada com o reiki.

O toque terapêutico e o reiki partem de uma premissa: o ser humano tem um «campo energético» que se se desequilibra causa enfermidades. O terapeuta, um guia, pode impor as mãos para mudar o fluxo do chi (para os chineses a energia espiritual do universo) –ou prana, em sua versão indiana– que faz melhorar a saúde do enfermo. Um tratamento que a ciência nunca aceitou.

Esta técnica assegura que pode levar a cura com a imposição das mãos
Mesmo que o reiki como o toque terapêutico soem a algo ancestral de milhares de anos de história com uma profunda base espiritual,  certo é que são técnicas que se inventaram no século XX.

Em concreto o toque terapêutico surgiu em 1970 pela mão de Dolores Krieger, professora emérita de enfermagem na Universidade de Nova York. Junto a uma companhera, Dora Kun, seguidora da teosofia (um  amálgama de filosofia, ciência e espiritualidade) criaram esta pseudociência que assegura a cura com a simples imposição das mãos.

Em poucos anos houve um crescimento exponencial de seguidores desta técnica. Incluindo  milhares de médicos que nos Estados Unidos  aprenderam com todo o halo místico que lhe trataram de insuflar apesar de ser recém criada.
Luis Alfonso Gamez, que leva una vida desmontando «magufos» de sua tribuna de 'El Correo', estima em mais de 43.000 as clínicas que praticavam o toque terapêutico em um artigo que também conta a história de Emily Rosa.

Um trabalho do 4º ano

Com estes antecedentes, uma dessas meninas que não param de se questionar em tudo se lançou para descobrir o que havia atrás do toque terapêutico. Emily Rosa, na época uma estudante do quarto grau em um colégio normal do estado do Colorado, desenhou um simples experimento para determinar se os «terapeutas» podem ou não sentir o «campo energético» dos seres humanos. O resultado não pôde ser mais claro: apenas  nada sentiam.

O processo era simples: Emily Rosa se sentava na frente do terapeuta. Entre eles uma tela de papelão impedia poder se ver  cara a cara. Só havia dois buracos na  tela por onde o expecialista em toque terapêutico introduzia suas mãos. Nesse momento Emily escolhia aproximar sua mão (e com ela sua suposta energia vital) em uma das duas extremidades do terapeuta, que devia «sentir» sobre qual delas se situava (sem se aproximar  demasiado para que não sentissem o calor corporal, algo realmente constatável sem nenhum poder místico).

Os terapeutas sentiram a energia no mesmo número de vezes que dita a probabilidade

O resultado foi que dos 28 testes que realizou, o número de acerto foi de 47%. Tão aproximado ao que diz a probabilidade que, efetivamente, se as pessoas tivessem realizado na sorte, o resultado teria sido o mesmo. Tanto é assim que a escolha da mão sobre a que Emily enviava sua energia a fazia com a ajuda de uma moeda lançada ao ar. Pura sorte, pura estatística.

No entanto, Dolores Krieger, a fundadora desta medicina, não se prestou ao experimento. «Eu a vi e estava muito assustada», contava a menina em uma entrevista. Uma entrevista  que também surpreende descobrir sua «mente científica», sempre buscando   que outros refutassem seu experimento, esperando que outras pessoas repetissem sua prova para poder afirmar com segurança sua verdade: a verdade da ciência verificada.

O resultado de tanto esfuorço chegou em 1998 com a publicação de seu trabalho na revista Journal of the American Medical Association. Um feito épico para o trabalho escolar de uma menina de 11 anos.


No vídeo, o experimento replicado para a CBS alojado no YouTube.

http://www.abc.es/ciencia/20140812/abci-reiki-experimento-fraude-201408111236.html?ns_campaign=GS_MS&ns_mchannel=abc_ciencia&ns_source=FB&ns_fee=0&ns_linkname=CM

terça-feira, 29 de julho de 2014

Era abortista, anticlerical e lésbica: escutando testemunhos em Medjugorje sua vida se transformou.

ReligionenLibertad.com

Francesca hoje tem marido, vai à missa, é pró-vida e feliz

Era abortista, anticlerical e lésbica: escutando testemunhos em Medjugorje sua vida se transformou.
Era abortista, anticlerical y lesbiana: escuchando testimonios en Medjugorje su vida se transformó
As peças do quebra-cabeça de sua identidade não se encaixavam até que se abriu a Deus, à fé, à vida, à maternidade e ao dom.

La Bussola Quotidiana / ReL - 22 julho 2014 - religionenlibertad.com 

A italiana Francesca  publicou seu testemunho em 'La Bussola Quotidiana', sua viagem da militância abortista e anticlerical e os sentimentos de atração pelo mesmo sexo à comunidade cristã, a partir da reflexão... e uma experiência de Deus em Medjugorje. ReL o traduziu aqui.

Recordo bem esse dia de fevereiro. Estava na universidade. De vez em quando olhava pela janela e me perguntava se Sara já teria ido embora. Sara ficou grávida durante uma rápida história terminada com um teste de gravidez positivo. Dirigiu-se a mim em busca de ajuda, não sabia o que fazer. «É só  um grupo de células», dizíamos.

