Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A propósito de um monge tibetano. É justo imolar-se por uma boa causa? Respondem Vittório Messori e o cardeal Martino.


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A propósito de um monge tibetano. É justo imolar-se por uma boa causa? Respondem Vittório Messori e o cardeal Martino

Andrea Tornielli / Vatican Insider- 17 dezembro 2012-religionenlibertad.com  

É justo imolar-se por uma boa causa? Suicidar-se para denunciar a opressão que sofre o próprio povo, tal como fazem os monges tibetanos? A reflexão que propôs Enzo Bianchi em alguns jornais italianos, sobretudo no “La Stampa”, provocou discussões. Por isso pedimos ao cardeal Renato Raffaele Martino e ao escritor Vittório Messori que comentassem as palavras do prior da Comunidade de Bosé. 

«Vale a pena deixar-se interrogar por estes monges dispostos a consumar suas vidas entre as chamas como incenso», escreveu Bianchi, recordando que os monges suicidas, «com suas vidas e com sua morte, querem afirmar a grandeza de uma religião e de uma cultura que não aceita pregar diante do mal». 

«Para nós, os cristãos –explica o cardeal Martino, ex-presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, e, durante muitos anos foi Núncio em países asiáticos e representante da Santa Sé  na ONU–, é inconcebível o suicídio. Mesmo que este tirar-se a vida possa ter fins nobres. 

O Catecismo da Igreja católica ensina que o suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano para conservar a própria vida e que vai contra o amor do Deus vivo. Se se comete para servir como exemplo, se enche também de gravidade de escândalo. Ainda que a angústia ou o temor grande da provação, do sofrimento ou da tortura possam atenuar a responsabilidade dos que o cometem». 

«Fica claro –sublinha o cardeal– que o gesto dos monges tibetanos se inscrevem em um determinado âmbito religioso. Mas não se pode comparar com o martírio cristão. Muitos cristãos sofreram perseguições pelo ódio contra da fé que professam, mas não levaram a cabo gestos deste tipo e suportaram até o final as consequências da perseguição». 

Vittorio Messori, um dos escritores católicos italianos mais conhecidos, convida, sobretudo, recordar a história do Tibet: «Não podem esquecer que até 1950 esse país era a mais dura das teocracias sacras. O Dalai Lama tinha seus feudatários, que eram os Lama: possuíam todas as terras, tinham poder para decidir sobre a vida e a morte. Cada família devia enviar pelo menos um filho ao monastério, com consequências desagradáveis em caso de desobediência. A saber, o Tibet antes do domínio chinês não era um modelo para os direitos humanos». 

Segundo Messori, a reflexão de Enzo Bianchi ées interessante, pois diz que «reconhece a diferença entre a perspectiva budista e a perspectiva cristã, explicando desta forma que seria impróprio traçar uma comparação entre os monges que se ateiam fogo e a atitude de Jesus diante de seus perseguidores e os mártires cristãos». 

Para o cristianismo, explica o escritor, «a vida é um dom de Deus e só Ele pode tirá-la. O mártir cristão, assassinado pelo ódio, é reconhecido como santo, mas o martírio não se pode buscar nunca. Na Idade Média houve alguns franciscanos que morreram na Argélia porque se foram pregar o Evangelho e a denegrir Maomé em um mercado público. Não foram reconhecidos como mártires por sua imprudência». 

Messori cita a respeito alguns exemplos do passado e do presente. «Santa Apolônia de Alexandria, que viveu no século III e se converteu na protetora dos que tem dor de dente  porque seus perseguidores lhe arrancaram os dentes com um cinzel, foi levada à um forno. Disseram-lhe: ou blasfemas e renegas tua fé ou te lançamos às chamas. Apolônia conseguiu libertar-se de seus perseguidores e se lançou nas chamas. O reconhecimento de sua santidade causou debates, porque havia antecipado o gesto de seus perseguidores». 

O escritor recorda, para terminar, dois casos do século passado: o do estudante Jan Palach que se imolou se ateando fogo durante a Primavera de Praga (em 1969) e o do irlandês Bobby Sands, que em 1981  morreu de fome em um cárcere na Irlanda do Norte como protesto porque não se reconhecia o status de preso político. «Em ambos casos –explicou– a Igreja católica expressou respeito por seus gestos, mas não a aprovação».

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Cristina L. Schlichting conta como passou de não ter fé à contagiar toda a família


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Cristina L. Schlichting conta como passou de não ter fé à contagiar toda a família

A famosa jornalista da Cadeia COPE desnuda sua alma para dar a conhecer ao grande público como passou da descrença ao compromisso de fé.

