Eis que venho, Senhor!

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Com alegria, Senhor, faço a Vossa Vontade.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Enfermeira vê bebê sobreviver: 'Aborto Falhou', foi deixado para morrer no Hospital.

LifeSiteNews.com

Enfermeira vê bebê sobreviver: 'Aborto Falhou', foi deixado para morrer no Hospital.

por Melissa Ohden  - LifeNews.com - 1/29/14

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"Há outras pessoas que são assombradas pelo aborto, também. Enfermeiros e médicos. "

Então a mulher no meio da multidão depois de um evento recente em silêncio, falou estas palavras para mim, quando as lágrimas começaram a cair pelo rosto. Sem sequer dizer mais uma palavra, eu sabia que ela estava falando por experiência própria.

Quando a mulher chorou, eu segurei seu braço, em uma tentativa de deixá-la saber que eu estava ouvindo e apoiando-a, eu estava unida a ela pelo sofrimento e ao mesmo tempo chocada ao ouvir a sua história. Infelizmente, eu conheci muitos enfermeiros, em particular, que foram colocados numa posição de completar um aborto, de forma consciente ou sem o conhecimento deles, inicialmente, mas esta foi a primeira enfermeira que eu conheci que tinha reconhecidamente concluído um no mesmo hospital onde fui abortada e sobrevivi.

"Se eu tivesse estado lá, em 1977, você pode ter certeza  que eu teria sido uma daquelas enfermeiras que lutaram para salvar você," ela compartilhou. Como eu agradeci esta enfermeira pró-vida, esposa e mãe por seu compromisso com a vida, como a minha, eu aprendi que, embora ela sempre tenha sido a favor da vida, ela tinha uma boa razão para  tentar salvar-me: porque ela foi colocada na posição de deixar uma criança morrer após um aborto falhado, apenas um ano antes de quando eu sobrevivi.

Se alguém está lendo e duvida por um segundo que o aborto afeta a todos nós e silenciosamente assombra milhões de pessoas, incluindo profissionais da área médica e ex-trabalhadores da clínica, gostaria de encorajá-lo a ler o depoimento de Dr. Bernard Nathanson ou assistir o filme 'The Voice of John', que é sobre a história de uma enfermeira muito parecida com esta que eu falei  recentemente.
Por mais difícil que é para mim  viver com a verdade do que foi feito para mim no aborto e depois que se descobriu que eu tinha sobrevivido, esses ex-abortistas e enfermeiros, junto com tantos como eles em todo o mundo, tem que viver com as memórias do que eles já viram, ouviram, e fizeram. E   permanece  com eles e muda-os. Por conta própria esta enfermeira, certamente mudou   não só assistindo a entrega de um bebê após uma infusão de solução salina para aborto,  para ficar cara a cara com uma criança que sobreviveu.

Infelizmente, foi reiterar para mim saber sobre esse menino que tinha sobrevivido ao mesmo tipo de procedimento de aborto, no mesmo hospital, que eu fiz. Foi reiterado simplesmente  sabendo que eu não estava sozinho em minha sobrevivência lá. Minha comprovação foi de curta duração, no entanto, enquanto as lágrimas da enfermeira continuaram a cair  eu encontrei a coragem de perguntar o que tinha acontecido com o menino que ela ajudou a entregar.

Eu deveria ter sabido. Eu deveria ter sabido por seu estado emocional que ela não tinha apenas ajudado na entrega de um bebê abortado, ela não tinha só acabado de ficar cara a cara com um sobrevivente, ela tinha testemunhado em primeira mão o que muitas vezes acontece quando a criança sobrevive.

"Onde você levou-o? Onde estavam os filhos sobreviventes? "Eu perguntei a ela, tão ansiosamente aguardando sua resposta e temendo ao mesmo tempo. Antes que ela respondesse, eu sabia. Eu sabia que eu já sabia para onde o menino tinha sido levado.

"O armário de utilidade." No olho da minha mente, eu podia imaginar o que aquele armário deve ter parecido, e eu estremeci com o pensamento. "Havia um balde na prateleira lá, cheio de formol," ela continuou.

Apesar de meu conhecimento de tais práticas, eu tive que me esforçar para não fazer uma careta. Mais uma vez, tudo isso estava batendo muito perto  para mim.

"Você escreveu o último nome no balde, e você o  deixou lá para ser pego mais tarde, como, você sabe, os resíduos", a enfermeira terminou, visivelmente perdida na memória do que ela tinha experimentado. "Todos esses anos já passaram, e eu me lembro dele. Lembro-me de tudo o que aconteceu naquele dia. "

http://www.lifenews.com/2014/01/29/nurse-sees-baby-survive-failed-abortion-left-to-die-at-hospital/


domingo, 12 de janeiro de 2014

Como será a Igreja do ano 2000, perguntaram a Joseph Ratzinger em 1970... E ele acertou em grande parte.

ReligionenLibertad.com

Uma profecia: o que funcionou e o que não funcionou, 40 anos depois.

Como será a Igreja do ano 2000, perguntaram a Joseph Ratzinger em 1970... E ele acertou em grande parte.
¿Cómo será la Iglesia del año 2000?, preguntaron a Ratzinger en 1970... Y él acertó en gran parte

Joseph Ratzinger em 1970, com paletó e gravata, sacerdote e professor de teologia na Universidade.

Pablo J. Gines/ReL- 7 janeiro 2014-religionenlibertad.com

Em 1970, Joseph Ratzinger não era nem sequer bispo. Era simplesmente um sacerdote professor de teologia, primeiro em Tübingen e depois em Regensburg.

Havia dado uma série de palestras radiofônicas na Alemanha e a editora Kösel-Verlag de Munich as reuniou em 1970, com o título “Glaube und Zukunft” (traduzido ao espanhol no ano seguinte como “Fé e futuro”).

Em seu quinto capítulo, reuniu algumas palestras com uma pergunta:  como será a Igreja do ano 2000?

Era 1970 e a Igreja começava a aplicar o Concílio Vaticano II. Alguns aplicavam coisas que, de fato, não estavam nos documentos do Concílio.

