Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Do termo "judeu", diferente de semita, hebreu, israelita, israelense, sionista, etc.


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Do termo "judeu", diferente de semita, hebreu, israelita, israelense, sionista, etc.


Luis Antequera- 1 julho 2013-religionenlibertad.com

Um montão de palavras, como temos dito várias vezes, que na maioria das vezes soará o mesmo e que, no entanto, têm, todas e cada uma, seu significado muito preciso e diferenciado das  demais. Então há uns dias víamos tudo  relativo a primeira, “semita”, algo menos tudo  relativo a segunda, “hebreu” e algo menos ainda  tudo  relacionado com a terceira, “israelita”,  vamos hoje  ver tudo o que concerne a quarta, “judeu”.

 O grande patriarca dos judeus, Jacó, teve doze filhos, como nos explica o livro do Gênesis:
 
Judá conforme  retrata Horace Vernet (1840)
           “Os filhos de Jacó foram doze. Filhos de Lia: o primogênito de Jacó, Ruben; depois Simeão, Levi, Judá, Isacar e Zabulon. Filhos de Raquel: José e Benjamin. Filhos de Bilá, a escrava de Raquel: Dan e Neftali. Filhos de Zilpa, a escrava de Lia: Gad e Aser. Estes foram os filhos de Jacó, que  nasceram em Padan Aram”. (Gn. 35, 22-26)

            Depois de emigrar ao Egito, quando graças a Moisés os israelitas foram guiados por Deus à Terra Prometida em Canaã, seu território se  repartiu entre as Doze Tribos, fazendo dele onze pedaços, e repartindo  a duodécima tribo, a dos levitas, escolhidos por Deus para o sacerdócio, no território das outras onze.
 
Reinos de Israel e da Judeia
           Na morte do Rei Salomão, estes onze territórios se veem divididos em duas grandes unidades: o Reino de Israel ao norte, em  que moram a maioria dos membros de dez das doze tribos e onde reina Jeroboão, um funcionário da corte de Salomão; e do Reino da Judeia ao sul, que ocupam principalmente os descendentes de Judá, onde reina Roboão (930-913 a.C.), filho e herdeiro de Salomão, que recebe de seu pai o reino completo mas perde a parte setentrional diante de Jeroboão acima citado. Pois, é desde este momento que, com toda propriedade, se pode falar de “judeus”, ou seja, aqueles descendentes de Abraão e de Jacó pertencentes a tribo de Judá, que formam seu próprio reino “judeu”, sobre o território não por casualidade chamado de Judeia.

            Sobrevêem os tempos da idolatria e dos sonoros discursos proféticos que anunciam o desastre. E o desastre não se faz esperar. No ano de 733 a.C., os assírios submetem o reino do norte, Israel, e deportam e escravizam todos seus habitantes, colonizando seus territórios.

            O destino da Judeia, não mais tarde, vai ser muito diferente: o bíblico Nabucodonosor II (604-562 a.C.), rei dos caldeus, sucessores de todos os efeitos dos assírios, conquista a Judeia e devasta sua capital Jerusalém, reduzindo o Templo de Salomão a cinzas. Alguns de seus habitantes são deportados para a Babilônia, ou seja a terra do grande Patriarca Abraão; uns poucos fogem para o  Egito, iniciando a primeira das muitas diásporas (do grego, diásporas=dispersão) que dali em diante vai ser familiar para os judeus; e um terceiro grupo permanece no país.

            Na Babilônia, os que já conhecem  com toda propriedade como “judeus” procedentes do reino de Judá ou Judeia, como se   conhece dos tempos de Jesus, em sua grande maioria da tribo de Judá mas que também conviveram nele alguns membros de outras tribos, e como o já fizeram  antes no Egito, longe de desaparecer, em um processo admirável digno de estudo que converte o povo hebreu em um caso singular na história, se afirmam como nação, e aperfeiçoam sua religião nas primeiras sinagogas que, ante  a desaparição do Templo, se constroem. Os judeus que menos tempo permaneceram na Babilônia, ficaram cinquenta anos, isto é, duas gerações, e os que mais ficaram, por volta dos cem anos, isto é, quatro gerações.