Camino Católico- 29 novembro 2012-religionenlibertad.com  

Cristina Lopez Schlichting, nascida em Madri em 1965, é jornalista. Sua carreira profissional começou no diário ABC como repórter e daquele meio passou ao 'El Mundo'. 

Desde 2002 apresentou e dirigiu distintos espaços no Cope, mudando a imprensa escrita pelo rádio. Sua vida também foi transformada por Deus porque “em criança não tinha fé. A fé é uma graça que se recebe através de testemunhos e meus pais não eram praticantes. Então, tive que fazer um caminho para encontrar os testemunhos, aqueles que dão fé por ter se encontrado com Cristo. Em meu caso foram as religiosas Mercedárias da Caridade no colégio e pessoas do Comunhão e Libertação”. 

Sua conversão e testemunho de vida acabou atraindo à Igreja Católica os seus pais, irmãs e cunhados, que se deixaram configurar por Cristo. Contou seu encontro com o Senhor, em uma entrevista realizada por Gonzalo Altozano para “Não é bom que Deus esteja só” em Inter-economia TV, que pode visualizar-se no vídeo um pouco mais abaixo.

Problemas existenciais
Ela e suas três irmãs eram de pequenas muito pesadas colocando problemas existenciais aos seus pais. Nelas havia uma inquietude de busca sendo crianças. Cristina Lopez Schlichting conta que “minha irmã Patrícia se levantava de noite chorando perguntando que sentido tinha a vida. Nossa família sempre nos educou na verdade e no amor à beleza e nós perguntávamos aos meus pais sobre as razões da vida e eles não sabiam dá-las”.

Religiosas Mercedárias da Caridade e Comunhão e Libertação
O testemunho e a educação no colégio das religiosas Mercedárias da Caridade calaram no coração de Cristina.Depois conheceu  pessoas do movimento de Comunhão e Libertação que nasceu nos anos 1950 pela mão do sacerdote italiano Luigi Giussani, especialmente interessado pela vida dos estudantes, que tinham uma cultura católica, mas que não punham em prática a fé. Hoje Comunhão e Libertação aglutina 300.000 pessoas na Itália e grupos muito pequenos por países de todo o mundo. Na  Espanha há umas 3000 personas.

Um encontro de amizade
“A história de amizade com Cristo é uma história de amizade pessoal. Em meu caso concreto o Senhor me seduziu com a inteligência, com a proposta cultural de Comunhão e Libertação, mas em definitivo me seduziu para a Igreja. Um movimento não é mais que um caminho de educação na fé para te introduzir na Igreja Universal que é ao que pertences” explica Cristina Lopez Schlichting.

Arrastar os familiares com o testemunho
A importância do caminho de conversão de Cristina vivido pela mão da Comunhão e Libertação deu frutos familiares: “Quando eu me aproximei da Igreja o fizeram progressivamente todas minhas irmãs, todos meus cunhados e meus pais, que voltaram a praticar. Eles viram que eu tinha conhecido gente interessante, que podia dar razão de sua fé desde a inteligência e a cultura, que estava orgulhosa de sua tradição. E então lhe pusemos nome ao que buscava o desejo de nosso coração. O nome era Cristo e vivia em sua Igreja”.

Define-se como “jornalista católica" . Todos tem uma identidade e no meu caso uma identidade católica clara. Depois me desempenho no âmbito do jornalismo. Dizer o contrário seria como reduzir o jornalismo à uma modalidade específica. Jornalista protestante, jornalista católica, jornalista comunista… Isso é absurdo”, comenta.

Cristina explica suas experiências de relacionamento com Jesus com firme convicção comunicativa referindo-se à vários aspectos da vida da fé:

“O Senhor ama suas criaturas de uma maneira  cativante e a cada uma, como uma mãe a um filho, a abraça da maneira que necessita. A história com o Senhor é uma história de amor: Saber que alguém foi criado, que o outro tem contados os cabelos de sua cabeça, que Deus se preocupa por ti a cada instante e que o caminho que estás fazendo é o que tem que fazer teu coração. A fé precisa dos acontecimentos para verificar-se. Tu experimentas a presença de Cristo  tanto que muda a realidade em que vives. Se tu não vais até o fundo das coisas, da realidade, é impossível que te coloques o problema da fé, porque é o problema essencial do ser humano".

"O catolicismo é alegria enquanto um homem constata  ao vivê-lo que sua vida tem sentido, que se deita em paz, porque sabe que dorme nas mãos de Deus e que depende de Ele para amanhecer no dia seguinte. O catolicismo é a alegria máxima no homem que se sente querido e sabe que seus sofrimentos tem sentido". 