No mundo ocidental, a revolução sexual e a crise de autoridade de maio de 68 se havia consolidado. Na África se tornaram independentes dezenas de nações. A União Soviética parecia dominar meio planeta e estar ali para sempre. A internet era inimaginável.

O holocausto nuclear e o extermínio mútuo assegurado pareciam mais que prováveis. Alguns prometiam utopias mediante a ciência e a política; outros pregavam desgraças cósmicas.

Nesse contexto, o padre Ratzinger, que tinha sido um dos peritos mais jovens no Concílio e tinha visto as dinâmicas da Igreja de  perto, fez esta profecia. Este é seu texto (na imagem, o ano 2000 tal como o previa um  desenhista francês em 1910).



A Igreja do ano 2000
por Joseph Ratzinger,
Glaube und Zukunft, 1970

O futuro da Igreja pode vir e virá também hoje só  da força de quem tem raízes profundas e vive  da plenitude pura de sua fé.

O futuro não virá de quem só  dá receitas.

Não virá de quem só  se adapta  ao instante atual.

Não virá de quem só  critica  os outros e se tomam a si mesmos como medida infalível.

Tampouco virá de quem escolhe só  o caminho mais cômodo, de quem evita  a paixão da fé e declara  falsa e superada, tirânica e legalista, tudo o que é exigente para o ser humano, o que lhe causa dor e  obriga a renunciar a si mesmo.

Digamos  de forma positiva: o futuro da Igreja, também nesta ocasião, como sempre, ficará marcado de novo com o selo dos santos. E, portanto, por seres humanos que percebem mais que as frases que são precisamente modernas. Por quem pode ver mais que os outros, porque sua vida abarca espaços mais amplos. A gratuidade que liberta as pessoas se alcança só  na paciência das pequenas renúncias cotidianas de si mesma. [...]

Que significa isto para nossa pergunta? Significa que as grandes palavras daqueles que profetizam uma Igreja sem Deus e sem fé são palavras vãs.

Não necessitamos de uma Igreja que celebre o culto da ação em «orações» políticas. É completamente supérflua e por isso desaparecerá por si mesma.

Permanecerá a Igreja de Jesus, a Igreja que crê no Deus que se fez ser humano e que nos prometeu a vida além da morte.

Da mesma maneira, o sacerdote que  for só um funcionário social pode ser representado por psicoterapeutas e outros especialistas. Mas seguirá sendo ainda necessário o sacerdote que não é especialista, que não fica a margem quando aconselha no exercício de seu ministério, mas que em nome de Deus se põe a disposição dos outros e se entrega a eles em suas tristezas, suas alegrias, sua esperança e sua angústia.

Demos um passo a mais. Também nesta ocasião, da crise de hoje surgirá amanhã uma Igreja que terá perdido muito.

Se fará pequena, terá que começar tudo desde o princípio. Já não poderá encher muitos dos edifícios construídos em uma conjuntura mais favorável. Perderá adeptos, e com eles muitos de seus privilégios na sociedade.

Apresentar-se-á, de um modo muito mais intenso que até agora, como a comunidade da livre vontade, aquela que só  se pode aceder através de uma decisão.

Como pequena comunidade, reclamará com muito mais força a iniciativa de cada um de seus membros.

Certamente conhecerá também novas formas ministeriais e ordenará sacerdotes  cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos a pastoral se exercerá normalmente deste modo.

Junto a estas formas seguirá sendo indispensável o sacerdote dedicado por inteiro no exercício do ministério como até agora.

Mas nestas mudanças que se podem supor, a Igreja encontrará de novo e com toda a determinação o que é essencial para ela, o que sempre foi seu centro: a fé no Deus Trinitário, em Jesus, o Filho de Deus feito Homem, a ajuda do Espírito que durará até o fim. A Igreja reconhecerá de novo na fé e na oração seu verdadeiro centro e experimentará novamente os sacramentos como celebração e não como um problema de estrutura litúrgica.

Será uma Igreja interiorizada, que não suspira por seu mandato político e não flerta com a esquerda nem com a direita.

Resultará muito difícil. Com efeito, o processo da cristalização e a clarificação  custará também muitas forças preciosas.  Será pobre, se converterá em uma Igreja dos pequenos.

O processo resultará ainda mais difícil porque terá que eliminar tanto a estreita visão sectária como a obstinação   valentona.

Pode-se prever que tudo isto exigirá tempo. O processo será longo e trabalhoso, como também foi muito longo o caminho que levou dos falsos progressismos, nas vésperas da revolução francesa –quando também entre os bispos estava na moda ridicularizar os dogmas e  inclusive dar a entender que nem sequer a existência de Deus era de modo algum segura– até a renovação do século XIX.

Porém após a provação destas divisões surgirá, de uma Igreja interiorizada e simplificada, uma grande força.

Porque os seres humanos serão indizivelmente solitários em um mundo plenamente planejado. Experimentarão, quando Deus houver desaparecido totalmente para eles, sua absoluta e horrível pobreza. E então descobrirão a pequena comunidade dos crentes como algo totalmente novo. Como uma esperança importante para eles, como uma resposta que sempre   buscaram  tateando.

A mim me parece seguro que à Igreja  aguardam tempos muito difíceis. Sua verdadeira crise apenas começou. Precisa contar com fortes sacudidas. Porém eu estou também totalmente seguro do que permanecerá no final: não a Igreja do culto político, que fracassou já em Gobel, mas a Igreja da fé.

Certamente  não mais será  a força dominante na sociedade  na medida em que o era até há pouco tempo. Porém florescerá de novo e se fará visível aos seres humanos como a pátria que lhes dá vida e esperança além da morte.

***



Repassar a "profecia" de 1970 de Joseph Ratzinger ajuda a entender seu pontificado como Bento XVI... e inclusive seu nome papal, que alude a São Bento: o santo criador de comunidades pequenas porém renovadoras, os monastérios, em tempos de caos.

Bento XVI, como Papa, pôde ver no século XXI que, efetivamente, não se enchiam muitos templos construídos em épocas diferentes. Pôde ver também que as igrejas protestantes mais liberais, as que não aceitavam os dogmas do cristianismo bíblico nem a exigente moral cristã, se deslizavam para a irrelevância estatística e social, perdendo fiéis, clero e presença em todo o mundo.

