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Guy Sigsworth, produtor de Madona ou Björk, lançou um disco de Santa Hildegarda de Binguen que compôs quase oitenta peças de qualidade.
«Não estudei um compositor contemporâneo que tenha canções com uma qualidade musical tão impressionante», disse a compositora que o assessora.
Sara Martin / ReL - 31 outubro 2012 - religionenlibertad.com
Compartilhar os mais altos postos nos mais vendidos da música é um sonho para muitos. Mas seguramente não o era para Hildegarda de Binguen, compositora de quase oitenta peças musicais de extraordinária qualidade musical em princípios do segundo milênio.
Santa Hildegarda de Binguen (1098-1179), doutora da Igreja. Mais de oito séculos depois, Guy Sigsworth, músico de formação clássica e produtor conhecido por trabalhar com artistas como Madona, Alanis Morissette, Britney Spears ou Björk, se fixou um dia nela.
Fascinaram-lhe as composições musicais delicadas e harmônicas que refletiam a extraordinária formação em todos os níveis da religiosa beneditina.
Sigsworth lançará o álbum Hildegard através da produtora Decca e os especialistas da indústria já predizem que se converterá em um êxito nas listas de vendas. O produtor trabalhou neste projeto com Stevie Wishart, uma compositora e acadêmica especializada em música medieval que há alguns anos era uma apaixonada pelas composições de Hildegarda.
Wishart foi a encarregada de adaptar textos antigos da música e de encontrar cantoras aptas para poder expressar todo o potencial das composições da religiosa beneditina: "As canções de Hildegarda têm uma espécie de universalidade. É fantástica para cantar [...]
Nunca estudei um compositor contemporâneo que tenha canções com uma qualidade musical tão impressionante".
«Tenho a estranha sensação de que este disco poderia converter-se em um sucesso»
Sua música já havia sido gravada anteriormente, mas esta é a primeira vez que foi produzida com um toque moderno e com tecnologia mais avançada. Geoffrey Norris, crítico de música clássica do 'The Telegraph' assegurou que «talvez não seja do agrado dos puristas, mas o disco evoca uma atmosfera hipnótica. Tenho a estranha sensação de que este disco poderia converter-se num sucesso».
A produtora Decca também tem grandes esperanças para este projeto. Eles asseguram que «não é simplesmente uma gravação de música medieval»: «Além das peças originais de Hildegard, o álbum também conta com novas composições de texto da religiosa combinadas com peças musicais de Sigsworth, tudo realizado por Stevie Wishart, que criou remixes de ambiente assombrosos».
Uma obra singular, mostra da extraordinária amplitude de conhecimentos de Santa Hildegarda de Binguen. Uma mulher extraordinária para seu tempo
Hildegarda de Bingen é uma das mulheres santas mais extraordinárias do final da Idade Média (a Baixa Idade Média), mesmo possivelmente com uma história bastante desconhecida.
Nasceu no ano de 1098 (um ano antes de que os cruzados conquistassem Jerusalém) em Bermersheim -hoje em dia Alemanha- em uma família de ascendência aristocrática. Foi a décima de dez irmãos e estava destinada à vida religiosa segundo a mentalidade da época.
No entanto, não foi algo forçado: desde os três anos a religiosa teve visões e a partir dos quarenta anos recebeu a ordem de colocá-las por escrito (a obra se chama Scivias) apesar de suas reticências, que inclusive a levaram a pedir conselho por escrito a São Bernardo de Claraval, contemporâneo seu, em uma carta que se conserva até hoje.
Santa Hildegarda foi uma pessoa de muitas facetas e instruída que não só foi escritora, mas também poetisa, conselheira política, profeta e, o motivo desta notícia, compositora. Suas setenta e oito obras se agruparam na 'Symphonia armonie celestium revelationum' (Sinfonia da harmonia das revelações celestes).
Após morrer, o papa Gregório IX iniciou seu processo de canonização, que foi culminado precisamente este ano por Bento XVI, ao ser proclamada santa em maio mediante um processo de canonização extraordinário (a saber, sem ter passado pelo procedimento ordinário da canonização formal, dado que a veneração ao santo foi realizada do antigo e de forma contínua pela Igreja) e em setembro também Doutora da Igreja junto com São João da Cruz de Ávila. Tudo um ícone que não desfigura nem um ápice frente aos de nossos tempos.
Eis aqui um exemplo da extraordinária música de Santa Hildegarda.
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2 de novembro de 2012 - Festas de Todos os Santos e dos Fiéis Defuntos
A Festa dos Fiéis Defuntos, e antes foi a de Todos os Santos, são
dois dias em que Deus nos abre as portas do Céu para que olhemos com esperança.