"A experiência do perdão no catolicismo, do qual carecem o judaísmo e o islã, é inclusive muito libertador desde o punto de vista terapêutico, psicológico, humano, ou seja que se que, em certo sentido, o Senhor alivia nossas cargas".

"A experiência da igreja demonstra que as épocas mais ameaçadoras foram sementes de algo grande. Há figuras que desde a história da Igreja se convertem em testemunho para todos. Por exemplo, a Madre Teresa em Calcutá onde começou uma obra extraordinária em meio de grande miséria. Francisco de Assis abandonou todas as riquezas. Catarina de Sena cuida das pessoas que têm câncer. Há um mistério através do qual em situações de sofrimento ou de extrema pobreza o Senhor se manifesta com muito esplendor". 

"A positividade da existência é constatar que tudo o que acontece é fruto do amor criador de Deus e que o caminho do homem por azarento que seja tem um sentido. E isto o compreendes quando te encontras com pessoas que vivem situações muito difíceis e que são para ti um ânimo. Eu tenho amigos que tiveram uma enfermidade grave como o câncer aos quais ia ver no hospital para que me fortalecessem. Isto não é deste mundo. Não é normal que quando uma pessoa enfrenta uma situação tão desagradável  cresça. Isso é testemunho do outro. Quando tu vês estes milagres patentes diante de ti, te dá conta que entrou na história um fator que a muda, que muda o ritmo ordinário ou natural das coisas”.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sequestraram-lhe no Sudão, lhe ofereceram mulheres para converter-se ao islam e um «anjo» lhe salvou.


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Patrick Noonan, um ex-soldado britânico

Sequestraram-lhe no Sudão, lhe ofereceram mulheres para converter-se ao islam e um «anjo» lhe salvou.

"Minha fé me ajudou a ir adiante naquele calvário", disse Noonan, que se declara católico devoto e que não parou de rezar até que o libertassem.


 M. V. / ReL - 4 dezembro 2012 - religionenlibertad.com

Patrick Noonan, um ex-soldado britânico de 48 anos, foi sequestrado no mês de março passado por soldados rebeldes ao Governo no sul de Darfur (Sudão), quando trabalhava para o Programa Mundial de Alimentos da ONU. 

Seu sequestro durou três longos meses, um tempo em que foi provado em sua fé quando tentaram que se convertesse ao islam.  Acorrentado e nu em uma cela isolada de cerca de dois metros metros, Patrick sobreviveu alimentando-se das laranjas e do leite de camelo que lhe ofereciam. 

“Sou um  católico devoto  e antes de ser sequestrado rezava pelas manhãs e pela noite. Fui a Darfur com o objetivo de ajudar os mais vulneráveis e quando me sequestraram só pensava em minha família, não fazia mais que rezar. Foi sem dúvida minha fé que me ajudou ir adiante”, assegura este irlandês do norte, casado e pai de duas crianças pequenas.

“Ofereceram-me duas mulheres e tentaram que me convertesse”
Durante seu cativeiro Patrick viu quando um de seus captores mussulmanos rezava junto a ele. “Falava um inglês perfeito, era um devoto mussulmano. Punha-se a rezar ao meu lado e um dia tentou me converter ao islam: me ofereceu duas mulheres e tentou convencer-me para que os ajudasse a combater os rebeldes. Tentou várias vezes, mas eu lhe disse que acreditava em Jesus, que só podia ter uma mulher e que não podia lutar porque trabalho para as Nações Unidas e sou neutro”, explica. 

Os rebeldes de Darfur pegaram em armas contra o governo central em 2003, queixando-se de que Cartum havia descuidado por completo a região. Cartum mobilizou tropas e milícias em sua maioria árabes para sufocar os distúrbios. Os combates foram diminuindo com os anos, mas o conflito tribal e os enfrentamentos entre as tropas governamentais e os rebeldes seguem afetando a região. 

Gravemente enfermo
Apesar de sua experiência como soldado (Noonan havia trabalhado 23 anos como soldado no regimento Príncipe de Gales e desde 2005 trabalhava para a ONU no Iraque) depois de dois meses de viver à base de laranjas, sem apenas poder beber água, caiu gravemente enfermo. 

Assegura que sobreviveu graças a “uma experiência que me convenceu de que temos um anjo da guarda”. 