            A caída do reino babilônio em 538 a.C. diante da invasão dos persas, faz que os judeus consigam do rei Ciro de Pérsia a permissão para voltar à terra de origem. Sob o comando de Sesbazar, uma primeira onda de judeus inicia o caminho de volta para casa. Sob o de Zorobabel, se levanta de novo o Templo, fato com  que se inicia o que se chamou o “Período do Segundo Templo”. E surge, como tantas outras vezes, o homem providente: se trata desta vez de Esdras (s. V a.C.), que regressa da Babilônia com a segunda onda de exilados em 428 a.C., recompõe a Aliança de Deus com seu povo, cria o Sinédrio ou conselho supremo, e proclama a Torah ou Lei de Deus como lei fundamental dos judeus, coisa que ocorre provavelmente em 398 a.C., sendo rei da Pérsia Artaxerxes II.

            Com todos estes antecedentes,  vimos que “semitas” seriam os descendentes de Sem e o termo se reserva para a grande raça que engloba  todos os povos do Oriente Médio, ainda que “anti-semitismo” só  se refira à fobia contra os judeus; “hebreus” seriam os descendentes de Heber e o termo se reserva para a língua que falam os judeus; e “israelitas” são os descendentes de Jacó (ou Israel) e o termo se refere à nacionalidade; “judeus” são os descendentes de Judá e o termo se reserva hoje em dia ao povo judeu (vale a redundância) e para a religião que o dito povo professa.

 
            ©L.A.
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Luis Antequera

De formação jurídico-econômica, profissionalmente falando Luis Antequera tem trabalhado tanto no mundo bancário como no do ensino. As três paixões  que dedica seu tempo são a literatura, a história das religiões e a atualidade sócio-política. Já publicou três livros, “Jesus no Corão”, “O cristianismo desvendado” e “Direito de nascer”. Tem colaborado em diversos programas de rádio e televisão. Atualmente é diretor do programa de rádio “Igreja perseguida”, quinzenalmente aos sábados às 15:00 hs., e colaborador do programa “Diálogos com a Ciência”, nas sextas-feiras às 00:00 hs., realizados ambos na Rádio Maria. 'Em corpo e alma' oferece cada dia seu ponto de vista sobre o mundo convulso que vivemos.

Luis Antequera, encuerpoyalma@movistar.es, é autor, editor e responsável pelo Blog 'En cuerpo y alma', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com



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sexta-feira, 5 de julho de 2013

A realidade é que os milagres existem. Quem vai elevar João Paulo II aos altares como santo -já está lá como beato- o é.

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Os milagres existem



Pe. Santiago Martin- 25 junho 2013-religionenlibertad.com

Acostumados como estamos num mundo de aparências, de trapaças e fraudes, de corruptos e de vaidosos, corremos o risco do ceticismo.

A nossa é, efetivamente, uma sociedade cética, como  seria um touro muitas vezes toureado que já sabe que atrás do pano vermelho há trapaça.

Fugir do ceticismo, teria que dizer aos homens e mulheres de nossa geração, porque na realidade quem os  enganou não foi a verdade, mas a aparência da verdade com que se  revestiram os amigos da mentira.

A realidade existe, há que gritar. E, também, é possível encontrá-la, conhecê-la, desfrutá-la. A realidade tem a teimosia de aparecer mais cedo ou mais tarde, por muito que muitos se empenhem em negar sua existência.

E isto, que acontece tanto em política como em economia, sucede também nas coisas do espírito. Estamos tão desconfiados, defraudados e escaldados que, como os gatos, fugimos até da água fria. Porém nem tudo é aparência, nem mentira, nem ficção. Repito: a realidade existe.

Por isso, quando a Igreja diz que uma cura  é um milagre, não está sucumbindo a um desejo piedoso, mais ou menos destinado a enganar a ingênuos, mas que está atendo-se, simplesmente, à realidade.

E quem diz que essa cura  é realmente um milagre não é, em primeiro lugar, o Papa ou o cardeal ou o teólogo, mas o médico. É verdade que este -na realidade uma comissão científica formada por uma equipe multidisciplinar de médicos- não afirma que uma cura  concreta seja milagrosa, pois não é seu papel dizer isso; mas se diz que, à luz da ciência, não tem explicação lógica nenhuma.

