Eis que venho, Senhor!

Eis que venho, Senhor!
Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Muita gente, que não se atreveria a falar de Matemáticas, Ciências ou Filosofia, porque é consciente de sua ignorância nesse tema, em Religião fala com todo atrevimento e ignorância.


Opinião / ReligionenLibertad.com


Pedro Trevijano, sacerdote 

A ignorância religiosa

Em muitas ocasiões a perda da fé, se deve à ignorância. E no entanto a fé e as ciências não só  não são incompatíveis, mas  ambas se fundamentam no mesmo Deus Criador, e são as duas asas com as quais o espírito humano trata de se elevar  para conhecer a verdade.

Pedro Trevijano - 22 novembro 2012-religionenlibertad.com

Jean Jaurès, pronome do socialista francês, fundador do jornal L´Humanité, assassinado por suas ideias pacifistas dois dias antes de estourar a Primeira Guerra Mundial escrevia ao seu filho, que lhe pedia para se ver  livre da aula de Religião, o seguinte: “Como seria completa tua instrução sem um conhecimento suficiente das questões religiosas sobre as quais todo o mundo discute? Querias tu, por ignorância voluntária, não poder dizer uma palavra sobre estes assuntos sem expor-te a soltar um disparate?”.

Penso que o político francês acerta o alvo. Para começar muita gente, que não se atreveria a falar de Matemáticas, Ciências ou Filosofia, porque é consciente de sua ignorância nesse tema, em Religión fala com todo atrevimento e ignorância. Inclusive alguém pode saber muito de uma coisa e ser um ignorante integral em outros temas. Contaram-me que Ortega e Gasset quando se inteiraram que Ramon e Cajal pensavam em escrever um livro de Filosofia, tentaram dissuadi-lo e que quando o escreveu, comentou: “Não existe direito   porque um homem   descobriu alguns neurônios, se acredita com direito de filosofar como um selvagem”. Em Religião ainda em maior escala todo o mundo se crê com direito de opinar. Recordo uma discussão que tive um dia com uma professora, que me soltou como grande argumento contra o que lhe dizia, que uma monja lhe havia ensinado o que ela dizia… quando tinha dez anos.

Creio que em muitas ocasiões a perda da fé, se deve à ignorância. E no entanto a fé e a  ciência não só não são incompatíveis, mas   ambas se fundamentam no mesmo Deus Criador, e são as duas asas com as quais o espírito humano trata de se elevar  para conhecer a verdade. Em muitos casos a formação religiosa termina os dezesseis, dezessete anos, com a Confirmação (Crisma). Mas enquanto a formação humana e científica desses garotos prossegue durante vários anos mais de estudos, com frequência na Universidade, a formação religiosa fica estancada na adolescência, com o qual não é difícil que os garotos sintam uma clara diferença entre sua formação humana e religiosa.

Em poucas palavras, em muitos casos o vestido religioso lhes fica pequeno, não é o adequado para ajudá-los a resolver seus problemas, por  que acabam abandonando-o como um trapo inútil. Só  pequenos grupos seguem aprofundando em sua fé em comunidades paroquiais ou de movimentos eclesiásticos.

É portanto essencial a continuação da formação religiosa, especialmente ensinando-os a superar os respeitos humanos. Temos uma muito melhor mercadoria, porque cremos que a vida humana tem sentido, e que este não é outro senão amar, que nosso desejo de ser eterna e plenamente felizes é totalmente alcançável no céu, mas que já nesta vida o Reino de Deus se  iniciou em nós, e portanto somos muito mais felizes que os não crentes, como ficou plenamente demonstrado na Jornada Mundial da Juventude e que muitas das coisas que dizem os jovens ateus, levam muitos anos se dizendo, até o ponto que quando li o livro de Celso do século II “Contra os cristãos” me dei conta que praticamente todos os argumentos da luta anti-cristã, salvo por razões óbvias das Cruzadas e da Inquisição, estão nesse livro, sinal que os anti-cristãos não se distinguem nem por sua imaginação, nem por sua criatividade. Imagino a cara de idiota que ficou um jovem francês que, no fim do século XIX, tentou convencer em uma viajem de trem a um senhor mais velho que a ciência demonstrava a não existência de Deus.

O outro o atendeu educadamente, mas quando se despediram lhe deixou seu cartão: Luis Pasteur. Digo-o porque também a mim  passei a enfrentar   esse mesmo raciocínio, porque os argumentos anti-católicos se repetem de geração em geração.

Hoje, afortunadamente, há muitos meios para sair da ignorância religiosa. Grupos bíblicos, escolas de Teologia para seculares, formação para a catequese, e outros muitos meios estão à disposição de quem quer usá-los, como os livros. Mas nunca   me esqueci do que nos disse um professor de Teologia: me pedis bibliografia, pois bem os evangelhos são os primeiros livros que deveis conhecer e depois o resto do Novo Testamento. Catecismos simples como o 'YouCat' ou livros de divulgação, como os livros de entrevistas de Peter Seewald ao cardeal Ratzinger e outros muitos são altamente recomendáveis. Mas indubitavelmente o melhor para sair da ignorância é querer fazê-lo.



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segunda-feira, 11 de março de 2013

O Cardeal Gianfranco Ravasi durante uma liturgia em São Pedro, com o Papa Bento XVI. «Nenhum homem falou assim como este."


20/02/2013


O Cardeal Gianfranco Ravasi durante uma liturgia em São Pedro, com o Papa Bento XVI.

«Nenhum homem falou assim como este." É desarmante a resposta do guarda, enviado pelos sumos sacerdotes e pelos fariseus para prenderem Jesus. Os homens voltaram com as mãos vazias, enfrentaram a pergunta: «Por que não o trouxe aqui?»,  fascinados, não puderam responder.

Parte deste episódio o segundo de nove volumes escritos pelo Cardeal  Gianfranco Ravasi e que a "Família Cristã" anexa à revista por todo o caminho quaresmal e pascal.

A resposta do guarda – que é também o subtítulo do volume 'Segui-o no caminho' – é relatado no Evangelho de João. Mas o evangelista não é o único a sublinhar a capacidade narrativa de Jesus, ela vai direto ao coração do interlocutor  com a sua palavra que «consola  e que inquieta-nos».