Assim relata: "Por volta da terceira semana de abril me sentia muito fraco. Nesse dia em particular me sentia especialmente fraco, tinha dores no peito e estávamos numa temperatura de aproximadamente 45 graus embaixo de um refúgio de lona. Pensei que ia a morrer e fiquei dormindo, não sei quanto tempo. Despertei de repente com uma voz em minha cabeça que me dizia ‘esta gente não é suficientemente forte para vencer-me’. Na semana antes que me sequestrassem, eu tinha falado com minha tia em Dublin dizendo-lhe que voltaria a vê-la no fim de semana de São Patrício. Quando fui libertado e cheguei na Inglaterra, me inteirei por minha mãe de que minha tia tinha morrido em 4 de abril. Eu estou convencido de que ela foi a pessoa que me manteve vivo, meu anjo da guarda durante aqueles dias de calvário”, relata. 

Desde 2009, quarenta trabalhadores humanitários foram sequestrados em Darfur, incluindo Noonan.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Juan Manuel de Prada fala de «A morte me achará» «Uma Espanha que pode ter sido claramente católica se converteu em farisaicamente católica»


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Juan Manuel de Prada fala de «A morte me achará» «Uma Espanha que pode ter sido claramente católica se converteu em farisaicamente católica»

Sua última novela, ambientada na Divisão Azul e nos anos cinquenta, aborda a progressiva degradação moral quando se desvanecem os princípios.

Carmelo Lopez-Arias/ReL-26 novembro 2012-religionenlibertad.com  

Juan Manuel de Prada regressou à novela cinco anos depois com uma história poderosa. A meio caminho entre o gênero negro, o sub-gênero de representação de personalidades e o drama moral, "A morte me achará" (Destino) retrata a um homem que se alista em 1942 na Divisão Azul, é capturado e passa treze anos em um campo de concentração. Quando regressa em 1954 entre os repatriados de Semíramis, a Espanha está mudada, mudou as circunstâncias pessoais que esperava encontrar à sua volta e, sobretudo, ele mudou.

O protagonista de "A morte me achará" vai submergindo no mal quase sem perceber. É uma advertência ao leitor do que pode suceder a  ele também?

Quando escrevo minha intenção é moral, mas não moralizante. Então não é uma advertência nesse sentido. O escritor só mostra o que tem que dizer através de seus personagens, e estes são complexos. Mas sim eu quis chamar a atenção sobre a necessidade de que submetamos à juízo nossa conduta, e de que o guia de nossas ações seja um princípio moral.

Isso é o que falta a Antônio…
Antônio não é mal, mas sim considera que se pode contornar o problema do mal, e que em consequência pode se cometer más ações para obter algo proveitoso.

O curioso é que essa vis amoral não explode na guerra, cenário teoricamente ótimo para o mal, mas na vida cotidiana do regresso...
É que antes de se alistar  na Divisão Azul ele é simplesmente um velhaco que busca a sobrevivência. No seu regresso é algo mais. 
Sente a ganância e o desejo de alcançar coisas que não tem mais que ver com sobreviver. O que antes era um estado de necessidade se substitui pela premeditação e o cálculo.

Peca pelo mesmo motivo o homem contemporâneo?
Antônio, ao menos,  passou por uma experiência devastadora: Rússia, a guerra e os longos anos de cativeiro. O mal de hoje é outro: o grande drama de nossa época é o obscurecimento da consciência, o relegamento da moralidade das decisões por  causa de um suposto bem.

Antônio: um personagem capaz de assumir duas personalidades... e de arruinar ambas. O sentimento de culpa está muito presente em toda sua obra... É que a culpa é um grande tema literário, mesmo que agora esteja más ignorado. Nesse sentido sou um escritor fora de seu tempo: hoje na literatura não se suscita isto,  mas  o prêmio que reflete o mal, em vez da culpa ou o sentimento de responsabilidade, que  no entanto são consubstanciais à vida e à experiência. 

E por que sua inquietude por essa questão?
Não poderia explicar. Nasce de minha consideração do humano.

Dostoievski frequentaba esses temas...
A obra de Dostoievski sempre me  interessou muito, ainda que a minha é, obviamente, mais leve.

Por que seguimos vinculados à ideias como a culpa, o pecado ou a expiação, se cada vez somos mais relativistas e nihilistas?
É algo que não se pode apagar: a capacidade de julgar moralmente as ações está por naturaleza em nós. Na cultura contemporânea há, no entanto, um esforço consciente e  consciencioso para apagar de nós essa capacidade e que nossa ação se guie pela conveniência ou a utilidade.

 Você conseguiu?
Teríamos que deter-nos para ver e realçar. Depois, as últimas gerações, que têm conceitos morais muito desfocados, quando lhes põe à luz estas questões lhes produzem uma irritação intensa, raiva e tensão. Sem os freios morais que dava a religião, este tipo de censuras não tem sentido.