É depois o teólogo, o cardeal e, por fim o Papa, quem sentencia: há milagre. Mas a primeira e decisiva palavra, a teve a ciência. A realidade é que os milagres existem. Quem vai  elevar  João Paulo II aos altares como santo -já está lá como beato- o é.

E não, repito, porque a Igreja  interessa canonizá-la para que aumente a devoção do povo, mas porque as coisas são como são e  mesmo que às vezes são para mal e não nos convém, mas tem que aceitá-las, em outras ocasiões são para bem e tem que gozar e desfrutar delas. Por intercessão de João Paulo II se fazem milagres. Isto   dizem os médicos. Existem.

http://www.magnificat.tv/es/node/3829/2


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terça-feira, 25 de junho de 2013

-“Existe Deus? E se existe, pode me mostrar Sua imagem?”



Existe Deus?

Padre Pedro Nunez

Queridos Filhos: Contam que um homem tinha grandes dúvidas sobre a existência de Deus, então foi ver um ancião sacerdote que as pessoas consideravam muito sábio.

-“Tenho uma pergunta para fazer-lhe sobre Deus. Crê que  pode me responder?”

-“Se Deus quiser, eu responderei”, respondeu o sacerdote.

-“Existe Deus? E se existe, pode me mostrar  Sua imagem?”

No entanto, queria lhe ensinar  uma lição que jamais esqueceria. -“Está louco você? Por que me bateste?” -“Como te sentes depois da pancada que te dei?”

-“Com muita dor e com muita raiva.”

-“Então, pensas que a dor e a raiva existem?”

-“Claro que existem. Estou sentindo-as!”

-“ Pode me mostrar sua imagem?”

-“Não posso. Nem a dor nem a raiva tem forma.”

-“Sabes? Assim é Deus. Ele existe e  mesmo que não o possamos ver, O

PODEMOS SENTIR. Leva tempo para ir à Missa, para orar com mais frequência, para ler a Santa Bíblia e para fazer o bem a todos  que possas. Se assim o fazes verás como o amor de Deus que é maior do que possas pensar ou imaginar, encherá teu coração e, mais intensamente, que a dor ou que a raiva, perceberás  Sua existência. Faça a prova e verás!”

- Orando muito por todos vocês.

Pe. Pedro

terça-feira, 11 de junho de 2013

Refiro-me às vezes em que o papa Francisco falou do demônio conforme as diferentes denominações que têm na Escritura e no Magistério da Igreja.


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O diabo do Papa


Julio Sainz Torres- 5 junho 2013-religionenlibertad.com

Às vezes os títulos podem ser confusos. Podem ser jornalisticamente eficazes. Sabeis de meu carinho por este Papa e por todos os Papas. O Senhor me os entregou   para as mediações humanas e isto me basta.
 
Refiro-me às vezes em que  o papa Francisco falou do demônio conforme as diferentes denominações que têm na Escritura e no   Magistério da Igreja.
 
Dom Antônio Rouco em Madri  acreditou ser conveniente preparar alguns sacerdotes para o Exercício dos Exorcismos.   Alguns, que tem ficado assustados, lhes  faltou tempo para atacá-lo sem piedade.
 
Um ex-jesuíta lhe lança lindezas como esta: “ ainda não se inteirou o cardeal Rouco de que as coisas de demônios e os exorcismos pertencem a um mundo de crenças mágicas que já não tem vigência nem merecem que se lhes preste atenção ou interesse algum?”
 
Diante de qualificações deste calibre, alguém espera que se cite a Sagrada Escritura, o Magistério da Igreja ou o Catecismo da Igreja Católica. Nem uma palavra. Alguns autores de pronúncia difícil.
 