Bento XVI pôde ver como  também encheu explanadas enormes, como Quatro Ventos na JMJ de Madri, com 2 milhões de jovens em 2011... Pediu, como antes aos jovens em Marienfeld, em Colônia, "criar comunidades".

O que não parece que vai se cumprir é sua previsão de que a Igreja "ordenará sacerdotes para cristãos provados que sigam exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos".

A demografia tem ido em outra direção. Na realidade, a Igreja católica provavelmente é mais pobre, mas é claro não é menor.

Em 1970 tinha quase 420.000 sacerdotes para atender a 650 milhões de católicos.
Em 2013 tem 412.000 sacerdotes para atender a 1.200 milhões de católicos.

O número de sacerdotes não  cresceu: o de fiéis quase dobrou.

A ideia de "sacerdotes que são cristãos provados que seguem exercendo sua profissão" só  parece aplicável em casos muito especiais... como os três ordinariatos anglo-católicos que Bento XVI criou na Grã-Bretanha, América do Norte e Austrália: comunidades pequenas, cujo clero (ex-pastores anglicanos)  mantém algum trabalho civil, em parte porque tem esposa e filhos.

Mas a realidade para a imensa maioria da Igreja é que os sacerdotes têm multidões anônimas que atender... as que apenas chegam.

Em 1970 havia apenas 300 diáconos permanentes; em 2013 são quase 40.000. É clero casado em sua imensa maioria, que exerce sua profissão. Talvez cumpram parte da visão do professor Ratzinger. Mas poucas vezes estão enganchados  naquela visão de "pequenas comunidades" que ele propunha (e  seguiu propondo em seu pontificado).

O que não muda é o chamado a evangelizar: em 1970 e em 2013 a porcentagem de católicos no mundo é a mesma, em torno de 18%.
A messe segue sendo muita, e a receita do professor Ratzinger se mantém: se necessitam mais santos e menos críticos (ou, como ele disse, "quem só  critica  os outros  toma  a si mesmos como medida infalível").

Talvez por isso, quando renunciou ao trono de Pedro, prometeu várias vezes diante dos cardeais, sem saber quem seria seu sucessor, "obediência incondicional"  ao novo Papa.


Mudanças estatísticas na Igreja, de 1970 a 2013, segundo o centro de estatística CARA de Georgetown University.



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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Chesterton do Oriente. Como um ministro chinês se converteu por um simples folheto de Santa Teresinha de Lisieux.

ReligionenLibertad.com

Cómo un ministro chino se convirtió por un sencillo folleto de Santa Teresa de Lisieux
O Chesterton do Oriente. Como um ministro chinês se converteu por um simples folheto de Santa Teresinha de Lisieux

Intelectual, jurista e escritor, John CH Wu foi o autor da Constituição chinesa. Após sua conversão, chegou a de sua mulher e a cura  de sua filha por intercesão da santa.

Javier Lozano / ReL- 15 outubro 2012-religionenlibertad.com
John CH Wu

“Estive buscando toda minha vida uma mãe e a encontrei na Igreja Católica”. John CH Wu foi um dos intelectuais chineses mais brilhantes do século XX. Estudou Direito na Europa e América e foi escritor, professor em distintas universidades chinesas e dos Estados Unidos assim como jurista de prestígio internacional sendo o redator principal da Constituição da China. Inclusive chegou a ser ministro plenipotenciário da China diante da Santa Sé antes do regime  comunista.

O doutor Wu viveu uma autêntica odisseia espiritual que o levou finalmente para sua casa, a Igreja Católica. Sempre em busca da verdade este erudito acabou encontrando  Deus graças a uma simples religiosa carmelita, Santa Teresa de Lisieux.

Do confucionismo ao metodismo e daí…
Sua história é a de uma busca de Deus. Criado no confucionismo passou mais tarde pelo taoismo até que foi batizado como cristão metodista. No entanto, seu caminho estava longe de acabar ali.

Após realizar seus estudos na China mais tarde graças a uma bolsa prosseguiu sua formação nos Estados Unidos, Paris e Berlim. Foi nos Estados Unidos onde se desencantou com o protestantismo pelo qual começa a afastar-se até roçar o ateísmo.

Dante e Newnan, instrumentos para sua conversão
No entanto, quando sua fé estava em seu ponto mais baixo aconteceu o encontro que mudaria sua vida para sempre e que influenciaria tanto  sua pessoa como em sua obra. A Divina Comédia de Dante iniciou nele uma mudança espiritual mas teve como principal instrumento um folheto de Santa Teresinha de Lisieux. Mais tarde a leitura casual do cardeal Newnan sobre a infalibilidade do Papa  terminou de dissipar qualquer dúvida. Por isso, para Wu começou a ser evidente que uma Igreja que teve  pessoas como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Dante ou Pascal eram os lógicos herdeiros da Igreja fundada por Cristo.

Mas, como foi a conversão de John CH Wu? Contou ele mesmo em uma memorável conferência na Santa Sé em 1948 quando era ministro plenipotenciário chinês. Tudo começou quando estando hospedado em casa de um amigo, que não conhecia sua luta interna em busca de Deus, observou que esta família rezava todas as noites juntas o Rosário.

O folheto de Santa Teresinha que mudou sua vida
“Certa vez, vendo um retrato de uma senhora,  perguntei:  é Santa Maria, verdade? Pareceu surpreso por minha ignorância! Não –disse-, não é a Santíssima Virgem, é Santa Teresinha de Lisieux, a florzinha de Jesus. Mas, quem é esta florzinha?; nunca ouvi falar dela. Então me deu um folheto em francês sobre Santa Teresinha do Menino Jesus”.

O doutor Wu abriu este folheto ao acaso e começou a ler encontrando   estas palavras: “ah, estou persuadida disso, mesmo se tivesse em minha consciência todos os crimes que   poderia cometer, não perderia nunca minha confiança; iria com o coração desapegado por arrependimento a lançar-me   nos braços de meu Salvador. Sei que esta multidão de ofensas se abismaria em um instante como uma gota de água lançada   numa fogueira ardente”.