E se não há Deus, onde está a esperança dp perdão?
Se desfocas uma coisa, desfocas tudo. Arruinando nossa capacidade de julgar moralmente, se busca que nossas ações não nos deixem nenhum tipo de remorso, que não sintamos a necessidade de prestar contas diante de ninguém, e menos ainda diante de Deus.

Passamos di farisaísmo ao relaxamento, e nos cremos estupendos...
É uma consequência do puritanismo:  não querer reconhecer que nossa natureza está caída e tocada pelo mal, e portanto aberta à redenção, chegamos a pensar que não necessitamos de redenção porque somos bons. Isto leva à uma tensão extraordinária, porque o homem se crê virtuoso até o limite, mas como na realidade isso é impossível, o passo seguinte é dizer que o mal está bem.

Por que o chama de puritanismo?
É o virus que o protestantismo insere na Cristandade. Afirmamos que vamos ser mais virtuosos que ninguém, mas como na realidade não o somos, acabamos afirmando que nossa falta de virtude não é tanta. 

Na época de "A morte me achará" ainda  não era assim. Um aborto, por exemplo, era o que é: matar uma criança.  Como se situam os leitores diante da duplicidade do protagonista?
A reação de alguns leitores é curiosa. À princípio, Antônio lhes suscita simpatia porque seus crimes, menores, os perpetra para sobreviver. Depois lhes resulta mais difícil essa simpatia, e resistem a aceitar tudo o que termina fazendo. É, pois, uma simpatia incômoda para o leitor, que se enamora de um personagem que é como nós: não é mal, mas se deixa invadir pela maldade. Estou satisfeito de ter criado essa incomodação no leitor.

Por que?
É uma técnica arriscada, porque põe à prova o leitor, e eu  gosto de colocá-lo diante de situações difíceis. A Divisão Azul se prestava à isso. São pessoas que se comportaram nobremente e com heroísmo, mas também com lealdade a Hitler. Pessoas que servem um criminoso podem não sê-lo...!  Parece-me um tema muito apaixonante. Além de que o cativeiro da divisão na Rússia durante tantos anos justificasse o mecanismo narrativo da novela, como cartada perfeita para uma representação de personalidade.

Você é duro na novela ao julgar essa época de meados dos anos cinquenta...
A verdade é que me apetecia escrever sobre essa época, que é uma época cheia de interesse, de grandes transformações sociais, de grande ebulição em todos as ordens: social, cultural, política... Há uma espécie de onda de muitas coisas. E uma Espanha que pode ter sido claramente católica se converteu em farisaicamente católica, semente do que explodirá depois na democracia.
   
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Guy Sigsworth, produtor de Madona ou Björk, lançou um disco de Santa Hildegarda de Binguen.


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Guy Sigsworth, produtor de Madona ou Björk, lançou um disco de Santa Hildegarda de Binguen que compôs quase oitenta peças de qualidade.

«Não estudei um compositor contemporâneo que tenha canções com uma qualidade musical tão impressionante», disse a compositora que o assessora.

Sara Martin / ReL -  31 outubro 2012 - religionenlibertad.com

Compartilhar os mais altos postos nos mais vendidos da música é um sonho para muitos. Mas seguramente não o era para Hildegarda de Binguen, compositora de quase oitenta peças musicais de extraordinária qualidade musical em princípios do segundo milênio. 

Santa Hildegarda de Binguen (1098-1179), doutora da Igreja. Mais de oito séculos depois, Guy Sigsworth, músico de formação clássica e produtor conhecido por trabalhar com artistas como Madona, Alanis Morissette, Britney Spears ou Björk, se fixou um dia nela. 

Fascinaram-lhe as composições musicais delicadas e harmônicas que refletiam a extraordinária formação em todos os níveis da religiosa beneditina.

Sigsworth lançará o álbum Hildegard através da produtora Decca e os especialistas da indústria já predizem que se converterá em um êxito nas listas de vendas. O produtor  trabalhou neste projeto com Stevie Wishart, uma compositora e acadêmica especializada em música medieval que há alguns anos era uma apaixonada pelas composições de Hildegarda. 

Wishart foi a encarregada de adaptar textos antigos da música e de encontrar cantoras aptas para poder expressar todo o potencial das composições da religiosa beneditina: "As canções de Hildegarda têm uma espécie de universalidade. É fantástica para cantar [...] 

Nunca estudei  um compositor contemporâneo que tenha canções com uma qualidade musical tão impressionante".

