Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O juízo místico da doutora Glória Polo. Visitou o inferno em uma experiência quase mortal: pela oração de um desconhecido voltou a viver.


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O juízo místico da doutora Glória Polo. Visitou o inferno em uma experiência quase mortal: pela oração de um desconhecido voltou a viver.
Golpeada por um raio, jazia numa cama e enfrentou  um terrível repassar dos mandamentos que ela vivia com tibieza. Foi "devolvida", disse, com a missão de dar testemunho.
Fernando de Navascues / ReL-  1 fevereiro 2013- religionenlibertad.com  

Glória Polo, apesar de suas origens humildes, chegou a subir à uma magnífica posição social na sociedade colombiana. 
Tinha tudo o que queria: um marido, dois filhos, um bom trabalho–é dentista-, admirada por todos, dinheiro, liderança… até que um dia lhe caiu um raio.
Histórico: “Numa sexta-feira pela tarde estava com meu sobrinho na Universidade Nacional de Bogotá. Chovia muito forte, meu sobrinho e eu íamos debaixo de um guarda-chuva muito pequeno. Como podíamos, saltávamos as poças, até que nos caiu um raio.  Deixou-nos carbonizados; meu sobrinho faleceu ali. Em troca em mim o raio  entrou. Queimou de forma espantosa todo meu corpo, por fora e por dentro. Todo meu corpo foi reconstruído. É pela misericórdia de nosso Senhor. Carbonizou-me, praticamente  desapareceu toda minha carne e minhas costelas; o ventre, as pernas...  o raio  saiu  pelo pé direito, me carbonizou o fígado,  me queimou os rins, os pulmões…”

O túnel de luz, os parentes falecidos

Dizer que aquilo mudou sua vida seria óbvio, pois realmente o foi, não só  no físico mas no psíquico e no espiritual. 
Enquanto caiu o raio, teve uma dessas experiências estranhas daquelas que de vez em quando se fala: viu um túnel de luz e se encontrou com seus familiares; abraços, saudações, luz, muita luz, paz, serenidade… até que escutou a voz de seu marido que lhe dizia: “Glória! Por favor, não se vá. Olhe, Glória regresse! As crianças, Glória. Não seja covarde”. 
Naquele lugar encontrou paz, serenidade, gozo; estava bem, inclusive, consigo mesmo. No entanto, voltou.

Voltar a um corpo destroçado

O regresso foi dramático. Os médicos, a ambulância, as dores... Contudo, o pior foi ter  o corpo destroçado, sua vaidade: “Uma mulher com critérios do mundo, a mulher executiva. A intelectual, a estudante e a escrava do corpo, da beleza e da moda: quatro horas diárias de exercícios aeróbicos. Escrava para ter um corpo formoso. Massagens. Dietas...” 
Imediatamente foi levada ao hospital mas em plena operação voltou a “sair do corpo”.

Uma vida para vivê-la no topo

Já voltaremos aí, mas agora damos umas pinceladas sobre sua vida. Como já dissemos, Glória nasceu em uma família humilde da Colômbia. Sua mãe devia ser uma autêntica santa: levou adiante aos seus sete filhos apesar do marido que tinha, bêbado, mulherengo, agressor… Glória conseguiu estudar, se tornou dentista e conseguiu uma invejável posição social.

Nessa altura, onde tudo é vaidade e aparência, Glória dedicava horas e horas praticando esportes, massagens e se vestia na última moda e sem o menor decoro. É paradoxal que seu culto ao corpo, o verdadeiro centro de sua vida, acabasse fulminado por um raio.

Missa para aparência social

Como cristã, deixava muito a desejar. Certamente ia à Missa aos domingos, mas não deixava de ser também uma postura social. As Missas  que ia eram tão curtas como sua fé: aí começava, aí acabava.
Claro, que de seu afastamento de Deus também tinha a culpa algum ou outro padre. Quando era estudante, recorda Glória, escutou da  boca de um sacerdote que o Inferno e os demônios não existiam. Isto lhe impactou e a afastou ainda mais de uma vida cristã. Com toda lógica  pensava porque se preocupar  do que fazemos e como somos, ao final só há Céu.

A caída no Inferno

Voltamos à mesa de operações. Em plena intervenção começou a ter outra experiência similar à anterior. Só  que desta vez eram as portas da dor e do sofrimento   que se abriam. Não eram os momentos de prazer e harmonia que viveu antes.
“Via os demônios que vinham para recolher-me. Nesse instante, comecei a ver como da parede da sala de cirurgia brotavam muitíssimas pessoas. Aparentemente comuns e corriqueiras, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dei conta nesse instante que a todas elas devo algo; que o pecado não foi grátis. Nesse susto tão terrível, eu saí correndo e atravessei a parede da sala de cirurgia. Queria me esconder  entre os corredores do hospital, mas quando saí caí no vazio”.
A visão a conduziu “por uma quantidade de túneis que vão para baixo. À princípio tinham luz e eram luzes como favos de mel. Onde havia muitíssimas pessoas. Mas vou descendo e a luz vai se perdendo e começo  andar em uns túneis de trevas espantosas. Sem comparação. Elas ocasionam dor. Horror. Vergonha. Cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos esses túneis e chego a uma parte plana. Vejo como no chão se abre uma boca grandíssima e sinto um vazio impressionante em meu corpo. O mais espantoso desse buraco era que não se sentia nem um pouco do amor de Deus, nem uma gota de esperança”.

