Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

sábado, 28 de junho de 2014

Aprender a vida a partir do jogo: sobre a copa mundial de futebol (por Joseph Ratzinger)

actualidadyanalisis.blogspot.com.br 


Aprender a vida a partir do jogo: sobre a copa mundial de futebol (por Joseph Ratzinger)

16 de junho de 2014

Entre a vasta variedade de temáticas abordadas pelo Cardeal Joseph Ratzinger se encontra também o fútebol ou, mais concretamente, os campeonatos mundiais de futebol. Foi em 1985  que se ocupou disto. O resultado foi recolhido  na época no livro «Suchen, was droben ist» («Buscar as coisas do alto»). 

Anos mais tarde, em 2008, o mesmo texto foi republicado – en espanhol– no livro «O resplendor de Deus em nosso tempo», de a editora Herder. As mentes brilhantes tem esse dom de aprofundar nos recôncavos do aparentemente óbvio e descobrir-nos o que nem todos conseguer ver em um segundo, terceiro e inclusive quarto momento. É este o caso. Como se pode advertir, o Cardeal Ratzinger prova –talvez sem pretendê-lo– que o futebol é uma realidade que pode ser tomada a sério: de forma amena, profunda e interessante. Adereços mais bem escassos na literatura esportiva. 

***

Com seu período de quatro anos, o Campeonato Mundial de Futebol demonstra ser um acontecimento que cativa centenas de milhões de pessoas. Não há quase nenhum outro acontecimento na terra que alcance uma repercusão de vastidão semelhante. O que demonstra que com isso está tocando-se algo radicalmente humano, e cabe se perguntar onde se encontra o fundamento deste poder em jogo.

O pessimista dirá que é o mesmo que na antiga Roma. O slogan das massas rezava 'panem et circenses', pão e circo. Pão e jogos são,  que mal nos pese, o conteúdo vital de uma sociedade decadente que não conhece mais, objetivos mais elevados. Mas mesmo quando se aceita  este julgamento, não seria de modo algum suficiente.

Caberia perguntar ainda: em que se baseia a fascinação do jogo como para que chegue a ocupar um lugar de igual importância que o pão? Com a vista posta na antiga Roma poderia responder  de novo que o grito de pão e circo é propriamente a expressão do desejo pela vida do paraíso, por uma vida de satisfação sem fadigas e de liberdade plenamente realizada. 

Com efeito, este é, em última instância, o conteúdo do conceito de jogo: uma tarefa de tudo livre, sem objetivo e sem obrigação, e uma tarefa que, também, é tensa e emprega todas as forças do ser humano.

Neste sentido, o jogo seria então uma sorte em  tentar o regresso ao paraíso: sair da escravizante seriedade da vida cotidiana e de seus cuidados pela vida para a seriedade livre do que não necessariamente tem que ser e que, justamente por isso, é belo. Frente a isso, o jogo transcende em certo sentido a vida cotidiana; mas, sobretudo no menino, tem ainda antes outro caráter: é um exercício para a vida, simboliza a vida  e, por dizer assim, a adianta em uma forma plasmada com liberdade.



Segundo meu parecer, a fascinação do futebol reside essencialmente porque reúne esses dois aspectos de forma muito convincente. Obriga o homem antes de tudo a se disciplinar, de modo que, pelo  treinamento, adquire a disposição sobre si mesmo, por tal disposição, superioridade, e pela superioridade, liberdade. 

Mas depois lhe ensina também a cooperação disciplinada: como jogo de equipe, o futebol o obriga a um ordenamento  próprio dentro do conjunto. Une através do objetivo comum; o êxito e o fracasso de cada um estão cifrados no êxito e no fracasso do conjunto. 

Finalmente, o futebol ensina um enfrentamento limpo em que a regra comum   que o jogo se submete segue sendo o que une e vincula ainda  na posição de adversários e, além disso, a liberdade do lúdico, quando se desenvolve corretamente, faz que a seriedade do enfrentamento torne a se resolver  e desemboque na liberdade da partida finalizada. 

Na qualidade de espectadores, os homens se identificam com o jogo e com os jogadores e, desse modo, participam da comunidade da própia equipe, do enfrentamento com o outro, assim como da seriedade e da liberdade do jogo: os jogadores passam a ser símbolos da própria vida. Isso  age retroativamente sobre eles: sabem, com efeito, que as pessoas se veem representadas e confirmadas a si mesmas neles.

Naturalmente, tudo isto pode se perverter  por um espírito comercial que submete tudo isso na sombria seriedade do dinheiro, e o jogo deixa de ser tal modo para transformar-se em uma indústria que suscita um mundo de aparência de dimensões horrorosas. Mas para esse  mundo de aparência não poderia subsistir se não existisse a base positiva que subjaz ao jogo: o exercício preparatório para a vida e a transcendência da vida para o paraíso perdido. Não obstante, em ambas as coisas há que buscar uma disciplina da liberdade; na vinculação à regra, exercitar a ação conjunta, o enfrentamento e o se valer  por si mesmo. Se considerarmos tudo isto, talvez pudéssemos aprender de novo a vida a partir do jogo. 

Com efeito: nele se faz visível algo fundamental: não só  de pão vive o homem; mais ainda: o mundo do pão é em definitivo só  o estado preliminar do propriamente humano, do mundo da liberdade. Mas a liberdade vive da regra, da disciplina que aprende o atuar conjunto e o correto enfrentamento, o ser independente do êxito exterior e da arbitrariedade, e desse modo chega a ser verdadeiramente livre. O jogo, uma vida: se aprofundamos, o fenômeno de um mundo entusiasmado pelo futebol poderá oferecer-nos mais que um mero entretenimento

http://actualidadyanalisis.blogspot.com.br/2014/06/aprender-la-vida-partir-del-juego-sobre.html

domingo, 15 de junho de 2014

Dove arrasa com um terno anúncio e as 28 cenas de tua vida que chamou o seu Papai. Nos perigos, nos medos, nas dores, nas dificuldades, nas ausências...