ARTIGO SOBRE A EXISTÊNCIA DO CÉU, E DO PURGATÓRIO
Nós desfrutamos de duas festas com uma alegria que nos leva até as lágrimas. É que nos unimos a todas as almas que estão no Céu com o Senhor!
E a maravilha é que assim vemos unidos a nós não só os santos que conhecemos, mas também a todos os familiares e amigos nossos que tenham a Graça de já estar na Presença de nosso Deus. Pessoas simples, esquecidas talvez pelo mundo, mas que gozam a companhia de nosso Deus tão amado. É um dia de Graça porque o Céu quer que elevemos nosso olhar e vejamos a Glória que nos chama, que nos convida, que é a Santidade a que Deus espera que nos elevemos.
A Misericórdia de Deus é a que estende a ponte para a nossa glorificação, pelos méritos ganhados na Cruz naquele dia no Gólgota. Jesus comprou essa Misericórdia do Pai, e hoje Ele é o Senhor da Misericórdia e nos chama, nos espera.
E no dia seguinte, uma formosa festa que também nos emociona até as lágrimas, a festa de nossos fiéis defuntos, aqueles que ainda estão no Purgatório, purificando-se para entrar no Reino prometido. São almas benditas, porque já estão salvas, e o sabem. Só que primeiro devem terminar de purificar-se para poder enfrentar a visão Beatífica daquele diante do qual até os anjos se ajoelham em Sua Presença. Elas necessitam mais que nunca de nossa ajuda com orações e Missas, para encurtar essa purificação.
Com esta imensa alegria na alma, compartilhamos com vocês este texto que explica em palavras simples, as realidades do Céu e Purgatório, as realidades de nosso destino de Glória. Também aqui explicamos a realidade do inferno tão temido, realidade que não se oculta porque é parte de nossa fé como membros da Igreja.
As Benditas Almas do Purgatório
Muita gente se pergunta sobre o sentido que tem a existência do Purgatório, dentro do Plano de Deus. Na realidade, a existência do Purgatório é a consequência natural de vários fatores que Deus introduziu quando, fazendo uso de Sua Onipotência Criadora, deu forma final ao homem como ponto máximo de Sua Obra.
Em primeiro lugar, Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança em muitos aspectos, um dos quais e talvez i central, é ter-lhe dado uma vontade própria. A Vontade de Deus, Seu Fiat Criador, fez o mundo, e assim Deus quis que também o homem tivesse sua própria vontade, como Ele a tem. Naturalmente que isto dá origem ao livre arbítrio que todos temos, porta aberta de nossa liberdade de optar entre o bem e o mal.
Como consequência desta liberdade que Deus nos dá, surgem a Misericórdia e a Justiça Divinas, as quais não podem ser vistas separadamente, nunca, porque se complementam e unem. Deus é infinitamente Misericordioso, mas também é infinitamente Justo.
A Misericórdia de Deus se reflete, deste modo, em Sua infinita capacidade de perdoar-nos, se nos arrependemos, e também no Amor que Ele derrama sobre o mundo todo o tempo, tratando de salvar-nos. A Cruz é o ponto máximo da Misericórdia de Deus Pai para Nós, através da qual entregou a Vida de Seu Filho Amado, por nossa salvação. E também é um ato de infinita Misericórdia o Pentecostes, através do qual Deus nos enviou Seu Santo Espírito para que nos guie e inspire, como membros de Sua Santa Igreja.
Mas, sem a Justiça Divina, a Misericórdia estaria incompleta. Deus deve diferenciar aos justos, aqueles que lhe são fiéis, daqueles que fazendo uso de seu livre arbítrio, optaram pelo caminho da escuridão. Exercer a Justiça Divina é motivo de tremenda dor para Deus, porque Ele prefere que os homens se salvem todos, e não ter que exercer a Sua Justiça. Mas, não é Ele que nos condena, mas somos nós que nos afastamos d'Ele e de Sua promessa do Reino, o rechaçamos. Se entregamos nossa vontade a Deus, fazendo o que Ele deseja e não o que nós desejamos, nos unimos a Ele e Seu Amor.
Em troca, se tomamos o caminho da soberba, e acreditando-nos um deus rechaçamos o que Deus espera de nós, fazendo nossa própria vontade, nos afastamos do Amor e nos sujeitamos à Justiça do Criador. A Justiça Divina, deste modo, é necessária para poder diferenciar o distinto uso que as almas fazem do livre arbítrio que Deus dá como Dom supremo.