Nos encontramos diante da Igreja paralela que o papa Francisco   está nos advertindo. Sem Igreja não existe possibilidade de encontrar-nos com Jesus. Diz-nos com um texto precioso  o Papa  Paulo VI: “É uma dicotomia absurda pensar em viver com Jesus sem a Igreja, seguir   Jesus fora da Igreja, amar   Jesus sem amar a Igreja” (Evangelii nuntiandi, 16)
 
Na página digital em que aparecem as injúrias anteriormente enunciadas, se fizeram muitos elogios ao Papa Francisco em tudo aquilo que ele tem defendido. Até livros  escreveram contrapondo  a Dom Antônio Rouco. Mas como as mentiras tem pernas curtas,   entraram em contradição. Não é só Dom Antônio que crê no demônio é também o papa Francisco. E com grande firmeza. O Papa que eles sonhavam  está se tornando sapo.
 
E estamos começando. Quando não coincidir com suas ideias, o vão fustigar. No tempo. Agora não se tem atrevido com o Papa e o tem feito com o Arcebispo de Madri.
 
Uma vez mais, nos deve guiar o sentido da verdade que nos mostra a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja. Mais de 80 vezes é nomeado no Novo Testamento. No Catecismo aparece, ao menos, em 43 números e em alguns como tema central. Em todos é considerado como alguém real e atuante na Igreja e em  pessoas concretas. Consequentemente, no mundo concreto em que vivemos.
 
Nem todo o mal do mundo procede do maligno, nossa liberdade está inclinada ao mal e quando não a canalizamos adequadamente nos leva à catástrofe. Quando o Papa Paulo VI disse que o fumo de satanás havia penetrado na Igreja, se armou um vendaval. Ao ler palavras como estas: “a ideia do diabo (Satã) e a crença em sua existência pessoal pertencem, para o homem “culto”, para aquele “que entrou na maioridade”, ao mundo do mito, da fábula ou de superstição primitiva.” (H. Bietenhart) Este cheiro de fumo é pura queimadura.

Julio Sainz Torres
Nasci em Adrados, Segóvia, em 12 de abril de 1935. Fui abençoado: Com meu Batismo que me fiz Filho de Deus. Com minha vocação religiosa e sacerdotal: Missionário Filho do Imaculado Coração de Maria. Missionário Claretiano. O trabalho apostólico me tem ajudado a realizar minha vocação fundamental e tem iluminado minha vida de fé em distintos aspectos: Alpinistas/os de Santa Maria: Austeridade. Renovação carismática: Liberdade interior. Capelania universitária: Igreja grande. Rádio Maria: Meios de comunicação. Cursos Pre-matrimoniais: Importância da Família. Sacramneto da Reconciliação: A força do pecado e o poder da graça. Aqui estou, em 'Religión en Libertad', fazendo caminho.

Julio Sainz Torres, preguntaalpadrejulio@outlook.com, é autor, editor e responsável pelo Blog 'Creio, Senhor, aumenta minha fé, alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com
 
   

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cardeal Rouco nomeia 8 exorcistas para Madri diante da avalanche de casos de influência demoníaca.

ReligionenLibertad.com


 Cardeal Rouco nomeia  8 exorcistas para Madri  diante da avalanche de casos de influência demoníaca. Uma decisão sem precedentes na Espanha.

Alex Rosal / ReL - 23 maio 2013 - religionenlibertad.com

A decisão que acaba de tomar o cardeal Rouco de nomear  oito exorcistas para a diocese de Madri  não tem precedentes em toda Espanha e em sua história.

Sem dúvida, a grande demanda que está recebendo a arquidiocese de Madri  de seus fiéis, e de membros de outras diocese que não tem exorcistas, solicitando ajuda para libertar-se de possessões demoníacas, ou  de influencias maléficas (amarrações, magia negra de bruxas e quiromantes, mal  olhado, leitores de cartas e esoterismos vários, incluindo o reiki),   levaram o cardeal Rouco Varela a nomear, de repente, oito exorcistas para atender esta enorme avalanche de petições.

São muitas as vítimas desse mundo esotérico que cresce sem cessar diante da secularização da sociedade, apresentando sintomas cada vez mais evidentes e quantitativos de infestação demoníaca.

Escolha de exorcistas
O cardeal Rouco  escolheu  sacerdotes de seu presbitério de reta doutrina e profunda vida espiritual, que tem como missão enfrentar-se cara a cara com o diabo.