Dove arrasa con un tierno anuncio y las 28 escenas de tu vida en las que llamaste a tu Papá

ReligionenLibertad.com 

Continua a onda de  comerciais pró-família

Dove arrasa com um terno anúncio e as 28 cenas de tua vida   que chamou o seu Papai. 
Nos perigos, nos medos, nas dores, nas dificuldades, nas ausências...

ReL - 10 junho 2014 - religionenlibertad;com 

Dove se somou à avalanche de anúncios comerciais que têm a família, a paternidade e os filhos como fonte de emoções autênticas e valores positivos: aí está Hero e sua "loucura de ser padres", ou também a Coca Cola e a experiência de alguns pais de primeira mão, ou inclusive o McDonald´s e o transcorrer da vida entre dois nascimentos...

Em Estados Unidos, onde o Dia do Pai não se celebra na festividade de São José (19 de  março) mas o terceiro domingo de junho ( dia 15 este ano), as grandes companhias não deixam passar a ocasião para se promover no tempo que promovem também seus produtos vinculando-os à jornada. 

É o caso da citada marca de cosméticos, que aposta por regalar-nos até com 28  cenas da vida cotidiana (e nem todas infantis) marcadas pelas palavras Papai [Dad] ou Papi/Papito/Papaizinho [Daddy]. E não faz falta muito mais. "Por todas as vezes que responderam a nossa chamada", afirma o anúncio, "não é o momento de homenagear os Papais?".

http://videos.religionenlibertad.com/video/pzoNxuRdoQ/Por-todas-las-veces-que-llamaste-a-tu-Papa

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos: 
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=36044

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quando nos pomos à escuta da Revelação divina, da Palavra de Deus, para a acolher, então somos alcançados por uma mensagem que enche de luz e de esperança a nossa vida e somos deveras livres. Se estiver separada da verdade, a liberdade torna-se tragicamente princípio de destruição da harmonia interior da pessoa humana.

PAPA BENTO XVI
Catequese de Quarta-feira, 7 de Julho de 2010


João Duns Escoto
Amados irmãos e irmãs!

Esta manhã – depois de algumas catequeses sobre diversos grandes teólogos – desejo apresentar-vos outra figura importante na história da teologia: trata-se do beato João Duns Escoto, que viveu no final do século XIII. Uma antiga inscrição sobre o seu túmulo resume as coordenadas geográficas da sua biografia: "a Inglaterra acolheu-o; a França instruiu-o; Colônia, na Alemanha, conserva os seus despojos mortais; na Escócia ele nasceu". 

Não podemos descuidar estas informações, também porque temos muito poucas notícias sobre a vida de Duns Escoto. Ele nasceu provavelmente em 1266 numa aldeia que se chamava precisamente Duns, perto de Edimburgo. Atraído pelo carisma de São Francisco de Assis, entrou na Família dos Frades Menores, e em 1291 foi ordenado sacerdote. 

Dotado de uma inteligência brilhante e propensa à especulação – aquela inteligência pela qual a tradição lhe conferiu o título de Doctor subtilis, "Doutor subtil" – Duns Escoto foi orientado para os estudos de filosofia e de teologia nas célebres Universidades de Oxford e de Paris. 

Concluída com bom êxito a formação, empreendeu o ensino da teologia nas Universidades de Oxford e de Cambridge, e depois de Paris, começando a comentar, como todos os Mestres da época, as Sentenças de Pedro Lombardo. 
As obras principais de Duns Escoto representam precisamente o fruto maduro destas lições, e tomam o título dos lugares onde ele ensinou: Ordinatio (denominada, no passado, Opus Oxoniense – Oxford), Reportatio Cantabrigiensis (Cambridge), Reportata Parisiensia (Paris). A estas obras, pode ainda ser acrescentada a chamada Quodlibeta (ou Quaestiones Quodlibetales), uma obra de grande importância formada por 21 questões sobre vários temas teológicos. 

Afastou-se de Paris quando, tendo rebentado um grave conflito entre o rei Felipe IV o Belo e o Papa Bonifácio VIII Duns Escoto preferiu o exílio voluntário, para não assinar um documento hostil ao Sumo Pontífice, como o rei tinha imposto a todos os religiosos. Assim – por amor à Sé de Pedro – juntamente com os Frades franciscanos, abandonou o país.
Queridos irmãos e irmãs, este acontecimento convida-nos a recordar quantas vezes, na história da Igreja, os crentes encontraram hostilidades e até sofreram perseguições devido à sua fidelidade e devoção a Cristo, à Igreja e ao Papa. Todos nós olhamos com admiração para estes cristãos, que nos ensinam a guardar como um bem precioso a fé em Cristo e a comunhão com o Sucessor de Pedro e, assim, com a Igreja universal.

Contudo, as relações entre o rei da França e o sucessor de Bonifácio VIII depressa foram restabelecidas, e em 1305 Duns Escoto pôde regressar a Paris para ali ensinar teologia com o título de Magister regens, que hoje corresponderia a professor ordinário. Sucessivamente, os Superiores convidaram-no para Colônia como professor do Colégio teológico franciscano, mas ele faleceu a 8 de Novembro de 1308, com apenas 43 anos de idade, contudo deixando um número relevante de obras.

Devido à fama de santidade da qual gozava, o seu culto difundiu-se depressa na Ordem franciscana e o Venerável Papa João Paulo II quis proclamá-lo solenemente beato a 20 de Março de 1993, definindo-o "cantor do Verbo encarnado e defensor da Imaculada Conceição". Nesta expressão está sintetizada a grande contribuição que Duns Escoto ofereceu à história da teologia.

Antes de tudo, ele meditou sobre o Mistério da Encarnação e, ao contrário de muitos pensadores cristãos da época, afirmou que o Filho de Deus se teria feito homem mesmo se a humanidade não tivesse pecado. Ele afirma na "Reportata Parisiensia": "Pensar que Deus teria renunciado a esta obra se Adão não tivesse pecado seria totalmente irracional! Portanto, digo que a queda não foi a causa da predestinação de Cristo, e que – mesmo se ninguém tivesse pecado, nem o anjo nem o homem – nesta hipótese Cristo teria sido ainda predestinado do mesmo modo" (in III Sent., d. 7, 4). Este pensamento, talvez um pouco surpreendente, surge porque para Duns Escoto a Encarnação do Filho de Deus, projetada desde a eternidade por parte de Deus Pai no seu desígnio de amor, é cumprimento da criação, e torna possível que cada criatura, em Cristo e por meio dele, seja preenchida de graça, e preste louvor e glória a Deus na eternidade. Duns Escoto, apesar de estar consciente de que, na realidade, por causa do pecado original, Cristo nos remiu com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, reafirma que a Encarnação é a obra maior e mais bela de toda a história da salvação, e que ela não está condicionada por qualquer fato contingente, mas é a ideia original de Deus para unir finalmente toda a criação consigo mesmo na pessoa e na carne do Filho.

