Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Um médico reverteu um aborto químico, depois de que a mãe se arrependeu

infocatolica.com 

FIEL AO SEU JURAMENTO PELA VIDA

Um médico reverteu um aborto químico, depois de que a mãe se arrependeu

Kim, de 32 anos, estava desvairada quando saiu da clínica abortista Planned Parenthood em Fort Collins no sábado pela tarde. Logo que  tomou a primeira dose da pílula do aborto, ela soube que tinha cometido um erro. Parou em um estacionamento de uma igreja próxima. «Comecei a tratar de vomitar   imediatamente», disse, lutando para falar ao recordar o dia traumático do passado mês de setembro de 2013 quando lidava com a maneira de proceder com sua gravidez. «Eu segui esforçando-me em vomitar até que não pudesse sentir o sabor da pílula».

Portaluz/InfoCatólica - 22 março 2014 - religionenlibertad.com

 Ao mesmo tempo, começou a realizar buscas na Internet para «reversão de aborto» em seu telefone inteligente. Esaa busca lovou-a  em www.abortionpillreversal.com e seu telefone direto. Seu chamado, que era a última esperança, a conectou com o Dr. Edwin Anselmi, um médico devoto de Nossa Senhora da Esperança na Clínica Médica Centenário.
Anselmi a aconselhou que fosse  imediatamente à clínica. Por volta de duas horas tinham transcorrido desde o momento em que tinha tomado a pílula até que chegou onde estava o médico pró-vida. Examinou-a, fez um ultrasom onde conseguiu escutar os acelerados batimentos do coração do bebê e logo começou um protocolo para reverter os efeitos da droga.
Como funciona?
Kim, com quase nove semanas de gravidez, tinha tomado a mifepristona, também conhecida como pílula do aborto, que o induz neutralizando o hormônio progesterona necessário para manter uma gravidez. Sem a progesterona, a placenta -uma estrutura que se desenvolve no útero durante a gravidez- falha, cortando o oxigênio e nutrição do embrião.


«Quando fui ainda estavam dando a opção da pílula ou da máquina», disse. «Estavam realmente empurrando-me para a máquina dizendo… todos estavam de acordo que  gostariam que optasses pela máquina, é menos emocional».
«A máquina» é um dispositivo de sucção que esvazia o útero, comumente chamado aspiração ou aspiração ao vazio. O pessoal do Planned Parenthood o recomenda como uma forma de «acabar de uma vez» e «conseguir que se faça rápido», disse Kim.
No entanto, ela escolheu a pílula, convencendo-se que assim seu ato não era realmente um aborto. «Parecerá um aborto involuntário», se disse. «Sabia em meu coração que estava mal. ...Eu estava rezando todo o tempo».
Justo a tempo
E Deus respondeu a suas orações levando-a até o doutor Anselmi, antes de continuar com o passo seguinte  do processo abortivo que precisa ingerir outro fármaco para acabar de matar o bebê, 36 a 72 horas mais tarde. Esta última droga produz contrações para expulsar o feto, um processo que pode variar desde umas poucas horas até vários dias.
Para bloquear os efeitos da mifepristona, Anselmi pôs em marcha um protocolo desenvolvido pelos doutores George Delgado e Maria Davenport que descrevem em seu estudo do caso «A progesterona e seu uso para reverter os efeitos da mifepristona», publicado em «Os Anais da Farmacoterapia» em Dezembro de 2012. Trata-se de injetar progesterona por três dias consecutivos, seguido por uma injeção cada dois dias durante duas semanas, e depois continuar a progesterona duas vezes por semana até o final do primeiro trimestre.
«Foi incrível», disse Kim, de Anselmi… «Ele foi muito amável, carinhoso e gentil. Ele é realmente uma pessoa excepcional».
Anselmi, fiel da igreja Nossa Senhora do Carmo em Littleton,    pratica a medicina familiar pró-vida há 20 anos desde que se graduou na Universidade de Colúmbia em Nova York em 1994.   Na atualidade é o único médico na área metropolitana de Denver que proporciona o protocolo de progesterona para reverter a pílula do aborto e  gostaria de ver se unirem à rede os novos médicos do país e do mundo para que sejam fiéis ao juramento pela defesa da vida. «Se você é pró-vida», disse, «aqui há algo que você pode fazer diretamente».
Kim, hoje com 32 semanas de gravidez, está feliz em dar as boas vindas ao seu filho em princípios de maio de 2014, junto com seu pai. «Eu fiquei muito ansiosa», disse. «Mas ao mesmo tempo, sei que Deus é  que tem a última palavra aqui. Até agora, ele me leva e também o bebê. ... Levei um tempo para chegar aqui, mas agora estou muito emocionada, estou muito feliz».