«Tenho a estranha sensação de que este disco poderia converter-se em um sucesso»

Sua música já havia sido gravada  anteriormente, mas esta é a primeira vez que foi produzida com um toque moderno e com tecnologia mais avançada. Geoffrey Norris, crítico de música clássica do 'The Telegraph' assegurou que «talvez não seja do agrado dos puristas, mas o disco evoca uma atmosfera hipnótica. Tenho a estranha sensação de que este disco poderia converter-se num sucesso».

A produtora Decca também tem grandes esperanças para este projeto. Eles  asseguram que «não é simplesmente uma gravação de música medieval»: «Além das peças originais de Hildegard, o álbum também conta com novas composições de texto da religiosa combinadas com peças musicais de Sigsworth, tudo realizado por Stevie Wishart, que criou remixes de ambiente assombrosos».

Uma obra singular, mostra da extraordinária amplitude de conhecimentos de Santa Hildegarda de Binguen. Uma mulher extraordinária para seu tempo

Hildegarda de Bingen é uma das mulheres santas mais extraordinárias do final da Idade Média (a Baixa Idade Média), mesmo possivelmente com uma história bastante desconhecida. 

Nasceu no ano de 1098 (um ano antes de que os cruzados conquistassem Jerusalém) em Bermersheim -hoje em dia Alemanha- em uma família de ascendência aristocrática. Foi a décima de dez irmãos e estava destinada à vida religiosa segundo a mentalidade da época. 

No entanto, não foi algo forçado: desde os três anos a religiosa teve visões e a partir dos quarenta anos recebeu a ordem de colocá-las por escrito (a obra se chama Scivias) apesar de suas reticências, que inclusive a levaram a pedir conselho por escrito a São Bernardo de Claraval, contemporâneo seu, em uma carta que se conserva até hoje.

Santa Hildegarda foi uma pessoa de muitas facetas e instruída que  não só foi escritora, mas também poetisa, conselheira política, profeta e, o motivo desta notícia, compositora. Suas setenta e oito obras se agruparam na 'Symphonia armonie celestium revelationum' (Sinfonia da harmonia das revelações celestes). 

Após morrer, o papa Gregório IX iniciou seu processo de canonização, que foi culminado precisamente este ano por Bento XVI, ao ser proclamada santa em maio mediante um processo de canonização extraordinário (a saber, sem ter passado pelo procedimento ordinário da canonização formal, dado que a veneração ao santo foi realizada do antigo e de forma contínua pela Igreja) e em setembro também Doutora da Igreja junto com São João da Cruz de Ávila. Tudo um ícone que não desfigura nem um ápice frente aos de nossos tempos.
Eis aqui um exemplo da extraordinária música de Santa Hildegarda. 

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nós desfrutamos de duas festas com uma alegria que nos leva até as lágrimas. É que nos unimos a todas as almas que estão no Céu com o Senhor!




2 de novembro de 2012 - Festas de Todos os Santos e dos Fiéis Defuntos

A Festa dos Fiéis Defuntos, e antes foi a de Todos os Santos, são
dois dias em que Deus nos abre as portas do Céu para que olhemos com esperança. 

ARTIGO SOBRE A EXISTÊNCIA DO CÉU,  E DO PURGATÓRIO 

Nós desfrutamos de  duas festas com uma alegria que nos leva até as lágrimas. É que nos unimos a todas as almas que estão no Céu com o Senhor!

E a maravilha é que assim vemos unidos a nós não só os santos que conhecemos, mas também a todos os familiares e amigos nossos que tenham a Graça de já estar na Presença de nosso Deus. Pessoas simples, esquecidas talvez pelo mundo, mas que gozam a companhia de nosso Deus tão amado. É um dia de Graça porque o Céu quer que elevemos nosso olhar e vejamos a Glória que nos chama, que nos convida, que é a Santidade a que Deus espera que nos elevemos.

A Misericórdia de Deus é a que estende a ponte para a nossa glorificação, pelos méritos ganhados na Cruz naquele dia no Gólgota. Jesus  comprou essa Misericórdia do Pai, e hoje Ele é o Senhor da Misericórdia e nos chama, nos espera.

 E no dia seguinte, uma formosa festa que também nos emociona até as lágrimas, a festa de nossos fiéis defuntos, aqueles que ainda estão no Purgatório, purificando-se para entrar no Reino prometido. São almas benditas, porque já estão salvas, e o sabem. Só que primeiro devem terminar de purificar-se para poder enfrentar a visão Beatífica daquele diante do qual até os anjos se ajoelham em Sua Presença. Elas necessitam  mais que nunca de nossa ajuda com orações e Missas, para encurtar essa purificação.

Com esta imensa alegria na alma, compartilhamos com vocês  este texto que explica em palavras simples, as realidades do Céu e Purgatório, as realidades de nosso destino de Glória. Também aqui explicamos a realidade do inferno tão temido, realidade que não se oculta porque é parte de nossa fé como membros da Igreja.