O Céu e o inferno
Postas assim as coisas, temos nosso livre arbítrio, reflexo de poder exercer nossa própria vontade, e também temos a Misericórdia e a Justiça de Deus, em um balanço perfeito. Deus fez então um lugar de infinito e eterno prêmio para aqueles que, fazendo uso de sua vontade, são fiéis e amam a Deus, amando os semelhantes como a si mesmos. Quem completa o círculo do amor e a entrega da própria vontade aos desejos de Deus, chega depois desta vida passageira ao Reino Eterno, a gozar das delícias de Deus junto aos santos e os anjos, e claro junto à Virgem Santíssima.(continua)
Autor Oscar Schmidt - www.reinadelcielo.org
http://www.benditasalmas.org/interna_contenido.php?id=16

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A fé nasce na Igreja Católica, disse o Papa Bento XVI
VATICANO, 31 Out. 12 / 10:18 am (ACI/EWTN Notícias).- Continuando com suas catequeses pelo Ano da Fé na Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa Bento XVI ressaltou que a fé nasce na Igreja Católica, "conduz a ela e vive nela".
Diante de milhares de fiéis reunidos para a audiência geral de hoje, o Papa prosseguiu suas reflexões a partir de algumas perguntas: "a fé tem um caráter só pessoal e individual? Interessa só à minha pessoa? Vivo minha fé por minha conta?".
Sendo "o ato de fé um ato eminentemente pessoal, que tem lugar no mais profundo de meu ser e que marca uma mudança de direção, uma conversão pessoal: é minha vida que recebe uma mudança de rota", o Papa disse que "a fé nasce na Igreja, conduz à ela e vive nela. Isto é importante recordar".
"Na liturgia do Batismo, no momento das promessas, o celebrante pede para manifestar a fé católica e formula três perguntas: Credes em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra?; Credes em Jesus Cristo? e, por último, Credes no Espírito Santo? Antigamente, estas perguntas se dirigiam pessoalmente ao que ia receber o Batismo, antes de submergir três vezes na água. E ainda hoje, a resposta é no singular: ‘Creio’".
Porém isto, precisou o Santo Padre, "não é o resultado de minha reflexão solitária, não é produto de meu pensamento, mas é o resultado de uma relação, de um diálogo em que há um ouvir, um receber e uma resposta, é a ação de comunicar com Jesus o que me faz sair de meu ‘eu’, encerrado em mim mesmo, para abrir-me ao amor de Deus Pai".
"É como um renascer, em que me encontro unido não só a Jesus, mas também a todos aqueles que tem caminhado e caminham pelo mesmo caminho, e este novo nascimento, que começa com o Batismo, continua ao longo de toda a vida".
O Papa explicou que o crente não pode construir sua "fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque Deus me doa a fé através de uma comunidade crente, que é a Igreja e me insere em uma multidão de crentes, em uma comunhão, que não é só sociológica, mas que tem suas raízes no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário".
"Nossa fé é verdadeiramente pessoal, só é comunitária: pode ser minha fé, só se vive e se move no ‘nós’ da Igreja, só é nossa fé, a fé da única Igreja", precisou.
"Nos domingos, na Santa Missa, rezando o Credo, nos expressamos na primeira pessoa, mas confessamos comunitariamente a única fé da Igreja. Esse ‘creio"’ pronunciado de forma individual, nos une a um imenso coro no tempo e no espaço, em que cada um contribui, por dizer assm, a uma polifonia harmoniosa na fé".
O Catecismo da Igreja Católica, prosseguiu o Papa, "o resume claramente assim: ‘Crer’ é um ato eclesial. A fé da Igreja precede, engendra, conduz e alimenta nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes. ‘Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja por Mãe’".
Após recordar os inícios da Igreja com os Apóstolos que anunciaram o Reino de Deus superando o medo, o Papa sublinhou que "a Igreja, portanto, desde o princípio, é o lugar da fé, o lugar da transmissão da fé, o lugar em que, mediante o Batismo, estamos imersos no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, que nos liberta da escravidão do pecado, nos dá a liberdade de filhos e nos leva à comunhão com o Deus Trinitário".
Bento XVI se referiu depois à Tradição, que é "uma corrente sem interrupção da vida da Igreja, do anúncio da Palavra de Deus, do celebrar dos Sacramentos, que chega até nós".
A Tradição, disse, "nos dá a segurança de que o que cremos é a mensagem original de Cristo, pregada pelos Apóstolos. O núcleo primordial do anúncio é o acontecimento da Morte e Ressurreição do Senhor, de onde mana todo o patrimônio da fé".
Recordando algumas pasagens do Concílio Vaticano II, o Papa explicou que "se as Sagradas Escrituras contém a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja a conserva e a transmite fielmente, para que os homens de todas as épocas tenham acesso aos seus vastos recursos e possam enriquecer-se com seus tesouros de graça".