Jesus fala «abertamente ao Pai» e às multidões «na forma de parábolas».  Apesar disso, Deus já sabe que muitos rejeitarão a mensagem, eles «rejeiçaõ», como disse o cardeal  Ravasi, «já está incluído no plano divino e não é, portanto, uma derrota infligida à vontade salvífica de Deus». Há, no entanto, apenas as palavras para proclamar o Reino de Deus e da salvação.

Jesus fala em parábola, mas fala também com o milagre, muitas vezes feitos à margem, impondo o silêncio. Jesus não é um astro que se cerca de popularidade, «mas o Filho de Deus que mostra a salvação em ação».


Todo o volume do cardeal nos ensina a entrar  nesta relação com Jesus, para compreender os sinais, para sustentar a relação, para debater sua própria fé, para buscar a parresia. Jesus não tem só palavras doces e compreensivas.  
O Evangelho é exigente, a « agitação do chicote contra os mercadores do templo» torna-se um chicote contra a hipocrisia, contra o culto independente de vida, a liturgia sem justiça, a idolatria da riqueza, o ódio. Uma comunicação «subversiva», de Jesus que é severa com o poder e com quem ostenta uma religiosidade vazia. Uma comunicação que pede coerência e respinga a hipocrisia.

E depois o evento central, a Páscoa, o anúncio cristão por excelência sem igual, recorda o cardeal com a palavra de Paulo «nossa fé seria em vão».  O encontro com o Ressuscitado, a aparição, a experiência de fé, o encontro de Emaús que se repete, continuamente, para o crente. «Evento exemplar  e permanente», que recorda o cardeal. No qual se recapitula  as duas etapas fundamentais do processo de fé: a escuta da Palavra e a Eucaristia. Também a nós, como aos discípulos, «na escuta da palavra sagrada "o coração arde no peito"» e, «ao partir do pão "os olhos se abriram e o reconheceram”».

http://www.famigliacristiana.it/chiesa/news_1/articolo/ravasi-seguire-il-maestro.aspx

foto-ravasi

quarta-feira, 6 de março de 2013

Por que eu perdi a fé no movimento pró-escolha.


lifesitenews.com

Por que eu perdi a fé no movimento pró-escolha
 

 POR JENNIFER FULWILER
Quinta-feira 01 de novembro de 2012 13:58 ESTComentários ( 63)Tags: Aborto

01 de novembro de 2012 ( NCRegister.com ) - Eu estava sentada sobre uma poltrona no meu quarto quando eu recebi o telefonema. Foi uma amiga minha, vamos chamá-la de "Sara", e ela estava chorando tão forte que levei um tempo para saber quem era.

Finalmente, ela se recompôs o suficiente para falar. Com uma voz que soava tão cansada como se tivesse envelhecido cem anos desde a última vez que conversamos, ela disse: "Eu estou grávida."

Meu coração ficou apertado. Eu era completamente pró-escolha e não achava que a ideia  do aborto fosse preocupante, mas eu sabia que ela não se sentia confortável com isso. Ela sempre disse que  respeitava os direitos de outras mulheres para escolher, mas que ela nunca poderia fazer isso. No entanto, eu também sabia que ela não estava totalmente empolgada com esse cara que estava namorando, um jovem chamado Rob. Ele era bonito e carismático, mas  tinha um problema sério de bebida, e não a tratava com o respeito que ela merecia.

Eu escutava enquanto ela explicava através de lágrimas que isso poderia arruinar a sua vida, ter um filho, especialmente com Rob. Ela tinha recentemente decidido que  iria acabar  o namoro logo, e sequer olhou para trás para fazer isso. O pensamento de ter uma conexão, inextricável ao longo da vida com ele a deixou fisicamente doente. E também havia o fato de que a criança poderia atrapalhar sua carreira universitária, e que ela não queria nem ser mãe, para não mencionar o fato de que  tinha certeza de que seus pais iriam deserdá-la se ela chegasse da escola grávida . "Eu sabia que este seria o meu pior pesadelo. É por isso que eu  sou sempre tão cuidadosa com a contracepção ", ela disse. Mas, apesar de seus melhores esforços, algo tinha dado errado. O método de contracepção falhou.

Tentei desviar a conversa em uma direção construtiva, empregando a palavra que foi dita supostamente para capacitar as mulheres da nossa geração. "Vamos falar sobre as suas escolhas", sugeri.

"Escolhas", ela soltou uma risada dura, amarga  e  cuspiu a palavra para mim. "Eu não tenho nenhuma."

Sara foi a uma clínica de aborto e teve a gravidez "interrompida." Nós nunca nos falamos de novo. Ela se tornou distante de mim e  de muitos de seus outros amigos, nos meses que se seguiram, e acabou perdendo contato.

Eu ainda penso   de vez em quando Sara, especialmente quando me deparo com peças como esta em Patheos quando está fazendo as rondas, em que Libby Anne escreve sobre como ela perdeu a fé no movimento pró-vida. Sua história se tornou estranhamente familiar,  me lembra muito da minha própria. Embora a minha conversão tenha sido na direção oposta; a minha, como a dela, articulada sobre   questões de contracepção e pessoa,  é sobre a questão do que realmente liberta  as mulheres. Eu estive pensando sobre tudo isso desde que li o post dela, e pensei que   iria partilhar a minha própria história.

Quem tem medo de informação?

Minha primeira delação de que algo estava errado no movimento pró-escolha foi quando eu percebi que havia um grande medo de informação. Um ano ou dois depois de situação de Sara, uma outra amiga se encontrou numa gravidez de crise (também devido à contracepção falha), e estava lutando com a questão do aborto. Ela me pediu para descobrir até onde o bebê teria se desenvolvido neste momento, então eu fiz alguma pesquisa online.

Eu encontrei algumas imagens e descrições de desenvolvimento fetal, e fiquei surpresa com o quanto eu não sabia. Por todo o tempo que eu gastei falando sobre o direito ao aborto, eu nunca me preocupei em aprender os detalhes sobre o que, exatamente, acontece dentro do útero de uma mulher quando ela está grávida, e ninguém tinha me encorajado a fazê-lo. Eu nunca tinha ouvido falar que os fetos têm os braços e pernas e paladar às oito semanas de gestação, ou que começam a praticar a respiração em 11 semanas. Parei e pensei sobre isso por um longo tempo. Ela não me fez questionar minha posição pró-escolha, mas pela primeira vez eu podia entender como alguém pode ficar desconfortável com o aborto.