Discípulo fiel de São Francisco, Duns Escoto gostava de contemplar e pregar o Mistério da Paixão salvífica de Cristo, expressão da vontade de amor, do amor imenso de Deus, o Qual transmite com grandíssima generosidade para fora de si os raios da sua bondade e do seu amor (cf. Tractatus de primo principio, c. 4). 
E este amor não se revela só no Calvário, mas também na Santíssima Eucaristia, da qual Duns Escoto era devotíssimo e que via como o Sacramento da presença real de Jesus e como o Sacramento da unidade e da comunhão que conduz a amar-nos uns aos outros e a amar Deus como o Sumo Bem (cf. Reportata Parisiensia, in IV Sent.,d.8,q.1, n. 3). 
"E, – escrevia na Carta por ocasião do Congresso Internacional em Colónia no VII Centenário da morte do beato Duns Escoto, fazendo referência ao pensamento do nosso autor – como este amor, esta caridade foi o início de tudo, assim também só no amor e na caridade será a nossa bem-aventurança: «O querer ou a vontade amorosa é simplesmente a vida eterna, beata e perfeita»" (AAS 101 [2009], 5).

Queridos irmãos e irmãs, esta visão teológica, fortemente "cristocêntrica", predispõe-nos para a contemplação, admiração e gratidão: Cristo é o centro da história e da criação, é Aquele que dá sentido, dignidade e valor à nossa vida! Como o Papa Paulo VI em Manila, também eu hoje gostaria de bradar ao mundo: "[Cristo] é o revelador do Deus invisível, é o primogênito de cada criatura, é o fundamento de todas as coisas; Ele é o Mestre da humanidade, é o Redentor, Ele nasceu, morreu, ressuscitou para nós; Ele é o centro da história e do mundo; é Aquele que nos conhece e nos ama; é o companheiro e o amigo da nossa vida... Nunca terminaria de falar d'Ele" (Homilia, 29 de Novembro de 1970).

Não só o papel de Cristo na história da salvação, mas também o de Maria é objeto da reflexão do Doctor subtilis. Na época de Duns Escoto a maior parte dos teólogos fazia uma objeção, que parecia insuperável, à doutrina segundo a qual Maria Santíssima foi preservada do pecado original desde o primeiro momento da sua concepção: de fato, a universalidade da Redenção realizada por Cristo, à primeira vista, podia parecer comprometida por semelhante afirmação, como se Maria não tivesse precisado de Cristo e da sua redenção. Por isso os teólogos opunham-se a estes textos. Então, Duns Escoto, para fazer compreender esta preservação do pecado original, desenvolveu um tema que depois seria adotado também pelo beato Papa Pio IX em 1854, quando definiu solenemnete o dogma da Imaculada Conceição de Maria. E este argumento é o da "Redenção preventiva", segundo a qual a Imaculada Conceição representa a obra-prima da Redenção realizada por Cristo, porque precisamente o poder do seu amor e da sua mediação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Por conseguinte Maria é totalmente remida por Cristo, mas já antes da concepção. Os Franciscanos, seus irmãos de hábito, aceitaram e difundiram com entusiasmo esta doutrina, e outros teólogos – muitas vezes com juramento solene – comprometeram-se a difundi-la e a aperfeiçoá-la.

A este propósito, gostaria de ressaltar outro aspecto, que me parece importante. Teólogos de valor, como Duns Escoto acerca da doutrina sobre a Imaculada Conceição, enriqueceram com a sua contribuição específica de pensamento aquilo em que o Povo de Deus já acreditava espontaneamente sobre a Bem-Aventurada Virgem, e manifestava nos atos de piedade, nas expressões da arte e, em geral, na vivência cristã. 
Assim a fé quer na Imaculada Conceição, quer na Assunção corporal da Virgem já estava presente no Povo de Deus, mas a teologia ainda não tinha encontrado a chave para a interpretar na totalidade da doutrina da fé. Por conseguinte, o Povo de Deus precede os teólogos e tudo isto graças àquele sensus fidei sobrenatural, ou seja, àquela capacidade infundida pelo Espírito Santo, que habita e abraça a realidade da fé, com a humildade do coração e da mente. 
Neste sentido, o Povo de Deus é "magistério que precede", e que depois deve ser aprofundado e intelectualmente acolhido pela teologia. Que os teólogos possam pôr-se sempre à escuta desta nascente da fé e preservar a humildade e simplicidade dos pequeninos! Já recordei isto há alguns meses, dizendo: "Existem grandes doutos, grandes especialistas, grandes teólogos, grandes mestres da fé, que nos ensinaram muitas coisas. Penetraram nos pormenores da Sagrada Escritura... mas não puderam ver o próprio mistério, o verdadeiro núcleo... O essencial permaneceu escondido! Em contrapartida, no nosso tempo existem também os pequeninos que conheceram este mistério. 
Pensemos em santa Bernadete Soubirous; em santa Teresa de Lisieux, com a sua nova leitura "não científica" da Bíblia, mas que entra no coração da Sagrada Escritura" (Homilia na Missa celebrada com os Membros da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, 1/12/2009, ed. em português de L'Osservatore Romano de 5/12/2009, p. 9).