O Santo Padre destacou depois que é "na comunidade eclesial que a fé pessoal cresce e amadurece". "Isto vale também para nós: um cristão que se deixa guiar e pouco a pouco configurar pela fé da Igreja, apesar de suas debilidades, suas limitações e suas dificuldades, se converte em uma janela aberta à luz do Deus vivo, que recebe esta luz e a transmite ao mundo", acrescentou.
"A tendência, hoje generalizada, de relegar a fé ao âmbito privado contradiz sua própria natureza. Temos necessidade da Igreja para confirmar nossa fé e experimentar juntos os dons de Deus: sua Palavra, os Sacramentos, a sustentação da graça e o testemunho do amor. Assim nosso ‘eu’ no 'nós' da Igreja poderá perceber-se, ao mesmo tempo, destinatário e protagonista de um acontecimento que o sobrepassa: a experiência da comunhão com Deus, que estabelece a comunhão entre os homens".
Para concluir o Papa Bento XVI disse que "num mundo onde o individualismo parece regular as relações entre as pessoas, fazendo-as cada vez mais frágeis, a fé nos chama a ser Igreja, portadores do amor e da comunhão de Deus para toda a humanidade".
Fonte: http://www.aciprensa.com/noticias/la-fe-nace-en-la-iglesia-
catolica-dice-el-papa-benedicto-xvi-68756/#.UJKvcLHBHcg
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Roma receberá informe positivo sobre Medjugorje
Juan García Inza - 18 setembro 2012 - religionenlibertad.com
O cardeal Camillo Ruini encabeça a comissão de Medjugorje
Qualquer informe negativo da Comissão Vaticana sobre Medjugorje está completamente fora de discussão, disse uma fonte bem informada ao 'Medjugorje Today'. O informe, que está terminando, refletirá sobre o que os especialistas estiveram trabalhando em um material totalmente positivo.
Medjugorje receberá a aprovação de especialistas da Comissão Vaticana que investigaram os acontecimentos na aldeia no oeste da Herzegovina em março de 2010, explica uma fonte próxima ao 'Medjugorje Today'.
A Comissão encabeçada pelo cardeal Camillo Ruini não encontrou nada negativo. Mas ao contrário, os expecialistas só encontraram coisas boas para investigar, de acordo com a informação do 'Medjugorje Today'.
Mesmo o cardeal Ruini estando a cargo da investigação dos acontecimentos em Medjugorje, não terá ele a última palavra, tendo que apresentar o informe à Comissão de Bento XVI.
'Medjugorje Today' também sabe que a Comissão está agora na última fase de preparação de seu informe para a Congregação para a Doutrina da Fé que por sua vez informará ao Papa Bento XVI, “se o informe não foi enviado ainda”.
Esta parte informativa de 'Medjugorje Today' vai contra um informe que aparecia numas notícias bósnias do princípio de mês, que expunham que a investigação seguramente não acabaria ainda este año, mas que seguiria em 2013.
Mesmo o informe da Comisão sendo completamente positivo, como indica naturalmente 'Medjugorje Today', muito poucos esperam que o Vaticano reconheça a autenticidade das aparições num tempo em que os videntes afirmam que seguem com as aparições.
À parte de examinar e entrevistar os videntes sobre suas experiências, a Comissão Vaticana examinou uma grande quantidade de outras matérias como a vida geral de fé em Medjugorje. E mesmo as aparições não sendo oficialmente reconhecidas, e a questão da autenticidade siga pendente, o Papa tem outros meios da Comissão com os quais pode mostrar-se favorável.
A criação de uma diocese separada para Medjugorje foi recentemente mencionada, e outorgar a condição de santuário à Mejugorje também foi mencionada como uma opção.
Juan Garcia Inza
Juan Garcia Inza quer «colaborar na formação doutrinal e espiritual do leitor que, do humanismo cristão, quer contribuir à entrada de uma alma para nosso mundo». E assim se intitula seu blog «Uma alma para o mundo». Foi ordenado sacerdote em 1965 e publicou uma quinzena de títulos. É doutor em Direito canônico e exerceu como capelão do Movimento de Cursilhos da Cristiandade e da Renovação Carismática. É assessor espiritual da Associação Maria Rainha da Paz de Medjugorje.
Juan Garcia Inza, é autor, editor e responsável pelo Blog 'Uma alma para o mundo', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com
Fonte: www.medjugorjetoday.tv
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De mais de 70 nacionalidades, mais de 80.000 jovens convertem Medjugorje em uma mini JMJ dedicada à oração.