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=20317

quinta-feira, 13 de março de 2014

Hematologista ateia, de marido judeu, estudou 1400 milagres da Igreja e admite que crê neles. Jacalyn Duffin é também especialista em História da Medicina..

ReligionenLibertad.com 
Hematóloga atea, de marido judío, estudió 1400 milagros de la Iglesia y admite que cree en ellos
Jacalyn Duffin participou de um processo de canonização

Hematologista ateia, de marido judeu, estudou 1400 milagres da Igreja e admite que crê neles.
Jacalyn Duffin é também especialista em História da Medicina.

CarmeloLopez-Arias/ReL- 8 março 2014-religionenlibertad.com  

Em  14 de fevereiro p.p a BBC publicou um artigo da hematologista canadense Jacalyn Duffin sobre sua participação na investigação de um milagre. A doutora, de 64 anos, é também uma prestigiada historiadora:  presidiu a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina,   é catedrática dessa disciplina na Queen´s University de Kingston (Canadá).

"Olhando pelo microscópio, vi uma letal célula de leucemia e decidi que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido": era o ano de 1986 e, mesmo nesse momento não   sabendo, esse ia  ser seu primeiro contato com as canonizações da Igreja. De fato, a amostra da medula que estava observando pertencia a uma jovem de trinta anos ainda viva, em quem  estava se estudando um milagre com vistas à canonização da primeira santa canadense, Marie Marguerite d´Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, beatificada por João XXIII em 1959 e efetivamente elevada aos altares por João Paulo II em 1990.

O curioso é que a Igreja parecia inclinada a descartar o caso como milagroso, porque havia uma possibilidade de que a primeira remissão da enfermidade da mulher pudesse se atribuir  à  quimioterapia. No entanto, "os especialistas em Roma aceitaram reconsiderar sua decisão se alguém ´às cegas´ reexaminasse as amostras de novo e encontrasse justo o que eu acabava de encontrar", conta Jacalyn.

Ateia e casada com um judeu
Ela mandou sua informação sem saber para que: "Nunca tinha ouvido falar do processo de canonização e não podia saber que a decisão requeriria tanta deliberação científica". Bastante tempo depois, a doutora Duffin foi cinvidada a testemunhar diante do tribunal eclesiástico, e como seu primeiro estudo  e suas palavras depois foram decisivas para impulsionar a causa, também foi convidada para a cerimônia na Praça de São Pedro. "No princípio duvidei para não ofender as religiosas, porque eu sou ateia e meu marido é judeu. Mas estavam encantadas de incluir-nos na cerimônia, e tampouco podíamos renunciar ao privilégio de sermos testemunhas do reconhecimento do primeiro santo de nosso país". 

Obsequiaram-lhe com um exemplar da 'Positio', o documento-dos-documentos de todo processo de canonização, que incluía todo o caso do milagre, incluídos seus trabalhos e observações. "De repente compreendi entusiasmada que meu trabalho médico estava nos arquivos do Vaticano, e instantaneamente a historiadora que há em mim se perguntou por outros milagres utilizados para canonizações passadas", recorda.

Investigação exaustiva: 1400 milagres
Assim foi como começou a sistematizar o estudo desses processos, até analisar 1400 milagres utilizados para a canonização de centenas de santos nos últimos quatro séculos, o que colocou em um primeiro livro, Medical Miracles [Milagres médicos], ao qual seguiu um segundo mais específico sobre dois santos mártires do século IV cuja devoção está crescendo notavelmente nos Estados Unidos e Canadá nos últimos anos: Medical Saints. 'Cosmas and Damian in a Postmodern World' [Santos médicos: São Cosme e São Damião em um mundo pós-moderno], publicado em 2013 pela Universidade de Oxford.

"Mesmo continuando ateia, acredita nos milagres", explica a doutora Duffin. Por que?  Explica em outro artigo publicado em 2011 em 'The Free Library', onde repassa sucintamente os milagres atribuídos a santos canadenses posteriores à pioneira Santa Marie Marguerite d´Youville .

Prejuízos
"Os ateus honestos tem que admitir que acontecem fatos cientificamente inexplicáveis", disse: "A hostilidade dos ditos jornalistas [se refere às acusações de "anti-científica" pela crença nos milagres, em ocasião de uma beatificação] procede de seu próprio sistema de crenças: não existe Deus, logo não pode haver nada sobrenatural. Porém se os afetados atribuem esses fatos a Deus por mediação dos santos, por que teria que prevalecer outro sistema de crenças sobre o dos afetados? Essa presunção revela o abismo, socialmente admitido, entre crer na ciência e maravilhar-se diante do inexplicado".

E acrescenta: "Os milagres ocorrem, e com maior frequência   do que pensamos". Precisamente, e além de suas convicções pessoais, o testemunho de Jacalyn Duffin é um tributo ao rigor da Igreja ao examiná-los. O estudo que ela realiza desvenda, por exemplo, a evolução das causas médicas aduzidas nas curas milagrosas, e a importância percentual das curas no conjunto dos milagres considerados (95% até o ano 1800, 99% a partir de então).