Por fim, Duns Escoto desenvolveu um aspecto ao qual a modernidade é muito sensível. Trata-se do tema da liberdade e da sua relação com a vontade e com o intelecto. O nosso autor ressalta a liberdade como qualidade fundamental da vontade, iniciando uma orientação que valoriza sobretudo a esta última. Infelizmente, nos autores que vieram depois de Duns Escoto, esta linha de pensamento se desenvolveu em um voluntarismo em contraste com o chamado intelectualismo agostiniano e tomista. Para São Tomás de Aquino, que segue Santo Agostinho, a liberdade não pode considerar-se uma qualidade inata da vontade, mas o fruto da colaboração da vontade e do intelecto. Uma ideia da liberdade inata e absoluta – como justamente se desenvolveu sucessivamente a Duns Escoto – colocada na vontade que precede o intelecto, quer em Deus quer no homem, de fato, corre o risco de levar à ideia de um Deus que não estaria relacionado nem sequer com a verdade e com o bem. O desejo de salvar a absoluta transcendência e diversidade de Deus com uma acentuação tão radical e impenetrável da sua vontade não tem em consideração que o Deus que se revelou em Cristo é o Deus "logos", que agiu e age cheio de amor por nós. Certamente, o amor supera o conhecimento e é capaz de compreender cada vez mais o pensamento, mas é sempre o amor do Deus "logos" (cf. Bento XVI, Discurso em Regensburg, Insegnamenti di Benedetto XVI, II [2006], p. 261). 
Também no homem a ideia de liberdade absoluta, colocada na vontade, esquecendo o nexo com a verdade, ignora que a mesma liberdade deve ser libertada dos limites que lhe provêm do pecado. De qualquer modo, a visão escotista não caiu nestes extremos: para Duns Escoto um ato livre é fruto da afluência entre intelecto e a vontade e, se ele fala de um "primado" da vontade, o faz justamente porque argumenta que a vontade segue sempre o intelecto.

Falando aos seminaristas romanos no ano passado recordei que "a liberdade em todos os tempos foi o grande sonho da humanidade, desde o início, mas sobretudo na época moderna" (cf. Discurso ao Pontifício Seminário Maior Romano, 20 de Fevereiro de 2009). 
Contudo, precisamente a história moderna, além da nossa experiência quotidiana, ensina-nos que a liberdade só é autêntica, e só ajuda a construir uma civilização deveras humana, se estiver reconciliada com a verdade. Se estiver separada da verdade, a liberdade torna-se tragicamente princípio de destruição da harmonia interior da pessoa humana, fonte de prevaricação dos mais fortes e dos violentos, e causa de sofrimentos e de lutos. A liberdade, como todas as faculdades das quais o homem está dotado, cresce e aperfeiçoa-se, afirma Duns Escoto, quando o homem se abre a Deus, valorizando a disposição para a escuta da Sua voz: quando nos pomos à escuta da Revelação divina, da Palavra de Deus, para a acolher, então somos alcançados por uma mensagem que enche de luz e de esperança a nossa vida e somos deveras livres.

Amados irmãos e irmãs, o beato Duns Escoto ensina-nos que na nossa vida o essencial é crer que Deus está próximo de nós e nos ama em Jesus Cristo, e portanto, cultivar um amor profundo a Ele e à sua Igreja. Deste amor nós somos as testemunhas nesta terra. Maria Santíssima nos ajude a receber este amor infinito de Deus do qual gozaremos de modo pleno eternamente no Céu, quando enfim a nossa alma estiver para sempre em Deus, na comunhão dos santos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A modelo que queria abortar para ser famosa se arrependeu no táxi a caminho da clínica e chorou.

ReligionenLibertad.com 

La modelo que quería abortar para ser famosa se arrepiente en el taxi camino de la clínica y llora
Josie Cunningham sentiu um  pontapé de um «punhado de células»

A modelo que queria abortar para ser famosa se arrependeu no táxi a caminho da clínica e chorou.
Josie Cunningham, com muita maquiagem e arrumações, na primeira entrevista em vídeo que deu ao Mirror.

Pablo J. Gines/ReL- 29 abril 2014-religionenlibertad.com  

Josie Cunningham, modelo inglesa de 23 anos, não tem realmente contribuído muito para o mundo da beleza e da arte, mas agora pode ser um marco na história da bioética midiática. 

Primeiro anunciou que queria abortar  seu bebê de 4 meses de gestação para entrar no Big Brother.

Despertou um grande escândalo, e agora anunciou entre lágrimas que se emocionou ao sentir seu primeiro pontapé, que  viu fotos de abortos, que entende  melhor agora em que consiste, e que não abortará.

Viciada em custos médicos desnecessários
Antes deste episódio, Josie se tornou famosa quando anunciou que tinha conseguido que o sistema de saúde pública lhe financiasse com 4.800 libras uma operação de aumento das mamas. Mostrou os abundantes resultados em abundantes fotos nos tabloides mais sensacionalistas. “Sempre me assediaram emocionalmente e sofri muito psiquicamente por ter mamas pequenas”, dizia. 

Também  retocou outras partes do corpo e começou a sair com alguns famosos ou  esportistas. Para o grande público, “uma petarda (pessoa chata e aborrecida)”: nem sequer era especialmente simpática.

Mas quando Josie, grávida de 4 meses, anunciou que ia abortar simplesmente para entrar na versão inglesa do programa televisivo “Big Brother”, se desencadeou uma tormenta midiática cheia de contradições, onde todos chamaram de hipócritas a quase todos. 

"Quero ser famosa, estou pouco ligando com o que dizem"
Josie presumia do que faria com fama e dinheiro: “Quero dirigir um brilhante Range Rover rosa e comprar  uma casa gigante. Nada se interporá em meu caminho”. Também dizia que pensava em abortar porque era sua decisão para a fama, não por necessitar dinheiro imediato porque “de fato, com as fotos do bebê já teria dinheiro”. E como não se sabe quem é o pai, as especulações sobre tal ou qual famoso… 

Inclusive quando o Big Brother, ao ver o escândalo público, anunciou que não a aceitaria no programa nem  que abortasse, ela se reafirmou em sua decisão repetindo que “ninguém pode influenciar a mim, não me importa o que as pessoas digam”.

A lei permite o aborto "porque sim"
A lei inglesa de 1990 aprovada por Margaret Thatcher basicamente permite o aborto livre até o parto  utilizando o filtro do “risco para a saúde mental” da mãe, mesmo na teoria se supõe que o aborto não é legal passadas as 24 semanas. Até as 24 semanas se aborta  sem especificar uma causa.