A maior coisa que eu notei, no entanto, era que pró-vida locais tinham esta informação em abundância. Os pró-vidas incentivam as mulheres a educar-se sobre os detalhes da gravidez, sugerem  ver o ultra-som para saber o que estava acontecendo dentro de seus corpos, e oferecem recursos para educar as mulheres sobre todos os aspectos do sistema reprodutivo feminino.

No lado pró-escolha, é uma história totalmente diferente.

Eu tinha começado a minha pesquisa em sites de provedores de aborto e várias organizações feministas, porque eu    queria equipar as mulheres para que possam fazer escolhas informadas, fornecendo-lhes informações completas. Para a minha preocupação e surpresa, eu não poderia encontrar um pingo de informações sobre o desenvolvimento fetal em todos os sites ligados ao movimento pró-escolha. Quando li sua literatura sobre os detalhes dos procedimentos de aborto, eles estavam cheios de eufemismos insultuosos. Mesmo quando descreve abortos no segundo trimestre, eles usam termos vagos assustadoramente falando sobre "o esvaziamento do útero" de seus "conteúdos." Eu senti como se tivesse sido transportada de volta para a Inglaterra vitoriana, onde para as mulheres não deveriam ser contados os fatos, até mesmo sobre seus próprios corpos, pois elas poderiam ficar atrapalhadas.

Pessoalidade: O outro elefante na sala

Em nenhum lugar vi o medo de informações mais evidente do que na questão da personalidade. Nós sempre obtivemos uma boa risada em anti-escolha e seu amor de zigotos, e me sentiria triunfante quando recordava o elefante na sala que elas não devem realmente valorizar essas vidas tão plenamente humana, uma vez que não detinham total funerais para, digamos, abortos precoces. Mas, como as minhas perguntas sobre o pró-escolha cosmovisão inflamou, eu comecei a perceber que estávamos viajando por todos nossos próprios elefantes.

Podemos ter rido com a idéia de um conceito de três dias de idade, sendo completamente humano, mas comecei a notar uma surpreendente falta de interesse em pregar para baixo a questão de quando a vida não nascida se tornou humana. Pessoas dentro do movimento pró-escolha   zombam da idéia de que um feto de sete semanas de idade  seja uma pessoa, e seria assentir em acordo inquestionável que um bebê é totalmente humano um dia antes de sua data de nascimento. Então, isso deve significar que há algum ponto em que estamos mais falando de um sub-humano "feto" e agora estamos falando de um bebê totalmente humano. No entanto, eu não consegui uma resposta única sobre quando isso pode acontecer, nem de indivíduos, nem de declarações oficiais da organização. Não havia absolutamente nada na questão de quando devemos começar a proteger a vida humana nascente.

Eu nunca esqueci a primeira vez que li os documentos para o caso do Supremo Tribunal de Stenberg v Carhart, pessoas inteligentes e educadas-alguns deles líderes de nosso país, friamente debatendo a forma mais eficaz para matar os bebês que estavam próximos ou para além da idade de viabilidade. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, escreveu uma breve nota em que advogou para D & X, um procedimento em que os bebês são entregues e depois mortos fora do útero. Seu raciocínio?

D & X apresentaram uma série de vantagens potenciais de segurança sobre os procedimentos de aborto utilizadas durante o mesmo período gestacional. Comparado com D & E desmembramento envolvendo , D & X envolve menos risco de perfuração uterina ou laceração cervical porque requer que o médico faça menos passagens para dentro do útero com instrumentos afiados e reduz a presença de afiados fragmentos de osso fetal que pode ferir o útero e cervix. Há também evidências consideráveis ​​de que a D & X reduz o risco de retenção do tecido fetal , uma complicação de aborto grave que pode provocar a morte materna, e que D & X reduz a incidência de cabeça fetal a 'flutuante livre " que pode ser difícil para um médico para agarrar e remover e pode assim causar danos maternos. [Grifo meu]

O ACOG recentemente fez declarações condenando o parto domiciliar, em parte porque eles estavam preocupados com a saúde dos bebês. E, no entanto, ali estavam eles, friamente dizendo que é melhor matar os bebês fora do útero, porque suas cabeças decapitadas podem ferir suas mães. 
Fiquei sem palavras a ponto de desligar o que eu estava vendo, e não apenas entre os extremistas marginais, mas pela mídia pró-escolha pessoal. Eu tinha visitado recentemente um bebê de um amigo na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital local, e lembrei-me de que o bebê na incubadora ao lado de nós nasceu uma semana antes de 24 semanas de gestação, e por isso   agora tinha 25 semanas de idade. Este bebê tinha a mesma idade dos bebês cujos métodos de extermínio foi debatido em Stenberg v Carhart. Se ele fosse assassinado em sua incubadora seria uma tragédia de manchete. Mas se a mesma coisa acontecesse com ele, na mesma idade exata em que ele foi assassinado como parte de um parto induzido, seria um procedimento de ACOG-aprovado pela medicina.

Eu vi um nível quase patológico de evasão, em mim, assim como na maior comunidade pró-escolha, sobre esta questão mais crítica quando um feto se torna uma pessoa, e quando o aborto torna-se o infanticídio. Quando pressionada sobre este tema teria sempre que evitar o problema, geralmente por responder com a resposta totalmente irrelevante que esses procedimentos são raros em comparação a abortos de primeiro trimestre. Mesmo que muitos de nós pessoalmente fiquemos horrorizado com a ideia de tais ocorrências, alguma pressão grande nos impediu de tomar uma visão clara nesta questão de vida ou morte, e chamar um horror horror quando vimos isso.

O que realmente tira a liberdade reprodutiva das mulheres?

O que eu estava encontrando era em um nível de inconsistência interna e desonestidade intelectual que beirava a insanidade. Eu notei isso em mim, também: Não importa quantas bandeiras vermelhas apareceram na minha frente, não importa a quantidade de dados apontados na direção da humanidade de vida por nascer, eu não poderia voltar-me a pensar em mim como qualquer outra coisa do que pró-escolha. Mesmo que eu estivesse cada vez mais desconfortável com todo o conceito, algo dentro de mim gritava que para não apoiar o aborto estaria o de apoiar as mulheres sendo escravas de sua biologia.