Milhares de pessoas no Inferno

Com toda sua alegre e despreocupada vida perdida em algum lugar, começou a gritar: “Almas do purgatório, por favor, me tiram daqui!” Em meio desses gritos e essa dor descobre   milhares e milhares de pessoas, sobretudo jovens. Era o bater de dentes, alaridos e lamentações. 
Glória não entendia porque estava lá: “Eu, tão santa. Jamais  roubei,  nunca matei, eu   dava esmolas aos pobres, eu dava cestas básicas grátis aos que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa nos domingos, apesar de  me considerar ateia nunca faltei; se em minha vida faltei cinco vezes à missa foi muito. Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui”.
De repente escutou uma voz doce e tudo se inundou de amor e de paz. Inclusive, todas as criaturas saíram apavoradas. Uma voz que lhe pediu: “Muito bem, se tu és católica diga-me os mandamentos da Lei de Deus”.

Não amastes nem a Deus nem aos homens

A partir desse momento começou um repassar de sua vida à luz do Decálogo. Mandamento a mandamento, foi descobrindo que tinha pecado gravemente em cada um deles:
- O primeiro. Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo
- Muito bem! -e lhe perguntam: E tu os amastes?
- Eu sim, eu sim, eu sim!
Mas a voz lhe respondeu:
- Não! Tu não amastes  teu Senhor sobre todas as cosas, e muitíssimo menos o teu próximo como a ti mesma! Tu fizeste um deus que acomodasse  tua vida só  nos momentos de extrema necessidade: te prostravas diante dele quando eras pobre, quando tua família era humilde, quando querias ter uma profissão. Aí sim oravas todos os dias, e te prostravas horas inteiras suplicando a teu Senhor! Orando e pedindo-lhe para que  te tirasse  dessa pobreza e te permitisse ter uma profissão e ser alguém! Quando tinhas necessidade e querias dinheiro. Essa era a relação que tu tinhas com o Senhor!
E era verdade. Glória confessa que Deus era como “caixa automático”. No  mesmo momento em que tinha o que queria se esquecia d'Ele. Jamais foi agradecida, nem com Deus nem com os homens. 
Nem sequer com seus pais. Jamais reconheceu seu esforço, seu amor e sua entrega. E mais, chegava a se envergonhar  de sua mãe, por sua humildade e sua pobreza.  Esposa e mãe megera, para não mencionar o resto das pessoas. Em tudo  um coração de pedra.

O repassar dos mandamentos

Continuou o exame com o resto dos mandamentos. Com o segundo, resultou que desde pequena já jurava em falso para salvar-se de castigos e conseguir o que queria. Com o terceiro sentiu uma imensa dor: “A voz me dizia que eu dedicava quatro a cinco horas para meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração”.
Do quarto mandamento, honrar  Pai e Mãe, o Senhor lhe mostrava como foi desagradecida com eles, “como maldizia e renegava quando não me podiam dar tudo o que minhas amiga tinham, e como fui uma filha que não valorizava o que tinha. Cheguei ao ponto de dizer que essa não era minha mãe, porque me parecia muito pouquinha coisa para mim”.
O ambiente familiar tampouco ajudava muito. Seu pai se gabava diante de sua mãe o mulherengo que era, o muito que fumava e bebia: “Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e comecei a ver como o ressentimento me levava à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa ao ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo o mundo”. Quando Glória começou a ter uma autonomia econômica quis divorciar seus pais: “Separe-se de meu pai, é impossível que você aguente um tipo assim, seja digna, se dê   valor, mãe!”. 
Como a mãe não quis “comecei a defender o aborto, o divórcio e a defender a lei de Talião, olho por olho  dente por dente, nunca fui infiel fisicamente, mas fiz mal à muita gente com meus conselhos”.

Os abortos que ela pagou

Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor lhe mostrou como havia pecado naquilo que mais abomina: o aborto. Glória viu  uma menina de catorze anos abortando, era uma sobrinha sua: “Não sejam bobinhas –dizia às suas sobrinhas-, se suas mães  falam de virgindade e de castidade é porque estão foras da moda. Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil anos, e os padres não  quiseram se modernizar. Elas falam do que diz o Papa, mas esse Papa está fora de moda”. Só  que algumas delas ficaram grávidas. gravidezes que finalizaram em aborto. Abortos que ela pagou.
Com o sexto mandamento, não fornicar, se sentia mais segura: “Não, aqui sei que não me vão descobrir nenhum amante porque eu em toda a vida só tive um homem e é meu esposo”. Mas  mostrou sua forma de vestir e de se exibir  diante dos homens, o que levou muitos a terem maus pensamentos fazendo-os pecar e participando em seu adultério. Mas havia mais: “Eu aconselhava a muitas mulheres que fossem infiéis com seus esposos. Dizia-lhes: não sejam bobas desquitem-se, não os perdoem e divorciem-se”.

Roubar a honra, roubar a presença

No sétimo, o de não roubar, Glória se considerava honesta, mas se vê que o Senhor tinha outra perspectiva do assunto. Não era mais unicamente o dinheiro mal gasto para sua vaidade, quando em seu próprio país havia gente que não tinha o essencial para viver, mas que o Senhor lhe mostrou o roubo que fez da honra a muitas pessoas das quais falava mal, ou pior ainda, o roubo que fez a seus filhos. Ela lhes roubou sua mãe: “Uma mãe na casa, terna; uma mãe que lhes amasse e não a mãe na rua deixando as crianças sozinhas com o pai televisor, a mãe computador ou com os jogos de vídeo”.
E o que dizer dos falsos testemunhos, ela que desde pequena mentiu para conseguir tudo o que necessitava? Aqui se viu como filha da mentira, como filha de Satanás: “Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai?” Em certa ocasião chegou a dizer  à sua mãe, para justificar-se, que se mentisse que lhe caísse um raio…
E quando chegou o mandamento da cobiça “saíram todos meus males. Eu pensava que ia a ser feliz tendo muito dinheiro e se tornou uma obsessão. Quando tive muito foi o pior momento que viveu minha alma. Com tanto dinheiro e sozinha, vazia, amargurada, frustrada queria suicidar-me. Essa cobiça me soltou da mão do Senhor”.