Sabem que é matar, mas não se importam
A sensação pública na descristianizada Inglaterra é que o aborto é algo que é mal mas deve ser legal, na teoria, porque é necessário por razões “graves”. 

Em uma sondagem de 2013 (que detalhávamos aqui na ReL)   44% dos aposentados admitia que "o ponto em que se inicia a vida humana" é na concepção, mas só    7% dos ingleses proibiria todos os abortos. 

Mas quando uma aspirante a viver da fama anunciou que queria abortar para entrar no Big Brother, muitos “pró-escolha” a condenaram em público: “Eu sou pró-escolha mas isso me parece uma barbaridade”.

Colunistas, famosos e articulistas que nunca tinham condenado nem protestado contra o aborto se apressaram em chamá-la de irresponsável, de frívola…

Querer ser famosa não é uma ”razão grave” para abortar.

Mas o certo é que a lei inglesa não pede razões graves.

Tremem os abortistas "hard"
Os abortistas de linha dura se assustaram ao ver que os de linha branda criticavam  Josie por buscar um aborto por razões frívolas.  Acaso não é o aborto um direito e ponto? Não deve abortar a mulher porque quer, porque é legal, sem ter que dar nenhuma razão? 

Começa se buscando razões sérias para abortar e se acaba proibindo o aborto, vinham a raciocinar, espantadas, personalidades abortistas como Catherine Scott no 'The Telegraph'.

Outro exemplo paradigmático desta linha dura foi o colunista Martin Robbins em sua seção “O cientista leigo” do muito abortista diário 'The Guardian'. Repetiu mil vezes que o aborto é um direito, recordou que muitas mulheres abortam porque laboralmente lhes convém (algo que ele louva), chamou de hipócritas  quem considerava que a busca da fama de Josie não fosse outro trabaljo a mais e especialmente se indignou de que jornais popularescos e inclusive liberais e progressistas de repente chamavam “bebê” e “criança” o que ele não considera mais que um amontoado celular. 

“The Mirror, abandonando suas credenciais liberais, descreve o aborto de um punhado de células como uma decisão de vida ou morte”, protesta Robbins, indignadíssimo. 

E então, o “punhado de células” de 4 meses deu um pontapé em sua mamãe. 

Pontapezinhos e fotos de abortos
Não é que Josie não soubesse o que eram os chutes de bebês: já tinha tido dois filhos. Mas algo se ativou dentro de Josie com este primeiro chute de seu terceiro bebê.

E decidiu não abortar.

"Realmente pensei que ia ser capaz, mas não pude. Tinha sentido o bebê chutar pela primeira vez 24 horas antes e não pude tirar essa sensação da cabeça", disse, chorando, a modelo que queria ir ao programa de televisão ´Big Brother´, agora já com 18 semanas. 

"Simplesmente não podia fazê-lo", declarou Josie ao 'Sunday Mirror' (pode ver suas declarações em vídeo ao jornal inglês AQUI). 

Josie detalhou que se dirigia ao abortório quando a assaltaram todas as dúvidas. 

"Eu estava no táxi a caminho da clínica e me senti fisicamente enferma", disse Cunningham. "Quando o taxista me disse que estávamos a um minuto, me pus  a chorar. Quis  lançar-me fora do carro em marcha, e escapar. Tinha minhas mãos na barriga e tive uma sensação muito forte: não podia permitir que ninguém  levasse o meu bebê!”.

Segundo o diário inglês, foi influenciada no seu caso o ter visto fotos de fetos humanos abortados de 18 e 19 semanas de gestação, que muita gente lhe havia enviado para sua conta do Twitter.

“Tive muitos tuítes de gente dizendo-me que olhasse essas imagens de fetos de 18 e 19 semanas e que compreendesse o que ia  fazer”, conta Josie. 

“Enquanto estava deitada acordada, antes da data,  fiquei arrasada”, considera Josie. “Creio que ignorava os fatos, tudo o que está implicado no procedimento”. 

E finaliza com um bom propósito: “Eu decidi  ser uma boa mãe   como com meus outros filhos”, assegura.

Um fruto da oração?
O portal de notícias pró-vida 'LifeSiteNews' publicou que quando Josie anunciou seu desejo de abortar muitos leitores criaram cadeias de oração para que não acontecesse. Os católicos usavam, por exemplo, uma oração atribuída ao defunto arcebispo Fulton Sheen: “Jesus, Maria e José, os amamos muito! Nós suplicamos salvar a vida de N., a quem temos adotado espiritualmente e que está em perigo de ser abortado. Amém.”

Agora  vamos ver o que dizem os abortistas de linha dura, os que pedem que se respeite o aborto “sem causa”… pelo geral, só pedindo que se considere que  seguir com uma gravidez tampouco tem “causa”: não  gostam de falar de chutes na barriga.

Enquanto os abortistas de linha branda, os de “sou pró-escolha mas…”, que foram criticados pelos de linha dura, terão que rever seus limites. Apoiam uma lei que permite abortar sem causa alguma, só  por razões frívolas? 

O que resta do slogan clássico das abortistas de “ninguém aborta por gosto” ou “somos adultas e responsáveis e decidimos”?

Josie Cunningham  pôs a pensar a muita gente que não costumava pensar...


Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos: 

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=35294

terça-feira, 8 de abril de 2014

Professor de religião e focado no ocultismo? Parecia-lhe normal até que Deus lhe deu um aviso. Laszlo entrou em uma associação de radiostesia -suposta localização e cura por pêndulos- que era uma escola de ocultismo.

ReligionenLibertad.com

Radiostesia, controle de «energia»... a história de Laszlo
¿Profesor de religión y volcado en el ocultismo? Le parecía normal hasta que Dios le dio un aviso
Professor de religião e focado no ocultismo? Parecia-lhe normal até que Deus lhe deu um aviso.

Laszlo entrou em uma associação de radiostesia -suposta localização e cura por pêndulos- que era uma escola de ocultismo.

Moj Pribeh/ Portaluz - 3 abril 2014 - religionenlibertad.com

Mesmo tendo cinco anos quando seus pais se divorciaram, Laszlo (Ladislao) Szilagyi não ficou com traumas por causa disso.