Esta pressão construída é construída ao longo de meses, e eventualmente anos. E então, um dia ele clicou.

Eu estava olhando através de um artigo da revista Time, cuja infograph citava dados do Instituto Guttmacher sobre os motivos mais comuns porque as mulheres fazem o aborto. Então imediatamente me ocorreu que nenhum dos fatores da lista eram as condições para dizer às mulheres a considerar antes de se envolverem em atividade sexual. Não têm dinheiro para criar uma criança? Não pense que seu namorado seria um bom pai? Não se sente pronta para ser mãe? As mulheres nunca foram incentivadas a considerar esses fatores antes de terem relações sexuais, apenas antes de terem um bebê.

A verdade fundamental do movimento pró-escolha, a partir do qual todo o seu fluxo de princípios, é que o sexo não tem que ter   alteração por causa das conseqüências. De repente eu vi que era a luta para defender esta "verdade" que levou a todos os negócios obscuros, todo o medo de informações, toda  a  ginástica mental que eu tinha observado. Por exemplo:

-> Se é verdade que o sexo não tem que ter   alteração das conseqüências, então a vida dentro do útero não pode ser humana. Caso contrário, quando a sua contracepção falhar ou o contrário acabar com uma gravidez não planejada, você tornou-se apenas um dos pais, e que a verdade foi provada falsa.

-> Se é verdade que o sexo não tem que ter vida-alterando-se as consequências, então as pessoas devem ser capazes de se envolver em atividade sexual como entenderem, sem dar um segundo pensamento para a paternidade. E se é verdade que é moralmente aceitável para as pessoas a se envolver em atividade sexual sem dar um segundo pensamento a paternidade, então o aborto deve ser aprovado. Contracepção tem péssimas taxas de eficácia real de uso , especialmente quando tomadas a longo prazo . Combine isso com o fato de que a mentalidade contraceptiva diz às mulheres para ir em frente e se envolver no ato que cria bebês, mesmo que se sintam certas de que não estão em posição de ter um bebê , e você vê como as mulheres se sentem presas, e pensar que a sua única saída é através das portas de sua fábrica de aborto locais .

Ao longo dos anos eu ouvi muitos pró-vida dizendo coisas ao longo das linhas de, "Se você se envolver no ato que cria bebês, você pode criar um bebê, se você está absolutamente certa de que você não está pronta para ter um bebê, evite o ato que cria bebês. "O movimento pró-escolha emitindo tais declarações, muitas vezes com desdém, como sendo demasiado simplista e até opressivo. No entanto, não é verdade? Agora que eu tinha tomado um olhar sob a capa da visão de mundo pró-escolha, cheguei a ver isso como mais um exemplo de pró-vida, respeitando as mulheres o suficiente para lhes dizer verdades duras que não queiram ouvir, mas precisam ouvir . E, longe de soprar para as mulheres   com respostas prontas, como eu sempre imaginei pró-vida, quando eu tomei um  olhar para o movimento eu achei que fosse bastante realista sobre as complexidades da vida e, surpreendentemente o entendimento de que as coisas nem sempre funcionam da maneira que é suposto. Eu estava interessada em saber que existem mais centros de assistência  à gravidez  nos EUA do que há instalações de aborto, e que a Igreja Católica, que é a maior organização pró-vida no mundo, também é a maior organização de caridade do mundo .

Depois de tudo isto, em conjunto, pensei em todos os meus amigos que acabaram sentados nas salas de espera das instalações de aborto, e lamentou-os de novo. Em cada caso, havia uma pergunta não formulada, mas palpável, como isso poderia ter acontecido? Estas mulheres jovens jogando pelas regras. Elas tentaram fazer a coisa certa. Nenhuma delas dormiram ao redor, nem viveram vidas descuidadas. Elas tinham obedientemente usado contraceptivos, assim como   deveriam. Elas foram informadas de que este era o caminho para uma vida de liberdade, e ficaram confusas e traumatizadas quando se encontraram sem escolhas reais, apoiadas em um canto por suas circunstâncias.

Eu acredito que a maioria das pessoas que são pró-escolha mantém esse ponto de vista, porque elas querem ajudar as mulheres. Eu era pró-escolha por preocupação amorosa para as minhas irmãs de todo o mundo, e, na superfície, parece que esse ponto de vista foi o mais compassivo. Mas quando eu dei uma olhada dura por trás das portas fechadas do movimento pró-escolha, e exigi  informações completas, e reconheci a dignidade das mulheres de todas as idades (mesmo aquelas que ainda não nasceram), e fiz  perguntas difíceis sobre o que  é realmente a liberdade das mulheres nos   meios de  reprodução , ou seja, quando me tornei pró-vida.

Este artigo apareceu pela primeira vez no National Catholic Register e é reproduzido com permissão.


http://www.lifesitenews.com/news/why-i-lost-faith-in-the-pro-choice-movement

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Retiro no Vaticano: Cardeal Gianfranco Ravasi encoraja o "silêncio interior" diante dos "ruídos" após a renúncia do Papa.


Retiro no Vaticano: Cardeal Gianfranco Ravasi encoraja o "silêncio interior" diante dos "ruídos" após a renúncia do Papa

Vaticano, Fevereiro 18, 2013 / 10:35AM (EWTN Notícias/Europa Press)
 

Cardeal Gianfranco Ravasi

O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, o Cardeal italiano Gianfranco Ravasi, ressaltou a importância do "silêncio interior", encorajando a se libertarem dos ruídos que "se multiplicam sobretudo nestes dias", durante a primeira pregação dos exercícios espirituais que acontecem esta semana com o Papa Bento XVI junto aos seus colaboradores da Cúria Romana.

O Cardeal Ravasi é este ano o pregador dos exercícios da Quaresma, que se celebram na capela do Palácio Apostólico, dedicada à Virgem com a exposição eucarística e as segundas vésperas do primeiro domingo da Quaresma, e aprofundaram sobre o tema "O rosto de Deus e o rosto o homem na oração".

"Os exercícios, estes momentos, são como libertar a alma do pó das coisas materiais, também da lama do pecado, da areia do banal, das urtigas das fofocas, que sobretudo nestes dias, ocupam ininterruptamente nossos ouvidos", advertiu.