E mais de 500 sacerdotes concelebrando, outros 300 confessando boa parte do dia... e muitas conversões. É Medjugorje, uma paróquia muito viva.
Jesus Garcia/ReL - 18 agosto 2012 - religionenlibertad.com
Façamos uma experiência social de crônica, como se de um reality show se tratasse. Imaginemos que nos sentamos em nosso sofá, diante do televisor, e nos dedicamos a contemplar uma experiência que consiste em acolher a umas 80.000 pessoas e enviá-las a uma viajem muito, muito longa, na qual a maioria delas terá que percorrer milhares de quilômetros para uma insignificante aldeia da Bósnia e Herzegovina.
Uns Exercícios Espirituais...
Ponhamos câmaras em seus ônibus, em seus aviões, em seus carros, e observemos seus rostos e gestos, suas horas de sonho, de cansaço, de paradas em postos de gasolinas. Vamos trazê-los todos eles por terra, mar e ar, atravessando fronteiras e alfândegas, portos, caminhos e estradas, e dar-lhes não uma casa tipo Grande Irmão, nem uma praia, nem um complexo de férias com SPA, campo de golf ou boliche. Não. Metamos a todos numa igreja. Em uma paróquia de povoado e damos cinco dias de oração intensa. A saber: Seis horas de oração comunitária cada um desses dias, entre os quais encontramos a reza do rosário, a celebração da Eucaristia, uma hora de adoração cada noite.
Sigamos observando e vendo que nossos concursantes vem de qualquer lugar da Terra. Salpiquemos agora seu dia a dia com canções e bailes para desengraxar aos mais jovens e para animar os mais velhos.
Muitas realidades da Igreja
Vejamos agora que entre todas estas pessoas, se fazem presentes inumeráveis movimentos e realidades da Igreja: Religiosos, monjas, neo-catecumenais, carismáticos, focolares, Opus Dei, Movimento de Schoesnnttat, Leigos do Cordeiro, Comunhão e Libertação, Milícia de Santa Maria… e vejamos também que em nosso experimento temos pessoas de qualquer estado de vida: consagrados, celibatários, casados, noivos, solteiros... Também simples fiéis de uma paróquia colocamos da Ucrânia e de outra de Chamberi, mesclados com os coreanos que se passam o dia de joelhos e com os mexicanos, que o fazem cantando louvores a Deus como se não existisse o amanhã.
Testemunhos de conversão
Ponhamos agora diante deles, durante todo o dia, numerosos testemunhos de conversão, fé ou vocação, tão diferentes em suas origens como comuns em seu fim: Cristo na Igreja Católica.
Depois de reunir a todos, pintemos neles um sorriso no rosto que dê a volta na cabeça, um brilho nos olhos que reflete a luz interior de algo surpreendente que estão vivendo e compartilhando, e um entusiasmo que lhes capacita para sobrepor-se aos 40 graus que faz ao sol durante boa parte do dia. Demos a eles força e uma lanterna para, nas noites, subir ao monte para orar sob a luz das estrelas, e coloquemos o despertador prontinho, para que a igreja volta a viver uma jornada interminável de testemunho cristão, oração e celebração. Agora nós saltamos a parte das denominações. Aqui não se exclui ninguém, só se acolhe com as portas abertas.
Festival de Jovens de Medjugorje
Uma vez feita a mistura, apaguemos o televisor virtual e comecemos a ler este artigo como uma crônica autêntica do Festival de Jovens de Medjugorje, possivelmente a melhor amostra de que dispõe hoje a Igreja para contar ao mundo como é e como se vive nela. Tal experimento não é uma ficção, mas uma realidade da Igreja, que se repete a cada ano durante os primeiros cinco dias de agosto, tão citados entre os mais jovens na hora de planejar umas férias.
Como tem conseguido Medjugorje que a cada primeira semana de agosto sua paróquia fique pequena diante da avalanche de peregrinos que a tomam a golpe de rosário e oração? Quando alguém passa estes dias por Medjugorje, se dá conta da simplicidade das pessoas na hora de viver as coisas de Deus.
O segredo? Oração e sacramentos
A chave é que dão a primazia de sua vida diária à oração e aos sacramentos. Aqui se apalpa a autenticidade de uma paróquia formada por fiéis que se sabem abençoados e que, agradecidos, devolvem a Deus o dom recebido transformando em amor cada celebração, cada rito, cada oração, cada detalhe, cada gesto com os peregrinos, numa mistura incomparável de respeito pela liturgia com a alegria transbordada por celebrar, diante de milhares de jovens de todo o mundo que chega ao seu povoado, a Boa Notícia do Evangelho.