Os encontros regulares com seu pai o faziam  se sentir  amado, protegido e desde cedo também Deus era uma realidade cotidiana e até “evidente” em sua Romênia natal.

Mas,  diferente de outras crianças e sua própria família, não podia evitar se sentir  atraído com força “em conhecer o divino e o sobrenatural”, confidencia.

Ao despontar da puberdade sua família se mudou para a cidade de Timosoara para que pudesse depois prosseguir os estudos secundários. Era um mundo que oferecia aos garotos dezenas de novas atividades em  que experimentar…

O 'kung fu' e a "energia"
Ladislao, com nove anos, aprendeu o Kung Fu; disciplina de artes marciais em que destacava o ponto em que seu ‘mestre’ lhe confiaria o  treinamento dos mais novos.

“Meu  treinador  dizia-nos que devíamos utilizar nossa energia interior, porque através dela os mestres chineses foram capazes de alcançar resultados incríveis na prática das artes marciais. Eu sentia esta energia chegando em minhas mãos, irradiando de  todo meu cuerpo… como uma forma de calor”.

Passaram os anos e finalmente completou seu desejo de dar um passo a mais para “conhecer” a Deus e entrou na universidade para estudar teologia.

No campus “alguns amigos que praticavam o yoga souberam de minhas experiências no Kung Fu com «a energia»”… e lhe sugeriram que buscasse  se treinar  nisso, “porque este tipo de energia  podia se utilizar para curar as pessoas” lhe disseram. Claro… e acreditou.

Sexo e  baixa moral
Sua sede de infinito que entesourava desde a infância se ativou com aquela sugestiva proposta, mas em pouco tempo, enamorado de uma garota, a paixão e o desfrute sexual que livremente se prodigalizava, passou a ser o centro de seus interesses.

Mesmo sendo  evidente, que era incapaz de constatar a contradição de seu agir com a fé em Deus "não considerávamos isto um pecado porque - diferente de outros jovens- éramos leais um com o outro e não mudávamos de companhia sexual, nos gostávamos”.

A relação “esgotada a química entre ambos” –disse- terminou quando ela finalizou seus estudos universitários e  foi de volta para casa.

Estava só e pouco a pouco despertou aquela paixão antiga –fala- “por conectar-se com as coisas entre o céu e a terra… ou seja conseguir habilidades sobrenaturais, e também meu desejo por ajudar com isso  outras pessoas. Então foi como um dia vi a oferta que me seduziu: «Participem dos cursos da Sociedade Romena de Radiestesia!»”.



Oficina de  treinamento em radiestesia... às vezes é uma mera estafa; outras, uma porta ao ocultismo

Ocultista sem perceber
Ladislao tinha aberto uma fresta pela qual logo se colaria seu pior inimigo, ainda que ele o visse por muito tempo revestido do bem.

Na particular sociedade o  treinaram, potenciando suas habilidades com “a energia” que o mestre do Kung Fu já tinha estimulado em sua puberdade.

Mas o grupo tinha certas normas –comenta Ladislao- e teve de assinar uma carta de adesão e lealdade à “Sociedade”.

Eles –disse- preparavam a seus adeptos para qualificar não só  como buscadores de água ou metais mediante um pêndulo ou varinhas metálicas em forma de Y, a atividade habitual de quem pratica  Radiestesia...

“Quando obtive o conhecimento e aprendi a trabalhar com ele –narra Ladislao-  não pude mais voltar a minha vida normal.  Passava-a buscando água, buscando pessoas perdidas, diagnosticando enfermidades e buscando curar por meio da transferência de energia. Estava fascinado com minhas novas habilidades, que acreditava eram um presente de Deus”.

O evidente selo ocultista do grupo não foi evidente para o jovem… “ Converti-me em um dos melhores nisto ao ponto que ofereci um curso de prática privada na mesma universidade. Muitos participavam e começaram a me chamar de «El Gran Szi». A glória e o reconhecimento se sentiam bem. Confiando em minhas habilidades sobrenaturais me convenci de que eu era certeiro no que fazia”.

Professor de religião católica... e guru new age
Crendo que curava  muitos e animado por seus ‘discípulos’ finalizou em paralelo os estudos de Teologia e começou a dar aulas de religião.

“Muitas pessoas tentaram me fazer  ver que não estava    correto, mas ninguém deles me convenceu..."

"Até que um dia conheci  um antigo amigo de nosso pároco, que estudava teologia na Itália, era diácono, e se interessou em ir no dia seguinte a uma de minhas aulas de religião na escola”.

Interessado nos exorcismos
Ladislao estava encantado com a ideia, especialmente, disse, porque e atraía  a conversa. “Narrou-me algumas experiências que tinha tido com o tema do exorcismo.  Falava sobre o dom carismático da libertação e dizia que o vivia como um presente de Deus”.

Recordou que no dia seguinte estando na metade da aula, o diácono se pôs de pé e saiu da sala de aula, mesmo tendo combinado que o acompanharia todo o dia na escola.   Encontraram-se um par de dias depois e ali Ladislao soube o porque havia saído da aula…

“Quando comecei a falar sentiu a enorme opressão espiritual de  algo maligno saindo de mim e se viu obrigado a sair para rezar por mim em uma igreja próxima. Agregou que estando em oração Deus lhe tinha dado uma mensagem para mim: «…Tu estás dividido, a luz e a escuridão se misturam dentro de ti.  Até quando seguirás assim?»”

O jovem ficou estupefato, porque o diácono nada sabia dele e além disso estava seguro que o pároco não podia ter dito nada sobre o que fazia pela tarde,  desconhecia, e “eu era considerado um crente exemplar… era professor de religião”.

Não duvidou nem um segundo em pedir  que o exorcizasse, mas o diácono  explicou que isso não era possível para ele. “Eu estava impressionado e pensei que se meus dons não eram de Deus, devia me defazer  de todo isso por completo".

Oração de libertação... e mudança de vida
“Enviou-me a uma comunidade em Budapest, onde um sacerdote, disse, poderia me ajudar. Ali começaram a orar por minha libertação. No princípio não senti efeito algum, mas o Espírito Santo começou a me iluminar  gradualmente. Soube que também devia acabar com o que fazia para mudar de vida. Era muito difícil para mim renunciar a todos os dons paranormais que sabia empregar, e rogava a Jesus para que me livrasse de tudo. Pensei que ia a morrer pois sentia que eu seria nada em absoluto sem esses poderes".