Além disso, o Cardeal Ravasi   indicou que "rezar é respirar, porque a oração é como o ar para a vida" e disse que rezar "é pensar, é conhecer a Deus, como fazia Maria que custodiava os eventos em seu coração".

Igualmente, assinalou que é também "lutar com Deus, sobretudo quando se está na aridez, na escuridão da vida, quando se eleva ao céu o clamor desesperado, que pode parecer blasfemo". Por último, assinalou que "rezar é amar, poder abraçar a Deus e a oração é algo assim como o olhar silencioso entre dois enamorados".

Nesta linha, o Cardeal Ravasi, citando  Pascal,   remarcou que " na fé, como no amor, os silêncios são mais eloquentes que as palavras". "Dois enamorados, quando acabam todo o repertório de lugares comuns de seu amor, se estão verdadeiramente enamorados, se olham nos olhos e calam", explicou.



Leia mais: http://www.ewtnnoticias.com/noticias-catolicas/noticia.php?id=27869#ixzz2Lk82Ded4

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Cardeal Gianfranco Ravasi, nos exercícios da Cúria, disse que Deus dá solidez na sociedade líquida.


ReligionenLibertad.com


Cardeal Gianfranco Ravasi, nos exercícios da Cúria, disse que Deus dá solidez na sociedade líquida

Zenit - 20 fevereiro 2013 - religionenlibertad.com

O Papa está nos exercícios espirituais, pelo qual nesta quarta-feira não houve a audiência na sala Paulo VI.

Bento XVI segue até sábado os exercícios espirituais que se realizam no Vaticano por causa da Quaresma.

Por sua parte, a cidade de Roma está preparando sua acolhida para milhares de peregrinos que se aproximarão para seguir o conclave e para ver depois a fumaça branca pelo novo papa.

O delegado do prefeito de Roma, Antonio Gazzellone, confirmou após se encontrar  com as associações de hotéis e pousadas e cafés da manhã, que os preços dos alojamentos não sofrerão aumentos. De outras fontes se conhece em troca que na zona do Vaticano, especialmente os edifícios que têm terraços e balcões aptos para câmeras e transmissões,  estão alugando a preço de ouro.

Três meditações diárias ao Papa e à Cúria
O retiro espiritual inclui três meditações diárias, pregadas pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício de Cultura, além dos momentos de silêncio, oração, adoração e da celebração da eucaristia.

Na noite de terça-feira teve lugar a quarta meditação, sempre na  capela 'Redemptoris Mater', onde o cardeal Ravasi recordou a dupla dimensão da liturgia: "Se vemos bem, nossa liturgia é um ininterrupto olhar para o alto, para a transcendência, a Deus e a Cristo” e também “um olhar dirigido aos irmãos”.

E da importância das duas dimensões, contrariamente se corre o risco ou de um “sacralismo” que seja princípio e fim em si mesmo, ou de fazer uma simples reunião de assembléia.

Reivindicou portanto a necessidade de participar das Missas  com condições não só  rituais, mas com o coração. Portanto é preciso levar uma vida justa e uma série de empenhos concretos, que não sejam só  oferendas e sacrifícios, como indica o profeta Isaías que Deus detesta oferendas e sacrifícios formais.

As Missas não podem ser só  um rito exterior. Por isso o amor aos irmãos e a confissão de nossas próprias culpas são momentos fundamentais para fazer o caminho de comunhão com o Senhor, disse.

E sublinhou: "Para estar em comunhão com Deus --um só  Pão, um só  Cálice- é  preciso ser um só  Corpo, que exista comunhão entre todos nós".

Sobre a dimensão vertical, o cardeal Ravasi indicou a grandeza de Deus que por assim dizer se comprime para encontrar-se conosco  e da carne de Cristo como novo templo.

Deus dá solidez na sociedade líquida
E que numa sociedade como a nossa, muitas vezes definida como "líquida", ou seja, onde a moral parece não conhecer normas objetivas, mas só  decisões espontâneas e instintivas, é importante recordar que a experiência do encontro com Deus cria e dá solidez.

O cardeal Ravasi evocou também os Salmos quando o peregrino eleva seus olhos no templo para os ninhos dos pássaros e exclama: Senhor, meu Deus e meu Rei... até os pássaros encontram lugar para seus ninhos junto ao teu altar... para sempre cantarei teus louvores.

É, assim, a palavra de Deus a que nos indica a ordem dos valores: "A Palavra como primeira grande epifania que é cantada no Saltério e que eu, rezando, descubro. Ouço não só  minhas palavras que ressoam, mas também a Palavra de Deus que ressoa em mim".

Até sábado 23 de fevereiro, a Rádio Vaticano põe à disposição dos  ouvintes, as meditações diárias em italiano do cardeal Ravasi na web:
http://it.radiovaticana.va/indicecat.asp?Redasel=2&CategSel=227

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O juízo místico da doutora Glória Polo. Visitou o inferno em uma experiência quase mortal: pela oração de um desconhecido voltou a viver.


ReligionenLibertad.com


O juízo místico da doutora Glória Polo. Visitou o inferno em uma experiência quase mortal: pela oração de um desconhecido voltou a viver.
Golpeada por um raio, jazia numa cama e enfrentou  um terrível repassar dos mandamentos que ela vivia com tibieza. Foi "devolvida", disse, com a missão de dar testemunho.
Fernando de Navascues / ReL-  1 fevereiro 2013- religionenlibertad.com  

Glória Polo, apesar de suas origens humildes, chegou a subir à uma magnífica posição social na sociedade colombiana. 
Tinha tudo o que queria: um marido, dois filhos, um bom trabalho–é dentista-, admirada por todos, dinheiro, liderança… até que um dia lhe caiu um raio.
Histórico: “Numa sexta-feira pela tarde estava com meu sobrinho na Universidade Nacional de Bogotá. Chovia muito forte, meu sobrinho e eu íamos debaixo de um guarda-chuva muito pequeno. Como podíamos, saltávamos as poças, até que nos caiu um raio.  Deixou-nos carbonizados; meu sobrinho faleceu ali. Em troca em mim o raio  entrou. Queimou de forma espantosa todo meu corpo, por fora e por dentro. Todo meu corpo foi reconstruído. É pela misericórdia de nosso Senhor. Carbonizou-me, praticamente  desapareceu toda minha carne e minhas costelas; o ventre, as pernas...  o raio  saiu  pelo pé direito, me carbonizou o fígado,  me queimou os rins, os pulmões…”

O túnel de luz, os parentes falecidos

Dizer que aquilo mudou sua vida seria óbvio, pois realmente o foi, não só  no físico mas no psíquico e no espiritual. 
Enquanto caiu o raio, teve uma dessas experiências estranhas daquelas que de vez em quando se fala: viu um túnel de luz e se encontrou com seus familiares; abraços, saudações, luz, muita luz, paz, serenidade… até que escutou a voz de seu marido que lhe dizia: “Glória! Por favor, não se vá. Olhe, Glória regresse! As crianças, Glória. Não seja covarde”. 
Naquele lugar encontrou paz, serenidade, gozo; estava bem, inclusive, consigo mesmo. No entanto, voltou.