“Ensinou-me a amar  Jesus”
Estas palavras mudaram sua vida e “fizeram me decidir  a voltar ao meu Pai como o filho pródigo, pois a graça tinha tocado meu coração”. Desde este primeiro encontro, relata Wu, meu amor pela santa foi  aumentando. Ela me ensinou a amar   Jesus e amar  nossa Mãe a Virgem Santíssima”. Quando  comunicou ao amigo que o abrigou nesses dias que tinha decidido ser católico quase  desmaiou pois estava há dez anos rezando por sua conversão.

“A verdade que Dante foi meu guia até a porta da Igreja.  Porém  quem me fez entrar pela porta? A Santíssima Virgem e sua humilde filha Santa Teresinha de Lisieux”, afirmou este intelectual chinês que faleceu em  1986.

Foi batizado em Sanghai em 18 de dezembro de 1937. “Desde então Deus lançou sobre mim e sobre minha família graças impossíveis de contar. Somente posso dizer com Santa Teresinha: ‘oh, meu Deus, excedestes minha esperança e quero cantar vossas misericórdias”.

A conversão de sua mulher e a cura  de sua filha
Estas graças  que falou Wu realmente foram inumeráveis. Tais que ele mesmo as atribuiu a conversão de sua esposa e a cura  de sua filha Teresa. No estudo que fez sobre a santa, 'A Ciência do amor', contava estes fatos.

Sua filha estava muito doente com pneumonia e o médico  tinha advertido dos riscos. “Sua febre era alta e o médico nos disse que era só  o começo e que tudo dependeria dos desenvolvimentos futuros. Após consultar  minha mulher chamei o padre Maestrini, pedindo  que viesse e batizasse a menina. Ele o fez e pouco depois minha mulher se joelhou diante de Santa Teresinha com o bebê em seus braços e rezou com grande fervor. Não pude ouvir suas palavras. Quando se levantou,  perguntei o que tinha falado com a santa. Ela disse: ‘só  disse que é demasiado difícil de criar pois não sou digna de ser sua mãe, então  pedi  a Santa Teresinha que fosse sua mãe”.

Na manhã seguinte o médico voltou à casa dos Wu e para surpresa de todos a pneumonia da pequena tinha desaparecido totalmente. O médico só  podia dizer: “maravilhoso, maravilhoso”.

A cura  da menina e a intercessão da “florzinha de Jesus” foi o instrumento que agora utilizou o Senhor para a conversão da mulher do escritor e jurista chinês. O caminho de conversão era lento mas constante. “Há algum tempo –conta Wu no prefácio de 'A Ciência do Amor'- minha mulher conheceu a H.H. Kung, e ao crescer sua amizade, a nobreza de seu caráter lhe impressionou profundamente e lhe abriu os olhos às formosuras do cristianismo mesmo sendo Santa Teresinha a que confirmou por completo sua fé em Cristo. De minha parte, minha única função foi ensinar  o Catecismo. Nunca quis impor minha própria fé a minha família, mas Deus nos ama tanto que Ele se dignou em ser Anfitrião de nosso humilde lar”.

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Três dias naufragado em uma bolha de ar a 30 metros de profundidade: se salvou com o Salmo 143.

ReligionenLibertad.com

Tres días naufragado en una burbuja de aire a 30 metros de profundidad: se salva con el Salmo 143

O vídeo do resgate emociona a milhares na Internet

Três dias naufragado em uma bolha de ar a 30 metros de profundidade: se salvou com o Salmo 143
Orar algumas vezes o salmo que lhe enviou sua esposa ajudou   Harrison a não perder as forças nem a esperança a 30 m debaixo do mar

Associated Press - 4 dezembro 2013 - religionenlibertad.com

Preso durante três dias no fundo do Oceano Atlântico em um rebocador que tinha dado uma cambalhota, Harrison Odjegba Okene rogou a Deus por um milagre.

O cozinheiro nigeriano sobreviveu graças a um bolsão de ar em  que ficou preso. Apesar do fato ter acontecido em maio de 2013, foi agora que se  difundiu o vídeo dos mergulhadores com a imagem de seu resgate, que recebeu milhares de visitas em poucos dias.

Submergido em água gelada, vestido só com short, Okene repetia o último salmo que sua esposa lhe tinha enviado por mensagem de texto, que alguns chamam a oração de salvação, o salmo 143:

"Senhor, por teu nome, dá-me vida,
por tua justiça, tira-me da angústia"

Okene está convencido de que seu resgate depois de 72 horas debaixo d'água e a 30 metros de profundidade foi um sinal de salvação divina.

Os outros 11 marinheiros a bordo do Jacson IV morreram.

Os mergulhadores   levaram um susto
Os mergulhadores enviados ao lugar só buscavam cadáveres, disse Tony Walker, gerente da companhia holandesa DCN Diving. Trabalhavam em un campo petrolífero a 120 quilômetros do lugar e de fato já tinham recolhido quatro corpos.

Quando uma mão apareceu na tela monitorada por Walker no barco de resgate, que mostra o que via o mergulhador, todos deram por certo que era um cadáver a mais.

“O mergulhador reconheceu que tinha visto a mão e quando foi   pegá-la, esta se agarrou à sua!”, disse Walker em entrevista telefônica na terça.

“Foi aterrador para todos", disse.

“A pessoa presa não sabia o que estava sucedendo. Foi um choque para o mergulhador que estava  lá embaixo buscando cadáveres e nós (na sala de controle) saltamos ao ver na tela a mão que o agarrava´´.

No vídeo há uma exclamação de pavor do mergulhador, seguida de júbilo ao compreender o que sucedia. Okene recorda que lhe ouviu gritar: “Há um sobrevivente! Está vivo”.

Walker disse que Okene não poderia ter vivido muito mais tempo.

“Teve uma sorte incrível em estar em um bolsão de ar, mas teria tempo limitado... até que não pudesse respirar mais”.

Vídeo autêntico
O vídeo completo do resgate, filmado pelos mergulhadores, foi difundido pela DCN Diving diante de um pedido da Associated Press. Primeiro apareceu uma versão abreviada do resgate na Internet.

Sua autenticidade foi confirmada mediante conversas com empregados da DCN na Holanda. O vídeo em que aparece Okene também é coerente com as fotos adicionais dele no navio que o resgatou. A AP falou na terças com Okene, que confirmou tudo o que sucedeu.