Curas: exigem um testemunho imparcial
Eis aqui sua interessante reflexão: "As enfermidades que acabam em cura  milagrosa mudam com o tempo, desde as infecções na era pré-antibiótica aos problemas neuronais na era pré-tomografia e pré-neuro-cirúrgica, ao câncer nos tempos mais recentes. Em todo momento, são as enfermidades que mais desafiam a ciência médica. Estes casos mostram também que os médicos estão muito implicados na determinação do Vaticano sobre o milagroso: não identificar milagres, mas declarar o prognóstico sem esperança e a surpresa da cura  e refutar toda possível explicação científica. Como testemunhas imparciais e   quase sempre não católicos, os médicos são parte essencial do processo. De fato, a possibilidade de ter um testemunho corroborativo imparcial pode ser uma explicação do porque a maior parte destes milagres serem curas de enfermidades físicas. Os teólogos podem sugerir outras razões do porque das curas serem para muitos um sinal de transcendência. O Vaticano parece encontrar-se mais confortável com a ciência médica que a medicina com a religião".

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Milagre? Ele falou de intervenção divina O disparo ia direto ao coração mas tropeçou com São Lucas 10,3: o condutor do ônibus carregava uma Bíblia.

ReligionenLibertad.com

Milagre? Ele falou de intervenção divina
O disparo ia direto ao coração mas tropeçou com São Lucas 10,3: o condutor do ônibus carregava uma Bíblia
El disparo iba directo al corazón pero tropezó con San Lucas 10,3: el autobusero llevaba una Biblia
São Lucas 10, 3: "Ide, eis que vos envio como cordeiros no meio de lobos".

J.M. Ballester Esquivias / ReL - 27 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Há dois dias, Ricky Wagoner, era um discreto condutor de ônibus de Dayton, um município de Ohio. A partir de agora, no entanto, passará a engrossar a lista dos que  evitaram a morte depois de roçá-la de perto graças a uma inesperada intervenção divina.

Em seu caso, foi o exemplar da Sagrada Bíblia que levava no bolso esquerdo de sua camisa há apenas uma semana.

Na segunda-feira passada, enquanto fazia algumas reparações   no ônibus   no acostamemto  de uma estrada local, Wagoner, segundo a informação policial, foi assaltado por três adolescentes.

Antes de receber duas balas no peito, o condutor, de complexão obesa, teve tempo de ouvir  um deles dizer que “já era hora de matar a um urso polar para poder formar parte do club”. Segundo os observadores, esta frase pode referir-se ao rito de iniciação de uma gang  de malfeitores.

Os delinquentes estiveram a ponto de conseguir seu propósito mas aconteceu um milagre: apesar de dois balaços no peito e   apunhalamento no braço, Wagoner permaneceu em pé.

Pôde brigar para arrebatar o punhal de um de seus agressores. Conseguiu cortar o outro com sua caneta de alumínio. No final, todos acabaram fugindo.

No dia de hoje, Wagoner se recupera no hospital de umas feridas que não ameaçam sua vida. Mas podiam tê-lo feito: segundo o comissário de Polícia Michael Pauley,  chefe dos agentes que encontraram as duas balas estampadas no exemplar da Bíblia.

Os projéteis atravessaram precisamente o versículo que diz:  “Ide, eis que vos envio como cordeiros no meio de lobos”. (Lc  10, 3) Uma citação de Lucas que parece tragicamente adequada para um ataque tão violento.

Wagoner considera que foi agraciado por um milagre. Não  encontra outra explicação.


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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ralph Martin era um estudante ateu norte-americano, com uma tese sobre Nietszche, e se converteu ao catolicismo em um Cursilho de Cristandade, em 1964.

 ReligionenLibertad.com/

Assessor do Pontifício Conselho da Nova Evangelização

Ralph Martin, um antigo ateu e especialista em Nietzsche que pediu um novo Pentecostes

Em Detroit há tantos católicos como em Sevilha... mas quatro vezes mais seminaristas: 119. Nos últimos anos incorporou oficinas teórico-práticas sobre dons e carismas. E seu diretor de evangelização é o responsável. Entrevistamos ele.


 Pablo J. Gines/ReL - 25 julho 2012 - religionenlibertad

Ralph Martin, el antiguo ateo y experto en Nietzsche que pide un nuevo Pentecostés
Ralph Martin era um estudante ateu norte-americano, com uma tese sobre Nietszche, e se converteu ao catolicismo em um Cursilho de Cristandade, em 1964.