O livro da Vida

Glória explica como depois do tremendo exame dos 10 Mandamentos, Deus lhe mostrou o “Livro da Vida”. Nesse livro tudo fica a descoberto, ações e pensamentos, desde o momento em que inicia a vida da pessoa.
- Que tesouros espirituais trás?, lhe perguntou o Senhor.
- Tenho as mãos vazias –pensou Glória. Ela que tinha tido de tudo neste mundo não trazia absolutamente nada.
- Que fizeste com os talentos que eu te dei?
- …
- É que tua morte espiritual –esclareceu Deus à Glória- começou quando a ti te deixaram de doer teus irmãos. No coração não sentias nada, tudo de pedra, o pecado te  petrificou.

Nesse livro viu, como até o último momento de sua vida, Deus lhe estava buscando para que se convertesse: “Em meu livre arbítrio, escolhi quem era meu pai, e Deus não foi meu pai. Escolhi a Satanás. Quando se fechou esse livro, vi que estava de cabeça para o buraco”.

Uma última recordação salvadora

Nesse momento recordou o conselho de uma paciente sua: “Olhe, doutora, você é muito materialista e um dia vai necessitar de ajuda. Quando você estiver em iminente perigo, qualquer que seja, peça  a Jesus que a cubra com seu sangue. Ele nunca  vai abandoná-la. Porque Ele pagou um preço de sangue por você”. E com essa vergonha tão grande e essa dor, começou a gritar: “Jesus Cristo, Senhor, tem compaixão de mim. Perdoa-me, Senhor, dá-me uma segunda oportunidade!”

Seu grito foi escutado. Jesus a tirou dali e lhe disse: “Vais  voltar. Vais ter tua segunda oportunidade, mas não pela oração de tua família. Porque é normal que eles orem e clamem por ti, mas por toda a intercessão de todas as pessoas alheias à tua carne e ao teu sangue que tem chorado, tem orado e tem elevado seu coração com muitíssimo amor por ti”.

A oração de um camponês desconhecido

Dentre todas, o Senhor a fez ver uma em concreto. Era a de um pobre camponês que quando soube da terrível dolor que devia sofrer pelo raio não deixou de orar e se sacrificar  por ela: “Isso é Amor ao Próximo – explicou o Senhor. Vais voltar, porém tu não vais repetir mil vezes, mas mil vezes mil. E, ai!, daqueles que ouvindo-te não mudem, porque vão ser julgados com mais severidade. Como o vais ser  em teu segundo regresso”.

Atualmente, Glória Polo se dedica a dar conferências com seu testemunho aonde a convidam. Também publicou seu testemunho em vários idiomas em sua  página da web (www.gloria.polo.ortiz.in):  Ela dá graças a Deus constantemente pelo presente de uma segunda oportunidade: “Como doem meus anos anteriores em que fui uma católica dietética; dou graças a Deus por minha mãe a Igreja Católica. Amo profundamente o Papa, meus sacerdotes e religiosos… Em minha experiência de adoração ao Santíssimo, esta miserável serva encontrou os deleites, a Paz e o Amor, antecipações do Paraíso”.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Era filha e neta de Testemunhas de Jehová e teve que desaprender suas crenças para ser católica.


ReligionenLibertad.com


Mary Kochan

Era filha e neta de Testemunhas de Jehová e teve que desaprender suas crenças para ser católica
As Testemunhas não creem que Jesus seja Deus, mas acham que é um anjo e não deve ser adorado. Mas se o Povo de Deus é a Noiva de Cristo... não é lógico que lhe cante, lhe louve e lhe adore? Esta ideia fortaleceu Mary no cristianismo.

ReL / Primera Luz- 14 janeiro 2013-religionenlibertad.com

Mary Kochan era filha e neta de Testemunhas de Jehová, uma testemunha de terceira geração. Foi durante os primeiros 38 anos de sua vida, até que o deixou em 1993. Entrou na Igreja católica três anos depois.

Não foi um processo fácil, explica, mas “perfurante”. Posteriormente, como editora em diversas publicações católicas e também em sua paróquia de Santa Teresa em Douglasville, Estados Unidos, pôde contar várias vezes sua viajem espiritual.

Quando Cristo não é Deus, mas um anjo
“As Testemunhas de Jehová não creem na Trindade, assim que tampouco creem na divindade de Cristo”, explica.
“Eles creem que Jesus era o arcanjo Miguel antes de vir à terra e que depois de ter ressuscitado voltou a ser o arcanjo Miguel—mas com o nome "Jesus". Creem que Jesus morreu (  não em uma cruz) para salvar a humanidade do pecado e da morte por meio de expiar a desobediência de Adão. Percebo  que isto é difícil de acreditar—para não mencionar todo o problema ontológico de que primeiro seja um anjo, depois humano e depois, outra vez um anjo—mas eu conto aqui porque quero fazer notar que eu na época tinha a ideia de que podia me chamar  de cristã e crer que Jesus tinha morrido por mim, tudo isso sem chegar a conceber Jesus como Deus”.
Por isso, pensar em Jesus como “verdadeiro homem e verdadeiro Deus” foi para Mary Kochan um despertar, uma revelação.