O mergulhador que o resgatou usou água quente para fazê-lo entrar no calor e depois lhe pôs uma máscara de oxigênio.

Depois de tirá-lo do barco afundado, o introduziu em uma câmara de descompressão e depois o levou à superfície.


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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Putin conta em um documentário sobre a perseguição soviética que sua madre o batizou às escondidas.

ReligionenLibertad.com

Putin conta em um documentário sobre a perseguição soviética que sua madre o batizou às escondidas.

ReL - 23 julho 2013 - religionenlibertad.com

Putin cuenta en un documental sobre la persecución soviética que su madre le bautizó a escondidas
Putin se deixa ver muito em atos eclesiais, benzendo-se e colocando velas.

O presidente russo, Vladimir Putin, confessou em um documentário de televisão que foi batizado às escondidas de seu pai, um membro do Partido Comunista da União Soviética (PCUS).

"Minha mãe me batizou às escondidas de meu pai que era membro do Partido Comunista. Ele não era nenhum funcionário, trabalhava na fábrica, mas era um ativista de base do partido na organização da fábrica", reconheceu Putin, citado pelas agências locais.

Putin, um crente confesso, acrescentou: "Então, isso (o batismo) me comoveu, pessoalmente, e a nossa família".

Segundo a imprensa local, o líder russo foi batizado na catedral da Santa Transfiguração de São Petersburgo (na época Leningrado) onde nasceu em 1952, um ano antes da morte do dirigente soviético, Josef Stalin.

Ao crescer, o jovem Putin começou sua carreira como agente da KGB na República Democrática Alemã, a Alemanha comunista (como afirmam seus inimigos, se dedicava a "espiar a nossos aliados").

O chefe do Kremlin recordou as circunstâncias de seu batismo   no documentário "O segundo batismo da Rússia", que foi transmitido pela televisão pública russa nesta segunda 22 de julho, explicando a perseguição contra os crentes durante a era soviética.

Putin  ordenou a devolução à Igreja Ortodoxa de muitas das propriedades confiscadas pelas autoridades soviéticas.

Em janeiro de 2012 Putin recebeu a bênção do ícone da Virgem de Tikhvin, na região de Leningrado, como todos os czares desde Ivã o Terrível (1530-84), com a exceção do último, Nicolau II, que foi fuzilado pelos bolcheviques em 1918.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Era missionário anglicano; sua viagem ao catolicismo começou com um sinal da cruz diante de uns budistas. Em um funeral japonês cada convidado queima incenso, porém os cristãos evitam este gesto...

ReligionenLibertad.com

Em um funeral japonês, redescobriu o valor dos sinais
Era misionero anglicano; su viaje al catolicismo empezó con una señal de la cruz ante unos budistas
Era missionário anglicano; sua viagem ao catolicismo começou com um sinal da cruz diante de uns budistas.
Em um funeral japonês cada convidado queima incenso, porém os cristãos evitam este gesto...

Pablo J. Ginés/ReL- 25 setembro 2013-religionenlibertad.com

Russ Stutler nasceu no Japão em 1956, filho de um norte-americano e uma japonesa. Seus pais se mudaram para os Estados Unidos quando ainda era  bebê, e ali o educaram como um protestante norte-americano a mais.

Como tantas outras famílias protestantes, sendo menino e jovem ia com sua família a diversas igrejas: recorda uma luterana, várias evangélicas, uma metodista, outra presbiteriana...   Batizou-se sendo adolescente com os metodistas e sempre foi entusiasmado por Cristo e o Evangelho.

Estudou carreiras de arte, desenho e projetos, e também um curso pastoral evangélico na Malone University, com vontade de ser missionário.

Enamorado do Japão
Em 1983 visitou o Japão, sua terra natal que nunca tinha visto...e a sentiu como seu lar. De volta aos Estados Unidos, por razões práticas começou a ir a uma igreja episcopaliana (anglicana).   Gostava do estilo carismático, bíblico e musical em  que se tinha formado com os evangélicos, mas também do estilo litúrgico dos episcopalianos.

"Senti que Deus me chamava para voltar ao Japão. Era um convicção esmagadora que não me deixava descansar. Então me uni a uma pequena agência evangélica-episcopaliana, não oficial, para ir como missionário", explica Russ. Recorda que percorreu várias paróquias episcopalianas "boas", ou seja, das que querem evangelizar e enviar missionários a países distantes, para conseguir  financiar seu ministério.

Missionário solitário... com seus marionetes
Assim chegou em 1987, com 31 anos, como um missionário solitário, disposto a pregar  Cristo para os japoneses. A Igreja Anglicana do Japão o saudou cordialmente mas não  encomendou nenhuma tarefa. Não estavam interessados em evangelizar.

Então começou a trabalhar em associação com evangélicos. Russ utilizava ao máximo suas capacidades artísticas. Criou um divertido espetáculo de marionetes projetadas por ele, que representavam  cenas bíblicas para crianças e jovens. O espetáculo acabava sempre animando  todos a pronunciar uma oração de entrega a Jesus, aceitando-o como Senhor e Salvador. Então conheceu  sua esposa, uma jovem japonesa protestante, que o ajudou com os marionetes (as da foto embaixo) e a evangelização.



Era um serviço eficaz para anunciar  Cristo, mas Russ tinha problemas econômicos porque no final de um tempo sua pequena agência patrocinadora dos Estados Unidos não podia mantê-lo, nem sequer parcialmente. Teve que concentrar-se mais e mais em seu trabalho civil, como projetista e desenhista, para manter-se e manter sua família e deixou a evangelização ativa.

A igreja com os evangélicos
Russ e sua família começaram a ir a uma igreja evangélica, onde ele participava tocando o baixo eléctrico ou a guitarra. "Mas eu notava que faltava algo. A ênfase na Bíblia estava ali, mas faltava a adoração profunda.  Não podia ter ambas as coisas?" A pregação era boa, ligada à Bíblia, mas "depois de uma hora de canções de louvor contemporâneas e de um longo sermão cada domingo, poucas vezes sentia que tivesse realmente adorado a Deus".