Ao nascer a Renovação Carismática Católica em 1967, Martin foi um de seus primeiros divulgadores e iniciadores. É pai de família com três filhos já crescidos. Na Renovação Carismática de Estados Unidos, Martin fez de tudo e foi um de seus coordenadores mundiais. Pôde ver como se estendia: nasceu como um grupo de 20 estudantes e hoje tem impactado mais de cem milhões de católicos e reúne mais de 20 milhões em grupos de oração em reuniões semanais.

Nos últimos anos Martin foi um dos responsáveis pela plataforma internacional de evangelização Renewal Ministries (www.renewalministries.net). Além disso, é um enamorado dos místicos espanhóis.

No ano passado foi escolhido como um dos 25 assessores do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, porém não pelo que iniciou nos anos 60, nem para representar os carismáticos (há outros 3 carismáticos no Conselho). Está ali por uma novidade: seu trabalho dos últimos cinco ou seis anos no seminário de Detroit, onde é diretor de Evangelização da  Escola de Teologia Sagrado Coração de Detroit.

Um seminário cheio de vocações
Em uma diocese com 1,5 milhões de católicos o seminário  começou o curso com 119 seminaristas (pensemos que Barcelona, com 2,3 milhões, ou Sevilha, com 1,7 milhões, tem só uns 30 seminaristas cada uma). Deles, a metade vem de ambientes carismáticos. E outros 30% se "torna carismática" no seminário.

São sistematicamente treinados no uso de dons e carismas, desde a prática. Martin explica para a revista GoodNews, dos carismáticos ingleses, que "há dez anos era impossível". Mas mesmo, agora a diocese lhe pede para treinar a 200 empregados diocesanos. Quisemos entrevistar-lhe sobre estes aspectos.

- Até que ponto podemos dizer que o seminário de Detroit é "carismático"?
- Somos afortunados de ter certa quantidade de professores e estudantes profundamente envolvidos pela Renovação Carismática e fornecem esta riqueza para suas aulas, sua vida pessoal e seus ministérios. A Renovação tem sido uma fonte de vocações para a Igreja nos Estados Unidos e em muitos outros países. Nosso objetivo no seminário não é que a gente se some a um movimento, mas que entenda aquilo que atrai nossa atenção para realidades e experiências que pertencem a todos os católicos e necessitam ser parte de qualquer educação integral.

- É Detroit o seminário com mais estudantes nos Estados Unidos?
- Não, mas este ano, ao começar com 119 alunos, nos colocamos no nível do ano de 1973. Além disso, temos 350 estudantes leigos e candidatos ao diaconato permanente.

- O antigo reitor do seminário, o padre Jeffrey Monforton, foi designado agora como bispo de Steubenville, onde está a muito carismática Universidade Franciscana. É um reconhecimento por sua abertura à Renovação?
- Não sei qual é seu contato pessoal com a Renovação, mas o bispo eleito Monforton sempre deu apoio à dimensão carismática que está presente nos cursos apropriados do seminário e em outras atividades. Será um excelente bispo para Steubenville e estou seguro de que sua nomeação leva em consideração à Universidade Franciscana, com sua ortodoxia dinâmica, inspirada na Renovação.

- O que diria você aos bispos reticentes com "essas coisas carismáticas" ou os que dizem "eu só  dou aos meus seminaristas espiritualidade diocesana"?
- Penso que temos grande necessidade do "poder do Alto". Não creio que tenhamos uma nova evangelização florescente se não temos uma experiência de Pentecostes mais profunda.

- A nova evangelização, é coisa de métodos ou  de movimentos eclesiais?
- A Igreja tem grandes documentos, mas quase não se atendem os passos pastorais práticos que levam a sua aplicação efetiva. Cursos Alpha, Cursilhos da Cristandade ou os Seminários de Vida no Espírito, e outros, são bons  e práticos métodos   para ajudar as pessoas a se conectarem com nossa formosa teologia.

- Que papel tem os grupos pequenos ou células na nova evangelização?
- Os grupos pequenos são uma parte muito importante de muitos movimentos e é necessário que no futuro se ofereçam a um leque de católicos muito maior, se quisermos ajudar-lhes a resistir a incansável cultura secularizadora. Eu mesmo me beneficiei muito de uns grupos pequenos inspirados pelos Cursilhos de Cristandade, que é outro dos dons da Espanha à Igreja universal. Precisamente, na Espanha, a editora da Conferência Episcopal está a ponto de publicar meu livro 'A plenitude de todo desejo': um guia para a viagem até Deus baseado na sabedoria dos santos. Espero que ajude muitos a aprofundar  sua fé.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

«Deus não morreu»: um aluno cristão enfrenta seu professor ateu em um filme para pensar. O filme reflete bem a solidão do cristão em lugares dispostos a se acomodar a uma ideologia que não tolera a discussão.

ReligionenLibertad.com

O que esconde o ódio contra Deus de alguns filósofos?