César Franco os coordena
Segundo  confirmou a 'Religión en Libertad' fontes do arcebispado de Madri, "os oitos sacerdotes confirmados pelo cardeal Rouco para o ministério de exorcistas estão em um período de formação acelerada" que coordena César Franco, um dos três bispos auxiliares de Madri.

Leituras para aprender
Como a pastoral de exorcismos não   está muito presente na Igreja na Espanha nos últimos 40 anos, não são muitos os especialistas que possam abordar conhecimentos sobre esta matéria.

Por isso, os novos exorcistas estão estudando a toda velocidade o "Ritual renovado de Exorcismos", aprovado por João Paulo II em 1998.

Alguns dos neo-exorcistas também mergulharam na leitura do antigo Ritual, o 'Rituale Romanum', que data de 1614, ou, sobretudo, do ritual de 1952, e que na opinião do Padre Amorth "é muito mais eficaz que o atual, e que continua sendo válido". O atual Ritual não revoga o anterior, que pode seguir usando  prévia solicitação do Bispo diocesano da Sede Apostólica.

Também estão lendo o livro, já clássico, do padre Gabriele Amorth "Fala um exorcista"  (Planeta+Testemunho), onde conta suas batalhas contra o diabo, através de histórias reais que  viveu na primeira pessoa ao longo de 50 anos.

O padre Amorth, religioso paulino, é há mais de 25 anos exorcista oficial do Vaticano, além de formador de 80 por cento dos exorcistas que exercem neste momento na Igreja.

Assim mesmo, outra das referências imprescindíveis dos novos exorcistas é o livro "Para libertar-se e sarar. Conselhos e orações de libertação e cura" do padre Ghislain Roy, um sacerdote canadense formado pelo padre Emiliano Tardif. O padre Ghislain é conhecido na Espanha pelos múltiplos retiros de cura e libertação que vem realizando nos últimos anos.

Por último, o recente livro de José Maria Zavala "Assim se vence o demônio" (LibrosLibres) de enorme divulgação nos dois últimos anos com quatro edições nas ruas, é outro dos suportes de formação porque narra histórias de exorcistas e de possuídos.

Um exorcista para cada Vicariato
O arcebispado de Madri está dividido territorialmente em oito vicariatos, e o cardeal Rouco Varela, diante da grande avalanche de vítimas do "mundo oculto", quer que cada um de seus vicariatos conte com um exorcista oficial.

De momento foi descartado na cúria madrilenha a instalação de um "telefone único" que possa atender as demandas só para este ministério de cura e libertação, para enquadrá-las posteriormente a um dos exorcistas.

Então, serão os fiéis que vão requerer os que terão que chamar a um desses vicariatos e solicitar uma indicação com o exorcista correspondente.

Uma equipe de psiquiatras
Os novos exorcistas também contarão com uma equipe de psiquiatras que ajudarão, em alguns casos, a discernir, diante da solicitação do sacerdote, se a pessoa em questão sofre alguma alteração psiquiátrica e, portanto, se descarta a influência maléfica.

Os exorcistas também estão obrigados a conhecer o mundo das drogas e das seitas, e os recursos disponíveis para ajudar as pessoas implicadas nestas problemáticas, muito ligadas ao satânico.

Como atua Satanás?
Os oito novos exorcistas da diocese de Madri se enfrentarão em quatro ações extraordinárias de Satanás:

1. Possessão diabólica
É a ação mais grave do demônio. É produzida quando este toma o corpo de uma pessoa, mesmo que não seja sua alma, e a faz agir sob seu controle sem que a própria pessoa possa responder com liberdade.

2. Vexação diabólica
São tormentos que não chegam a possessão. Em certas ocasiões há pessoas que apresentam alguns sintomas sem que os médicos possam dar uma resposta. Sofrem uma transformação inexplicável em sua vida, sobretudo em seus afetos, saúde, em suas relações sociais ou no trabalho.

3. Obsessão diabólica
A pessoa sofre uma série de pensamentos obsessivos e, inclusive blasfemos, sem que possa razoavelmente freá-los.