Uma Igreja alegre cuja fá não é de museu
Eles nos ensinam que não é porque é velha que tem que ser triste, como parece em tantas paróquias e dioceses da moribunda Europa. Neste festival, o Evangelho se mostra absolutamente novo, sendo uma demonstração da Nova Evangelização mediante o que os peregrinos contam ao mundo que a sua fé não é uma fé de museu, que Cristo não é uma múmia, que verdadeiramente ressuscitou e que não está morto. Que a fé católica é uma fé de vida moderna, de vida nas ruas, para ser gasta na rua, no meio do mundo.
Tudo ocorre em uma paróquia da Bósnia
Tudo isto que ocorre nesta paróquia de Medjugorje não é fruto da casualidade. Esta paróquia e seus congregados foram preparados durante décadas para acolher em seu seio a milhares de peregrinos de toda a Terra e contar: “Olha, esta é minha Igreja, aqui vive Cristo, que te quer dar através da alegre Eucaristia, que te oferece no perdão, que não te condena, só te espera, te perdoa e te consola”.
O anfitrião cardeal Schönborn.
Aos peregrinos reunidos nesta ocasião os saudou o Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, mediante um comunicado lido na cerimônia de abertura do Festival: “Para os inumeráveis jovens que vieram hoje à Medjugorje vos envio minha cordial saudação e bênçãos. Enche-me de alegria e admiração pois se deram ao trabalho de vir a este lugar tão quente e isolado, onde não se espera uma praia ou uma piscina, mas onde uma Mãe está esperando: a Virgem Maria, a quem cada um de vós conhece e ama. Eu gostaria que experimentásseis a proximidade amorosa da Virgem e a alegria da reconciliação no Sacramento da Penitência. É um tempo maravilhoso de comunhão na Igreja, que está viva e nos dá um lar”.
Passaram 23 anos desde a primeira edição
Se a primeira edição do Festival se celebrou em 1989, com a assistência de uma trezena de jovens da paróquia e um punhado de frades, este ano de 2012, em sua edição de número 23, participaram mais de 80.000 peregrinos de setenta países.
Os testemunhos e orações foram traduzidos, via FM, em 23 línguas diferentes -entre elas o russo, árabe e chinês-, através do serviço de tradução simultânea da paróquia.
Alguma das celebrações eucarísticas foram concelebradas por 593 sacerdotes, e o número de presbíteros celebrando o Sacramento do Perdão simultaneamente nos arredores da paróquia, superaram 300 durante várias horas de cada dia de celebração, dando a Medjugorje o nome que em tantos lugares se conhece: O Confessionário do Mundo.
Uma mini JMJ anual e em um povoado
Para os amantes das cifras e das estatísticas, todos estes dados convertem o Festival de Medjugorje em um acontecimento anual sem precedentes na vida da Igreja. Alguns peregrinos o definem como “uma mini JMJ” de caráter anual e em um povoado.
No entanto, o mais importante deste acontecimento não são os recordes, nem os números, nem as cifras, mas cada uma das almas reunidas em torno do altar de uma paróquia, que viveu com assombro a alegria de uma Eucaristia Viva, de uma Comunidade Viva, de uma Palavra que se faz vida para ser levada por eles, testemunhos do que viveram, aos seus lugares de origem, às suas comunidades, suas casas, suas paróquias, difundidas e repartidas por toda a face da terra, reconstruindo -como nos tempos de São Francisco-, uma Igreja que em tantos lugares definha por momentos e que pede as vozes dessa Nova Evangelização para a qual Medjugorje parece ser o plano pastoral desenhado por Deus.
Encontro com Cristo e a Virgem
Este ano foi o que mais peregrinos espanhóis assistiram ao Festival, mais de mil. Entre eles Álvaro, um professor madrilenho de 27 anos, que explica que alguns dos peregrinos vão “ver milagres, mas a maioria vem para fazê-los acontecer”. Diante do surpreendente de sua afirmação, parece ter muito claro como conseguir: “Simplesmente há que fazer caso da Virgem Maria. Orar, orar e orar”. Para Álvaro já é a terceira vez que participa do Festival, e explica que o que vive aqui é “a presença de uma mão que não me solta, que me empurra para aprofundar e crescer em minha fé; e a riqueza da Igreja, através dos sacramentos e do testemunho dos santos”.
Álvaro chegou a Medjugorje de Madri acompanhado de outros duzentos peregrinos que fizeram a viajem de ônibus. Quatro dias de estrada e dormindo em barracas de campanha que fizeram de sua viajem uma autêntica peregrinação. Entre seus acompanhantes vinha Cristina, também de Madri, que confessa ter feito uma peregrinação tão complicada por uma razão muito simples: “Porque a Virgem Maria me quer fazer feliz”.