«Dios no ha muerto»: un alumno cristiano se enfrenta a su profesor ateo en una película para pensar

«Deus não morreu»: um aluno cristão  enfrenta  seu professor ateu em um filme para pensar.
O filme reflete bem a solidão do cristão em lugares dispostos a se acomodar  a uma ideologia que não tolera a discussão.

C.L. / ReL- 28 janero 2014-religionenlibertad.com

Josh é um jovem estudante cristão (carrega sobre o peito uma cruz bem visível) que aparece nas aulas de filosofia que dá o professor Radisson.
Trata-se de um ateu intolerante, e despótico como mestre, que utiliza sua posição de superioridade para exigir de seus alunos que subscrevam uma afirmação muito especial se quiserem ser aprobados: Deus está morto.

Os companheiros de Josh se mostram dispostos -acreditem em Deus ou não- contanto que passem de curso. Porém o protagonista de God´s not dead [Deus não morreu] -pois assim se chama, significativamente, o filme- se nega a assinar: "Sou cristão", proclama com convicção diante de Radisson.

A soberba do filósofo ateu se vê então confrontada com a firmeza do discípulo que -pensa ele- deveria ver, ouvir e calar e não se rebelar. Radisson, se vendo  incapaz de dobrar a fé do garoto, o convida a um desafio: debater publicamente com ele sobre Deus diante do resto da classe. Se perder... não passará de ano.

Josh aceita, e começa então um autêntico duelo de inteligências, que se revelará como -também- um duelo de corações e de feridas. Porque, no final, após a negação de Deus o que há quase sempre é um ódio a Dios por algo que, aos nossos olhos humanos, não deveria acontecer.

Cinema cristão de qualidade: onda imparável

'God´s not dead'  estreia em 21 de março nos Estados Unidos e vem para se unir a uma cada vez mais ampla lista de obras de cinema cristão de qualidade: da 'La Pasión' de Mel Gibson (já um clássico) ao iminente 'Filho de Deus', de 'A prova de fogo' [Fireproof] a' A força da honra' [Corageous], de October Baby a Bella, da também iminente Gimme Shelter [Dá-me refúgio] a Cristiada [For greater glory].

De inspiração católica algumas ou evangélica outras, todas se traduzem em guias que resultam basicamente aceitáveis para cristãos de qualquer confissão, de forma que o sucesso de bilheteria reforce o potencial de um gênero que cada vez seduz a mais produtores: quando não pelos princípios, se pela provada rentabilidade da religião quando é adequadamente tratada pela Sétima Arte.

Baseada filosoficamente na obra do mesmo nome de Rice Broocks, 1Deus não morreu' conta com a direção de um promissor Harold Cronk, prêmio de melhor diretor no Festival Internacional de Beverly Hills 2006. Para o professor escolheu o maduro Kevin Sorbo, muito conhecido na televisão norte-americana por seus papéis nas séries Hércules (em meados de  90) e Andrômeda (em princípios do século) e com a participação em diversas séries já míticas como Cheers ou Xena. Na pele do jovem Josh  introduziu Shane Harper, ator, cantor e bailarino de 21 anos conhecido sobretudo pela série 'Boa sorte, Charlie', onde interpreta o antigo noivo de Teddy, a filha mais velha dos Duncan.

O filme é uma iniciativa (talvez a mais ambiciosa até agora) de Pure Flix Entertainment, uma produtora cristã que desde 2007 trabalha no cinema e na televisão "para transformar o espírito humano através de um entretenimento baseado em valores".

Razões para crer

No caso deste filme, se dão todos os ingredientes para consegui-lo, pois já o livro original aborda temas nucleares como o desenho inteligente, o evolucionismo, o problema do mal, as fontes da moralidade, historicidade de Jesus e de sua Ressurreição ou sua condição de Filho de Deus, que é a essência da afirmação de Josh como cristão e o que de verdade irrita a Radisson.

Alguns blogueiros católicos temem encontrar em 'Deus não   morreu' a típica contraposição protestante entre a razão e a fé. Talvez prevendo essa crítica, o citado Rice Broocks a respalda porque "aponta razões para crer e confiança para tomar partido por Cristo em uma sociedade secular", e segundo o presidente da American Family Association, Tim Wildmon, "reflete como os cristãos e os grupos cristãos sofrem uma grave discriminação   na maior parte das universidades atuais".

Como acenos à música e à televisão, na promoção de 'Deus não   morreu' participam o grupo de rock cristão Newsboys e dois membros da famosa Dinastia Duck (O Rei dos Patos), um dos membros foi recentemente expulso de um  reality show por se opor  ao modo de vida gay.


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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Enfermeira vê bebê sobreviver: 'Aborto Falhou', foi deixado para morrer no Hospital.