Quem é  Jesus na realidade?
“Em 1993, depois de um longo e perfurante período de busca em minha vida, em busca da paz e do poder transformador do qual dá testemunho o Novo Testamento, teve um encontro com Cristo. Eu não sabia que Ele era a Deidade, mas sabia que Ele não era o que as Testemunhas de Jehová diziam que era. Soube então que devia deixar a religião na qual cresci, a única que tinha conhecido toda a vida. Teria que deixar atrás toda relação estabelecida durante minha vida adulta. Decidida, fui à uma igreja”.

“Para mim era algo aterrador. Tinham me ensinado que as igrejas estavam cheias de demônios. As Testemunhas de Jehová não entram nem no estacionamento de uma igreja. Mas essa visita em uma igreja me pôs no caminho para aprender a verdade sobre Jesus. Logo me dei conta que os cristãos adoravam Jesus”, recorda Mary.

Nas Testemunhas de Jehová,  tinham lhe ensinado que só se deve adorar a Deus, chamado “Jehová”, o Pai de Jesus. Para eles, os católicos, protestantes e ortodoxos se equivocam ao proclamar que Jesus e o Espírito Santo tambén são Deus.
Ela já tinha deixado as Testemunhas mas, em quem crer agora?

Leitura distorcida da Bíblia
“Fui muito cautelosa para evitar que me enganasse outra vez. No entanto sabia que devia abrir minha mente ao testemunho e os argumentos apresentados pelos cristãos ao meu redor para endireitar a forma distorcida de ler as Escrituras que tinha aprendido em primeiro lugar”.

Um cristão comentou em uma reunião com ex-testemunhas de Jehová: “Só tens que crer o contrário de tudo o que aprendeste. Não acreditavas na Trindade e agora crês. Não acreditavas na divindade de Cristo e agora, crês. Não acreditavas na alma imortal e agora crês. Não acreditavas em ir para o céu e agora crês. Não acreditavas no Natal e agora crês. Vês como é fácil? Tudo é o contrário”.

“Eu amava Jesus mas não sabia o que fazer com a adoração que os cristãos lhe professavam Como podia explicar semelhante fenômeno se Ele não era Deus?”
O Pai, o Filho... e a Noiva!

“Encontrei consolo me apegando  à imagem bíblica da Igreja como noiva de Cristo. Depois de tudo que coisa mais natural que uma noiva preste atenção ao seu noivo? Naturalmente, os cristãos cantam para Jesus! Os estranhos são as Testemunhas de Jehová—como uma noiva que ignorava seu noivo para concentrar todo seu afeto no sogro”.

“Entretanto participava na oração cristã e adorava o melhor que me permitia o meu limitado entendimento. Também havia perguntas e estudava... e estudava e estudava. Finalmente comecei a ler os Padres Apostólicos, os padres no princípio da Igreja.

Começou a clarear  em minha mente que este ensinamento—que Jesus era Divino, Deus Encarnado—tinha sido realmente o ensinamento cristão desde o princípio e era o testemunho apostólico”.

Amor assombroso
“Só  ficava um problema por resolver: se Jesus era Deus, então este homem na Cruz era Deus. E isso significava que Deus tinha morrido. Significava que Deus tinha morrido... por mim”.

“Pelos séculos dos séculos nunca haverá nada mais assombroso, nada mais sublime, nada que se possa propor à uma alma humana que imprima sobre ela tanta humildade”. E Mary cita um hino: “Poderia haver um amor tão assombroso, como o Teu meu Deus que morrestes para salvar-me?”
“Assim surgiu o sol em minha vida”, conclui.

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os 10 indícios de que a cultura pró-vida vencerá o aborto nos Estados Unidos


ReligionenLibertad.com

Segundo o cientista político George Weigel

Os 10 indícios de que a cultura pró-vida vencerá o aborto nos Estados Unidos

Há 40 anos, quando se liberalizou o aborto, não havia ultra-sonografias, nem se sabia tanto como hoje de embriologia. A sociedade segue sem aceitar o aborto e o movimento pró-vida é cada vez mais jovem, criativo e ganha muitas batalhas parciais, cada vez mais.

P. J. G. /ReL - 25 janeiro 2013 - religionenlibertad.com

George Weigel é um influente analista social católico, membro do 'Ethics and Public Policy Center', famoso por sua biografia sobre João Paulo II “Testemunha da Esperança”; em espanhol publicou também “A coragem de ser católico”, “Política sem Deus” e “Cartas a um jovem católico”, entre outros.

Enquanto os Estados Unidos celebra (ou lamenta) seus 40 anos de aborto liberalizado pela sentença Roe vs. Wade, que parecia brindar o aborto como um direito para sempre no gigante norte-americano, Weigel  publicou na revista “First Things” 10 indícios de que a meio ou longo prazo a vitória estará do lado pró-vida.

1. Faz já 40 anos que se praticam abortos de forma generalizada mas a sociedade norte-americana, mesmo sendo  individualista e prática, segue sem aceitar nem ver como algo normal; o aborto é algo feio, incômodo e na profissão sanitária segue vendo-se com muito maus olhos.

2. Nestes 40 anos, os avanços científicos sobre a gestação e a reprodução humana deixaram obsoletos os argumentos “pseudo-científicos” que se usaram na sentença Roe vs. Wade.

3. As ultra-sonografias permitem ver o feto dentro da mãe; quase todas as famílias viram já as ultra-sonografias de filhos, netos, sobrinhos; há fotos deles nos álbums antes que nasçam. Isso muda a cultura.

4. Em 1992 o Tribunal Supremo dos Estados Unidos, no caso “Casey vs. Planned Parenthood” vinha pedir que se acabasse o debate sobre o aborto, que se visse o aborto como algo consagrado na lei norte-americana para sempre. Mas a sociedade –incluindo os bispos dos Estados Unidos- não se calou, “e o movimento pró-vida cresceu mais que nunca”.