4. Infestação diabólica
Pode afetar a casa, objetos ou animais...

Poucas dioceses espanholas tem exorcista
Atualmente só  26% das 69 dioceses espanholas tem exorcistas, segundo um estudo do padre Antonio Donoro intitulado: 'Exorcismos'. Fontes e teologia do Ritual de 1952 (Toledo, 2011), e que é, até a data, a aproximação mais rigorosa e profunda que se  realizou sobre a situação do ministério de libertação nas dioceses espanholas. Por isso, a decisão que  tomou o cardeal Rouco Varela de nomear de repente oito exorcistas marca um antes e um depois dentro da Igreja na Espanha, e assinala o caminho para que todos os bispos disponham de, ao menos, um sacerdote qualificado, para poder se enfrentar  cara a cara com o diabo.

O precedente de Milão
Há poucos meses, o cardeal Angelo Scola, arcebispo de Milão e um dos homens de maior confiança de Bento XVI, multiplicou por dois o plantel de exorcistas de sua diocese —de 6 a 12— instalando uma central  para atender os possíveis endemoniados.

Diante da avalanche de fiéis que reclamam ajuda aos sacerdotes de Milão para discernir se tem algum tipo de infestação do demônio em suas vidas, influência ou possessão, o cardeal Scola decidiu ampliar o número de sacerdotes dedicados a esta pastoral.

Muitas petições de ajuda
Monsenhor Angelo Mascheroni, bispo auxiliar e responsável desde 1995 pelo Colégio de Exorcistas assinala em uma entrevista na web oficial da arquidiocese, que cada vez são mais as chamadas de fiéis que solicitam um nome, uma direção, um telefone e algum lugar seguro onde possam aliviar o sofrimento de algum familiar ou amigo que consideram possuído por Satanás.

Vítimas de bruxos e quiromantes
Com o aumento do esoterismo e da generalização da atividade de bruxos, quiromantes e leitores de cartas por toda Itália, as vítimas dessa magia destrutiva aumentam em toda parte.

"Por isto -disse monsenhor Mascheroni- temos ativado uma central na Cúria de segunda á sexta-feira das 14.30 às 17.00. Quem tiver necessidade pode chamar e encontrará uma pessoa que lhe indicará um contato em sua região para evitar que façam longas viagens".

Monsenhor Mascheroni assinala que o trabalho principal de seus exorcistas será o de escutar, atender com serenidade quem sofre e deixar  claro que “o Senhor sempre é mais forte que o diabo”.

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Padre José Fortea Exorcista Espanhol

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Defender a vida e a família e, ao mesmo tempo, calar diante da depauperação das condições de trabalho é esquizofrênico.


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Um pouco de doutrina social

Defender a vida e a família e, ao mesmo tempo, calar diante da depauperação das condições de trabalho é esquizofrênico.


Juan Manuel de Prada - 12 maio 2013 - religionenlibertad.com

Escrevia Chesterton que o mundo moderno tinha sido invadido pelas velhas virtudes cristãs que se tornaram loucas. A simples vista, parece tão somente uma frase eufônica; mas creio que é o diagnóstico mais certo e sintético que se pode oferecer de nossa época. As virtudes se tornam loucas quando são isoladas umas das outras, quando são desgarradas do tronco comum que lhes dá sustento. Este isolamento das virtudes podemos contemplar em toda parte: assim, por exemplo, a justiça sem misericórdia não tarda em corromper-se e tornar-se crueldade; e a misericórdia sem justiça acaba degenerando em lassidão e complacência. Se analisamos as ideologias modernas (que alguém definiu como «heresias cristãs»), comprovaremos que todas elas são produto desta desconecção das virtudes cristãs: a liberdade sem verdade, a justiça sem caridade, etc. Mas a invasão das virtudes loucas não é um fenômeno próprio somente do mundo secular, mas que estende também sua gangrena no próprio âmbito católico. Bento XVI denunciou em diversas ocasiões, referindo-se à «esquizofrenia entre a moral individual e a pública» que afeta  muitos crentes, de tal modo que «na esfera privada atuam como católicos, mas na vida pública seguem outras vias que não correspondem aos grandes valores do Evangelho».