Depois chegou essa decisão. Sentia-me orgulhosa de ter aconselhado  Sara que abortasse. Acreditava firmemente nessa liberdade que concede a mulher gerir sua própria sexualidade e controlar a maternidade, até eliminá-la de tudo. Filhos incluídos.

No entanto, nesse dia de fevereiro algo mudou. Se estava tão segura de minhas convicções, por que de vez em quando me vinha à mente o aniversário dessa tarde, o cheiro do hospital, o pranto de Sara? Por que cada vez que via  um recém nascido voltava a pensar nessa escolha com profunda tristeza? 

A resposta chegou uns anos depois, durante um seminário pró-vida    que participei. Nele descobri o que realmente era um aborto: um homicídio, ou mais: o que chamavam direito ao aborto era na realidade um homicídio múltiplo onde a mãe e a criança representam as vítimas principais as quais teria que acrescentar as mortes interiores colaterais.

Uma ferida sob o ativismo
Eu pertencia a este grupo. Aprovando o aborto, me produziu a mim a mesma  laceração interior da qual não percebi então. Um pequeno buraco no coração ao qual não prestei atenção, ocupada como estava pelo entusiasmo de uma boa carreira no trabalho apenas iniciada e pela atmosfera progressista em que estava imersa.

Era uma ativista pelo Terceiro Mundo disposta a promover todo tipo de direitos que pudessem fazer a sociedade mais igualitária  e justa, segundo as ideias promovidas pelas vanguardas culturais. 

Era anticlerical: falar de Igreja significava escândalos, pedofilia, riquezas desmedidas, sacerdotes cujo interesse era cultivar algum vício. 

A respeito da existência de Deus,  considerava um passatempo para velhinhas aposentadas. 

Homens imaturos, incapazes de decidir
Nas relações, descobria homens profundamente em crise com a própria masculinidade, atemorizados pela agressividade das mulheres e incapazes de gerir e tomar decisões. 

Conhecia mulheres cansadas (entre as quais me encontrava) de levar adiante relações com homens parecidos com crianças atemorizadas e imaturos. 

Sentia cada vez mais desconfiança para o outro sexo, enquanto via que crescia uma forte cumplicidade com as mulheres, que se reforçou quando comecei a frequentar associações e círculos culturais.

Os debates e oficinas eram momentos de confrontação sobre questões sociais, entre os quais também a instabilidade da existência humana. 

"Amor" fluido: a família não vale
Além do trabalho, a precariedade havia começado a corroer lentamente a esfera afetiva. Necessitava responder a isto promovendo formas de amor baseadas na fluidez da emoção e na  auto-determinação, dando via livre a essas relações capazes de manter o passo com as mudanças da sociedade, algo que, conforme o dito pensamento, a família natural  não podia mais cumprir. Era necessário se desvincular  da relação homem-mulher, considerada já demasiado conflitiva em lugar de complementar.

Em um clima tão efervescente, no final de pouco tempo me encontrei vivendo minha homossexualidade. Sucedeu simplesmente. Senti-me satisfeita e acreditei ter encontrado uma plenitude interior. 

Estava segura de que só  com uma mulher ao meu lado podia encontrar essa realização plena, que era a justa combinação de sentimento, emoções e ideais.

No entanto, pouco a pouco, esse vértice de participação emotiva que se instaurava com as mulheres sob o falso rosto de «feeling», começou a consumir-se até alimentar esse sentido de vazio que nasceu com o aborto de Sara.

Uma surpresa: o sentido de maternidade
Efetivamente, ao apoiar a propaganda abortista, tinha começado a matar a mim mesma, começando pelo sentido de maternidade. 

Estava negando algo que inclui, sim, a relação mãe-filho, mas que vai mais além. Efetivamente, cada mulher é mãe que sabe acolher e tecer os vínculos da sociedade: a família, os amigos e os afetos. 

A mulher exercita uma «maternidade ampliada» que gera vida: é um dom que confere sentido às relações, as enche de conteúdo e as custodia.

Tendo arrancado de mim este valioso dom, me encontrava despojada de minha identidade feminina e em mim se criou «esse pequeno buraco no coração» que depois se converteu em um turbilhão no momento en que vivi minha homossexualidade. Através da relação com uma mulher tentava retomar essa feminilidade de que eu mesma me havia privado.

Em Medjugorje, pela curiosidade de sua irmã
Em pleno terremoto, me chegou um convite inesperado: uma viagem a Medjugorje. Minha  irmã foi que me propôs. Tampouco ela era uma fã da Igreja,mesmo não sendo extremista como eu, mas isso me bastou para que sua proposta me deixasse sem palavras. 

Pediu-me porque tinha estado uns meses antes com um grupo de amigos: foi por curiosidade e agora queria compartilhar comigo essa experiência que, como me disse, tinha sido revolucionária. 

Repetia-me sempre «não sabes o que queres», pelo que acetei. Queria ver verdadeiramente o que havia. 