LifeSiteNews.com

Enfermeira vê bebê sobreviver: 'Aborto Falhou', foi deixado para morrer no Hospital.

por Melissa Ohden  - LifeNews.com - 1/29/14

babyfeetb

"Há outras pessoas que são assombradas pelo aborto, também. Enfermeiros e médicos. "

Então a mulher no meio da multidão depois de um evento recente em silêncio, falou estas palavras para mim, quando as lágrimas começaram a cair pelo rosto. Sem sequer dizer mais uma palavra, eu sabia que ela estava falando por experiência própria.

Quando a mulher chorou, eu segurei seu braço, em uma tentativa de deixá-la saber que eu estava ouvindo e apoiando-a, eu estava unida a ela pelo sofrimento e ao mesmo tempo chocada ao ouvir a sua história. Infelizmente, eu conheci muitos enfermeiros, em particular, que foram colocados numa posição de completar um aborto, de forma consciente ou sem o conhecimento deles, inicialmente, mas esta foi a primeira enfermeira que eu conheci que tinha reconhecidamente concluído um no mesmo hospital onde fui abortada e sobrevivi.

"Se eu tivesse estado lá, em 1977, você pode ter certeza  que eu teria sido uma daquelas enfermeiras que lutaram para salvar você," ela compartilhou. Como eu agradeci esta enfermeira pró-vida, esposa e mãe por seu compromisso com a vida, como a minha, eu aprendi que, embora ela sempre tenha sido a favor da vida, ela tinha uma boa razão para  tentar salvar-me: porque ela foi colocada na posição de deixar uma criança morrer após um aborto falhado, apenas um ano antes de quando eu sobrevivi.

Se alguém está lendo e duvida por um segundo que o aborto afeta a todos nós e silenciosamente assombra milhões de pessoas, incluindo profissionais da área médica e ex-trabalhadores da clínica, gostaria de encorajá-lo a ler o depoimento de Dr. Bernard Nathanson ou assistir o filme 'The Voice of John', que é sobre a história de uma enfermeira muito parecida com esta que eu falei  recentemente.
Por mais difícil que é para mim  viver com a verdade do que foi feito para mim no aborto e depois que se descobriu que eu tinha sobrevivido, esses ex-abortistas e enfermeiros, junto com tantos como eles em todo o mundo, tem que viver com as memórias do que eles já viram, ouviram, e fizeram. E   permanece  com eles e muda-os. Por conta própria esta enfermeira, certamente mudou   não só assistindo a entrega de um bebê após uma infusão de solução salina para aborto,  para ficar cara a cara com uma criança que sobreviveu.

Infelizmente, foi reiterar para mim saber sobre esse menino que tinha sobrevivido ao mesmo tipo de procedimento de aborto, no mesmo hospital, que eu fiz. Foi reiterado simplesmente  sabendo que eu não estava sozinho em minha sobrevivência lá. Minha comprovação foi de curta duração, no entanto, enquanto as lágrimas da enfermeira continuaram a cair  eu encontrei a coragem de perguntar o que tinha acontecido com o menino que ela ajudou a entregar.

Eu deveria ter sabido. Eu deveria ter sabido por seu estado emocional que ela não tinha apenas ajudado na entrega de um bebê abortado, ela não tinha só acabado de ficar cara a cara com um sobrevivente, ela tinha testemunhado em primeira mão o que muitas vezes acontece quando a criança sobrevive.

"Onde você levou-o? Onde estavam os filhos sobreviventes? "Eu perguntei a ela, tão ansiosamente aguardando sua resposta e temendo ao mesmo tempo. Antes que ela respondesse, eu sabia. Eu sabia que eu já sabia para onde o menino tinha sido levado.

"O armário de utilidade." No olho da minha mente, eu podia imaginar o que aquele armário deve ter parecido, e eu estremeci com o pensamento. "Havia um balde na prateleira lá, cheio de formol," ela continuou.

Apesar de meu conhecimento de tais práticas, eu tive que me esforçar para não fazer uma careta. Mais uma vez, tudo isso estava batendo muito perto  para mim.

"Você escreveu o último nome no balde, e você o  deixou lá para ser pego mais tarde, como, você sabe, os resíduos", a enfermeira terminou, visivelmente perdida na memória do que ela tinha experimentado. "Todos esses anos já passaram, e eu me lembro dele. Lembro-me de tudo o que aconteceu naquele dia. "

http://www.lifenews.com/2014/01/29/nurse-sees-baby-survive-failed-abortion-left-to-die-at-hospital/


domingo, 12 de janeiro de 2014

Como será a Igreja do ano 2000, perguntaram a Joseph Ratzinger em 1970... E ele acertou em grande parte.

ReligionenLibertad.com

Uma profecia: o que funcionou e o que não funcionou, 40 anos depois.