Foram vários encontros e em u  deles, em meio ao fragor da oração que o sacerdote realizava invocando  Jesus, Ladislao teve uma revelação… “Ser nada em absoluto (para ser só  um filho de Deus) é melhor que ser um escravo do diabo”.

Mas nem bem teve esta certeza conta que escutou uma voz, alheia, que lhe sussurrava... «Não será tão fácil como crês porque és meu».



Laszlo, o protagonista desta história

“Foi um período de luta difícil. Teve pesadelos, ansiedade, depressão, e tentações diabólicas. Meu último passo para a liberdade foi enviar uma carta pública onde desautorizei a comunidade   que sabia ser membro (onde realizava todos aqueles atos paranormais), porque eram contrários à doutrina de Cristo”.

Finalmente o dom da liberdad chegou.

Continua como professor de religião, se casou, tem três filhos e é voluntário na Rádio Maria…

“Baseado em minha própria experiência, para quem ler meu testemunho lhes animo a evitar todas as coisas que conduzem ao ocultismo, as práticas impuras ou a conduta imoral. Exorto-os a que escutem só  a Jesus, porque Ele vive hoje em sua Igreja, e por meio de sua força poderosa transforma as vidas de quem o segue  e escuta”.



Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=34820

segunda-feira, 24 de março de 2014

Um médico reverteu um aborto químico, depois de que a mãe se arrependeu

infocatolica.com 

FIEL AO SEU JURAMENTO PELA VIDA

Um médico reverteu um aborto químico, depois de que a mãe se arrependeu

Kim, de 32 anos, estava desvairada quando saiu da clínica abortista Planned Parenthood em Fort Collins no sábado pela tarde. Logo que  tomou a primeira dose da pílula do aborto, ela soube que tinha cometido um erro. Parou em um estacionamento de uma igreja próxima. «Comecei a tratar de vomitar   imediatamente», disse, lutando para falar ao recordar o dia traumático do passado mês de setembro de 2013 quando lidava com a maneira de proceder com sua gravidez. «Eu segui esforçando-me em vomitar até que não pudesse sentir o sabor da pílula».

Portaluz/InfoCatólica - 22 março 2014 - religionenlibertad.com

 Ao mesmo tempo, começou a realizar buscas na Internet para «reversão de aborto» em seu telefone inteligente. Esaa busca lovou-a  em www.abortionpillreversal.com e seu telefone direto. Seu chamado, que era a última esperança, a conectou com o Dr. Edwin Anselmi, um médico devoto de Nossa Senhora da Esperança na Clínica Médica Centenário.
Anselmi a aconselhou que fosse  imediatamente à clínica. Por volta de duas horas tinham transcorrido desde o momento em que tinha tomado a pílula até que chegou onde estava o médico pró-vida. Examinou-a, fez um ultrasom onde conseguiu escutar os acelerados batimentos do coração do bebê e logo começou um protocolo para reverter os efeitos da droga.
Como funciona?
Kim, com quase nove semanas de gravidez, tinha tomado a mifepristona, também conhecida como pílula do aborto, que o induz neutralizando o hormônio progesterona necessário para manter uma gravidez. Sem a progesterona, a placenta -uma estrutura que se desenvolve no útero durante a gravidez- falha, cortando o oxigênio e nutrição do embrião.


«Quando fui ainda estavam dando a opção da pílula ou da máquina», disse. «Estavam realmente empurrando-me para a máquina dizendo… todos estavam de acordo que  gostariam que optasses pela máquina, é menos emocional».
«A máquina» é um dispositivo de sucção que esvazia o útero, comumente chamado aspiração ou aspiração ao vazio. O pessoal do Planned Parenthood o recomenda como uma forma de «acabar de uma vez» e «conseguir que se faça rápido», disse Kim.
No entanto, ela escolheu a pílula, convencendo-se que assim seu ato não era realmente um aborto. «Parecerá um aborto involuntário», se disse. «Sabia em meu coração que estava mal. ...Eu estava rezando todo o tempo».
Justo a tempo
E Deus respondeu a suas orações levando-a até o doutor Anselmi, antes de continuar com o passo seguinte  do processo abortivo que precisa ingerir outro fármaco para acabar de matar o bebê, 36 a 72 horas mais tarde. Esta última droga produz contrações para expulsar o feto, um processo que pode variar desde umas poucas horas até vários dias.
Para bloquear os efeitos da mifepristona, Anselmi pôs em marcha um protocolo desenvolvido pelos doutores George Delgado e Maria Davenport que descrevem em seu estudo do caso «A progesterona e seu uso para reverter os efeitos da mifepristona», publicado em «Os Anais da Farmacoterapia» em Dezembro de 2012. Trata-se de injetar progesterona por três dias consecutivos, seguido por uma injeção cada dois dias durante duas semanas, e depois continuar a progesterona duas vezes por semana até o final do primeiro trimestre.
«Foi incrível», disse Kim, de Anselmi… «Ele foi muito amável, carinhoso e gentil. Ele é realmente uma pessoa excepcional».
Anselmi, fiel da igreja Nossa Senhora do Carmo em Littleton,    pratica a medicina familiar pró-vida há 20 anos desde que se graduou na Universidade de Colúmbia em Nova York em 1994.   Na atualidade é o único médico na área metropolitana de Denver que proporciona o protocolo de progesterona para reverter a pílula do aborto e  gostaria de ver se unirem à rede os novos médicos do país e do mundo para que sejam fiéis ao juramento pela defesa da vida. «Se você é pró-vida», disse, «aqui há algo que você pode fazer diretamente».
Kim, hoje com 32 semanas de gravidez, está feliz em dar as boas vindas ao seu filho em princípios de maio de 2014, junto com seu pai. «Eu fiquei muito ansiosa», disse. «Mas ao mesmo tempo, sei que Deus é  que tem a última palavra aqui. Até agora, ele me leva e também o bebê. ... Levei um tempo para chegar aqui, mas agora estou muito emocionada, estou muito feliz».