Fiava-me nela, sabia que era uma pessoa razoável e, portanto, algo devia tê-la tocado. 

No entanto, seguia com minha ideia: de religião não podia chegar nada de bom, menos ainda de um lugar onde seis pessoas declararam que tinham aparições, o que para mim significava uma banal sugestão coletiva. 

Com este pensamento em minha mente, emprendemos a viagem. E eis aqui a surpresa. Escutando o relato de quem estava vivendo este fenômeno (os seis protagonistas, os habitantes do lugar, os médicos que tinham investigado o caso dos videntes), me dei conta de meus preconceitos e de como estes me cegavam e me impediam de observar a realidade como  era. 

Havia empreendido a viagem considerando que em Medjugorje tudo era falso simplesmente porque para mim a religião era falsa, uma invenção para oprimir a liberdade de povos crédulos. No entanto, esta convicção teve que enfrentar  um fato tangível: ali, em Medjugorje, havia um fluxo oceânico de pessoas que chegavam de todo o mundo. Como podia ser falso este fato e permanecer de pé durante mais de trinta anos?

Uma mentira não dura tanto tempo, no final de pouco tempo se vê. Em troca, escutando muitos testemunhos, as pessoas, ao voltarem para casa, seguiam um caminho de fé, se aproximavam dos sacramentos;   resolviam situações familiares dramáticas; os enfermos se curavam, sobretudo das enfermidades da alma, as que habitualmente chamamos ansiedades, depressões, paranóias, que às vezes levam ao suicídio. 

O que havia em Medjugorje que revolucionava a vida dessa multidão? Melhor,  quem havia? Descobri rápido. Ali havia um Deus vivo que se ocupava de seus filhos através das mãos de Maria. 

A importância dos testemunhos
Este novo descobrimento se concretizou escutando os testemunhos de quem tinha passado por esse lugar e tinha decidido permanecer para prestar serviço em alguma comunidade e poder contar aos peregrinos como esta Mãe opera laboriosamente para arrancar  seus próprios filhos da inquietude. 

Esse sentido de vazio que me acompanhava era um estado de alma que podia compartilhar com quem tinha vivido experiências parecidas com as minhas, mas que  diferente de mim, tinha deixado de vagar por aí. 

A partir desse momento, comecei a me fazer perguntas: qual era a realidade capaz de me levar  a uma plena realização? 

O estilo de vida que estava levando,  correspondia efetivamente ao meu verdadeiro bem ou era um mal que tinha contribuído para desenvolver essas feridas na alma? 

Em Medjugorje tinha feito uma experiência de Deus concreta: o sofrimento de quem tinha vivido uma identidade ruída era também meu sofrimento e escutar seu testemunho e sua «ressurreição» me havia aberto os olhos, esses mesmos olhos que no passado viam a fé com  as lentes frias do preconceito. 

Buscando a identidade na Missa e na Palavra
Agora, essa experiência de Deus que «não deixa nunca sós  seus filhos w, sobretudo, não na dor e no desespero» começava em Medjugorje, continuou em minha vida frequentando a Santa Missa.

Tinha sede da verdade e a encontrava só  bebendo dessa fonte de água viva que se chama Palavra de Deus. Aqui, efetivamente, encontrei gravado meu nome, minha história, minha identidade. 

Pouco a pouco entendi que o Senhor tem um projeto original para cada filho, feito de talentos e qualidades que conferem unicidade à pessoa.

Lentamente, a cegueira que ofuscava a razão se dissolveu e em mim nasceu a dúvida de que esses direitos à liberdade em que sempre tinha acreditado foram na realidade um mal disfarçado de bem, que impediam a verdadera Francesca emergir em sua integridade.

Com novos olhos empreendi um caminho no qual tentei compreender a verdade de minha identidade. Participei de seminários pró-vida e ali pude confrontar-me com quem tinha tido experiências similares a minha, com psicoterapeutas e sacerdotes especialistas em temáticas vinculadas à identidade: por fim,   não tinha mais lentes teóricas e vivia na realidade. 

Uma identidade cortada
De fato, aqui juntei as peças deste complicado quebra-cabeças  que se tinha convertido minha vida e se antes  as peças estavam dispersas e encaixadas erroneamente, agora estavam assumindo uma ordem tal pelo qual começava  ver o desenho: minha homossexualidad tinha sido a consequência de uma identidade cortada pelo feminismo e pelo aborto.

Precisamente aquilo em que tinha acreditado durante anos que podia me realizar, me tinha matado, vendendo-me mentiras como se fossem a verdade.

Partindo desta consciência, comecei a conectar de novo com minha identidade de mulher, retomando o que me tinha sido roubado: eu mesma. 

Atualmente estou casada e ao meu lado caminha Davide, que me   acompanhou neste caminho. Para cada um de nós existe um projeto criado por Ele, o único capaz de guiar-nos realmente para o que somos. 

Tudo consiste em dizer nosso sim como filhos de Deus, sem ter a presunção de matar esse projeto com falsas expectativas ideológicas que nunca poderão substituir nossa natureza de homens e mulheres.



Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos: 

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=36826