Foram 18 anos de vida cristã entre os evangélicos japoneses. E Russ disse que "minha vida espiritual parecia secar. Ia à Igreja no domingo por um sentido de obrigação, e minha vida pessoal devocional se reduzia a um mínimo de oração e leitura bíblica diária".

Para muitos cristãos, isso pareceria muito, mas ele tinha sido um missionário e um cristão entusiasta e enamorado de Cristo.

O funeral budista que o mudou
Tudo começou a mudar em 2009, quando Russ e sua esposa tiveram que  ir a um funeral budista de um defunto vizinho. Era tradição dos assistentes oferecer incenso ao morto, diante de sua foto. Mas os cristãos nestes casos  tentam não fazer, porque pode parecer um gesto de adoração ou ao menos de conciliação com um defunto, um espírito, ou com os espíritos que estão na outra vida.  Como ser respeitosos em um caso assim, diante de tantas pessoas?

A esposa japonesa de Russ tinha uma solução e sussurrou: "façamos o sinal da cruz e oremos em silêncio alguns instantes, e todos entenderão sem palavras porque não podemos oferecer incenso". Assim o fizeram, e os parentes do defunto   agradeceram com um sorriso.

Mas para Russ aquilo foi um ponto de reflexão. Os evangélicos não tem costume de fazer o sinal da cruz, nem tampouco os anglicanos. Russ de fato se surpreendeu de que sua esposa soubesse fazê-lo. Pareceu-lhe um gesto poderoso, muito comunicativo e mais ainda em uma cultura não cristã. Como nasceu, de onde veio?

Um gesto dos primeiros cristãos
Russ começou a fazer o que tantos outros protestantes que se converteram ao catolicismo fizeram: estudar a história da igreja e os primeiros cristãos. Descobriu que já no século II os Padres da Igreja parece que faziam o sinal da cruz na fronte. Alguns textos sugerem que inclusive os Apóstolos o faziam, uma cruz grande sobre a fronte e no peito, como uma declaração visível e pública.

Aquilo o levou a pensar em sua época de anglicano, em seus sinais litúrgicos. Mas sabia que os anglicanos agora ensinavam doutrinas incompatíveis com a Bíblia: clero feminino, aceitação das práticas homossexuais e do sexo fora do matrimônio... Por outro lado, um sermão anglicano era curto (10 minutos) e pensou que não dava tempo para dar muito ensinamento errado nele. E um serviço anglicano contava sempre com 3 leituras bíblicas, enquanto que um evangélico se limitava a um sermão sobre um só texto.

Então encontrou uma pequena comunidade anglicana, de uns 20 fiéis dominicais, e desde 2009 voltou a participar de suas liturgias, com seus hinários, seu coro e suas tradições, enquanto sua esposa e filhos continuavam participando da igreja evangélica de estilo carismático.

O desvio do anglicanismo
O problema, explica, é que "quando olhava mais além dos muros de minha diminuta paróquia, me sentia como uma rã que foi sensata  para sair da água a medida que se esquentava, para voltar para ela quando estava fervendo!"  Russ via que em todo o mundo o anglicanismo estava adotando doutrinas duvidosas incompatíveis com o ensinamento bíblico e a tradição cristã: bispos que praticavam abertamente a homossexualidade, sacerdotisas neo-pagãs que dirigiam serviços anglicanos, bispos anglicanos negando que Jesus fosse Deus...

Quando o pastor da paróquia de Russ foi substituído por uma sacerdotisa anglicana, Russ se esforçou a buscar "filtros" na Bíblia, tentando aceitar ... e não  encontrou. Ele tinha estado saltando de igreja em igreja toda sua vida... e o barco anglicano parecia afundar.

Então ouviu falar da oferta de Bento XVI aos anglicanos que queriam fazer-se católicos conservando aspectos de sua herança e tradições. Russ não sabia quase nada da Igreja Católica, exceto que o anglicanismo tinha se separado dela séculos atrás.

"Também, tinha ouvido também que a Igreja Católica não tolerava esses sem sentidos heréticos que os anglicanos estavam aceitando em anos recentes; isso era um ponto ao seu favor", recorda.

Falando com um padre, ex-pastor
Pensou em seu amigo, o padre Lawrence Wheeler. Quando o conheceu em 1987 era um pastor anglicano de estilo evangélico. Mas agora era católico, e sua antiga paróquia estava considerando tornar-se católica, em um ordinariato anglo-católico. Contatou com ele, e o padre Wheeler o convidou a considerar a proposta católica. E começou a estudar o Catecismo, livros de convertidos, e começou a seguir a cadeia de TV da Madre Angélica, a EWTN, os programas com testemunhos de ex-pastores convertidos ao catolicismo...

"Fiquei convencido de que a Igreja Católica é a igreja verdadeira e original que Jesus estabeleceu na terra, que uma cidade em uma colina não pode se ocultar, e que todas as igrejas protestantes    que tinha  ido ao longo de minha vida cristã eram na realidade ´comunidades eclesiais´, como acampamentos de tendas colocados ao lado dessa mesma colina, mas fora dos muros da cidade".



Russ ficou convencido de que efetivamente os bispos de Roma tinham herdado o papel único que Jesus encarregou  Pedro quando lhe entregou as chaves do Reino dos Céus. E que efetivamente o pão e o vinho, na consagração da missa católica se convertiam de verdade no Corpo e  Sangue de Jesus. Era, disse, o que buscava, "fidelidade bíblica e adoração profunda".

E Leão XIII tinha razão
Houve um momento em que se indignou com a postura católica, quando leu que em 1896 Leão XIII havia estabelecido que as ordenações episcopais e sacerdotais anglicanas eram "absolutamente nulas e completamente vazias". "Como se atreve?", reclamou Russ. Mas em maio de 2010, quando a Igreja Episcopaliana (anglicanos dos Estados Unidos) ordenou a primeira bispa abertamente lésbica, e quando nesse mesmo verão uma sacerdotisa anglicana deu uma hóstia consagrada -anglicana- ao cachorro que um fiel trazia nos braços, Russ entendeu, disse, "a sabedoria do decreto do Papa Leão".

Deixou de fugir meramente do anglicanismo, e desejou profundamente abraçar a plenitude da fé cristã na Igreja Católica.