5. Com o tempo, os lobbys e associações pro-aborto se  tornam cada vez mais rígidos, e começam a parecer histéricos e exagerados diante da opinião pública. “Em certos círculos políticos o aborto parece se tratar  como uma espécie de sacramento secular”, assinala Weigel. As pessoas vêem que os abortistas se opõem a tudo: as leis de consentimento informado, as notificações a pais de menores, os períodos de reflexão, as inspeções, o uso de monogramas, etc, etc…

6. Os pró-vida cada vez são mais jovens e são mais entre os jovens, enquanto os abortistas envelhecem. A Marcha pela Vida de Washington todo 25 de janeiro tem mais e mais jovens ano após ano, o mesmo passa nos protestos locais, as associações, os grupo pró-vida universitários, os grupos de médicos e enfermeiras… “O movimento pró-vida nos Estados Unidos está em seu momento mais robusto e revitalizante”, considera Weigel.

7. “Os pró-vida estão conseguindo mais e mais êxitos a nível das leis estatais nos anos recentes e pode se esperar que tenham ainda mais nesse nível no futuro imediato”.

8. A argumentação legal que se usou em Roe vs. Wade, com o passar dos anos, se faz cada vez menos plausível; um dos juízes que emitiu um voto discrepante, Byron White, disse que era um exercício de “poder judicial bruto”. “Poucos acadêmicos legais sérios defendem a argumentação legal de Roe vs. Wade”, disse Weigel.

9. Os Estados Unidos se encheram de centros de assistência às grávidas que tem demostrado, caso a caso, uma e outra vez, que o movimento pró-vida é um movimento de compaixão e apoio. Weigel não  disse, mas se entende que o bando abortista fica, simplesmente, como um negócio à custa das grávidas.

10. Nas estatísticas se nota: uma enquete do Gallup de 2012 mostrou que a metade dos americanos se auto-definem como “pró-vida”.


Quarenta anos depois da liberalização do aborto nos Estados Unidos há razões para pensar que dentro de outros 40 anos a situação será muito diferente.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Em Jesus de Nazaré, Deus visita realmente seu povo, visita a humanidade de uma maneira que vai mais além de todas as expectativas.





Catequese do Papa sobre a Revelação de Deus
 

 VATICANO, 16 janeiro 2013 / 10:04 am (ACI).-

Queridos irmãos e irmãs:

O Concílio Vaticano II, na Constituição sobre a divina Revelação, afirma que a íntima verdade da revelação de Deus brilha para nós "em Cristo, que é ao mesmo tempo mediador e plenitude de toda a Revelação" (n. 2 ).

O Antigo Testamento nos diz como Deus, depois da criação, apesar do pecado original e da arrogância do homem de querer colocar-se no lugar de seu Criador, volta a oferecer a possibilidade de sua amizade, sobretudo através da aliança com Abraão e o caminho de um povo pequeno, o de Israel, que Ele elege, não nos critérios do poder terreno, mas simplesmente por amor.

É uma eleição que segue sendo um mistério e revela o estilo de atuar de Deus, que chama alguns, não para excluir os demais, mas para que sirvam de ponte com o fim de conduzir até Ele. Eleição sempre para o outro. Na história do povo de Israel, podemos voltar a percorrer as etapas de um longo caminho, em que Deus se deixa conhecer, se revela, entra na história com palavras e com ações.

Para esta obra, Ele se serve de mediadores, como Moisés, os Profetas  loes Juízes, que comunicam ao povo sua vontade, recordam a necessidade de fidelidade à aliança e mantém viva a espera da realização plena e definitiva das promessas divinas.

E é a realização destas promessas que  contemplamos no Santo Natal: a Revelação de Deus chega ao seu cume, à sua plenitude.

Em Jesus de Nazaré, Deus visita realmente seu povo, visita a humanidade de uma maneira que vai mais além de todas as expectativas: envia seu Filho Unigênito, Deus  se faz homem. Jesus não nos diz algo sobre Deus, não fala simplesmente do Pai –mas é Revelação de Deus, porque é Deus– nos revela o rosto de Deus. No prólogo de seu Evangelho, João escreve: " Ninguém viu jamais a Deus; quem o revela é o Filho único, que está no seio do Pai "(Jo 1,18).

Quero deter-me neste "revelar o rosto de Deus". Neste contexto, São João, em seu Evangelho, nos narra um fato significativo, que acabamos de escutar. Ao aproximar-se da Paixão, Jesus tranquiliza seus discípulos, exortando-os a não ter medo e ter fé, depois começa um diálogo com eles, em  que fala de Deus Pai (confr. Jo 14,2-9). Em um momento, o apóstolo Felipe pede a Jesus: "Senhor, mostra-nos o Pai e nos basta" (Jo 14:8). Felipe é muito prático e concreto: diz também o que nós queremos dizer, queremos ver o Pai -  pede para "ver" o Pai, para ver seu rosto.

A resposta de Jesus –não é só para Felipe, mas também para nós– nos introduz no coração da fé cristológica. O Senhor afirma: "Quem me viu, viu o Pai" (Jo 14, 9). Nesta expressão se encerra sinteticamente a novidade do Novo Testamento, aquela novidade que apareceu na gruta de Belém: Pode se ver Deus,   Deus manifestou seu rosto, é visível em Jesus Cristo.