Para ela, “Medjugorje é uma viajem ao amor de Deus onde ‘aprendes’ a amar a Eucaristia, a Adoração e a Oração. Mas também é uma viajem à escuridão da alma, na qual a Virgem Maria busca pela profundidade de teu coração para levar-te à verdadeira felicidade, que é Jesus Cristo. Em Medjugorje recebes o dom de perdoar-te a ti mesmo, de deixar-te perdoar pelo Senhor e de perdoar os demais. Quando regressas dali te dás conta de que amas e és amado”.
Raquel é consultora de informática e esta é sua quarta peregrinação ao Festival de Jovens de Medjugorje. Conta-nos que veio a primeira vez “em 2009, para viver uma aventura, para surpreender-me, sem saber realmente o que era isto, e realmente me surpreendi. Aqui senti a autêntica Paz e o Amor, como em nenhum outro lugar encontrei. Em Medjugorje descobri a existência e a presença da Virgem Maria em nossas vidas, e em 2010 recebi uma graça para mudar minha vida e, desde então, graças à Maria, tenho mais Paz e Amor que em toda minha vida. Sou muito feliz”.
Antônio embarcou no Festival com sua mulher e três de suas filhas. Ele já o conhece e repete que “respondendo a uma chamada". Faz muitos anos que a Virgem nos chamou para visitar este lugar e esta é a terceira vez que viemos. Aqui vivi a Igreja como Mãe que me ama e me cuida. Como mãe que me convida à oração e à conversão e que da mão de Maria, cada dia me leva até seu Filho”.
Desliguemos agora o televisor virtual e sigamos com nossa vida como se não tivesse acontecido nada ou damos a volta, como se tudo estivesse por acontecer.
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Sê misericordioso e acolhe o pecador
Pe. Santiago Martin - 30 setembro 2012 - religionenlibertad.com
"Disse João a Jesus: Mestre, vimos alguém que tirava demônios em teu nome, e quisemos impedir, porque não é dos nossos. Jesus respondeu: Não o impeçais, porque alguém que faz milagres em meu nome não pode depois falar mal de mim. Quem não está contra nós está à nosso favor”. (Mc 9, 38-40)
A “palavra de vida” desta semana nos convida a praticar essa virtude tão na moda que é a “tolerância”, mas entendida de uma maneira cristã. Todos cabem na Igreja –disse Jesus aos seus discípulos- porque todos cabem no coração amoroso do Pai. Todos, incluindo os pecadores mais notórios. Isto nos tem que levar à uma atitude de acolhida e não de rejeição; de compreensão com o próximo e inclusive com suas debilidades e pecados.
No entanto, esta compreensão –e aí é onde nos diferenciamos da maneira secularizada de viver a tolerância- não significa que tenhamos que dar razão a quem não a tem, que tenhamos que dizer que o mal não existe ou que, levados de nossa compreensão para com o pecador, devamos dizer-lhe que o que faz não tem importância e que pode seguir pecando.
Cristo, que é sempre nosso modelo, comia com os pecadores públicos de sua época –os publicanos e as prostitutas- e não duvidava em enfrentar uma sociedade hipocritamente puritana para defender uma adúltera que ia ser lapidada. No entanto, aos publicanos lhes dizia que deixassem de roubar, às prostitutas que ganhassem honestamente a vida e à adúltera lhe disse que não pecasse mais.
Sejamos intransigentes com o pecado e acolhedores e misericordiosos com o pecador. Basta que se arrependa, que queira mudar, para que receba já o abraço do Pai. Não o esqueçamos, todos cabem na Igreja, contanto de que queiram ser santos, ainda que não o sejam. Graças a isso, cabemos também nós.
http://www.magnificat.tv/es/node/1988/4
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Ennio Morricone explica como sua fé se faz música: «Há uma espiritualidade em minha composição» É o compositor de "A Missão", "Os intocáveis"...
O célebre compositor italiano prepara um grande espectáculo musical sobre a figura de Karol Wojtyla e estréia estes dias um inédito sobre 'A Bíblia'.
M.V. / ReL - 1 octubre 2012 - religionenlibertad.com
A notícia saiu no mês de agosto: o maestro compositor italiano Ennio Morricone -conhecido pelas memoráveis trilhas sonoras dos “spaghetti western” dos anos sessenta, como “O bom, o feio e o mau”, “Por um punhado de dólares”,ou “Até que chegou sua hora”, mas sobretudo pelos filmes inesquecíveis como “A Missão”, “Os intocáveis”, “Cinema Paradiso”, ou “O clan dos sicilianos”- prepara a partitura de um grande musical internacional sobre a figura de João Paulo II que se estreará em 2013 e que conta com o apoio entusiasta do cardeal e arcebispo de Cracóvia, Stanislao Dziwisz.