Voltar a um corpo destroçado

O regresso foi dramático. Os médicos, a ambulância, as dores... Contudo, o pior foi ter  o corpo destroçado, sua vaidade: “Uma mulher com critérios do mundo, a mulher executiva. A intelectual, a estudante e a escrava do corpo, da beleza e da moda: quatro horas diárias de exercícios aeróbicos. Escrava para ter um corpo formoso. Massagens. Dietas...” 
Imediatamente foi levada ao hospital mas em plena operação voltou a “sair do corpo”.

Uma vida para vivê-la no topo

Já voltaremos aí, mas agora damos umas pinceladas sobre sua vida. Como já dissemos, Glória nasceu em uma família humilde da Colômbia. Sua mãe devia ser uma autêntica santa: levou adiante aos seus sete filhos apesar do marido que tinha, bêbado, mulherengo, agressor… Glória conseguiu estudar, se tornou dentista e conseguiu uma invejável posição social.

Nessa altura, onde tudo é vaidade e aparência, Glória dedicava horas e horas praticando esportes, massagens e se vestia na última moda e sem o menor decoro. É paradoxal que seu culto ao corpo, o verdadeiro centro de sua vida, acabasse fulminado por um raio.

Missa para aparência social

Como cristã, deixava muito a desejar. Certamente ia à Missa aos domingos, mas não deixava de ser também uma postura social. As Missas  que ia eram tão curtas como sua fé: aí começava, aí acabava.
Claro, que de seu afastamento de Deus também tinha a culpa algum ou outro padre. Quando era estudante, recorda Glória, escutou da  boca de um sacerdote que o Inferno e os demônios não existiam. Isto lhe impactou e a afastou ainda mais de uma vida cristã. Com toda lógica  pensava porque se preocupar  do que fazemos e como somos, ao final só há Céu.

A caída no Inferno

Voltamos à mesa de operações. Em plena intervenção começou a ter outra experiência similar à anterior. Só  que desta vez eram as portas da dor e do sofrimento   que se abriam. Não eram os momentos de prazer e harmonia que viveu antes.
“Via os demônios que vinham para recolher-me. Nesse instante, comecei a ver como da parede da sala de cirurgia brotavam muitíssimas pessoas. Aparentemente comuns e corriqueiras, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dei conta nesse instante que a todas elas devo algo; que o pecado não foi grátis. Nesse susto tão terrível, eu saí correndo e atravessei a parede da sala de cirurgia. Queria me esconder  entre os corredores do hospital, mas quando saí caí no vazio”.
A visão a conduziu “por uma quantidade de túneis que vão para baixo. À princípio tinham luz e eram luzes como favos de mel. Onde havia muitíssimas pessoas. Mas vou descendo e a luz vai se perdendo e começo  andar em uns túneis de trevas espantosas. Sem comparação. Elas ocasionam dor. Horror. Vergonha. Cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos esses túneis e chego a uma parte plana. Vejo como no chão se abre uma boca grandíssima e sinto um vazio impressionante em meu corpo. O mais espantoso desse buraco era que não se sentia nem um pouco do amor de Deus, nem uma gota de esperança”.

Milhares de pessoas no Inferno

Com toda sua alegre e despreocupada vida perdida em algum lugar, começou a gritar: “Almas do purgatório, por favor, me tiram daqui!” Em meio desses gritos e essa dor descobre   milhares e milhares de pessoas, sobretudo jovens. Era o bater de dentes, alaridos e lamentações. 
Glória não entendia porque estava lá: “Eu, tão santa. Jamais  roubei,  nunca matei, eu   dava esmolas aos pobres, eu dava cestas básicas grátis aos que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa nos domingos, apesar de  me considerar ateia nunca faltei; se em minha vida faltei cinco vezes à missa foi muito. Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui”.
De repente escutou uma voz doce e tudo se inundou de amor e de paz. Inclusive, todas as criaturas saíram apavoradas. Uma voz que lhe pediu: “Muito bem, se tu és católica diga-me os mandamentos da Lei de Deus”.

Não amastes nem a Deus nem aos homens

A partir desse momento começou um repassar de sua vida à luz do Decálogo. Mandamento a mandamento, foi descobrindo que tinha pecado gravemente em cada um deles:
- O primeiro. Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo
- Muito bem! -e lhe perguntam: E tu os amastes?
- Eu sim, eu sim, eu sim!
Mas a voz lhe respondeu:
- Não! Tu não amastes  teu Senhor sobre todas as cosas, e muitíssimo menos o teu próximo como a ti mesma! Tu fizeste um deus que acomodasse  tua vida só  nos momentos de extrema necessidade: te prostravas diante dele quando eras pobre, quando tua família era humilde, quando querias ter uma profissão. Aí sim oravas todos os dias, e te prostravas horas inteiras suplicando a teu Senhor! Orando e pedindo-lhe para que  te tirasse  dessa pobreza e te permitisse ter uma profissão e ser alguém! Quando tinhas necessidade e querias dinheiro. Essa era a relação que tu tinhas com o Senhor!
E era verdade. Glória confessa que Deus era como “caixa automático”. No  mesmo momento em que tinha o que queria se esquecia d'Ele. Jamais foi agradecida, nem com Deus nem com os homens. 
Nem sequer com seus pais. Jamais reconheceu seu esforço, seu amor e sua entrega. E mais, chegava a se envergonhar  de sua mãe, por sua humildade e sua pobreza.  Esposa e mãe megera, para não mencionar o resto das pessoas. Em tudo  um coração de pedra.