Durante um tempo foi ao serviço anglicano às 8 da manhã para, imediatamente depois, ir à missa católica das 10.30. Tomava a comunhão na igreja anglicana, e se sentava na paróquia católica, vendo como os paroquianos comungavam. Sim, o coro e a música eram melhores na paróquia anglicana, mas na comunhão católica estava Cristo de verdade.

Quando finalmente se apresentou ao pároco católico e explicou seu desejo de tornar-se católico, descobriu que  seria fácil. O pároco viu que era uma pessoa devota, enamorada de Cristo, que conhecia bem a Bíblia e agora também o Catecismo (que tinha lido inteiro 3 vezes). Só   pediu para ler a Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II, o documento sobre a Igreja no mundo moderno.



Porque a Igreja católica aceita como válido o batismo protestante realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (não assim com os mórmons ou testemunhas de Jeová), só  necessitava celebrar a confirmação (crisma).

Antes teve lugar sua primeira confissão, enumerando todos seus pecados graves do passado. "Não me deu vergonha porque sabia que não era nada que o padre não tivesse escutado antes", comenta. "Todos meus pecados ficaram perdoados de verdade como Jesus prometeu em João 20,23 e me senti genial". Semanas depois celebrava sua confirmação e sua primeira comunhão, e sua plena incorporação à Igreja católica.

Uma presença irresistível
"Quando tomou a comunhão na Igreja Católica, o sentido da presença de Jesus foi tão irresistível que sempre me comove até as lágrimas. Mas é mais que um ponto emocional na igreja: reconheço os efeitos da graça e me vejo mais capaz de resistir ao pecado que antes. Meus pensamentos voltam mais até Deus", disse hoje Russ.

"Um protestante que se incorpora na Igreja Católica descobrirá que tem muito que ganhar e absolutamente nada  que renunciar. Pode trazer todas as riquezas de seu estudo bíblico e seu zelo evangelizador e enriquecer com eles a igreja local", anima agora este antigo missionário anglicano.

Russ explica mais sobre suas descobertas teológicas e históricas (por exemplo, sobre os antigos cristãos japoneses, que eram católicos evangelizados pelos espanhóis e portugueses, uma época que lhe fascina) em sua web em inglês: www.stutler.cc

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Especialista em construção de imagem: «A falta de pudor vai ligada à falta de auto-estima»

ReligionenLibertad.com

Especialista em construção de imagem: «A falta de pudor vai ligada à falta de auto-estima»

ReL - 15 novembro 2013 - religionenlibertad.com

Experta en coaching de imagen: «La falta de pudor va ligada a la falta de autoestima»
A autora, Arancha Felipes

 Arancha Felipes, professora na Universidade São Paulo-CEU e expecialista em imagem pessoal, acaba de publicar seu novo livro: Moda, personalidade e estilo. 'Coaching de imagem e identidade pessoal'. (Publicado por CEU edições, disponível aqui). Nesta entrevista avança algumas das chaves para integrar de uma forma ótica a imagem exterior com a personalidade interior. Porque no vestir, como em outros muitos aspectos da vida, nem tudo vale.

-Ao ler o índice vemos que é um livro muito completo no que se refere ao conteúdo. Nele trata de diversos temas... Porém o que mais me  surpreendeu ao lê-lo foi o enfoque católico que  deu ao tema da moda, a imagem, o estilo…
-Portanto, trato de muitos temas, como a importância do auto-conhecimento e da auto-estima na hora de se vestir, o porquê das marcas, as tribus urbanas, a democratização da moda, a psicologia da cor, o pudor, a indumentária masculina e sua evolução no último século…

«O livro pretende ser uma viagem, desde o interior ao exterior do homem, para que o leitor se conscientize, no caso dos católicos por exemplo; da importância do que  disse o Papa Francisco de ter  coerência o cristão…Em minha opinião, se de verdade nós cremos que somos filhos de Deus, feitos à sua Imagem e semelhança, não podemos desprezar nosso corpo, maltratá-lo, nem deixar que outros nos tratem como coisas…

»A dignidade da pessoa tem que se manifestar também através da imagem que projetamos ao exterior. “O modo de vestir fala”, forma parte da Comunicação não verbal. Temos que cuidar e pensar o que está dizendo de nós, o que estamos transmitindo com nossa roupa, cabelo, maquilagem, etc.

-Vemos em estatísticas e artigos sobre o tema dos trastornos de conduta alimentícia, a anorexia, a bulimia e sobre os valores que em geral as mulheres fazem sobre si mesmas. Segundo teu livro, a maioria não se ama, ou não se aceita. O que crê  que está influenciando para que tudo isto suceda?
-Depois de minha experiência de quatro anos compartilhando os cursos sobre o que está baseado o livro, nos que teve  como alunos, desde meninas de 13 a 16 anos, a universitárias ou mulheres adultas de 40 a 65 anos; pude comprovar de primeira mão que, com efeito, raras vezes encontra  pessoas que  dizem que se gostam tal e como são; que se acham atraentes, ou que estão felizes com seu corpo. E  76% das mulheres reconhece a beleza em outras mulheres mas não nelas.

»A pressão que tanto jovens como adultos sentem para serem bonitos, para ter um bom corpo, em parecer  com as modelos das revistas, com os atores das séries de televisão, dos anúncios publicitários, dos filmes, com as celebridades, ou as “atraentes garotas” do momento; fazem que inconscientemente nos auto exijamos esse modelo corporal, e o relacionemos com a felicidade, o sucesso e o triunfo pessoal e profissional.


»Para as entrevistas de trabalho, vemos como influi o tema da “boa aparência”, nas séries, filmes e nas revistas do coração nos transmitem com ansiedade a mensagem de que o aspecto e tamanho são imprescindíveis para triunfar.

»Não esqueçamos os famosos “ARGSS” de certas revistas onde, por exemplo naquele verão, apareciam como titulares: Kisrtie Alley está gorda, ou Renée Zellweger engordou, em tom de escândalo…Tudo isso não ajuda em absoluto as adolescentes, as crianças, que estão permanentemente escutando  seus pais, amigos, e na televisão como se julga as pessoas por seu corpo, por seu peso e por seu tamanho.