As Benditas Almas do Purgatório

Muita gente se pergunta sobre o sentido que tem a existência do Purgatório, dentro do Plano de Deus. Na realidade, a existência do Purgatório é a consequência natural de vários fatores que Deus introduziu quando, fazendo uso de Sua Onipotência Criadora, deu forma final ao homem como ponto máximo de Sua Obra.

Em primeiro lugar, Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança em muitos aspectos, um dos quais e talvez i central, é ter-lhe dado uma vontade própria. A Vontade de Deus, Seu Fiat Criador, fez o mundo, e assim Deus quis que também o homem tivesse sua própria vontade, como Ele a tem. Naturalmente que isto dá origem ao livre arbítrio que todos temos, porta aberta de nossa liberdade de optar entre o bem e o mal.

Como consequência desta liberdade que Deus nos dá, surgem a Misericórdia e a Justiça Divinas, as quais não podem ser vistas separadamente, nunca, porque se complementam e unem. Deus é infinitamente Misericordioso, mas também é infinitamente Justo. 

A Misericórdia de Deus se reflete, deste modo, em Sua infinita capacidade de perdoar-nos, se nos arrependemos, e também no Amor que Ele derrama sobre o mundo todo o tempo, tratando de salvar-nos. A Cruz é o ponto máximo da Misericórdia de Deus Pai para Nós, através da qual entregou a Vida de Seu Filho Amado, por nossa salvação. E também é um ato de infinita Misericórdia o Pentecostes, através do qual Deus nos enviou Seu Santo Espírito para que nos guie e inspire, como membros de Sua Santa Igreja.

Mas, sem a Justiça Divina, a Misericórdia estaria incompleta. Deus deve diferenciar aos justos, aqueles que lhe são fiéis, daqueles que fazendo uso de seu livre arbítrio, optaram pelo caminho da escuridão. Exercer a Justiça Divina é motivo de tremenda dor para Deus, porque Ele prefere que os homens se salvem  todos, e não ter que exercer a Sua Justiça. Mas, não é Ele que nos condena, mas somos nós que nos afastamos d'Ele e de Sua promessa do Reino, o rechaçamos. Se entregamos nossa vontade a Deus, fazendo o que Ele deseja e não o que nós desejamos, nos unimos a Ele e Seu Amor. 

Em troca, se tomamos o caminho da soberba, e acreditando-nos um deus rechaçamos o que Deus espera de nós, fazendo nossa própria vontade, nos afastamos do Amor e nos sujeitamos à Justiça do Criador. A Justiça Divina, deste modo, é necessária para poder diferenciar o distinto uso que as almas fazem do livre arbítrio que Deus dá como Dom supremo.

O Céu e o inferno
Postas assim as coisas, temos nosso livre arbítrio, reflexo de poder exercer nossa própria vontade, e também temos a Misericórdia e a Justiça de Deus, em um balanço perfeito. Deus fez então um lugar de infinito e eterno prêmio para aqueles que, fazendo uso de sua vontade, são fiéis e amam a Deus, amando os semelhantes como a si mesmos. Quem completa o círculo do amor e a entrega da própria vontade aos desejos de Deus, chega depois desta vida passageira ao Reino Eterno, a gozar das delícias de Deus junto aos santos e os anjos, e claro junto à Virgem Santíssima.(continua)


Autor Oscar Schmidt - www.reinadelcielo.org
http://www.benditasalmas.org/interna_contenido.php?id=16



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"A fé tem um caráter só pessoal e individual? Interessa só à minha pessoa? Vivo minha fé por minha conta?".


ACIPRENSA.com


A fé nasce na Igreja Católica, disse o Papa Bento XVI

VATICANO, 31 Out. 12 / 10:18 am (ACI/EWTN Notícias).- Continuando com suas catequeses pelo Ano da Fé na Praça de São Pedro no Vaticano, o Papa Bento XVI ressaltou que a fé nasce na  Igreja Católica, "conduz a ela e vive nela".

Diante de milhares de fiéis reunidos para a audiência geral de hoje, o Papa prosseguiu suas reflexões a partir de algumas perguntas: "a fé tem um caráter só pessoal e individual? Interessa só à minha pessoa? Vivo minha fé por minha conta?".

Sendo  "o ato de fé um ato eminentemente pessoal, que tem lugar no mais profundo de meu ser e que marca uma mudança de direção, uma conversão pessoal: é minha vida que recebe uma mudança de rota", o Papa disse que "a fé nasce na Igreja, conduz à ela e vive nela. Isto é importante recordar".