Em todo o Antigo Testamento está presente o tema da "busca do rosto de Deus", o desejo de conhecer este rosto, de ver  Deus como é, tanto que o termo hebreu 'p?nîm', que significa "rosto", se repete 400 vezes, delas 100 se referem a Deus, cem vezes se refere e se quer ver o rosto de Deus. E, no entanto, a religião hebraica, proíbe por completo as imagens, porque Deus não se pode representar –como faziam os povos próximos com a adoração dos ídolos, portanto com esta proibição de imagens no Antigo Testamento– parece excluir totalmente o "ver" do culto e da piedade.

O que significa, então, para o piedoso israelita, buscar apesar de tudo, o rosto de Deus, mesmo sabendo que não pode ter nenhuma imagem sua? A pergunta é es importante: por um lado, quer dizer que Deus não pode ser reduzido a um objeto, como uma imagem que se pode tomar na mão, então como não se pode por algo no lugar de Deus, e por outro lado, se afirma que Deus tem um rosto, ou seja que é um "Tu", que pode entrar numa relação, que não está fechado em seu Céu, olhando do alto a humanidade.

Deus está sem dúvida por cima de tudo, mas se dirige até nós, nos escuta, nos vê, fala, estabelece aliança, é capaz de amar. A história da salvação é a história de Deus com a humanidade e a história desta relação de Deus, que se revela progressivamente ao homem, que se faz conhecer a si mesmo, seu rosto.

Precisamente no começo do ano, em 1º de janeiro, ouvimos, na liturgia, a formosa oração de bênção sobre seu povo: "Que o Senhor te abençoe e te proteja. Que o Senhor faça brilhar sua face sobre ti e dê a sua graça. Que o Senhor mostre sua face e te conceda a paz". (Números 6:24-26).

O esplendor do rosto divino é a fonte da vida, é o que permite ver a realidade; a luz de seu rosto é o guia da vida. No Antigo Testamento há uma figura que está enlaçada de forma muito especial no tema do ‘rosto’ de Deus. Trata-se de Moisés, aquele que Deus elegeu para libertar o povo da escravidão de Egito, doar-lhe a Lei da aliança e guiá-lo à Terra prometida.

Depois Moisés regressou ao acampamento, mas Josué –filho de Nun, seu jovem ajudante– não se afastava do interior da tenda. Pois bem, no capítulo 33 do livro do Êxodo, se diz que Moisés tinha uma relação próxima e confidencial com Deus: "O Senhor conversava com Moisés face a face, como o faz um homem com seu amigo". (v. 11).

Em virtude desta confiança, Moisés pediu a Deus: "Mostra-me tua glória", e a resposta de Deus é clara: «Farei passar junto de ti toda minha bondade e pronunciarei diante de ti o nome do Senhor… Porém tu não poderás ver meu rosto, porque nenhum homem pode ver-me e seguir vivendo…Aqui ao meu lado tens um lugar… tu verás minhas costas. Porém ninguém pode ver minha face». (vv. 18-23).

Por um lado, pois, há um diálogo face a face, como amigos, mas por outro lado, há a impossibilidade, nesta vida, de ver a face de Deus, que permanece oculto; a visão é limitada. Ao final, a Deus só se pode seguir, vendo seus ombros. Os Padres da Igreja dizem isto: 'tu só podes ver minhas costas', significa que tu só podes seguir a Cristo e seguindo-o vês por trás o mistério de Deus. Deus pode se seguir vendo suas costas.

Algo completamente novo sucede, no entanto, com a Encarnação. A busca da face de Deus recebe uma mudança radical incrível, porque agora se pode ver este rosto: o de Jesus, o Filho de Deus que se fez homem.

N'Ele se cumpre o caminho da revelação de Deus começando com o chamada de Abraão, Ele é a plenitude desta revelação, porque ele é o Filho de Deus, é o "mediador e a plenitude de toda a Revelação" (Constituição Dogmática. Dei Verbum, 2), e n'Ele o conteúdo da Revelação e o Revelador coincidem. Jesus nos mostra o rosto de Deus e nos ensina o nome de Deus. Na Oração sacerdotal da Última Ceia, Ele diz ao Pai: "Eu manifestei teu nome aos homens... Eu lhes dei a conhecer teu nome" (cf. Jo 17,6.26).

O termo "nome de Deus" significa Deus como Aquele que está presente entre os homens. A Moisés na  sarça ardente, Deus revelou seu nome, se havia feito invocar, havia dado um sinal concreto de sua "existência" entre os homens. Tudo isto encontra cumprimento e plenitude em Jesus: Ele inaugura de forma nova a presença de Deus na história, porque quem vê a Ele, vê ao Pai, como diz a Felipe (cf. Jo 14:9).

O Cristianismo –diz São Bernardo– é a "religião da Palavra de Deus", não de, "uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo" (Hom. super missus est, IV, 11: PL 183, 86B). Na tradição da patrística e medieval se usa uma fórmula especial para expressar esta realidade: Jesus é o 'Verbum abbreviatum' (cf. Rom 9,28, em referência a Isaías 10:23), o Verbo abreviado, a Palavra breve, abreviada e substancial do Pai, que nos diz tudo d'Ele. Em Jesus toda a Palavra está presente.

Em Jesus inclusive a mediação entre Deus e o homem encontra sua plenitude. No Antigo Testamento há uma grande quantidade de figuras que vêm desempenhando esta tarefa, sobretudo Moisés, o libertador dele, o guia, o "mediador" da aliança, como o define o Novo Testamento (cf. Gal 3:19; Atos 7 , 35, Jo 1:17).

Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não é mais um dos mediadores entre Deus e o homem, mas "o mediador" da nova e eterna aliança (cf. Heb 8:6; 9.15, 12.24), "um só, de fato, é Deus - disse Paulo - e um só o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus"(1 Timóteo 2:5, Gálatas 3:19-20). N'Ele podemos ver e conhecer o Pai; n'Ele podemos invocar a Deus como "Abba, Pai" n'Ele nos foi dada a salvação.

O desejo de conhecer a Deus realmente, ou seja, de ver o rosto de Deus, está em todos os homens, inclusive nos ateus. E nós temos este desejo consciente de ver quem é, o que é, quem é para nós. Porém este desejo se realiza seguindo a Cristo, assim vemos as costas e vemos, por fim, a Deus como a um amigo, seu rosto no rosto de Cristo.

É importante que sigamos a Cristo mas não só quando o necessitamos e quando encontramos um espaço de tempo, entre os milhares de afazeres de cada dia, mas com nossa vida. Toda nossa existência deve estar orientada ao encontro com Ele, ao amor para Ele e n'Ele, o amor ao próximo deve ter assim mesmo um lugar central.

Esse amor que, à luz do Crucificado, nos faz reconhecer o rosto de Jesus no pobre, no fraco e no que sofre. Ele é possível só se o verdadeiro rosto de Jesus  nos for familiar, na escuta de sua Palavra –no diálogo interior com sua Palavra para que o possamos encontrar a Ele verdadeiramente– e naturalmente no  Mistério da Eucaristia.

No Evangelho de São Lucas é significativa a passagem dos dois discípulos de Emaús, que reconheceram a Jesus ao partir o pão. Mas preparados pelo caminho, preparados pelo convite que lhe fazem para que fique com eles, preparados pelo diálogo que fez arder seus corações. Assim vêem por fim a Jesus.

Também para nós, a Eucaristia é, preparada para uma vida em diálogo com Jesús, a grande escola em que aprendemos a ver o rosto de Deus, entramos em relação íntima com Ele; e aprendemos ao mesmo tempo a dirigir o olhar até o momento final da história, quando Ele nos saciará com a luz de seu rosto. Na terra caminhamos para esta plenitude, na espera gozosa que se cumpra o Reino de Deus.

 http://www.aciprensa.com/noticias/texto-completo-catequesis-del-papa-sobre-la-revelacion-de-dios-77283/#.UPbcmR2YupA

 

domingo, 13 de janeiro de 2013

O fim do cristianismo de esquerda? Algumas reflexões interessantes.


Os Blogs de ReligionenLibertad.com



 
O fim do cristianismo de esquerda?

Jorge Soley - 9 janeiro 2013 - religionenlibertad.com


Acaba de ser publicado na França um livro, intitulado "A  esquerda de Cristo", que revisa a história e faz um balanço do cristianismo de esquerda do nosso vizinho do norte. Ao mesmo tempo Temoignage Chretien, a publicação mais emblemática desse cristianismo esquerdista, pujante nos anos 70, acaba de fechar as portas.

Gerard Leclerc, em um artigo intitulado "O fim do cristianismo de esquerda?", se interroga pelo fracasso de uma corrente que, no pós-concílio, parecia ser muito forte. E aponta algumas reflexões interessantes.

Como que estes cristãos, ao terem apostado no projeto de secularização de esquerda, a vitória deste supôs a dissolução do próprio cristianismo de esquerda. Além disso, constata, o cristianismo de esquerda não encontrou eco político no fragmentado mundo da esquerda francesa. No máximo  conseguiu o papel decorativo de companheiro de viajem, útil de vez em quando para legitimar certos posicionamentos, mas sem nenhuma influência real.

Porém mais decisivo em seu fracasso foi a impossibilidade de por o cristianismo a serviço de um projeto político, algo que por sua própria natureza supõe uma aberração e que  fracassou repetidamente ao longo da história, desde os tempos do cesaropapismo. Cristãos pelo socialismo ontem, cristãos pelo nacionalismo agora, cristãos pelo que seja amanhã, todos estão condenados ao fracasso porque o único cristianismo com o futuro assegurado é o cristianismo por Cristo.
Jorge Soley
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Jorge Soley Climent é um barcelonês quarentão, felizmente casado e pai de seis filhos. Apaixonado pela leitura, a história e o futebol humilde e autêntico, sua profissão de economista lhe impõe o agradável dever de viajar com frequência à América hispânica. Está convencido de que ser católico significa ser universal, de que o razoável é a fé e de que a Igreja, apesar do empenho que pomos nos homens para enfeiar seu rosto, é Mãe e Tesouro de critério seguro.

Jorge Soley, jorgesoley@yahoo.com, é autor, editor e responsável pelo Blog 'Mientras el mundo gira', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com

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http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=26980


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ser cristãos de verdade é ser uma pessoa inteira, afirma Bispo Munilla.


 ACIPRENSA.COM

 


Ser cristãos de verdade é ser uma pessoa inteira, afirma Bispo Munilla.

O Bispo de São Sebastião (Espanha), Mons. José Ignacio Munilla, afirmou nesta sexta-feira que mais que o ateísmo, a maior dificuldade que enfrenta o catolicismo é a deformação da fé que leva as pessoas a "crerem em um deus fabricado à sua medida".

Durante a celebração da festa da Virgem de Aránzazu (O Santuário de Nossa Senhora de Aránzazu é um santuário mariano situado no município de Oñati, em Guipúzcoa, País Basco na Espanha) , o Prelado disse que a tendência do relativismo é empurrar a uma "espécie de ‘fé, à la carte’( à moda da casa - expressão popular), que parece caracterizar nosso tempo".

Indicou que esta deformação da fé é "levada a cabo desde as categorias ideológicas do momento, ou simplesmente, de nossos gostos pessoais".