O repassar dos mandamentos

Continuou o exame com o resto dos mandamentos. Com o segundo, resultou que desde pequena já jurava em falso para salvar-se de castigos e conseguir o que queria. Com o terceiro sentiu uma imensa dor: “A voz me dizia que eu dedicava quatro a cinco horas para meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração”.
Do quarto mandamento, honrar  Pai e Mãe, o Senhor lhe mostrava como foi desagradecida com eles, “como maldizia e renegava quando não me podiam dar tudo o que minhas amiga tinham, e como fui uma filha que não valorizava o que tinha. Cheguei ao ponto de dizer que essa não era minha mãe, porque me parecia muito pouquinha coisa para mim”.
O ambiente familiar tampouco ajudava muito. Seu pai se gabava diante de sua mãe o mulherengo que era, o muito que fumava e bebia: “Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e comecei a ver como o ressentimento me levava à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa ao ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo o mundo”. Quando Glória começou a ter uma autonomia econômica quis divorciar seus pais: “Separe-se de meu pai, é impossível que você aguente um tipo assim, seja digna, se dê   valor, mãe!”. 
Como a mãe não quis “comecei a defender o aborto, o divórcio e a defender a lei de Talião, olho por olho  dente por dente, nunca fui infiel fisicamente, mas fiz mal à muita gente com meus conselhos”.

Os abortos que ela pagou

Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor lhe mostrou como havia pecado naquilo que mais abomina: o aborto. Glória viu  uma menina de catorze anos abortando, era uma sobrinha sua: “Não sejam bobinhas –dizia às suas sobrinhas-, se suas mães  falam de virgindade e de castidade é porque estão foras da moda. Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil anos, e os padres não  quiseram se modernizar. Elas falam do que diz o Papa, mas esse Papa está fora de moda”. Só  que algumas delas ficaram grávidas. gravidezes que finalizaram em aborto. Abortos que ela pagou.
Com o sexto mandamento, não fornicar, se sentia mais segura: “Não, aqui sei que não me vão descobrir nenhum amante porque eu em toda a vida só tive um homem e é meu esposo”. Mas  mostrou sua forma de vestir e de se exibir  diante dos homens, o que levou muitos a terem maus pensamentos fazendo-os pecar e participando em seu adultério. Mas havia mais: “Eu aconselhava a muitas mulheres que fossem infiéis com seus esposos. Dizia-lhes: não sejam bobas desquitem-se, não os perdoem e divorciem-se”.

Roubar a honra, roubar a presença

No sétimo, o de não roubar, Glória se considerava honesta, mas se vê que o Senhor tinha outra perspectiva do assunto. Não era mais unicamente o dinheiro mal gasto para sua vaidade, quando em seu próprio país havia gente que não tinha o essencial para viver, mas que o Senhor lhe mostrou o roubo que fez da honra a muitas pessoas das quais falava mal, ou pior ainda, o roubo que fez a seus filhos. Ela lhes roubou sua mãe: “Uma mãe na casa, terna; uma mãe que lhes amasse e não a mãe na rua deixando as crianças sozinhas com o pai televisor, a mãe computador ou com os jogos de vídeo”.
E o que dizer dos falsos testemunhos, ela que desde pequena mentiu para conseguir tudo o que necessitava? Aqui se viu como filha da mentira, como filha de Satanás: “Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai?” Em certa ocasião chegou a dizer  à sua mãe, para justificar-se, que se mentisse que lhe caísse um raio…
E quando chegou o mandamento da cobiça “saíram todos meus males. Eu pensava que ia a ser feliz tendo muito dinheiro e se tornou uma obsessão. Quando tive muito foi o pior momento que viveu minha alma. Com tanto dinheiro e sozinha, vazia, amargurada, frustrada queria suicidar-me. Essa cobiça me soltou da mão do Senhor”.

O livro da Vida

Glória explica como depois do tremendo exame dos 10 Mandamentos, Deus lhe mostrou o “Livro da Vida”. Nesse livro tudo fica a descoberto, ações e pensamentos, desde o momento em que inicia a vida da pessoa.
- Que tesouros espirituais trás?, lhe perguntou o Senhor.
- Tenho as mãos vazias –pensou Glória. Ela que tinha tido de tudo neste mundo não trazia absolutamente nada.
- Que fizeste com os talentos que eu te dei?
- …
- É que tua morte espiritual –esclareceu Deus à Glória- começou quando a ti te deixaram de doer teus irmãos. No coração não sentias nada, tudo de pedra, o pecado te  petrificou.

Nesse livro viu, como até o último momento de sua vida, Deus lhe estava buscando para que se convertesse: “Em meu livre arbítrio, escolhi quem era meu pai, e Deus não foi meu pai. Escolhi a Satanás. Quando se fechou esse livro, vi que estava de cabeça para o buraco”.

Uma última recordação salvadora

Nesse momento recordou o conselho de uma paciente sua: “Olhe, doutora, você é muito materialista e um dia vai necessitar de ajuda. Quando você estiver em iminente perigo, qualquer que seja, peça  a Jesus que a cubra com seu sangue. Ele nunca  vai abandoná-la. Porque Ele pagou um preço de sangue por você”. E com essa vergonha tão grande e essa dor, começou a gritar: “Jesus Cristo, Senhor, tem compaixão de mim. Perdoa-me, Senhor, dá-me uma segunda oportunidade!”

Seu grito foi escutado. Jesus a tirou dali e lhe disse: “Vais  voltar. Vais ter tua segunda oportunidade, mas não pela oração de tua família. Porque é normal que eles orem e clamem por ti, mas por toda a intercessão de todas as pessoas alheias à tua carne e ao teu sangue que tem chorado, tem orado e tem elevado seu coração com muitíssimo amor por ti”.

A oração de um camponês desconhecido

Dentre todas, o Senhor a fez ver uma em concreto. Era a de um pobre camponês que quando soube da terrível dolor que devia sofrer pelo raio não deixou de orar e se sacrificar  por ela: “Isso é Amor ao Próximo – explicou o Senhor. Vais voltar, porém tu não vais repetir mil vezes, mas mil vezes mil. E, ai!, daqueles que ouvindo-te não mudem, porque vão ser julgados com mais severidade. Como o vais ser  em teu segundo regresso”.