Segundo esta esquizofrenia própria de um mundo invadido pelas velhas virtudes cristãs que se tornaram loucas, um empresário poderia ser amantíssimo esposo e pai de família e, ao mesmo tempo, defraudar a jornada de seus trabalhadores. E assim ocorre com muitos; só que quem defrauda a jornada do trabalhador acaba também enganando sua mulher e seus filhos, cedo ou tarde. Sobre este perigo já advertia João XXIII em sua encíclica 'Mater et Magistra', quando assinalava que «a doutrina social professada pela Igreja católica é algo inseparável da doutrina que a mesma ensina sobre a vida humana»;  é que, com efeito, pouco sentido teria defender a vida e a família se ao mesmo tempo não se defendesse uma concepção de trabalho que permita as pessoas criar dignamente  seus filhos. O trabalho, nos recordava João Paulo II em sua encíclica 'Laborem Exercens', é uma condição para tornar possível a fundação de uma família, já que esta exige os meios de subsistência, que o homem adquire normalmente mediante o trabalho. Defender a vida e a família e, ao mesmo tempo, calar diante da depauperação das condições de trabalho é esquizofrênico.

Nos últimos anos tenho estudado muito a doutrina social da Igreja em torno do trabalho, para descobrir que seus ensinamentos foram esquecidos inclusive pelos próprios católicos. Isto é um triunfo do mundo invadido pelas velhas virtudes cristãs que se tornaram loucas; e também uma causa evidente de que a doutrina católica sobre a vida humana se tornou ininteligível, inclusive desumana, aos olhos de muitos. Pois, certamente, resulta árduo combater por exemplo o aborto quando não se combatem as condições de trabalho indignas que para muita gente  impede  ou dificulta  ter mais filhos. Escrevia João Paulo II em sua encíclica 'Centesimus Annus': «A obrigação de ganhar o pão com o suor do próprio rosto supõe, ao mesmo tempo, um direito. Uma sociedade em que estes direitos são negados sistematicamente e as medidas de política econômica não permitam aos trabalhadores alcançar níveis satisfatórios de ocupação não pode conseguir sua legitimação ética nem a justa paz social. Assim como a pessoa se realiza plenamente na livre doação de si mesma,  também a propriedade se justifica moralmente quando cria, nos devidos modos e circunstâncias, oportunidades de trabalho e crescimento humano para todos».

O próprio João Paulo II, em 'Laborem Exercens', recordava que é obrigação dos cristãos «recordar sempre a dignidade e os direitos dos homens do trabalho, denunciar as situações em   que se violam os ditos direitos e contribuir para orientar estas mudanças para que se realize um autêntico progresso do homem e da sociedade». E acrescentava que a maior verificação de sua fidelidade a Cristo a mostra o cristão em seu compromisso com os pobres, que «aparecem em muitos casos como resultado da violação da dignidade do trabalho humano: bem seja porque se limitam as possibilidades de trabalho -ou seja, pela praga do desemprego-, ou porque se depreciam o trabalho e os direitos que fluem do mesmo, especialmente o direito ao justo salário, a   segurança da pessoa do trabalhador e de sua família».

Quem tenha ouvidos para ouvir que ouça.

©XLSemanal


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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Escrevia Chesterton que, com frequência, as ideias novas não são senão o disfarce com o qual se nos apresentam os velhos erros de sempre.


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Corpo


Juan Manuel de Prada


Contra esta ideia tão velha de considerar o corpo um cárcere em  que jazemos prostrados, em espera de uma libertação definitiva, se considerou o cristianismo, com uma ideia nova, escandalosa e subversiva.

Juan Manuel de Prada - 29 abril 2013 -religionenlibertad.com

Escrevia Chesterton que, com frequência, as ideias novas não são senão o disfarce com o qual se nos apresentam os velhos erros de sempre.