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=20317

quinta-feira, 13 de março de 2014

Hematologista ateia, de marido judeu, estudou 1400 milagres da Igreja e admite que crê neles. Jacalyn Duffin é também especialista em História da Medicina..

ReligionenLibertad.com 
Hematóloga atea, de marido judío, estudió 1400 milagros de la Iglesia y admite que cree en ellos
Jacalyn Duffin participou de um processo de canonização

Hematologista ateia, de marido judeu, estudou 1400 milagres da Igreja e admite que crê neles.
Jacalyn Duffin é também especialista em História da Medicina.

CarmeloLopez-Arias/ReL- 8 março 2014-religionenlibertad.com  

Em  14 de fevereiro p.p a BBC publicou um artigo da hematologista canadense Jacalyn Duffin sobre sua participação na investigação de um milagre. A doutora, de 64 anos, é também uma prestigiada historiadora:  presidiu a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina,   é catedrática dessa disciplina na Queen´s University de Kingston (Canadá).

"Olhando pelo microscópio, vi uma letal célula de leucemia e decidi que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido": era o ano de 1986 e, mesmo nesse momento não   sabendo, esse ia  ser seu primeiro contato com as canonizações da Igreja. De fato, a amostra da medula que estava observando pertencia a uma jovem de trinta anos ainda viva, em quem  estava se estudando um milagre com vistas à canonização da primeira santa canadense, Marie Marguerite d´Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, beatificada por João XXIII em 1959 e efetivamente elevada aos altares por João Paulo II em 1990.

O curioso é que a Igreja parecia inclinada a descartar o caso como milagroso, porque havia uma possibilidade de que a primeira remissão da enfermidade da mulher pudesse se atribuir  à  quimioterapia. No entanto, "os especialistas em Roma aceitaram reconsiderar sua decisão se alguém ´às cegas´ reexaminasse as amostras de novo e encontrasse justo o que eu acabava de encontrar", conta Jacalyn.

Ateia e casada com um judeu
Ela mandou sua informação sem saber para que: "Nunca tinha ouvido falar do processo de canonização e não podia saber que a decisão requeriria tanta deliberação científica". Bastante tempo depois, a doutora Duffin foi cinvidada a testemunhar diante do tribunal eclesiástico, e como seu primeiro estudo  e suas palavras depois foram decisivas para impulsionar a causa, também foi convidada para a cerimônia na Praça de São Pedro. "No princípio duvidei para não ofender as religiosas, porque eu sou ateia e meu marido é judeu. Mas estavam encantadas de incluir-nos na cerimônia, e tampouco podíamos renunciar ao privilégio de sermos testemunhas do reconhecimento do primeiro santo de nosso país". 

Obsequiaram-lhe com um exemplar da 'Positio', o documento-dos-documentos de todo processo de canonização, que incluía todo o caso do milagre, incluídos seus trabalhos e observações. "De repente compreendi entusiasmada que meu trabalho médico estava nos arquivos do Vaticano, e instantaneamente a historiadora que há em mim se perguntou por outros milagres utilizados para canonizações passadas", recorda.

Investigação exaustiva: 1400 milagres
Assim foi como começou a sistematizar o estudo desses processos, até analisar 1400 milagres utilizados para a canonização de centenas de santos nos últimos quatro séculos, o que colocou em um primeiro livro, Medical Miracles [Milagres médicos], ao qual seguiu um segundo mais específico sobre dois santos mártires do século IV cuja devoção está crescendo notavelmente nos Estados Unidos e Canadá nos últimos anos: Medical Saints. 'Cosmas and Damian in a Postmodern World' [Santos médicos: São Cosme e São Damião em um mundo pós-moderno], publicado em 2013 pela Universidade de Oxford.

"Mesmo continuando ateia, acredita nos milagres", explica a doutora Duffin. Por que?  Explica em outro artigo publicado em 2011 em 'The Free Library', onde repassa sucintamente os milagres atribuídos a santos canadenses posteriores à pioneira Santa Marie Marguerite d´Youville .

Prejuízos
"Os ateus honestos tem que admitir que acontecem fatos cientificamente inexplicáveis", disse: "A hostilidade dos ditos jornalistas [se refere às acusações de "anti-científica" pela crença nos milagres, em ocasião de uma beatificação] procede de seu próprio sistema de crenças: não existe Deus, logo não pode haver nada sobrenatural. Porém se os afetados atribuem esses fatos a Deus por mediação dos santos, por que teria que prevalecer outro sistema de crenças sobre o dos afetados? Essa presunção revela o abismo, socialmente admitido, entre crer na ciência e maravilhar-se diante do inexplicado".

E acrescenta: "Os milagres ocorrem, e com maior frequência   do que pensamos". Precisamente, e além de suas convicções pessoais, o testemunho de Jacalyn Duffin é um tributo ao rigor da Igreja ao examiná-los. O estudo que ela realiza desvenda, por exemplo, a evolução das causas médicas aduzidas nas curas milagrosas, e a importância percentual das curas no conjunto dos milagres considerados (95% até o ano 1800, 99% a partir de então).

Curas: exigem um testemunho imparcial
Eis aqui sua interessante reflexão: "As enfermidades que acabam em cura  milagrosa mudam com o tempo, desde as infecções na era pré-antibiótica aos problemas neuronais na era pré-tomografia e pré-neuro-cirúrgica, ao câncer nos tempos mais recentes. Em todo momento, são as enfermidades que mais desafiam a ciência médica. Estes casos mostram também que os médicos estão muito implicados na determinação do Vaticano sobre o milagroso: não identificar milagres, mas declarar o prognóstico sem esperança e a surpresa da cura  e refutar toda possível explicação científica. Como testemunhas imparciais e   quase sempre não católicos, os médicos são parte essencial do processo. De fato, a possibilidade de ter um testemunho corroborativo imparcial pode ser uma explicação do porque a maior parte destes milagres serem curas de enfermidades físicas. Os teólogos podem sugerir outras razões do porque das curas serem para muitos um sinal de transcendência. O Vaticano parece encontrar-se mais confortável com a ciência médica que a medicina com a religião".

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos: 
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=34360