Atualmente, Glória Polo se dedica a dar conferências com seu testemunho aonde a convidam. Também publicou seu testemunho em vários idiomas em sua  página da web (www.gloria.polo.ortiz.in):  Ela dá graças a Deus constantemente pelo presente de uma segunda oportunidade: “Como doem meus anos anteriores em que fui uma católica dietética; dou graças a Deus por minha mãe a Igreja Católica. Amo profundamente o Papa, meus sacerdotes e religiosos… Em minha experiência de adoração ao Santíssimo, esta miserável serva encontrou os deleites, a Paz e o Amor, antecipações do Paraíso”.

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Era filha e neta de Testemunhas de Jehová e teve que desaprender suas crenças para ser católica.


ReligionenLibertad.com


Mary Kochan

Era filha e neta de Testemunhas de Jehová e teve que desaprender suas crenças para ser católica
As Testemunhas não creem que Jesus seja Deus, mas acham que é um anjo e não deve ser adorado. Mas se o Povo de Deus é a Noiva de Cristo... não é lógico que lhe cante, lhe louve e lhe adore? Esta ideia fortaleceu Mary no cristianismo.

ReL / Primera Luz- 14 janeiro 2013-religionenlibertad.com

Mary Kochan era filha e neta de Testemunhas de Jehová, uma testemunha de terceira geração. Foi durante os primeiros 38 anos de sua vida, até que o deixou em 1993. Entrou na Igreja católica três anos depois.

Não foi um processo fácil, explica, mas “perfurante”. Posteriormente, como editora em diversas publicações católicas e também em sua paróquia de Santa Teresa em Douglasville, Estados Unidos, pôde contar várias vezes sua viajem espiritual.

Quando Cristo não é Deus, mas um anjo
“As Testemunhas de Jehová não creem na Trindade, assim que tampouco creem na divindade de Cristo”, explica.
“Eles creem que Jesus era o arcanjo Miguel antes de vir à terra e que depois de ter ressuscitado voltou a ser o arcanjo Miguel—mas com o nome "Jesus". Creem que Jesus morreu (  não em uma cruz) para salvar a humanidade do pecado e da morte por meio de expiar a desobediência de Adão. Percebo  que isto é difícil de acreditar—para não mencionar todo o problema ontológico de que primeiro seja um anjo, depois humano e depois, outra vez um anjo—mas eu conto aqui porque quero fazer notar que eu na época tinha a ideia de que podia me chamar  de cristã e crer que Jesus tinha morrido por mim, tudo isso sem chegar a conceber Jesus como Deus”.
Por isso, pensar em Jesus como “verdadeiro homem e verdadeiro Deus” foi para Mary Kochan um despertar, uma revelação.

Quem é  Jesus na realidade?
“Em 1993, depois de um longo e perfurante período de busca em minha vida, em busca da paz e do poder transformador do qual dá testemunho o Novo Testamento, teve um encontro com Cristo. Eu não sabia que Ele era a Deidade, mas sabia que Ele não era o que as Testemunhas de Jehová diziam que era. Soube então que devia deixar a religião na qual cresci, a única que tinha conhecido toda a vida. Teria que deixar atrás toda relação estabelecida durante minha vida adulta. Decidida, fui à uma igreja”.

“Para mim era algo aterrador. Tinham me ensinado que as igrejas estavam cheias de demônios. As Testemunhas de Jehová não entram nem no estacionamento de uma igreja. Mas essa visita em uma igreja me pôs no caminho para aprender a verdade sobre Jesus. Logo me dei conta que os cristãos adoravam Jesus”, recorda Mary.

Nas Testemunhas de Jehová,  tinham lhe ensinado que só se deve adorar a Deus, chamado “Jehová”, o Pai de Jesus. Para eles, os católicos, protestantes e ortodoxos se equivocam ao proclamar que Jesus e o Espírito Santo tambén são Deus.
Ela já tinha deixado as Testemunhas mas, em quem crer agora?

Leitura distorcida da Bíblia
“Fui muito cautelosa para evitar que me enganasse outra vez. No entanto sabia que devia abrir minha mente ao testemunho e os argumentos apresentados pelos cristãos ao meu redor para endireitar a forma distorcida de ler as Escrituras que tinha aprendido em primeiro lugar”.

Um cristão comentou em uma reunião com ex-testemunhas de Jehová: “Só tens que crer o contrário de tudo o que aprendeste. Não acreditavas na Trindade e agora crês. Não acreditavas na divindade de Cristo e agora, crês. Não acreditavas na alma imortal e agora crês. Não acreditavas em ir para o céu e agora crês. Não acreditavas no Natal e agora crês. Vês como é fácil? Tudo é o contrário”.

“Eu amava Jesus mas não sabia o que fazer com a adoração que os cristãos lhe professavam Como podia explicar semelhante fenômeno se Ele não era Deus?”
O Pai, o Filho... e a Noiva!

“Encontrei consolo me apegando  à imagem bíblica da Igreja como noiva de Cristo. Depois de tudo que coisa mais natural que uma noiva preste atenção ao seu noivo? Naturalmente, os cristãos cantam para Jesus! Os estranhos são as Testemunhas de Jehová—como uma noiva que ignorava seu noivo para concentrar todo seu afeto no sogro”.

“Entretanto participava na oração cristã e adorava o melhor que me permitia o meu limitado entendimento. Também havia perguntas e estudava... e estudava e estudava. Finalmente comecei a ler os Padres Apostólicos, os padres no princípio da Igreja.

Começou a clarear  em minha mente que este ensinamento—que Jesus era Divino, Deus Encarnado—tinha sido realmente o ensinamento cristão desde o princípio e era o testemunho apostólico”.

Amor assombroso
“Só  ficava um problema por resolver: se Jesus era Deus, então este homem na Cruz era Deus. E isso significava que Deus tinha morrido. Significava que Deus tinha morrido... por mim”.

“Pelos séculos dos séculos nunca haverá nada mais assombroso, nada mais sublime, nada que se possa propor à uma alma humana que imprima sobre ela tanta humildade”. E Mary cita um hino: “Poderia haver um amor tão assombroso, como o Teu meu Deus que morrestes para salvar-me?”
“Assim surgiu o sol em minha vida”, conclui.

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