“Minha fé contribui em minha música"
Morricone sempre reconheceu públicamente sua fé: “Quando tenho que escrever uma peça religiosa, certamente minha fé contribui para isso. Há uma espiritualidade que sempre permanece em minha composição», explica o compositor, diplomado no Conservatório romano de Santa Cecília com o professor Goffredo Petrassi: “A espiritualidade presente em suas partituras me marcou sempre, mesmo eu nunca me considerando somente um compositor místico-sacro”, sustenta.
Repassando sua trajetória musical, Morricone crê “ter tocado ao máximo o sagrado quando relatou a alma do homem nas séries de televisão sobre João XXIII e João Paulo II, mas também nas películas de Sergio Leone, onde além de violência, há sempre esperança. Uma esperança que sempre incluí implicitamente em todas minhas partituras”, reconhece. Um balanço artístico que parte de uma certeza, explica Morricone: “a de ter recebido a graça do talento e ter tido a sorte de estudar música”.
“Um intercâmbio de emoções”
Depois de ter escrito a partitura de quase 500 filmes e trabalhado com os principais diretores, (Leone, Bertolucci, Brian De Palma, Tornatore, Polanski, Tarantino…), nos seus 84 anos, Ennio Morricone segue em plena ebulição profissional e embarcou em um giro que celebra seus dez anos de concertos ao vivo por todo o mundo: “Sempre tinha dirigido minhas músicas, mas só no estúdio de gravação. Faz dez anos me pediram que as dirigisse em um concerto”, explica em uma entrevista ao diário italiano Avvenire. Desde então, o maestro levou suas trilhas sonoras ao Teatro de Scala, ao Royal Albert Hall, à Assembléia Geral da ONU em Nova York ou à Praça de Tiananmen em Pequim.
“Cada vez que me subi ao estrado não pude deixar de levar a suite da música para o filme de Sergio Leone, “A Missão”, explica Morricone, que com a memória volta ao 28 de setembro de 2002, quando, na Arena de Verona começou sua aventura de concertos ao vivo: “Dirigir no teatro minhas músicas me produziu um estranho efeito: acostumado a escutar as notas pelos fones, ao vivo me encontrei rápido ouvindo-as junto ao público que respirava atrás de mim, em um intercâmbio de emoções continua”, relata.
Um inédito sobre o Antigo Testamento
Como motivo deste giro decidiu recuperar uma partitura que leva numa caixa há 48 anos. Se intitula “A Bíblia”: “São quinze minutos de música inédita. Faz muitos anos me pediram um modelo para um filme sobre o Antigo Testamento: a música gostei muito, mas, por escolha do produtor, o filme nunca chegou a rodar”.
O compositor a recuperou e a converteu em um afresco em dois quadros: “A criação e a Torre de Babel para orquestra e côro: se na primeira parte, o relato é confiado aos instrumentos, na segunda as vozes cantam um texto em hebreu”, explica o galardoado compositor, que, entre outros, conta com o Prêmio Honorífico da Academia, cinco nomeações ao Oscar, cinco Baftas e um Grammy.
Na terra de João Paulo II
Satisfações profissionais teve muitas, começando pelo Oscar, mas, “nunca teve tempo de desfrutá-las porque sempre trabalhou olhando para diante. Teve também momentos de profunda crise superados graças à confiança nas capacidades e no talento que me foram dados”.
E também hoje, no umbral dos 84 anos, -os cumprirá no próximo 10 de novembro com um concerto em Milão- , seu rítmo de vida não mudou: “Levanto-me muito cedo, pelas quatro e meia da madrugada. Faço ginástica, leio os jornais, e pelas oito e meia já estou trabalhando”.
Sobre a mesa tem a trilha sonora para o próximo filme de Giuseppe Tornatore, 'A melhor oferta'. Mas me espera uma viajem à Polônia onde me darão um prêmio: na terra do beato João Paulo II levarei 'Depois do Céu e a Terra', uma página dedicada ao papa polonês».
A figura de Karol Wojtyla foi levada aos cenários com musicais anteriores, como o intitulado 'Não tenhais medo', visto por mais de 21.000 pessoas na Espanha e representado em 5 de agosto pp. na Polônia, e o roqueiro Wojtyla Generation, centrado em histórias de jovens que viveeram debaixo de seu pontificado e o seguiram durante as Jornadas Mundiais da Juventude, dirigido por Raffaele Avallone, estreado na Polônia no ano de 2009 e representado na passada 'JMJ Madri 2011'.
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