"Na liturgia do Batismo, no momento das promessas, o celebrante pede para manifestar a fé católica e formula três perguntas: Credes em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra?; Credes em Jesus Cristo? e, por último, Credes no Espírito Santo? Antigamente, estas perguntas se dirigiam pessoalmente ao que ia  receber o Batismo, antes de submergir três vezes na água. E ainda hoje, a resposta é no singular: ‘Creio’".

Porém isto, precisou o Santo Padre, "não é o resultado de minha reflexão solitária, não é produto de meu pensamento, mas é o resultado de uma relação, de um diálogo em que há um ouvir, um receber e uma resposta, é a ação de comunicar com Jesus o que me faz sair de meu ‘eu’, encerrado em mim mesmo, para abrir-me ao amor de Deus Pai".

"É como um renascer, em que me encontro unido não só a Jesus, mas também a todos aqueles que tem caminhado e caminham pelo mesmo caminho, e este novo nascimento, que começa com o Batismo, continua ao longo de toda a vida".

O Papa explicou que o crente não pode construir sua "fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque Deus me doa a fé através de uma comunidade crente, que é a Igreja e me insere em uma multidão de crentes, em uma comunhão, que não é só sociológica, mas que tem suas raízes no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário".

"Nossa fé é verdadeiramente pessoal, só é comunitária: pode ser minha fé, só se vive e se move no ‘nós’ da Igreja, só é nossa fé, a fé da única Igreja", precisou.

"Nos domingos, na Santa Missa, rezando o Credo, nos expressamos na primeira pessoa, mas confessamos comunitariamente a única fé da Igreja. Esse ‘creio"’ pronunciado de forma individual, nos une a um imenso coro no tempo e no espaço, em que cada um contribui, por dizer assm, a uma polifonia harmoniosa na fé".

O Catecismo da Igreja Católica, prosseguiu o Papa, "o resume claramente assim: ‘Crer’ é um ato eclesial. A fé da Igreja precede, engendra, conduz e alimenta nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes. ‘Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja por Mãe’".

Após recordar os inícios da Igreja com os Apóstolos que anunciaram o Reino de Deus superando o medo, o Papa sublinhou que "a Igreja, portanto, desde o princípio, é o lugar da fé, o lugar da transmissão da fé, o lugar em que, mediante o Batismo, estamos imersos no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, que nos liberta da escravidão do pecado, nos dá a liberdade de filhos e nos leva à comunhão com o Deus Trinitário".

Bento XVI se referiu depois à Tradição, que é "uma corrente sem interrupção da vida da Igreja, do anúncio da Palavra de Deus, do celebrar dos Sacramentos, que chega até nós".

A Tradição, disse, "nos dá a segurança de que o que cremos é a mensagem original de Cristo, pregada pelos Apóstolos. O núcleo primordial do anúncio é o acontecimento da Morte e Ressurreição do Senhor, de onde mana todo o patrimônio da fé".

Recordando algumas pasagens do Concílio Vaticano II, o Papa explicou que "se as Sagradas Escrituras contém a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja a conserva e a transmite fielmente, para que os homens de todas as épocas tenham acesso aos seus vastos recursos e possam enriquecer-se com seus tesouros de graça".

O Santo Padre destacou depois que é "na comunidade eclesial que a fé pessoal cresce e amadurece". "Isto vale também para nós: um cristão que se deixa guiar e pouco a pouco configurar pela fé da Igreja, apesar de suas debilidades, suas limitações e suas dificuldades, se converte em uma janela aberta à luz do Deus vivo, que recebe esta luz e a transmite ao mundo", acrescentou.

"A tendência, hoje generalizada, de relegar a fé ao âmbito privado contradiz sua própria natureza. Temos necessidade da Igreja para confirmar nossa fé e experimentar juntos os dons de Deus: sua Palavra, os Sacramentos, a sustentação da graça e o testemunho do amor. Assim nosso ‘eu’ no 'nós' da Igreja poderá perceber-se, ao mesmo tempo, destinatário e protagonista de um acontecimento que o sobrepassa: a experiência da comunhão com Deus, que estabelece a comunhão entre os homens".

Para concluir o Papa Bento XVI disse que "num mundo onde o individualismo parece regular as relações entre as pessoas, fazendo-as cada vez mais frágeis, a fé nos chama a ser Igreja, portadores do amor e da comunhão de Deus para toda a humanidade".

Fonte: http://www.aciprensa.com/noticias/la-fe-nace-en-la-iglesia-
catolica-dice-el-papa-benedicto-xvi-68756/#.UJKvcLHBHcg