Poucas vezes eu tive consciência da verdade desta afirmação como quando lendo ma interessantíssima entrevista de Judith de Jorge a Kevin Warwick, professor da Universidade de Reading, um visionário da cibernética que   chegou a se implantar  chip  em seu próprio corpo, obtendo resultados em verdade, inauditos: assim, por exemplo, conseguiu conectar seu cérebro com o computador de um edifício inteligente; e também mover de  Nova York um braço elétrico que estava na Inglaterra, através dos impulsos elétricos de neurônios. Além disso, Warwick   conseguiu -sempre mediante o implante de chip- manter conectado seu cérebro ao de sua mulher e enviar sinais de um sistema nervoso ao outro; a experiência  descreve o cientista como «algo muito íntimo, inclusive mais que o sexo», e assegura que «este tipo de comunicação, cérebro a cérebro através do pensamento, será o que existirá no futuro», pois considera que as formas de comunicação entre humanos que na atualidade existem através da linguagem ou do contacto físico são de uma pobreza «vergonhosa».

Warwick conclui com uma proclamação: «O corpo humano é um grande problema. Já não o necessitamos. Se pudéssemos desfazer-nos dele, poderíamos viver muito mais tempo».

É a mesma proclamação que lançaram, desde que o mundo é mundo, todas as religiões 'espiritualistas', começando pelas gnósticas: nosso corpo, nossa carne doente, este mísero barro de  que somos feitos, exposto à decrepitude e às debilidades, é um lastro de que logo nos veremos livres, para alcançar uma vida mais plena em um mais além em que nosso espírito, libertado de tão pesado fardo, alcance a perfeição divina.

Naturalmente, muda o modo de expressar este desejo: o espiritualista de antanho falava de alma ou espírito, o materialista de hoje fala de cérebro ou impulsos elétricos dos neurônios; o espiritualista de antanho se referia a um 'mais além' que residia na vida do além túmulo, o materialista de hoje se refere a um futuro de que poderemos desfrutar nesta vida; o espiritualista de antanho situava a plenitude na fusão de seu espírito com Deus, o materialista de hoje pensa que o homem   -o seu cérebro impulsionado por implantes cibernéticos- é Deus.
Mas o erro  é exatamente o mesmo: o mal e a perdição estão ligados ao corpo; a salvação está ligada a uma experiência interna (do espírito, segundo o gnosticismo de antanho; do cérebro, segundo o materialismo de hoje).
Naturalmente, o mal e a perdição estavam associados no passado  ao pecado; hoje o mal e a perdição se associam melhor a decrepitude, a enfermidade, inclusive às limitações de nossas pobres e vergonhosas ´formas de comunicação´. Porém sempre é o corpo o problema  que convém se desfazer. É o velho erro disfarçado com roupagens novas, para simular uma ideia nova.

Contra esta ideia tão velha de considerar o corpo um cárcere em que jazemos prostrados, em espera de uma libertação definitiva, se elevou ao cristianismo, com uma ideia nova, escandalosa e subversiva.

Nosso corpo, tão tentado pelas debilidades, tão açoitado pelos padecimentos e pelos achaques, deixa de ser um fardo vergonhoso que nos separa de uma vida mais plena, para converter-se em recipiente da divindade; nosso corpo, cujo destino aparente é a morte, se faz partícipe da natureza divina, aprendendo que esse destino é uma mera miragem, um transe para outra vida mais plena, que já não consistirá na emancipação do espírito (ou do cérebro), mas na glorificação da carne, convocada à ressurreição.

Quando São Paulo falou no Areópago, todas suas ideias sobre a divindade foram facilmente digeridas pelos sábios de Atenas que o escutaram (como poderia tê-las digerido sem dificuldade Warwick, se em lugar de Deus tivesse falado São Paulo do cérebro ou dos impulsos elétricos dos neurônios); o que na verdade escandaliza e encrespa os sábios de Atenas é que,   nessa viajem até a plenitude, São Paulo não considera o corpo um ´problema´ de que convém se desfazer, mas que o exalte até convertê-lo no recipiente necessário de tal plenitude.

O corpo, com todas suas rugas, flacidez, cólicas de rim, deficiências cárdio-respiratórias, mal humores, secreções e excrementos; o corpo que se lastima, que treme, que vibra de gozo e de dor, que  apodrece e  morre. E que, no entanto,   nasceu para a glória. Isto sim é que é uma ideia nova.

©XLSemanal

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