Advertiu que isto traz "o risco de deixar de crer no  Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, para passar a crer em um deus fabricado à medida de cada um de nós".

Mons. Munilla disse que para não cair nesta tentação se deve seguir o exemplo de Maria que acolheu com fidelidade a Revelação de Deus, pois a cultura relativista não tem dificuldade em admitir a existência de um ser superior, mas sim de aceitar "que Deus se tenha revelado por um caminho concreto (o povo de Israel e Jesus Cristo) para todos nós, e tenha deixado indicado o caminho que nos conduz até Ele".

A cultura do relativismo aceita sem problema a abertura a uma vaga espiritualidade subjetivista, que nos possibilita uma religiosidade 'à la carte'; mas rechaça como algo politicamente incorreto, a fé católica na Revelação, da qual se deriva a obediência ao caminho traçado por Deus", acrescentou.

Disse que em troca, "Maria nos educa na plena abertura da vontade de Deus, mais além inclusive de nossas próprias ideologias e expectativas", e ensina que não se deve chegar à Sagrada Escritura esperando que o Pai pense como os homens, mas para conhecer o que Ele quer dizer, "de forma que nosso pensamento e nossa sensibilidade sejam educados conforme o querer e o sentir de Deus".


Leia mais: http://www.ewtnnoticias.com/noticias-catolicas/noticia.php?id=23631#ixzz1YbegnmLw


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Descobrindo a felicidade, o amor ao próximo! (Oscar Wilde)


Descobrindo a felicidade, o amor ao próximo!


Historias Urbanas - O príncipe Feliz
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Descobrindo a felicidade
A estátua do príncipe feliz dominava a cidade. Toda ela estava revestida de lâminas de ouro, por olhos tinha dois diamantes e um grande rubi resplandecia na empunhadura de sua espada.

Numa noite chegou à cidade uma andorinha. Suas companheiras  tinham voado ao sul seis semanas antes. Ela  tinha se atrasado e devia voar antes  que chegasse o frio. Viu a estátua encima de uma coluna e decidiu passar a noite ali. Pousou aos seus pés, protegeu a cabeça debaixo das asas e  dormiu até que sentiu que lhe caía uma gota de água.

Estará chovendo? - perguntou-se a andorinha, e caiu outra gota. Segura de que chovia decidiu buscar melhor lugar para dormir.

Porém antes de que pudesse abrir suas asas, a andorinha viu algo assombroso: da estátua do príncipe feliz  brotavam lágrimas dos olhos. Eram as gotas que lhe  tinham molhado.

Por que choras? - perguntou a andorinha intrigada.

-Choro porque, quando estava vivo, tinha um coração como o teu e  passava as horas brincando nos jardins de meu palácio. Tudo me alegrava e por isso me chamavam príncipe feliz. Mas, desde que me puseram neste lugar tão alto, posso contemplar  todas as pessoas tristes do povo e, mesmo tendo agora um coração de chumbo, a tristeza dos demais me faz chorar. Olha, não longe daqui vive a senhora mais pobre deste povoado. Seu filho está enfermo e tem muita sede. O menino  pede laranjas à sua mãe, mas ela não tem com que comprá-las e só pode dar-lhe água do rio. Toma um de meus olhos de diamante e leva para ela.

Mesmo sabendo a andorinha que devia fugir daquele frio mortal, fez o que lhe pediu o príncipe feliz. Colheu com seu bico um dos olhos de diamante e o levou à mãe. Quando a andorinha regressou à praça onde estava a estátua, disse ao príncipe.

-Que estranho! Com todo o frio que faz, sinto um calorzinho que me cresce no peito.

-Sentes assim? - comentou o príncipe - porque fizeste o bem. Toma agora meu outro olho e entrega-o à aquella menina que busca pão para a família e não o encontra.

-Mas não poderás ver mais- disse a andorinha.

-Não me importa. O que mais desejo é que essa menina e sua família possam ter a comida que necessitam.

Outra vez fez a andorinha o que o príncipe lhe pedia. Quando regressou, começou a nevar novamente.

-Vai-te  reunir com tuas companheiras - lhe aconselhou o príncipe -, que o frio se acerca.

-Não - respondeu a andorinha - agora que não podes ver, eu ficarei contigo e te acompanharei sempre. Mesmo tendo muito frio, te contarei o que vejo.

-Diga-me que coisas tristes vês no povoado.

-Vejo muitas crianças com fome percorrendo as ruas.

- Toma o ouro que cobre meu corpo - pediu o príncipe e reparte-o entre essas crianças.

Nevava e nevava e, mesmo sentindo muito frio nada a detinha e repartiu as peças de ouro às crianças que gritavam: até que enfim podemos comer! Mas a andorinha sofria cada vez mais pelo frio até que finalmente adoeceu. Para espantar o frio, não deixava de mover as asas, enquanto contava ao príncipe tudo o que viam seus olhos. Não lhe restavam muitas forças e compreendeu que não poderia resistir  muito mais.

-Adeus meu querido príncipe feliz - disse a andorinha.

Deu-lhe um beijo e caiu aos seus pés. No  mesmo instante, o coração de chumbo da estátua se rompeu em pedaços.

E no dia em que Deus disse a um de seus anjos "traga-me as duas coisas mais belas desse povoado", o anjo levou diante d'Ele a boa andorinha e o coração de chumbo da estátua do príncipe feliz, que tinham sido tirados pela gente importante da cidade.

Desde esse dia a andorinha canta para Deus e o príncipe feliz lhe fala dos pobres que ainda restam no mundo.

Por Oscar Wilde
Fonte: www.aciprensa.com