Como será a Igreja do ano 2000, perguntaram a Joseph Ratzinger em 1970... E ele acertou em grande parte.
¿Cómo será la Iglesia del año 2000?, preguntaron a Ratzinger en 1970... Y él acertó en gran parte

Joseph Ratzinger em 1970, com paletó e gravata, sacerdote e professor de teologia na Universidade.

Pablo J. Gines/ReL- 7 janeiro 2014-religionenlibertad.com

Em 1970, Joseph Ratzinger não era nem sequer bispo. Era simplesmente um sacerdote professor de teologia, primeiro em Tübingen e depois em Regensburg.

Havia dado uma série de palestras radiofônicas na Alemanha e a editora Kösel-Verlag de Munich as reuniou em 1970, com o título “Glaube und Zukunft” (traduzido ao espanhol no ano seguinte como “Fé e futuro”).

Em seu quinto capítulo, reuniu algumas palestras com uma pergunta:  como será a Igreja do ano 2000?

Era 1970 e a Igreja começava a aplicar o Concílio Vaticano II. Alguns aplicavam coisas que, de fato, não estavam nos documentos do Concílio.

No mundo ocidental, a revolução sexual e a crise de autoridade de maio de 68 se havia consolidado. Na África se tornaram independentes dezenas de nações. A União Soviética parecia dominar meio planeta e estar ali para sempre. A internet era inimaginável.

O holocausto nuclear e o extermínio mútuo assegurado pareciam mais que prováveis. Alguns prometiam utopias mediante a ciência e a política; outros pregavam desgraças cósmicas.

Nesse contexto, o padre Ratzinger, que tinha sido um dos peritos mais jovens no Concílio e tinha visto as dinâmicas da Igreja de  perto, fez esta profecia. Este é seu texto (na imagem, o ano 2000 tal como o previa um  desenhista francês em 1910).



A Igreja do ano 2000
por Joseph Ratzinger,
Glaube und Zukunft, 1970

O futuro da Igreja pode vir e virá também hoje só  da força de quem tem raízes profundas e vive  da plenitude pura de sua fé.

O futuro não virá de quem só  dá receitas.

Não virá de quem só  se adapta  ao instante atual.

Não virá de quem só  critica  os outros e se tomam a si mesmos como medida infalível.

Tampouco virá de quem escolhe só  o caminho mais cômodo, de quem evita  a paixão da fé e declara  falsa e superada, tirânica e legalista, tudo o que é exigente para o ser humano, o que lhe causa dor e  obriga a renunciar a si mesmo.

Digamos  de forma positiva: o futuro da Igreja, também nesta ocasião, como sempre, ficará marcado de novo com o selo dos santos. E, portanto, por seres humanos que percebem mais que as frases que são precisamente modernas. Por quem pode ver mais que os outros, porque sua vida abarca espaços mais amplos. A gratuidade que liberta as pessoas se alcança só  na paciência das pequenas renúncias cotidianas de si mesma. [...]

Que significa isto para nossa pergunta? Significa que as grandes palavras daqueles que profetizam uma Igreja sem Deus e sem fé são palavras vãs.

Não necessitamos de uma Igreja que celebre o culto da ação em «orações» políticas. É completamente supérflua e por isso desaparecerá por si mesma.

Permanecerá a Igreja de Jesus, a Igreja que crê no Deus que se fez ser humano e que nos prometeu a vida além da morte.

Da mesma maneira, o sacerdote que  for só um funcionário social pode ser representado por psicoterapeutas e outros especialistas. Mas seguirá sendo ainda necessário o sacerdote que não é especialista, que não fica a margem quando aconselha no exercício de seu ministério, mas que em nome de Deus se põe a disposição dos outros e se entrega a eles em suas tristezas, suas alegrias, sua esperança e sua angústia.

Demos um passo a mais. Também nesta ocasião, da crise de hoje surgirá amanhã uma Igreja que terá perdido muito.

Se fará pequena, terá que começar tudo desde o princípio. Já não poderá encher muitos dos edifícios construídos em uma conjuntura mais favorável. Perderá adeptos, e com eles muitos de seus privilégios na sociedade.

Apresentar-se-á, de um modo muito mais intenso que até agora, como a comunidade da livre vontade, aquela que só  se pode aceder através de uma decisão.

Como pequena comunidade, reclamará com muito mais força a iniciativa de cada um de seus membros.

Certamente conhecerá também novas formas ministeriais e ordenará sacerdotes  cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos a pastoral se exercerá normalmente deste modo.

Junto a estas formas seguirá sendo indispensável o sacerdote dedicado por inteiro no exercício do ministério como até agora.

Mas nestas mudanças que se podem supor, a Igreja encontrará de novo e com toda a determinação o que é essencial para ela, o que sempre foi seu centro: a fé no Deus Trinitário, em Jesus, o Filho de Deus feito Homem, a ajuda do Espírito que durará até o fim. A Igreja reconhecerá de novo na fé e na oração seu verdadeiro centro e experimentará novamente os sacramentos como celebração e não como um problema de estrutura litúrgica.