»Os pais são os modelos a imitar pelos filhos, e se estes passam o dia criticando  tal ou qual pessoa por estar gorda isto faz que a criança perceba como mal  ou prejudicial a ato de comer, a ato de engordar ou de ter um aspecto diferente. Daí  vemos como a anorexia infantil cresce no ocidente de maneira galopante, tanto em meninos como em meninas.

-No livro reivindica  o tema da aceitação e da educação com valores, com coerência. Convida as pessoas a crescer por dentro, para que possam ser bonitos por fora…Tu mesma cita  a Ortega e Gasset com uma frase que nos parece muito oportuna a este respeito, sem dúvida: -“A beleza atrai, a inteligência encanta e a bondade conserva”-.
-Tento transmitir sobretudo aos jevens, este tema do amadurecimento e vendo o mal que muita gente faz a si mesma por ter uma percepção errônea de seu corpo e da felicidade. Pela falta de auto-estima, por tratar de imitar outras pessoas, por querer ser o que não se é, por não querer  a si mesmo, por  sofrer por aparentar o que não se tem, etc.

»As pessoas se enamoram umas das outras pelo que existe dentro do “Presente de Natal” que lhe deixam um bom dia debaixo da árvore; não pelo papel nem pelo laço…Quando só  te fixa no físico de uma pessoa, e no tamanho, na marca de sua roupa ou na cor de olhos sendo o mais importante para você, é normal que essa relação acabe rápido, dure, como vemos nas revistas do coração, quando muito um amo…mas não leva a nada mais.

-Quando se produz essa mudança?
»Quando à atração física acrescentamos e antepomos o componente pessoal, a coisa muda. Estamos com uma pessoa porque nos faz rir, porque nos escuta, porque é carinhosa, amável, tem gostos parecidos,  valores comuns, etc.

»A atração aumenta quando as duas pessoas se vão conhecendo e vão vendo que como casal podem crescer juntos e estarem a gosto. O físico passa completamente para um segundo plano, mesmo que claro, tenha que cuidá-lo, esmerar-se em estar bonitos para agradar  essa pessoa; que se note em nosso cuidado pessoal que nos importa, que o respeitamos, que queremos estar bonitos para essa pessoa, etc.

-Dê conselhos para as pessoas que estão buscando trabalho, por exemplo, de como devem se vestir, de como devem  cuidar de sua imagem e a linguagem de seu corpo, da Comunicação não verbal implícita no vestir. Dê conselhos práticos tanto para homens como para mulheres.
-Portanto, no caso das entrevistas de trabalho, insisto na importância de serem conscientes e coerentes com a situação, ir arrumados, corretos, conforme o respeito que a pessoa que nos está entrevistando e a empresa  merecem; é fundamental. Só  temos uma oportunidade de criar uma primeira impressão, não  esqueçamos…

-No livro fala abertamente deste tema referindo-se a políticos e personagens conhecidos e seus desatinos, de como influi no sentir dos eleitores a imagem dos políticos…
-Efetivamente, eu extraí exemplos de acertos e desacertos que mostram como o tema da coerência, da segurança, da responsabilidade e o que leva a ser um personagem  público que representa um país, uma comunidade autônoma ou um partido político implicam, e como seu aspecto influi em seus eleitores, seguidores ou em representações internacionais.

-E por último, nos chamou a atenção sua aposta pela “ Revolução do pudor” como reza um dos capítulos…  Crê  que é possível conscientizar as pessoas do que  leva o cuidar a intimidade através da roupa? Crê  que é possível  entender, sem colocar o preconceito religioso, em muitos casos?
-Minha experiência destes anos com os garotos jovens é muito positiva neste sentido. Entendem perfeitamente o tema, porque se explico com amor, com humor, não com autoritarismo, puritanismo nem impondo meu critério. Tento apelar para o sentido comum, algo que não tem nada a ver com religiões nem crenças.

É bastante significativa a relação entre falta de auto-estima e falta de pudor. Se alguém não se ama e busca a aceitação dos outros pelo que ensina ou deixa de ensinar, porque segue a moda seja qual for e tenham o tamanho que tenham, de usar as alças de sutiã aparecendo  ou roupas íntimas  acima das calças ", porque todo mundo faz isso" ...

- São os jovens impermeáveis aos conselhos neste sentido?
-Eles mesmos, nos exemplos gráficos que lhes ponho e argumentando  que essas modas as criam as multinacionais que só  querem vender roupa interior de marca, para fazer caixa…  Dizem-me:-“Faz-nos pensar”-.

»Quando os repreendo sobre o conceito que tem sobre a intimidade com exemplos que podemos ver todos nas Redes Sociais:-”Não pões em teu mural do Facebook uma mensagem privada da pessoa que gosta, mas vai mostrando a roupa interior ou metade do peito a todos os que tens perto de você”-.

»Vê que reagem e curiosamente não  querem sair da aula… perguntam, me mandam depois e-mails comentando situações particulares ou enviando-me fotos… É um trabalho precioso e muito edificante.

»Hoje em dia, não sair com transparências em todas as horas, nem mostrando a roupa interior no ônibus, na classe, no  trabalho ou em eventos sociais, é uma revolução. Significa que não sou um carneirinho que faço o que todo o mundo faz…

»Que tenho meu próprio critério sobre estas coisas, minha própria maneira de entender a moda, a dignidade do corpo, que reservo minhas intimidades para quem as tenho que reservar, e que a ninguém  interessa que cor é a minha  roupa interior. Quero que me olhem no rosto, que me escutem e que me valorizem pelo que sou, pelo que posso colaborar no mundo, por meus valores e virtudes.

- A que tipo de público é dirigido o livro?
-Mesmo que meu enfoque de  auto-estima seja católico; o livro também é dirigido aos não crentes, porque a única coisa que reivindico nele é que sejam fiéis a si mesmos, não aos imperativos das multinacionais do consumo nem das marcas de moda.

»E que saibam que todos temos uma dignidade pessoal somente por sermos pessoas, não somos animaizinhos do parque sem critério nem inteligência para controlar atos e atitudes. Somos únicos… e por essa unicidade nos querem… Só  temos que crer em nós e crescer. As gorduras podem se dissimular, o que há no coração do ser humano não.

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