Será uma Igreja interiorizada, que não suspira por seu mandato político e não flerta com a esquerda nem com a direita.

Resultará muito difícil. Com efeito, o processo da cristalização e a clarificação  custará também muitas forças preciosas.  Será pobre, se converterá em uma Igreja dos pequenos.

O processo resultará ainda mais difícil porque terá que eliminar tanto a estreita visão sectária como a obstinação   valentona.

Pode-se prever que tudo isto exigirá tempo. O processo será longo e trabalhoso, como também foi muito longo o caminho que levou dos falsos progressismos, nas vésperas da revolução francesa –quando também entre os bispos estava na moda ridicularizar os dogmas e  inclusive dar a entender que nem sequer a existência de Deus era de modo algum segura– até a renovação do século XIX.

Porém após a provação destas divisões surgirá, de uma Igreja interiorizada e simplificada, uma grande força.

Porque os seres humanos serão indizivelmente solitários em um mundo plenamente planejado. Experimentarão, quando Deus houver desaparecido totalmente para eles, sua absoluta e horrível pobreza. E então descobrirão a pequena comunidade dos crentes como algo totalmente novo. Como uma esperança importante para eles, como uma resposta que sempre   buscaram  tateando.

A mim me parece seguro que à Igreja  aguardam tempos muito difíceis. Sua verdadeira crise apenas começou. Precisa contar com fortes sacudidas. Porém eu estou também totalmente seguro do que permanecerá no final: não a Igreja do culto político, que fracassou já em Gobel, mas a Igreja da fé.

Certamente  não mais será  a força dominante na sociedade  na medida em que o era até há pouco tempo. Porém florescerá de novo e se fará visível aos seres humanos como a pátria que lhes dá vida e esperança além da morte.

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Repassar a "profecia" de 1970 de Joseph Ratzinger ajuda a entender seu pontificado como Bento XVI... e inclusive seu nome papal, que alude a São Bento: o santo criador de comunidades pequenas porém renovadoras, os monastérios, em tempos de caos.

Bento XVI, como Papa, pôde ver no século XXI que, efetivamente, não se enchiam muitos templos construídos em épocas diferentes. Pôde ver também que as igrejas protestantes mais liberais, as que não aceitavam os dogmas do cristianismo bíblico nem a exigente moral cristã, se deslizavam para a irrelevância estatística e social, perdendo fiéis, clero e presença em todo o mundo.

Bento XVI pôde ver como  também encheu explanadas enormes, como Quatro Ventos na JMJ de Madri, com 2 milhões de jovens em 2011... Pediu, como antes aos jovens em Marienfeld, em Colônia, "criar comunidades".

O que não parece que vai se cumprir é sua previsão de que a Igreja "ordenará sacerdotes para cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos".

A demografia tem ido em outra direção. Na realidade, a Igreja católica provavelmente é mais pobre, mas é claro não é menor.

Em 1970 tinha quase 420.000 sacerdotes para atender a 650 milhões de católicos.
Em 2013 tem 412.000 sacerdotes para atender a 1.200 milhões de católicos.

O número de sacerdotes não  cresceu: o de fiéis quase dobrou.

A ideia de "sacerdotes que são cristãos provados que seguem exercendo sua profissão" só  parece aplicável em casos muito especiais... como os três ordinariatos anglo-católicos que Bento XVI criou na Grã-Bretanha, América do Norte e Austrália: comunidades pequenas, cujo clero (ex-pastores anglicanos)  mantém algum trabalho civil, em parte porque tem esposa e filhos.

Mas a realidade para a imensa maioria da Igreja é que os sacerdotes têm multidões anônimas que atender... as que apenas chegam.

Em 1970 havia apenas 300 diáconos permanentes; em 2013 são quase 40.000. É clero casado em sua imensa maioria, que exerce sua profissão. Talvez cumpram parte da visão do professor Ratzinger. Mas poucas vezes estão enganchados  naquela visão de "pequenas comunidades" que ele propunha (e  seguiu propondo em seu pontificado).

O que não muda é o chamado a evangelizar: em 1970 e em 2013 a porcentagem de católicos no mundo é a mesma, em torno de 18%.
A messe segue sendo muita, e a receita do professor Ratzinger se mantém: se necessitam mais santos e menos críticos (ou, como ele disse, "quem só  critica  os outros  toma  a si mesmos como medida infalível").

Talvez por isso, quando renunciou ao trono de Pedro, prometeu várias vezes diante dos cardeais, sem saber quem seria seu sucessor, "obediência incondicional"  ao novo Papa.


Mudanças estatísticas na Igreja, de 1970 a 2013, segundo o centro de estatística CARA de Georgetown University.



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